Métodos de Análise Econômica 2014

UnicampUNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS – Instituto de Economia

CE-542 – MÉTODOS DE ANÁLISE ECONÔMICA V

2º semestre de 2014

Prof. Dr. Fernando Nogueira da Costa

Objetivo: o Ensino de Ciência Econômica, depois de sua depuração, ocorrida ao longo do século XX, afastando-se das Ciências Humanas e Sociais Afins, na vã tentativa de ganhar status científico com seu uso da linguagem matemática das Ciências Exatas, separou-se em Microeconomia e Macroeconomia. A primeira trata das decisões dos agentes econômicos, a segunda, da resultante sistêmica dessas diversas decisões. Porém, hoje, necessita reconstituir-se e transitar da formação de profissionais especialistas para a de generalistas, retomando a metodologia interdisciplinar inicial. Está sendo retomado o caráter multidisciplinar do conhecimento dos primórdios da Economia Política ao se empenhar em conhecer o comportamento humano na tomada de decisões econômicas de comprar, vender ou investir. Áreas distintas da Ciência estão somando esforços e recursos para estruturar a área de pesquisa destinada a cumprir essa tarefa: a Neuroeconomia.

Horário: segunda-feira e quarta-feira no mesmo horário (8:00-10:00). Reservada a Sala IE-12.

Programa: Continuar a ler

Avaliação do Curso Economia no Cinema pelos Alunos do Primeiro Semestre de 2014

charge DidáticaCompletada uma nova experiência didática com o curso Economia no Cinema 2014, solicitei aos meus alunos, como tópico final dentro do trabalho escrito de avaliação, comentários a respeito. Selecionei abaixo uma pequena amostra desses comentários. Eles me estimulam a pensar em dar continuidade à minha carreira de professor. Consultei-os, oralmente, se eles teriam interesse em um Curso sobre África e Oriente Médio através do Cinema, cujo desafio intelectual de organizá-lo seria para mim muito estimulante. Terei de ler, estudar e aprender para ensinar. Assim como aprendi mais sobre a História da Humanidade com esse curso, quero especular, culturalmente, sobre o Futuro da Humanidade. Para isso, imagino que conhecer a África, a Economa do Petróleo e o Islamismo é importante. A resposta foi positiva! Continuar a ler

Aula sobre Mercado de Títulos

UnicampAula sobre Mercado de Títulos

Resumo:

Os “novos financistas” acham que a regulação monetária deveria funcionar da seguinte maneira:

  1. o Banco Central muda os juros de curto prazo;
  2. o mercado corrige as taxas de longo prazo na mesma direção;
  3. as “marcações-a-mercado” de títulos e/ou empréstimos com juros prefixados provocam ganhos ou perdas de capital;
  4. que influenciam a política bancária;
  5. que altera a oferta de crédito;
  6. que afeta a demanda agregada;
  7. que influencia a inflação.

Esse automatismo imaginado nem sempre, nem em todos os lugares, assim funciona. Primeiro, a demanda de crédito – provocada por uma dinâmica progressiva de decisões de investimentos, função de grau de endividamento, lucro esperado, grau de utilização de capacidade produtiva, inovações, e fatores demográficos — que dirige a oferta de crédito. Segundo, nem toda inflação é a de demanda, p.ex., quebra de oferta provoca inflação de custos, cuja tentativa de controle de demanda agregada só resulta em estagflação.

A recém louvada higidez do setor bancário brasileiro pode ser afetada com a imposição de risco de marcação-a-mercado pela política de prefixação dos títulos de dívida pública, e o enorme esforço para retomada da concessão de crédito no Brasil pode ser abortado ou substituído por racionamento contumaz.

Outubro de 1917 por Sergei Eisenstein

RosenstoneRobert A. Rosenstone, autor do livro A História nos Filmes, Os Filmes na História (São Paulo; Paz e Terra; 2010), dedicou seu quarto capítulo à análise de Drama Inovador. Ele focaliza o filme Outubro, apresentado em 1927 por Sergei Eisenstein, considerado o maior inovador entre os diretores de filmes históricos.

“Seus primeiros filmes, que tinham o claro objetivo de fornecer mitos fundadores para o nascente Estado soviético, ignoram totalmente a contribuição dos indivíduos e, em seu lugar, trazem as massas para história e levam a história para as massas. Isso vale para sua obra mais conhecida, O Encouraçado Potemkin, bem como para sua homenagem à Revolução Bolchevique, Outubro” (p. 82).

