Produção “da Porteira para Dentro” e Exportação “da Porteira para Fora”

Gerson Freitas Jr. (Valor, 13/10/11) informa que o Ministério da Agricultura voltou a reajustar para cima sua estimativa para o valor bruto da produção agrícola (VBP) em 2011. Agora, a previsão é de que o faturamento (“da porteira para dentro”) das 20 principais culturas atinja R$ 205 bilhões, um aumento de 12,1% em relação ao ano passado. Se confirmado, este será o maior valor da série histórica, iniciada em 1997.

Soja, cana-de-açúcar, milho, café e laranja devem representar 72% de toda a renda gerada dentro das fazendas, enquanto as 15 culturas de menor expressão ficam com apenas 18%. A soja continua a concentrar a maior parte da renda, cerca de R$ 53,8 bilhões (26%), seguida pela cana (R$ 34,4 bilhões ou 17%) e o milho (R$ 23,9 bilhões ou 12%).

A renda do café é a que mais deve crescer entre as culturas de maior expressão, 37,1%, a R$ 22,3 bilhões. Assim, a participação da cafeicultura no VBP total sobe de 8,9%, em 2010, para 10,9% neste ano.

Vale lembrar que o País é o 2o. maior produtor e exportador mundial de soja em grão, 4o. maior produtor e 2o. exportador em óleo de soja e farelo de soja; 1o. produtor e exportador mundial de açúcar, 2o. produtor e 1o. exportador de etanol; 4o. maior produtor e 3o. maior exportador de milho; o 1o. produtor e exportador de café; o 1o. produtor e exportador de laranja. Não se deve esquecer também do algodão. O País é o quinto maior produtor e exportador mundial.

O complexo das carnes e derivados também coloca o Brasil em posição de destaque na agropecuária mundial. É o 2o. maior produtor de carne bovina (1o. exportador); 2o. maior produtor de couros e peles (4o. maior exportador); 3o. maior produtor de calçados (6o. maior exportador); 3o. maior produtor de carne de frango (1o. exportador); 4o. maior produtor de carne suína (4o. maior exportador).

 

One thought on “Produção “da Porteira para Dentro” e Exportação “da Porteira para Fora”

  1. Enquanto isso o “neo-moderno-eficiente-com-metas” governo Alkimin (e outros ocupantes das últimas 2 décadas!!) deixam passar o bonde ou o “cavalo arreiado, com sua falta de interesse à agricultura deixa um São Paulo cada vez mais para trás do que vem se tornando uma das mais modernas e eficientes agriculturas mundiais.
    A base desse “gigante econômico” foi um centenário trabalho de inovação e educação iniciado por D.Pedro com o IAC e Luiz de Queiroz há mais de 120 anos. O fruto dos trabalhos de pesquisa introduzindo novas culturas, desenvolvendo variedades e tecnologias específicas para os trópicos, após 40-60 anos geraram os “frutos econômicos” de café, algodão, laranja, etc…
    A secretaria da Agricultura representa 0,4% (menos de MEIO!!) do orçamento do Governo. E o investimento em pesquisa, a despeito de ter a maior taxa de retorno de todas as áreas de conhecimento, é menos do que 10% desse orçamento…
    A morte por inanição orçamentária que o Governo Paulista condenou sua secretaria de agricultura, juntamente com sua pesquisa aplicada feita no IAC e IZ (feita desde antes da República), será sentida dentro de mais uns 20 anos quando não existirá mais variedades resistentes às pragas que surgirão em São Paulo e exemplos como o da Seringueira adaptada para o Estado (que o tornou o maior produtor nacional), laranja, etc. Serão somente, talvez, uma nota curiosa no rodapé dos registros de historiadores urbanos…

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