Sessão Especial de Justiça

Lucas Candido dos Santos Blasque está cursando Economia e Cinema como aluno especial. Quando viu o filme Danton: O Processo da Revolução, ele se lembrou de outro, Sessão Especial de Justiça, dirigido pelo diretor Costa Gavras, a partir de roteiro adaptado por ele e Jorge Semprun, intelectual militante e dissidente do PCE. O filme versa sobre o período em que a França esteve ocupada pelos nazistas na II Guerra. Monta-se um tribunal de exceção para punir membros da resistência contra os alemães através de uma lei retroativa. Enviou o link acima. Nesse época que membros do STF, no Brasil, exacerbam suas atribuições com a “judicialização da política“, aliás, instigado por políticos da oposição, cabe observar como os juízes podem ser arbitrários em “tribunal de exceção“, tal como no julgamento do “mensalão”.

PS: Sobre o filme O Sangue Negro, que assistimos e debatemos no Curso Economia no Cinema, Lucas observou que é a trilha sonora é muito bem cuidada. Foi criada por Greenwood, guitarrista da banda Radiohead. De fato, ele tem razão, é excelente para expressar os momentos de tensão do filme de maneira sonora. E não usa canções…

Aula sobre Concentração Bancária

Aula 2 Concentração em Bancos Nacionais Privados 2013

Resumo:

Qualquer banco de varejo, para se tornar eficiente, tem que operar em larga escala. Ele necessita elevar seu resultado bruto de intermediação financeira e sua receita de prestação de serviços em ritmo mais rápido do que o do crescimento das despesas de pessoal e outras despesas administrativas. A estrutura montada para atender certo número de clientes é a mesma exigida para atender número muito maior.  O varejo bancário, focado em ganho de escala e eficiência, implica em aquisição de concorrentes. A estratégia dos maiores bancos nacionais privados, portanto, foi crescer aproveitando oportunidades de aquisições de concorrentes em São Paulo e de bancos com nichos regionais, inclusive os públicos estaduais, ganhando maior escala nacional.

New Deal de Franklin Roosevelt

A propósito do filme “O Poder Vai Dançar”, no Curso Economia no Cinema, é oportuno, no momento histórico atual, rever a experiência política e socioeconômica do combate à Grande Depressão, ocorrida após-1929, nos Estados Unidos.

Os historiadores acadêmicos consideram Abraham Lincoln, George Washington e Franklin Roosevelt os três maiores presidentes dos Estados Unidos. A grande maioria deles afirma que Franklin Delano Roosevelt recuperou os Estados Unidos após a crise de 29, dando condições melhores de trabalho aos americanos, alcançando metas militares e industriais, levando energia elétrica e modernidade às regiões mais pobres do país, enfim, colocando-se ao lado do povo norte-americano – e não de sua elite.

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O Poder Vai Dançar

O Poder Vai Dançar [Craddle Will Rock] (1999): Este é o terceiro filme dirigido por Tim Robbins (depois de Bob Roberts e Os Últimos Passos de um Homem [Dead Man Walking]), marido da Susan Sarandon e militante da esquerda hollywoodiana. Ele vai contra a corrente, e faz um canto de amor aos ideais socialistas, absolutamente “estranho no ninho”, naqueles tempos direitistas do neoliberalismo.

É um painel largo, amplo, que focaliza pelo menos uma dúzia de histórias pessoais que se interligam tendo como pano de fundo o ambiente multifacetado e em profunda transformação da Grande Depressão.  Ela é enfrentada pelas reformas do governo Roosevelt, especificamente, um programa federal de incentivo ao teatro, que os reacionários, apressadamente, apontaram como “filo comunista”.

