Privatizações: a Distopia do Capital (2014)

O novo filme de Silvio Tendler ilumina e esclarece a lógica da política em tempos marcados pelo crescente desmonte do Estado brasileiro. A visão do Estado mínimo; a venda de ativos públicos ao setor privado; o ônus decorrente das políticas de desestatização traduzidos em fatos e imagens que emocionam e se constituem em uma verdadeira aula sobre a história recente do Brasil. Assim é Privatizações: a Distopia do Capital.

Realização do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Rio de Janeiro (Senge-RJ) e da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge), com o apoio da CUT Nacional, o filme traz a assinatura da produtora Caliban e a força da filmografia de um dos mais respeitados nomes do cinema brasileiro.

Em 56 minutos de projeção, intelectuais, políticos, técnicos e educadores traçam, desde a era Vargas, o percurso de sentimentos e momentos dramáticos da vida nacional. A perspectiva da produtora e dos realizadores é promover o debate em todas as regiões do país como forma de avançar “na construção da consciência política e denunciar as verdades que se escondem por trás dos discursos hegemônicos”, afirma Silvio Tendler.

Vale registrar, ainda, o fato dos patrocinadores deste trabalho, fruto de ampla pesquisa, serem as entidades de classe dos engenheiros. Movido pelo permanente combate à perda da soberania em espaços estratégicos da economia, o movimento sindical tem a clareza de que “o processo de privatizações da década de 90 é a negação das premissas do projeto de desenvolvimento que sempre defendemos”.

Sem Rótulos, Sem Discursos de Ódio

No dia do meu aniversário, desejo que eliminemos os rótulos e tenhamos empatia. Talvez, com isso, conseguiremos abandonar o Discurso de Ódio

Não criminalizemos a priori “figuras sociais”, independentemente, de (des/re) conhecermos cada indivíduo. Para a conquista de direitos civis, políticos, sociais e econômicos foi (e é) necessário reconhecer o direito do outro ser… outro! Sem ódio pessoal a ele — ou ódio dele por ti.

Chega de ser antissemita, antirrentista, anticomunista, antipetista, antiaborto, antiateu, antirracional, antiético. Sejamos apenas antirracistas e antihomofóbicos!

Vamos nos definir pelo positivo e não optar só pela negação!

Post-Scriptum:

Façamos o debate político-eleitoral sem vitimação. Não consideremos “coitadinha” aquela que busca tornar(-se) vítima, sacrificar(-se), imolar(-se), no caso, por ter passado a eleição de 2010 sem receber nenhum contraditório ao seu discurso leviano (superficial) por parte dos adversários, pois contavam com os votos dos seus eleitores no segundo turno, e agora se choca com o confronto de ideias antagônicas. Quem agride aos concorrentes com calúnias e injúrias — e depois passa a fazer-se de vítima, lastimar-se como vítima — possui uma falsa moralidade…

Dica: Documentário “The Unbelievers” (Os Descrentes ou Incrédulos) no NetFlix

Acima: William Lane Craig reviews and critiques Richard Dawkins’ and Lawrence Krauss’ documentary movie The Unbelievers. Abaixo, nos Comentários, nosso caro seguidor, Oswaldo Conti-Bosso, enviou-nos o original, que eu não tinha localizado.

Os crentes de todas as religiões odeiam mais os cientistas ateus do que os seguidores de qualquer (ou quaisquer) outro(s) deus(es)... Vejam o debate abaixo (com legendas em inglês) com os cientistas militantes ateístas, o biólogo Richard Dawkins e o físico Lawrence Krauss (2014) “What Are You Willing To Believe?”

O Mercado de Notícias

Atriz de O mercado de notícias

Assisti, no Instituto Moreira Salles do Rio de Janeiro, o documentário sobre jornalismo e democracia dirigido por Jorge Furtado. O filme traz os depoimentos de treze importantes jornalistas brasileiros sobre o sentido e a prática de sua profissão, o futuro do jornalismo e também sobre casos recentes da política brasileira.

