Perspectivas da Economia Brasileira entre 2011 e 2014

O real, que encabeçava a lista das moedas com maior valorização frente ao dólar, a partir de outubro de 2010, com a série de medidas do governo para desestimular o ingresso de moeda estrangeira no país, diminuiu sua apreciação relativa. A posição da moeda doméstica, no final do ano de 2010, foi a de 11º lugar no universo das 16 principais moedas do mundo. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, na Primeira Reunião Ministerial do Governo Dilma, argumentou que “a apreciação do real se deve ao sucesso da política econômica brasileira”. Veja a ApresentaçãoPerspectivas da Economia Brasileira 2011-2014 MF 140111

A cotação do real, desde outubro até este mês de janeiro, está praticamente estável. O dólar saiu de R$ 1,71, antes da duplicação da alíquota do IOF, para R$ 1,69 agora. Não fossem as providências oficiais, o real estaria mais apreciado, com todos os efeitos perversos que isso traz para a competitividade do país. Mas a apreciação da moeda não significaria apenas ônus para a economia pois seria também forma de o câmbio flutuante contribuir para o controle da inflação. O índice de commodities em reais, por exemplo, atingiu no início deste ano seu patamar máximo: 560 pontos. Isso evidencia que o país está importando inflação que o câmbio, se flutuante, poderia neutralizar.

O Ministério da Fazenda estima para este ano de 2011 que a taxa de inflação chegará a 5%, acima, portanto, da meta de 4,5%. A convergência do IPCA para a meta só deverá ocorrer em 2012.

A taxa de crescimento da economia, esperada oficialmente, será de 5,9%, na média, durante os próximos quatro anos, o que, se confirmado, colocará o governo de Dilma Roussef com performance bem acima dos dois governos anteriores: no de Lula, o crescimento médio do PIB foi de 4% e,no de Fernando Henrique Cardoso, 2,6%.

Para chegar a tal desempenho, a Fazenda acredita que o país alcançará taxa de investimento de 24,1% do Produto Interno Bruto em 2014, saindo de estimados 19% do PIB em 2010. Desde 2002, apenas em 2008 e 2010 a taxa de investimento superou a casa dos 16% do PIB.

A demanda doméstica cresceu 10,1%, no ano de 2010, mas ainda assim se atribui a aceleração da inflação ao choque dos preços de alimentos. O governo fará “consolidação fiscal” este ano e “não ajuste fiscal clássico, com corte de gastos que provoque o desemprego, a recessão e a redução dos investimentos”. O que o governo fará “esforço de racionalização das despesas com aumento da eficiência do gasto público”.

Segundo o ministro, os investimentos da União fecharam 2010 em R$ 49,1 bilhões, com o cálculo do total do investimento público de 5,1% do PIB. Este patamar foi superior ao registrado nos governos militares.

16 thoughts on “Perspectivas da Economia Brasileira entre 2011 e 2014

  1. EUA x Brasil – Enquanto o primeiro estimula-se o consumo, para incrementar aumento o PIB e arrecadação de impostos, aqui no Brasil é diferente, se aumenta o custo financeiro para impactar o crédito ao consumo, decisão que automaticamente diminui o PIB e a arrecadação de tributos. O que se entende, realmente, é que nossa política econômica é diferente da adotada pelos países desenvolvidos.

    • Prezado Heretiano,
      é necessário considerar também que, quando a demanda está muito aquecida, ou seja, há ameaça de “inflação de demanda”, é necessário regular a demanda agregada para alcançar a meta de inflação. Então, o debate é se a “inflação importada”, relacionada a “bolha das commodities”, será também controlada com o desaquecimento da economia.
      Att.

  2. Teorias e economia – A matéria é extensa, e que envolvem vários fatores, sendo que o cidadão comum jamais terá entendimento de tudo que acontece neste universo dos números, por outro lado, cada sujeito economista procura distinguir seu ponto de vista. Quanto a inflação importada é um dos maiores problemas que se apresenta, no entanto, o que observamos é que ainda existem países que mantém um auto controle eco-financeiro em suas contas, porém vale destacar que existem acompanhamento de forma eficiente e eficaz. Quanto aos gastos públicos, que muitas das vezes produz uma taxa de endividamento interno bastante relevante é um grande problema para a economia. Portanto, sentimos a ausência de auditorias com mais seriedades, observe um dos itens que faz diferença na economia,: a corrupção!!, que de acordo com nossas pesquisas, constatamos que em nosso país atinge anualmente, a ordem de 69 Bi., sem falarmos nos outros fatores que afeta o desempenho da economia, tanto a nível nacional quanto internacional. E, tudo isso, nossa sociedade jamais entenderá o desempenho dessas metodologias. Sem outro particular, sou,

