Edna Simão (Valor, 15/05/13) dá uma informação valiosa para minha pesquisa sobre funding para o Financiamento Interno em Longo Prazo, para a qual recebo Bolsa-Pesquisa do IPEA. Com o aumento das despesas com seguro-desemprego e abono salarial e o impacto das desonerações tributárias nas receitas, o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) está cada vez mais dependente de recursos do Tesouro Nacional (TN) para conseguir equilibrar suas contas. Em outras palavras, como 60% do saldo do FAT é repassado para o BNDES conceder financiamentos, estreita sua dependência em relação ao TN lançar títulos da dívida pública, oferecendo risco soberano para investidores aplicarem em longo prazo.
Somente neste ano, o fundo deverá contar com R$ 3,256 bilhões do Tesouro Nacional, quantia, porém, insuficiente para cobrir as despesas, segundo Nota Técnica do Ministério do Trabalho sobre a Avaliação Financeira do FAT, anexada à proposta de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2014. O déficit nominal projetado é de R$ 4,154 bilhões para 2013. Se fosse zerar esse saldo, o Tesouro teria de fazer um aporte de R$ 7,4 bilhões.















