Fatores Externos e/ou Internos São Determinantes do Crescimento do PIB Brasileiro?

Crescimento do PIB da China 2003-2013PIB Brasil X Mundo

Bráulio Borges é economista-chefe da LCA Consultores. Escreveu artigo (FSP, 11/04/14) avaliando o crescimento econômico brasileiro de maneira comparada com o crescimento mundial, dado mais recentemente pelo crescimento chinês. Reproduzo-o abaixo, seguido da crítica de Samuel Pessoa, conselheiro do Aécio, que deseja culpabilizar a adversária, Dilma Rousseff, afirmando que, dentre três fatores (crise mundial-pleno emprego-política econômica), “a alteração do regime de política economia a partir de 2009 é responsável por um terço ou pouco mais da perda de dinamismo de nossa economia”. A dedução é que essa política econômica que resultou aqui em pleno emprego, em época de forte desemprego nos países desenvolvidos, é lamentada pelos neoliberais… Continuar a ler

Mudança de Preços Relativos entre Petróleo e Gás Natural

Grande desacoplamento gás natural X petróleo

Gene Epstein (Barron’s apud WSJ, 03/04/14) escreveu matéria cujo título é para assustar os produtores de petróleo e (atuais e futuros) competidores dos EUA: “Novas descobertas achatam preço do petróleo e mudam forças de O Mercado”Novas descobertas de petróleo e gás natural ao redor do mundo poderiam baixar o preço do barril dos atuais US$ 100 para US$ 75 nos próximos cinco anos. Além disso, uma queda na demanda também vai pressionar a supremacia do petróleo à medida que aumenta o uso de combustíveis alternativos, como o gás natural. Como sempre, desconfie de informações que buscam formar as opiniões voláteis dos investidores…

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História de Pioneiro da Industrialização Gaúcha

De Tangará para a China

Sérgio Ruck Bueno (VAlor, 03/04/14) narra uma biografia ilustrativa de um caso de empreendedorismo no Sul do Brasil. “Prestes a completar 85 anos, em 6 de agosto, um dos pioneiros da industrialização do Rio Grande do Sul e acostumado a lidar com intempéries, o empresário Raul Randon não esconde a preocupação com o futuro próximo da economia. “Sinto como se estivéssemos caminhando em cima de brasas”, diz o fundador e presidente do conselho de administração do grupo Randon, que opera nos segmentos de implementos rodoviários, vagões e autopeças e apurou receita líquida de R$ 4,3 bilhões em 2013, com expressiva alta de 21,5% sobre 2012.

Neto de imigrantes italianos, tratado com reverência por boa parte dos seus 12,1 mil funcionários, ele expressa a inquietude com voz tranquila e pausada. “O mercado [de materiais de transporte] pode dar uma segurada e se neste ano pudermos fazer o que fizemos no ano passado já estou contente”. E 2015? “Ah, no ano que vem é certo que o nosso mercado vai baixar”.

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Capitalismo de Estado no Brasil: Oportunidades na Indústria do Petróleo

Oportunidades na Indústria do PetróleoA Indústria do Petróleo poderá se desenvolver muito no Brasil com a substituição de importações na Indústria Química. Quem disse que “o modelo de substituição de importações” estava “morto-e-enterrado”? Os neoliberais chegam ao culme de falar asneira ao tratar a Professora Maria da Conceição Tavares, autora do texto clássico sobre o assunto, como “a criadora o modelo de substituição de importações”!

Elisa Soares (Valor, 20/03/14) informa que os desafios tecnológicos que cercam a exploração de petróleo e gás em águas profundas podem servir de incentivo para o aumento da produção de químicos para este segmento no Brasil. Os produtos – hoje em sua maioria importados – ajudam a estender a vida útil tanto dos campos de petróleo, aumentando sua produtividade, como dos equipamentos, atuando na redução do efeito corrosivo do mar.

Pesquisa coordenada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e realizada pelo consórcio formado pela Bain e a Gas Energy, está mapeando oportunidades no setor químico, e já identificou que o mercado nacional de químicos para exploração e produção (E&P) de petróleo e gás vai crescer 19% nos próximos anos. Velocidade maior do que o avanço esperado para o E&P de óleo e gás, de 9% ao ano.

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Falso Alarmismo: Denúncia do Presidente da Vale

Pânico Falso

Francisco Góes (Valor, 06/03/14) entrevista o presidente da Vale, Murilo Ferreira. Ele afirma que há três fatores que vêm influenciando a visão dos investidores sobre a mineradora:

  1. os volumes de produção de minério de ferro,
  2. a China e
  3. o processo eleitoral brasileiro.

“Em havendo uma evolução nesses três ambientes, a precificação [da ação] da Vale vai chegar ao nível que ela merece hoje”, disse Ferreira.

Esses três elementos afetaram as ações da empresa. De janeiro até o dia 5 de março de 2014, a ação preferencial caiu 14,12%, cotada a R$ 28,10 por ação. “Vivemos um começo de ano de verdadeiro apocalipse em relação à China e ao Brasil. E não enxergo essa situação nem em um nem em outro“, afirmou o executivo. Para ele, o mundo continua, porém, em ambiente de grande volatilidade e muita incerteza.