Ambas filmagens costumam ser rotuladas de “obras de propaganda”, mas são bem mais do que isso: são também uma obra histórica que pode ocupar seu lugar ao lado das interpretações escritas do mesmo tópico. Um filme histórico ao mesmo tempo estabelece uma relação e acrescenta algo ao discurso histórico do qual nasce e ao qual necessariamente se refere. Continuar a ler

Avaliação de ECO208 – Mercado Bancário

Planeje sua mobilidade social, seja no mercado de trabalho, seja no mercado empresarial, utilizando instrumentos oferecidos no mercado bancário: cartões de pagamentos, aplicações financeiras, empréstimos. Avalie o cenário futuro dos negócios bancários no Brasil e as oportunidades de inserção no mercado que poderão surgir, inclusive a possibilidade de algum nicho de mercado ser explorado. Pode escrever um projeto individual ou de sociedade para microempreendimento, mas, alternativamente, pode se colocar no papel profissional de assessor financeiro e/ou estrategista para algum grande empreendedor ou banqueiro.

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Aula sobre Estratégia Nacional e Perspectivas de Negócios Bancários

Aula 9 Crédito ao Consumidor Estudante Consignado Seguro e Previdência

Aula 9 Estratégia Nacional 2013

Resumo:

Se mantiver, continuamente, política de crescimento com distribuição de renda, o Brasil terá a possibilidade ser um dos maiores mercados consumidores do mundo, atraindo com sua escala mais investimentos diretos estrangeiros, que podem multiplicar renda e empregos. Essa economia de escala deve ser a meta de todos os empresários no Brasil, seja do setor produtivo, seja do setor financeiro. Com a estabilização da inflação, os primeiros sentiram antes a necessidade de serem competitivos, segurando preços e ampliando quantidade vendida. Com ampliação da escala do mercado de crédito, os próprios bancos já começam a sentir que a política de repasse automático do aumento de custo de captação para seus preços, isto é, para as taxas de juros do crédito, não é a melhor conduta para o sistema financeiro.

Uma transição estará acontecendo no País, até 2022. Até lá, políticas econômicas de curto prazo terão o papel de moderar a inflação, sustentar o emprego, e controlar o déficit em transações correntes. No bi-centenário da Independência política, caso não ocorra uma reversão política, o País já terá obtido uma infraestrutura (inclusive energética) e logística condicionante para crescer em ritmo superior, de maneira sustentada, inclusive com o benefício de exportação do excedente de petróleo somada às exportações de commodities agrícolas. O país possui uma diversificação setorial e um mercado interno que outros latino-americanos não possuem. Aliás, poucos emergentes (salvo os BRICS) possuem.

Texto para DiscussãoTDIE 205 Desenvolvimento do Desenvolvimentismo

Seminário sobre Revolução Inglesa

Seminário sobre Revolução Inglesa

UnicampResumo: A cidadania liberal foi um primeiro passo para romper com a figura do súdito que tinha apenas deveres a prestar, substituindo-o pela figura do cidadão que tinha direitos a conquistar. Porém, seu fundamento universal “todos são iguais perante a lei” – impunha a necessidade histórica de:

  1. a inclusão social dos despossuídos,e
  2. o tratamento dos desiguais com desigualdade (e não com isonomia), por exemplo, com política afirmativa via cotas.

Por uma liberdade efetiva, nos séculos seguintes vieram à tona a luta por igualdade política e social, meta conquistada não mais pelos liberais, mas regularmente contra eles, pelas forças socialistas e democráticas. Esta é uma luta contínua até o presente.

A história do desenvolvimento dos direitos do citadino, a evolução da cidadania na Europa centro-ocidental,
transcorre há pelo menos quatro séculos de acirrados conflitos sociais, relacionados à conquista de três conteúdos de direitos:

  1. os direitos civis, no séculos XVII-XVIII;
  2. os direitos políticos, no século XIX; e
  3. os direitos sociais, no século XX.

Junto a tais direitos, novas formas de Estado também foram se constituindo nesses três séculos, novas funções estatais indicadoras de uma relação dinâmica entre indivíduos, sociedade e aparelho estatal.