Cruzeiro 6 X 1 Atlético

Em Homenagem às Torcidas dos Times que já foram rebaixados a interessante música e irônica letra do grupo pernambucano Siba e a Fuloresta: “Meu Time“. A referência é à exemplar torcida do Santa Cruz.

 

A goleada histórica aplicada pelo Cruzeiro sobre o Atlético, por 6 a 1, no dia 4 de dezembro de 2011, na Arena do Jacaré, pelo encerramento do Brasileirão, evitou o rebaixamento. Assegurou a permanência do Cruzeiro na Série A e em um seleto grupo. O clube celeste é um dos únicos cinco a jamais cair para a Segunda Divisão. Além da Raposa, apenas Internacional, Flamengo, Santos e São Paulo nunca foram rebaixados. Cruzeiro, Flamengo e Internacional são ainda os únicos clubes sempre presentes na Série A. Apesar de nunca terem sido rebaixados, Santos e São Paulo não disputaram a edição de 1979, por serem contrários ao calendário que foi proposto naquela temporada.

Vencer o clássico contra o Atlético enquanto era o pior time do returno, inclusive com o menor número de gols marcados, e sem seus dois principais jogadores – Montillo e Fábio – não parecia ser uma tarefa fácil para o Cruzeiro. Porém, manteve-se a tradição recente de vitórias com goleadas. A goleada foi histórica, pois ainda serviu para deixar os celestes em vantagem no retrospecto do clássico pelo torneio. Até esse duelo, havia um empate no número de vitórias. Agora, são 19 da Raposa e 18 do Galo. Em 54 confrontos pelo Campeonato Brasileiro, houve ainda 17 empates.

O levantamento já inclui as competições disputadas antes de 1971, reconhecidas recentemente pela CBF como Brasileiros. O primeiro duelo ocorreu em 1967, no Mineirão, diante de 91.042 pagantes. O Cruzeiro, de Tostão, Piazza, Dirceu Lopes e Raul não tomou conhecimento do rival e aplicou a goleada de 4 a 0.

De lá para cá, Cruzeiro e Atlético fizeram duelos épicos pela maior competição do Brasil. O Galo dominou o início dos anos 90 e ampliou sua vantagem no retrospecto, já construída no fim dos anos 70. A Raposa, por sua vez, tirou a diferença nos anos 2000 e conseguiu igualar os números só na última partida, vencida por 2 a 1, com dois gols de Montillo.

Com a goleada por 6 a 1, esta é a primeira vez que o Cruzeiro ultrapassa o rival nos confrontos diretos pelo Brasileirão.

Sequências

A maior sequência de vitórias alvinegras ocorreu de 1992 a 1995. Foram quatro triunfos seguidos. Somados a um empate e outra vitória, o Galo ficou seis jogos sem perder para o rival. O tabu foi quebrado em 1996, quando o atacante cruzeirense Paulinho Mclaren marcou o gol do triunfo por 2 a 1 e notabilizou sua comemoração ao imitar uma galinha ao lado da torcida atleticana.

Já a maior sequência celeste ocorreu de 2005 a 2008, com seis vitórias seguidas. O tabu foi quebrado com um triunfo atleticano por 3 a 0, no Mineirão, na semana que antecedeu a final da Libertadores 2009, entre Cruzeiro e Estudiantes. Por conta disso, o clube celeste disputou o clássico com o time reserva.

Outros números

Os números de Cruzeiro e Atlético em Brasileiros são exatos e indiscutíveis. Os demais retrospectos entre as equipes, porém, geram divergências entre os clubes.  Até mesmo nos jogos disputados no Estádio da Pampulha, após 1965, há diferença nas estatísticas. De acordo com o Cruzeiro, são 218 partidas, sendo 80 vitórias celestes, 69 empates e 69 derrotas. Para o Galo, foram 224 jogos, com 72 vitórias alvinegras, 71 empates e 81 derrotas.