O surgimento do jornalismo, no século 17, é apresentado pelo humor da peça “O Mercado de Notícias“, escrita pelo dramaturgo inglês Ben Jonson em 1625. Trechos da comédia de Jonson, montada e encenada para a produção do filme, revelam sua espantosa visão crítica, capaz de perceber na imprensa de notícias, recém-nascida, uma invenção de grande poder e grandes riscos.

Jorge Furtado estudava medicina quando largou a faculdade para cursar jornalismo. Depois abandonou a profissão para fazer cinema. Segundo o diretor, ele tinha uma dívida com o jornalismo e recentemente sentiu vontade de discutir a imprensa.

Pesquisando sobre o assunto, ele descobriu uma peça de 1625, escrita por Ben Jonson. No Brasil, a peça nunca havia sido encenada e não tinha tradução. Jorge Furtado e a professora Liziane Kugland traduziram a peça e o diretor enviou o material para 13 jornalistas que ele admirava o trabalho: Bob Fernandes, Cristiana Lôbo, Fernando Rodrigues, Geneton Moraes Neto, Janio de Freitas, José Roberto de Toledo, Leandro Fortes, Luis Nassif, Mauricio Dias, Mino Carta, Paulo Moreira Leite, Raimundo Pereira, Renata Lo Prete. Continuar a ler

Um Sonho Intenso

Um Sonho Intenso

Um sonho intenso é o novo documentário de José Mariani, que dirigiu em 2006 o doc “O longo amanhecer – cinebiografia de Celso Furtado”.

Desta vez José Mariani traça um panorama da economia brasileira desde meados do século 20, com fantásticas imagens de arquivo e atuais e comentários de economistas e historiadores.

O cineasta José Mariani já realizara um documentário exemplar – ” O longo amanhecer-cine biografia de Celso Furtado” – menção honrosa no festival É tudo verdade, de 2007.

Como um tema tão árido como economia podia se transformar em um filme agradável, instigante e ao mesmo tempo muito claro e denso ?

Pois Mariani mostrou que é possível, sim, e volta à carga neste ano de  2014  com um novo documentário – “Um sonho intenso” – que retoma por um outro viés a temática do desenvolvimentismo, tônica do primeiro trabalho.

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Tradição e Transformação do Documentário

Nanook the north espelho partido

Segundo João Moreira Salles, no Prefácio do livro de Sílvio Da-Rin, “Espelho Partido – Tradição e Transformação do Documentário” (Rio de Janeiro, Azougue Editorial, 2004), todo documentarista enfrenta dois grandes problemas:

  1. maneira como ele trata seus personagens – uma questão ética, isto é, os princípios que motivam, distorcem, disciplinam ou orientam o comportamento humano;
  2. modo como apresenta o tema para o espectador – uma questão epistemológica, ou seja, uma reflexão geral em torno da natureza, etapas e limites do conhecimento humano.

Todos os documentários conterão, necessariamente, essas duas dimensões. Será medido, em grande parte, pelas soluções específicas que o documentarista adotar.

Nenhum deveria esquecer da ética, pois as pessoas filmadas para um documentário continuarão a viver sua vida depois que o filme ficar pronto. A dimensão epistemológica justifica-se porque o documentário é uma representação do mundo e toda representação precisa justificar seus fundamentos.

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Fitas do Ateísmo

Entrevistas realizadas pelo biólogo inglês Richard Dawkins com cientistas e filósofos, em que ele aborda o seu despertar para a descrença, impulsionado pelas idéias de Darwin, tecendo críticas aos religiosos. Forte defensor do movimento pró-ateísmo, Dawkins foi eleito pela revista inglesa Prospect como um dos três intelectuais mais importantes do mundo (ao lado de Umberto Eco e Noam Chomsky).

Richard é autor de diversas obras, dentre as quais: Deus Um delírio; Desvendando o Arco-íris; O Capelão do Diabo; O Gene Egoísta; A Escalada do Monte Improvável e A Grande História da Evolução.

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