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Aula sobre Bancos Públicos

Aula 1 Bancos Públicos 2013

Resumo:

Em termos de custo fiscal e orçamentos governamentais, as instituições financeiras públicas federais (IFPF) podem “fazer mais por menos”. São nove vezes mais, desde que o Índice de Basiléia exige 11% do capital para cobertura dos empréstimos, comparando o valor em dinheiro necessário para executar diretamente políticas públicas com a mesma quantidade de recursos capitalizados nas IFPF para fazer empréstimos e captar depósitos de terceiros. Essas instituições podem gerar políticas públicas cujo gasto efetivo sai por cerca de 10% do custo fiscal potencial. As alocações orçamentárias para as IFPF se transformam em reservas de empréstimos. Estes empréstimos multiplicam a quantidade de dinheiro na economia, exacerbando ciclos de expansão ou atuando contra-ciclo de queda. Sem supervisão adequada, o “crédito amigo” e a má alocação de recursos podem ocorrer, seja o banco privado, nacional, estrangeiro, governamental ou cooperativo.

Leitura recomendadaImpactos da Pressão para Concorrência Bancária no Mercado de Crédito Brasileiro

Da Hegemonia Europeia à Hegemonia Norte-americana

EUA x Europa

Marc Ferro foi um nome de destaque entre os historiadores franceses. No inicio de sua carreira teve dificuldade de ingressar na carreira acadêmica, mas com ajuda de Fernand Braudel, um dos mais importantes historiadores da França, conseguiu mostrar sua importância ao mundo. É um dos principais nomes da 3ª geração da “Escola dos Annales“. Ferro é conhecido por ter sido o pioneiro, no universo historiográfico, a teorizar e aplicar o estudo da chamada relação cinema-história.

Como acadêmico, foi co-diretor da revista Les Annales (Économies, Sociétés, Civilisations), ensinou na l’École polytechnique, foi diretor de estudos na IMSECO (Institut du Monde Soviétique et de l’Europe Central e Oriental), membro do Comitê de redação do Cahiers du Monde Russe et Soviétique e professor visitante nos EUA, Canadá, Rússia e Brasil.

Sua estadia na Argélia, em pleno fervor revolucionário, também não pode ser esquecida. De volta a França, ajudou a organizar comitês de solidariedade aos argelinos.

Vamos editar o tópico intitulado como este post, encontrado em seu livro História das Colonizações (pp. 390-392).

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A Batalha de Argel

La battaglia di Algeri é um filme ítalo-argelino de 1966 dos gêneros “Drama Histórico” e “Guerra”, dirigido por Gillo Pontecorvo, falado em francês e árabe. O filme enfoca os eventos ocorridos em Argel, a capital da Argélia, de novembro de 1954 até Dezembro de 1960, quando o povo argelino lutou contra a ocupação colonialista francesa no país. Durante a “Guerra da Independência Argelina”, uma organização de nativos insurretos, escondidos na populosa região da cidade de Argel conhecida por Casbah (cidadela), manteve violento conflito contra as tropas de ocupação colonialista francesas (pied-noirs).

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Descolonização: Contexto de A Batalha de Argel

Descolonização

Para contextualizar o roteiro do filme “A Batalha de Argel”, a ser discutido no Curso Economia no Cinema, vamos tratar de mais uma etapa crucial da evolução humana, editando informações obtidas na Wikipédia. Descolonização é o nome genérico dado ao processo pelo qual uma ou várias colônias adquirem ou recuperam a sua Independência Política, geralmente por acordo entre a potência colonial e um partido político (ou coligação) ou movimento de libertação.

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Curso Política e Planejamento Econômico

UnicampUNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS

Instituto de Economia

CE-912 – POLÍTICA E PLANEJAMENTO ECONÔMICO

2º semestre de 2013

Prof. Dr. Fernando Nogueira da Costa

Objetivo: Análise das políticas socioeconômicas e formas de intervenção governamental para regulação de economia de mercado. Pretende-se usar como método didático, em uma aula, a apresentação de um documentário sobre temática socioeconômica brasileira para, na aula seguinte, referenciar e/ou motivar o debate de possíveis soluções de políticas públicas  para os problemas abordados pelo filme. A intuição e a criatividade dos alunos estarão envolvidos nesse processo através da ação de pesquisar dados e informações sobre o problema, dimensionando-o, e analisando se as políticas públicas usadas são as pertinentes. Assim estimulados, os alunos se moverão em direção à apropriação intelectual do tema apresentado, o que resultará na prática de elaboração mental de Política e Planejamento Econômico.