Os números do clássico no Brasileiro:

Maior goleada aplicada pelo Cruzeiro
6 a 1, em 2011

Maior goleada aplicada pelo Atlético
3 a 0, em 2004 e 2009

Maior sequência de vitórias do Cruzeiro
6, entre 2005 e 2008

Maior sequência de vitórias do Atlético
4, entre 1992 e 1995

Maiores públicos pagantes
98.778 – Atlético 2 x 1 Cruzeiro, em 29/01/1978
97.928 – Cruzeiro 2 x 1 Atlético, em 28/09/1969
94.381 – Cruzeiro 0 x 0 Atlético, em 08/02/1987
90.190 – Atlético 1 x 1 Cruzeiro, em 11/02/1987

Retrospecto por décadas

1960
5 jogos, 2 vitórias do Cruzeiro, 2 empates e 1 vitória do Atlético

1970
11 jogos, 7 empates, 3 vitórias do Atlético e 1 vitória do Cruzeiro

1980
8 jogos, 4 empates, 2 vitórias do Cruzeiro e 2 vitórias do Atlético

1990
12 jogos, 7 vitórias do Atlético, 3 vitórias do Cruzeiro e 2 empates

2000 até hoje

18 jogos, 11 vitórias do Cruzeiro, 5 vitórias do Atlético e 2 empates

Veja a classificação e pontuação dos rivais na história dos pontos corridos:

2003 – Campeonato com 26 equipes
Atlético – 7º – 72 pontos
Cruzeiro – 1º – 100 pontos

2004 – Campeonato com 24 equipes
Atlético – 19º – com 53 pontos
Cruzeiro – 13º – com 56 pontos

2005 – Campeonato com 22 equipes
Atlético – 20º com 47 pontos (rebaixado)
Cruzeiro – 8º – com 60 pontos

2006 
– *A partir desse ano 20 equipes passaram a jogar a Série A
*Atlético – Campeão da Série B com 71 pontos
Cruzeiro – 11º – com 53 pontos (faltaram os 6 pontos garantidos contra o Galo)

2007

Atlético – 8º – com 55 pontos
Cruzeiro – 5º – com 60 pontos

2008
Atlético – 12º – com 48 pontos
Cruzeiro – 3º – com 67 pontos

2009

Atlético – 7º – com 56 pontos
Cruzeiro – 4º – com 62 pontos

2010
Atlético – 13º – com 45 pontos
Cruzeiro – 2º – com 69 pontos

O primeiro clássico válido por uma competição nacional foi no Robertão de 1967 recentemente reconhecido pela CBF como Brasileiro. O Cruzeiro, de Tostão (camisa 8), não tomou conhecimento do rival e aplicou a goleada de 4 a 0, diante de 91.042 pagantes, no Mineirão.

A partida válida pelo Mineiro de 1967 está na memória de todos os cruzeirenses da época. Foi um dos jogos mais emocionantes que assisti ao vivo. O Cruzeiro perdeu Tostão aos 5 minutos de jogo e Procópio, expulso, aos 25. O Atlético fez 3 a 0 aos 15 do 2º tempo e a vitória garantia o título ao Galo. O Cruzeiro chegou ao empate e quase virou o placar, em uma cobrança de falta de Zé Carlos que acertou a trave no fim do jogo, diante de 90.838 pagantes. O Cruzeiro acabou campeão daquele ano.

O recorde de público do Mineirão ocorreu contra o Villa Nova, em 1997 (132.834). Mas, até essa partida, o maior público do estádio havia sido no clássico de 1969, pelo Campeonato Mineiro, quando 129.377 torcedores compareceram ao Gigante da Pampulha e viram a vitória celeste por 1 a 0 sobre o Galo, gol de Tostão. Assisti a este jogo em pé, na arquibancada, pois não era possível ninguém sentar.

Em 1994, o Atlético montou a chamada Selegalo, com craques como Renato Gaúcho, Neto, Luis Carlos Wink, Adílson Batista e o zagueiro da Seleção Uruguaia Kanapkis. O então garoto Ronaldo Fenômeno, com 17 anos, marcou os três gols da vitória por 3 a 1 do Cruzeiro no clássico, todos em cima de Kanapkis, e entortou a estrela uruguaia em diversos dribles desconcertantes.