  3. Cálculo da corrupção está em relatório lido, se o espirito não me engana, pelo senador Mozarildo Cavalcanti, em pleno Senado Federal, transmitido pela TV. Senado. Isto é apenas um dos itens que chama atenção, e se mapearmos nossa economia de forma eficiente, com certeza teremos mais problemas. No Brasil, temos 5.564 Municípios, 26 Estados e 1 DF. Portanto, tenho ponto de vista formado sobre os nossos gestores públicos, eleitos por público onde a maioria é composta por leigos. Alguns desses administradores públicos também são leigos no assunto, e praticam uma serie de desvios de recursos com ajuda daqueles que portam entendimento. Isso é de meu conhecimento material, sem falarmos no que produz a mídia nacional. Tudo isso são fatores que atrapalha nossa economia em seu desempenho.

    • Prezado Heretiano,
      para fazer crítica fundamentada não basta o preconceito ideológico, inclusive porque ele pode conduzir ao retrocesso democrático, buscando adoção de uma “democracia elitista”, onde só podem votar os que tem determinado nível de escolaridade, ou seja, os “não-leigos”.
      Att.

  4. Custo financeiro – Lembrar, que, para aqueles, que não tem alcance do que isso significa para a sociedade: esse item se traduz como aumento no preço de venda, de produtos, mercadorias e serviços, até porque, quando na elaboração do preço, este item está inserido em custo variável, proporcionando, assim maior lucratividade (rétido), para a classe empresarial. Esse segmento apenas comenta sobre, custo, nunca deixa de ventilar sua rentabilidade, precisamos banir esse paradigma, que está impregnado na mentes de muitos. Além do mais, não entender que carga tributária, quem paga são os empresários, pelo contrário, estes encargos racaí sobre a responsabilidade da sociedade, apenas o empresáriado, faz repasse para as três esferas, União, estados e Municípios.

  5. Estimado mestre !

    Baseado em pesquisas, sobre o desempenho do entendimento na área empresarial, elaborei um Blog, para colaborar com daqueles que militam na área, onde essas informações tem produzido resultados, de acordo com contatos que tenho recebido . És o endereço: http://www.heretianopereira.blogspot.com
    Portanto, se trata de itens introdutório, mas que sem sobra de dúvida, ajudará na elaboração de relatórios para entendimento do empresário. Sem outro particular, sou,

  6. PIB – Produto Interno Bruto – este geralmente é publicado através de cálculos projetados, até porque as empresas produzem informações eco-financeira, no mês subsequente, contando do dia cinco em diante. Sendo, que no dia 30 de cada mês, já temos o resultado publicado, onde este sofrerá logo em seguida, determinados ajustes, para corrigir o orçado.

  7. Estatistica nacional – Quando se diz que os fatores da economia não andam muito bem, muita gente fica um pouco diferente, mas , volta a afirmar, que é mesmo assim, no dia 02 deste mes, estive no IBGE, em João Pessoa, a procura de informação sobre o PIB do município, um dos diretores alegou que ainda estavam trabalhando no exercício de 2009, quanto ao ano de 2010, não se tem previsão de sua conclusão. Como é que vamos ter uma economia real da informação, o que se observa é que os fatores de resultados não funcionam. Portanto, precisamos incrementar essa idéia. Pense nisso !!!

  8. Contabilidade ainda é um dos Pilares da macroeconomia, o que me parece é que muito gente não leva a serio, precisamos urgentemente reverter esses conceitos.
    Por outro lado, sabemos que vários itens a compõe, como: Sociologia, Antropologia, História, Geogrfia, Direito, e tantas outras disciplinas, precisamos de pelo menos entender um pouco de cada fator. Com certeza terinhamos grandes informações para a sociedade. Sem outro particular, sou,

  9. Prezado Fernando Nogueira, gostaria de saber sua opinião de crescimento e poder de consumo das classes médias. Para ser mais específico, gostaria de saber se o brasileiro das classes C e D consumirão mais produtos que antes não tinham acesso?

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