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Comunismo segundo Karl Marx

Manifesto Comunista

Crítica ao Programa de GothaO trabalho de Karl Marx, Kritik des Gothaer Programms (Crítica do Programa de Gotha), escrito em 1875, é composto por um conjunto de observações críticas ao projeto de programa do futuro partido operário alemão, unificado a partir do Partido Operário Social-Democrata, fundado em 1869, em Eisenach, e a Associação Geral dos Trabalhadores Alemães, fundada por Lassalle em 1863. Este projeto sofria de sérios erros ideológicos e de concessões de princípio ao lassallianismo segundo Marx.

Ele e Engels aprovavam a ideia de se fundar um partido socialista único da Alemanha, mas denunciavam o compromisso ideológico com os lassallianos e submetiam-no a uma crítica mordaz. Neste opúsculo, Marx formulou, brevemente, toda uma série de ideias ainda vagas sobre as questões fundamentais da “teoria do comunismo científico”, tais como a revolução socialista, a ditadura do proletariado, o período de transição do capitalismo para o comunismo, as duas fases da sociedade comunista, a produção e a distribuição do produto social no socialismo e os traços fundamentais do comunismo, o internacionalismo proletário e o partido da classe operária.

Esta obra constitui um passo no desenvolvimento da doutrina do marxismo sobre o Estado e a ditadura do proletariado. Marx define a tese da inevitabilidade histórica de um estágio especial de transição do capitalismo para o comunismo, com a forma de Estado correspondente à «ditadura revolucionária do proletariado».

Vale a pena as reler, para debater se essa doutrina ideológica foi ultrapassada, devido às experiências concretas das revoluções de uma vanguarda partidária em nome do proletariado. Essas antecipações históricas, ou melhor, “salto de etapa” para o SOREX – Socialismo Realmente Existente, levou ao totalitarismo antidemocrático, comandado por uma nomenclatura partidária? Qual era a concepção original de Karl Marx para o Socialismo e o Comunismo? Encontra-se somente neste livro pequeno de poucas páginas: Crítica do Programa de Gotha?

Vamos destacar abaixo algumas ideias-chave dessa doutrina (com termos contemporâneos do “português brasileiro” entre colchetes), encontrada nesse opúsculo em alguns tópicos das Glosas Marginais ao Programa do Partido Operário Alemão, escritas em 1875. Marx morreu em 1883. Engels as tornou pública, cortando algumas partes, em 1891. Só em 1921, quatro anos após a Revolução Soviética de 1917, o texto foi publicado na íntegra.

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Crash

Aula 9 Crash 2008

UnicampResumo da Aula:

Segundo uma interpretação, a origem da crise financeira atual está no banco central norte-americano, o Federal Reserve. Enquanto ele se empenhava no controle da inflação de preços ao consumidor,  optava por ignorar os perigos da inflação de ativos financeiros, enganado pela tese da auto-regulação: “os mercados livres são capazes de se regular”.

Segundo outra interpretação, a origem da crise de crédito atual está nas mudanças institucionais ocorridas em instituições financeiras de Wall Street, depois de  1980, inclusive quando foi derrubado o Glass-Steagall Act, vigente desde 1933, em 1999, passou haver desintermediação bancária, e os planos de negócios passaram a comportar três componentes básicos:

  1. As empresas financeiras foram além do seu papel tradicional de consultoras e intermediárias para assumir papel de sócias em negócios especulativos.
  2. As remunerações dos executivos foram infladas por bônus anuais por desempenho, incentivando a tomada de risco em curto prazo.
  3. Os bancos de investimento passaram a depender em grande medida de dinheiro emprestado, para fazer “alavancagem financeira” com capital de terceiros.