Na final da Copa dos Campeões de MG, em 1999, o Cruzeiro goleou o Atlético por 5 a 1, com dois gols de Valdo, um de Marcelo Ramos, um de Alex Alves e um de Paulo Isidoro.

Em 1996, o Cruzeiro quebrou um tabu de seis anos sem vencer o Galo em Brasileiros com uma vitória por 2 a 1, diante de 87.649 pagantes. Paulinho Mclaren notabilizou a comemoração do gol do triunfo ao imitar uma galinha bem ao lado da torcida atleticana.

No Brasileiro de 2000, o Cruzeiro começou perdendo por 2 a 0 com 20 minutos de jogo. O clube celeste reagiu e virou a partida para 4 a 2. Sorín marcou o gol da virada e iniciou ali sua grande identificação com a torcida celeste.

No Mineiro de 2003, o Cruzeiro perdia por 2 a 1 até os 34 minutos do segundo tempo e virou o duelo para 4 a 2. Como o campeonato foi disputado por pontos corridos, o triunfo sobre o rival foi fundamental para a conquista do título estadual daquele ano.

No Brasileiro de 2003, o Cruzeiro pegou o Galo na condição de líder e impôs seu futebol, vencendo por 1 a 0, gol de Mota. A vitória fez o Cruzeiro abrir 12 pontos de vantagem sobre o Santos, segundo colocado.

Em 2005, o Cruzeiro venceu os dois clássicos pelo Brasileiro, afundando ainda mais o rival para o rebaixamento à Segunda Divisão. No duelo do segundo turno, a torcida celeste se empolgou com a vitória por 1 a 0 e já gritou “segunda divisão” no estádio.

Em 2007, o Cruzeiro venceu um jogo eletrizante por 4 a 3. Depois de abrir 2 a 0, sofreu a virada no segundo tempo e teve forças para fazer 4 a 3, com direito a drible da foca de Kerlon sobre Coelho e muita confusão em campo, depois da jogada polêmica.

Em 2008, o Cruzeiro foi campeão mineiro aplicando a maior goleada do clássico no Mineirão: 5 a 0.

Em 2009, o clube celeste repetiu o feito do ano anterior e voltou a fazer 5 a 0 na decisão do Mineiro. O atacante Kleber relembrou o gesto de Paulinho Mclaren em 1996 e também imitou uma galinha na comemoração, ao lado da torcida atleticana.

Em 2010, o Cruzeiro venceu o Galo por 3 a 1, com direito a ironia da torcida, que levou flanelinhas ao estádio para zombar do rival, que teria ‘guardado a vaga’ celeste na Libertadores no ano anterior. O técnico alvinegro Vanderlei Luxemburgo se irritou com provocações e fez uma ‘banana’ para a torcida celeste. Aí, ela riu mesmo…

Fonte: http://www.mg.superesportes.com.br/app/fotos/futebol/cruzeiro/2011/11/29/galeria_cruzeiro,1762/classicos-historicos-para-os-cruzeirenses.shtml

8 pensamentos em “Cruzeiro 6 X 1 Atlético

  1. FoI vendido pelo Kaliu este jogo.
    Deve ter sido em promoção ou liquidação.
    Pois ao contrario o Cruzeiro não teria adquirido seis gools.

  2. Bem feito pro galo! Quem mandou desrespeitar o meu Cruzeiro? O jogo nao foi comprado, é lógico que o Cruzeiro jogou muito melhor. Cruzeiroooooooo, campeão!
    Ass.: andre carmo vilela

  3. Cruzeiro comprou e o BMG pagou…. ou vcs acham que o BMG iria aplicar milhões no “TIMICO” e ter alguns jogadores de lá na SEGUNDONA… e a goleada foi só para confundir o torcedor…. MP neles e no BMG… e no jogadores que se venderam…

  4. AH ! Se esqueceram dos 9X2 que vcs sofreram em nov. de 1927 ??? e não venham com essa conversa que tem mto tempo, pois vccs teram toda eternidade para descontar… Ah ! estava me esquecendo , o que vcs chamam de hj, amanhã será passado , e fará parte da história como 1027 já faz… mas que continua imbatível….

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