Mestres no Brasil

Mestres no Brasil

Quando fiz o Mestrado no DEPE-IFCH-UNICAMP (1975-76), ainda era raro (e chic) encontrar profissionais com o título de Mestre no Brasil. Virou, agora, lugar comum. O pós-doutorado que é o atual desafio…

O número de títulos de mestrado concedidos a cada ano no Brasil evoluiu de 10.389, em 1996, para 38.800, em 2009, o que representa um crescimento acumulado de 273,5% e média anual de 10,7%. Os programas desse tipo, por sua vez, passaram de 1.187 para 2.679 durante o mesmo período. A constatação faz parte de um levantamento inédito realizado pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), organização social supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, que será divulgado hoje em Brasília.

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Concentração de Renda: Bônus e PLR dos Executivos Brasileiros

Bônus de Executivos

Carolina Cortez (Valor, 15/04/13)  noticia que, além de os executivos brasileiros figurarem entre os que recebem os bônus mais altos do mundo, a diferença entre os salários dos diretores e dos analistas sêniores é uma das maiores registradas, segundo pesquisa do Hay Group realizada com 18 mil empresas de médio e grande porte em 100 países.

No Brasil, a remuneração fixa de um executivo do corpo diretivo supera em 10,8 vezes a de um profissional do nível operacional. O resultado coloca o país em terceiro lugar no levantamento, atrás apenas da Índia e do México, onde essa relação é de, respectivamente, 13,8 e 11,4.

As diferenças menores estão em países desenvolvidos, a exemplo do Japão (3,3), da Alemanha (3,5), e dos Estados Unidos (4,1). Esses dados estão atrelados ao grau de desenvolvimento econômico e refletem as desigualdades sociais vividas pelos emergentes. No longo prazo, supõe-se, apenas pela fé na autorregulação do mercado, que a tendência seja essa diferença ser cada vez menor. Se não houver regulação legal e/ou conquista social, não há porque essa desigualdade diminuir, desde que os próprios altos executivos acabam estabelecendo suas remunerações com beneplácito das Assembleias Gerais das Empresas controladas pelos acionistas majoritários.

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“Puuuder” durante 2,5 Anos

CEOs em Empresas no Brasil

Quando estive, passageiramente, na alta administração de empresa pública escutei a opinião dos colegas que, na hierarquia da empresa, eram meus subordinados e, naturalmente, tornaram-se meus amigos. Diziam eles um lugar-comum entre funcionários estáveis: “Vocês passam, nós ficamos”…

Stlea Campos (Valor, 17/04/13) informa que “a troca de CEOs no comando de grandes companhias de capital aberto no Brasil está cada vez mais intensa. A taxa de rotatividade no primeiro posto chegou a quase 20% no ano passado (2012), índice que supera a média global de 15% – que, por sua vez, foi a maior registrada desde 2005. O tempo médio de permanência no cargo também está mais curto no país, 2,5 anos, enquanto a média global chegou a 4,8 anos.

“A tolerância ao não cumprimento de metas está menor”, afirma Paolo Pigorini, presidente da Booz & Company para a América do Sul. Coitado dos CEOs tupiniquins… Será que eles aumentam a taxa de maximização do ganho pessoal em tempo menor?

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O Desempenho da Economia Mundial e o Desempenho dos Economistas: Questionamento da Profissão (por Robert Wade)

Robert Wade

Há dois critérios de “verdade” em ciência. Um é a consistência, outro, a correspondência com evidência. Matemática é o lugar da verdade como consistência, Ciências de Observação (ou laboratoriais), o lugar da verdade como evidência. Economia tenta combinar ambos.

Economia Neoclássica enfatiza a verdade como consistência; Econometria, Economia Evolucionária, e Economia Comportamental enfatizam a verdade como correspondência com evidências. Economia neoliberaluma versão da economia neoclássica muito mais carregada de ideologia anti Estado – tende a prescrever políticas econômicas com base apenas em dedução consistente dos “postulados básicos”, isto é, deduções a partir de modelos simples e abstratos com agentes racionais e mercados competitivos. Presume que isso é derivado de um modelo que tem a aura da verdade, e não de um modelo suspeito ou irrelevante.

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Como Classificar Economistas

Encontro Mundial de EconomistasEm análise comparativa, podemos esboçar uma tipologia de economistas. Apresentamos em seguida o resultado desse profundo estudo, depois de anos de (auto) análise, sob forma de organização ou sistema de classificação dos pesquisadores, baseada em tipos, ou seja, em um conjunto de traços distintivos.

Evitaremos exemplificar, enquadrando renomados economistas em meros estereótipos, como espécime tão diversa se adaptasse a um padrão fixo ou geral. Este padrão pode ser (e geralmente é) formado de ideias preconcebidas e alimentado pela falta de conhecimento real sobre a corporação. Não queremos partir de ideia ou convicção classificatória preconcebida sobre alguns colegas, resultante de expectativa, hábitos de julgamento ou falsas generalizações. Isto estaria a um passo do preconceito. Vamos nos acautelar, portanto, sobre tudo aquilo que é falta de originalidade, banalidade, lugar-comum, modelo ou padrão. Cada um vista a carapuça que lhe aprouver.