No cenário doméstico, como resultado do processo eleitoral, Ferreira avalia que o país está vivendo um FLA x FLU desnecessário. Ele destacou o dado positivo do investimento no PIB do ano passado e reconheceu que o país vive uma valorização cambial “excessiva”.

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Mineração: Investimentos, Produção e Exportação

Investimentos e Produção em Mineração

Olivia Alonso (Valor, 05/03/14) informa que o setor mineral brasileiro receberá US$ 53,6 bilhões em novos investimentos nos próximos cinco anos, até 2018. Esta é a previsão mais recente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram). A cifra até parece positiva quando o valor é olhado isoladamente. Mas é muito pequena quando se observa o potencial minerador do país. E parece ainda menor se comparada ao valor de dois anos atrás. A previsão era de US$ 75 bilhões para o período de 2012 a 2016. Hoje, os recursos previstos são 28,5% menores.

Os maiores cortes e suspensões de projetos têm sido feitos em operações de minério de ferro, até porque a commodity é responsável por 60% do total dos investimentos minerais do país. Recursos para projetos de ouro e cobre também têm encolhido, bem como aqueles que seriam direcionados para a produção de níquel e zinco.

A razão das quedas não é única, mas um conjunto de fatores que fizeram minguar o otimismo na mineração brasileira. Queda dos preços das commodities, burocracia excessiva para licenciamentos ambientais, escassez de capital e incertezas regulatórias formam o pacote de desestímulo.

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Indústria Automobilística: Bons Resultados do Regime Automotivo na Política Industrial

Efeito do Regime Automotivo

É reconhecido que a Indústria Automobilística produz grandes efeitos encadeamentos para trás e para frente, possuindo longa cadeia produtiva, que tem como satélites empresas fornecedoras de materias primas e autopeças, e cadeia distributiva, desde as concessionárias, as revendedoras, até o financiamento de compras de veículos. Assim, o Regime Automotivo, adotado durante o Governo Dilma, já está apresentando bons resultados.

Camilla Veras Mota (Valor, 06/03/14) avalia que os incentivos governamentais tornaram a indústria brasileira mais dependente do setor automotivo no período pós-crise. De acordo com estudo feito pela consultoria Tendências, no ano de 2013, o segmento foi responsável por 69,1% do aumento da produção industrial e contribuiu com 0,8 ponto percentual para a alta de 1,2%. Em 2008, a participação foi de 18,4% – o avanço de 8,1% na produção do segmento automotivo respondeu por 0,6 do resultado geral, de 3,1%.

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Receita dos Serviços em 2013 cresce 8,5%


Brasil – Dezembro 2013
Indicadortes de Receita Nominal do Setor de Serviços, Segundo Grupos de Atividades
Atividades Mês/Igual Mês do Ano Anterior Acumulado
Taxa de Variação (%) Taxa de Variação (%)
Out Nov Dez No Ano 12 Meses
Brasil
8,8
8,8
8,4
8,5
8,5
1 – Serviços prestados às famílias
12,6
10,1
9,5
10,2
10,2
   1.1 – Serviços de alojamento e alimentação
11,5
9,8
10,3
10,6
10,6
   1.2 – Outros serviços prestados às famílias
19,6
12,3
4,3
7,2
7,2
2 – Serviços de informação e comunicação
7,9
7,0
7,0
6,9
6,9
   2.1 – Serviços TIC
7,6
5,6
5,9
7,0
7,0
   2.2- Serviços audiovisuais, de edição e agências de notícias
9,7
15,1
13,9
6,4
6,4
3 – Serviços profissionais, administrativos e complementares
7,3
9,4
6,7
8,1
8,1
   3.1 – Serviços técnico-profissionais
3,6
4,2
0,4
4,6
4,6
   3.2 – Serviços administrativos e complementares
8,8
11,6
9,6
9,5
9,5
4 – Transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio
9,9
10,2
11,5
10,8
10,8
   4.1 – Transporte terrestre
8,7
8,1
8,3
10,7
10,7
   4.2 – Transporte aquaviário
27,1
14,9
17,3
18,0
18,0
   4.3 – Transporte aéreo
21,2
11,7
11,2
16,8
16,8
   4.4 – Armazenagem, serviços auxiliares dos transportes e correio
6,4
13,1
16,5
8,0
8,0
5 – Outros serviços
9,7
9,1
6,7
5,9
5,9

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Serviços e Comércio

Para entender a economia brasileira, não basta observar a agroindústria e a indústria de transformação, devemos nos atentar para a Servindústria Brasileira, além, claro, para a indústria extrativa, a de construção civil e a de serviços de utilidade pública, como energia elétrica. Veja o desempenho de Serviços em 2013.

O setor de serviços registrou no Brasil um crescimento nominal de 8,4% em dezembro de 2013 na comparação com igual mês do ano anterior, taxa inferior às registradas em outubro e novembro (ambas com 8,8%). Os serviços prestados às famílias variaram 9,5%, os serviços de informação e comunicação, 7,0%, os serviços profissionais, administrativos e complementares, 6,7%, transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio, 11,5%, e outros serviços, 6,7%. O crescimento nominal acumulado nos 12 meses de 2013 ficou em 8,5%, mesmo patamar das taxas registradas desde abril.

Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), primeiro indicador conjuntural mensal que investiga o setor de serviços no país, abrange as atividades do segmento empresarial não financeiroexceto os setores da saúde, educação, administração pública e aluguel imputado (valor que os proprietários teriam direito de receber se alugassem os imóveis onde moram). A publicação completa da pesquisa pode ser acessada em:

www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/servicos/pms.

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Miopia de O Mercado quanto à Petrobras

Mapa Pre-salPetrobras informa que suas reservas provadas no pré-sal em 2013 cresceram 43% quando comparadas ao ano de 2012. Desde 2007, a companhia vem incorporando volumes crescentes às suas reservas provadas oriundas da camada pré-sal, que se estende do sul do estado do Espírito Santo até o estado de Santa Catarina. Atualmente, mais de um quarto das reservas provadas da Petrobras são provenientes do pré-sal. Em 2013, a perfuração de 42 poços nesta camada do pré-sal, associada ao excelente desempenho das plataformas em produção nas Bacias de Campos e Santos permitiu este crescimento de reservas em 43%.

É importante destacar que o aumento das reservas ocorre em paralelo com uma produção crescente na camada do pré-sal. Em 13 de janeiro de 2014 entrou em operação, com uma produção de 28 mil barris de petróleo por dia, o segundo poço produtor da plataforma Cidade de Paraty, no campo de Lula, totalizando 58 mil barris de petróleo por dia nesta plataforma.

Em decorrência, em 27 de fevereiro de 2014, alcançou-se um novo recorde diário, no qual a produção de petróleo operada pela Petrobras no pré-sal superou o patamar de 412 mil barris de petróleo por dia. Esta marca, obtida com apenas 21 poços produtores, evidencia a elevada produtividade dos campos do pré-sal.

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Petrobras: Refém de O Mercado?

Ações da Petrobras

Cláudia Schüffner, Rodrigo Polito e Marta Nogueira (Valor, 27/02/14) afirmam que “o corte nos investimentos previstos no plano de negócios e gestão 2014-2018 da Petrobras não convenceu O Mercado sobre a sustentabilidade financeira e as ações da companhia foram negociadas com a menor cotação desde 2005. A percepção é que a empresa continuará dependente de decisões do governo, a principal delas sendo a permissão, difícil em ano eleitoral, de reajustar os preços da gasolina e do diesel, ou mesmo postergar investimentos. A margem de manobra é pouca. No dia seguinte ao anúncio do balanço, em 26/02/14, as ações preferenciais da estatal caíram 3,52%, negociadas a R$ 13,68, e as ordinárias caíram 2,86%, valendo R$ 12,90.

A Petrobras apresentou redução de 6,8% no orçamento de investimentos até 2018, quando o anterior chegava a US$ 236,7 bilhões, mas precisará captar cerca de R$ 50 bilhões apenas este ano para investir os R$ 94,6 bilhões previstos para 2014.

A companhia vem apresentando geração de caixa menor que o investimento [típico da fase de Postura Financeira Ponzi, quando há investimentos de longo prazo de maturação que só darão retornos no futuro], e ainda sofrendo os efeitos da desvalorização do real sobre suas dívidas. Mais investimentos e custos operacionais com menos retorno levaram ao aumento da dívida e um rebaixamento da nota de avaliação de risco da estatal.

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Plano Estratégico Petrobras 2030

Total de Investimento em E&P Brasil Desenvolvimento da Produção + Exploração
US$ 153,9 bilhões US$ 135,9 bilhões
Gráfico PE 1 Portugues Gráfico PE 2 Portugues

O contexto do ambiente de negócios atual, do Plano Estratégico Petrobras 2030, difere daquele de 2007, quando foi elaborado o Plano anterior, com destaque para:

  1. as repercussões da crise econômica mundial de 2008;
  2. o fenômeno do shale gas e tight oil nos Estados Unidos que vem mudando a geopolítica da energia no Mundo;
  3. e as mudanças do marco regulatório brasileiro com a criação dos regimes de Cessão Onerosa e Partilha.

Neste contexto mundial e brasileiro, a Petrobras fez as suas Grandes Escolhas que orientam o Plano Estratégico Petrobras 2030.

As Grandes Escolhas e as Estratégias dos Negócios da companhia representam os caminhos para o alcance da Visão 2030. Neste sentido, o Plano Estratégico Petrobras 2030 tem como premissa fundamental o crescimento da produção de petróleo da Petrobras até 2020 e sua sustentação no período 2020-2030 com potencial de produzir em média 4,0 milhões de barris de óleo por dia (bpd). Na fundamentação desta meta de produção, foram considerados diferentes ritmos de leilões a serem promovidos pelo Governo, onde estima, com os dados hoje disponíveis, que a produção de óleo no Brasil (Petrobras + Terceiros + Governo) alcançará a média de 5,2 milhões de bpd no período 2020-2030.

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