Mark Blaug (1993) nos ajuda com o Glossário das Metodologias da Economia a classificar nossos colegas. Há distintas “tribos”. Um antropólogo poderia fazer um minucioso estudo descritivo das diversas etnias, de suas características antropológicas, sociais, etc. Modestamente, tentaremos fazer um registro descritivo da cultura metodológica de cada corrente de pensamento econômico.

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Dia do Economista

 Caros amigos economistas e amigos dos economistas,

Hoje, 13 de agosto, é o Dia do Economista. O dia foi escolhido devido a Lei 1441 que regulamentou a profissão de economista no dia 13.08.1951 (um mês e meio antes de eu nascer! Destinado…). Esta lei foi sancionada pelo presidente Getúlio Vargas. Economista é a profissão daqueles que buscam compreender, modelar e prever o comportamento dos indivíduos, instituições e os fenômenos macroeconômicos ou sistêmicos da sociedade.

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Relação entre a Demografia e o Mercado de Trabalho

Sergio Lamucci (Valor, 01/07/12) publicou artigo interessante sobre a relação entre o bônus demográfico e o mercado de trabalho. A forte queda da taxa de fecundidade no Brasil tem afetado o ritmo de alta da população em idade ativa (PIA) e, com isso, diminuído a velocidade de expansão da oferta de trabalho. Reproduzo-o abaixo.

Previdência Complementar para Novos Servidores Públicos

No dia 10/04/2012 o diretor-presidente da SPPREV, Carlos Henrique Flory, ministrou palestra na Unicamp com objetivo de apresentar as mudanças na previdência complementar dos servidores paulistas, instituída pela Lei nº 14.653, de 22/12/2011.

O novo modelo valerá para os servidores estatutários que ingressarem no serviço público após a aprovação da Lei nº 14.653/11, e os servidores celetistas também poderão optar por esse modelo de forma a complementar sua aposentadoria.

O conteúdo da apresentação pode ser acessado no link:
Apresentação: Previdência Complementar para Servidores Públicos – Carlos Henrique Flory

“Salário” de Diretoria: Isca de Política e/ou Isca de Polícia?

Fernando Torres (Valor, 14/02/12) mostra “a privatização da gestão de banco público”, isto é, a aproximação a critério do setor privado, como o mercado de trabalho de executivos concursados não fosse segmentado. O Banco do Brasil deve fazer seu primeiro pagamento de remuneração de executivos em ações. O banco estatal paga Participação nos Lucros e Resultados aos diretores estatutários, desde 2002, e começou a dar bônus em 2010. Será maior a “isca de política”? Consequentemente, não será “isca de polícia”?

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Sem Opção de Opções

Fernando Torres (Valor, 14/02/12) informa que “os pacotes de bônus baseados em modelos de participação, bastante usados em tesourarias e áreas comerciais de bancos, tendem a desaparecer”. No sistema de participação, o banco separa, por exemplo, 10% da receita gerada pela área de negócio e distribui como bônus anual aos profissionais. Isso provavelmente vai se extinguir. Os bancos terão que usar modelo baseado não em certo percentual de receita, mas no estabelecimento de metas e objetivos, segundo especialista que está acompanhando a adaptação de algumas instituições à Resolução 3.921 do CMN.

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VIP: Vida Insalubre Profissional

Hoje, sou pisado como pano-de-chão… Mas já fui toalha felpuda!

Quem quer ser banqueiro de investimentos? Muitos universitários recém-formados na área de Ciências Exatas [existe Ciências Econômicas?], acostumados a lidar, de maneira impessoal, apenas com “números frios”, e sem noção da quantidade de vidas humanas que eles representam, se candidatam. Solteiros, nerds, competitivos, vaidosos, ambiciosos, a meta glamorosa é se tornar yuppie (designação para “young urban professional” ou “young upwardly mobile professional“), isto é, realizar o sonho profissional de membros da classe média urbana emergente.

Ainda com “cabeça fresca” elaboram os modelos de cálculos de riscos ou operam as negociações de produtos financeiros exóticos. Suas carreiras são de “tiro curto”. Se têm oportunidades, dedicam-se todo o tempo de sua vida, inclusive as possíveis horas-extras, para cuidar de “sua” carteira de investidores, acumular seus bônus e ganhar suas opções. Para que? Status social. Gastar tudo em consumo conspícuo. Ostentar. Achar que não há vida inteligente fora daquela. Desprezar o resto do mundo. Enredar-se naquele “mundinho”.

O filme Margin Call, disponível em Blu-Ray e DVD, mostra bem como são tensos os momentos de crise, tipo “meu mundo acabou”. E sem crise? No stress?

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