Arte da Especulação

Aula 18 Arte da Especulação

Resumo da aula:

Os axiomas de alguns participantes do mercado de capitais de Wall Street constituem regras para assumir riscos e acumular ganhos. Constituem não apenas uma “filosofia da especulação”, mas também referências para o obtenção de sucesso financeiro, na medida que “enriqueceram muita gente”. Examiná-las servirá para verificar se essa cartilha do especulador profissional sobre estratégia de mercado colide com as Finanças Racionais e sanciona as Finanças Comportamentais, ou vice-versa. Rejeitando qualquer “ilusão de ordem” e/ou teoria, ele aposta na sorte, ou seja, no acaso e na experiência prática de pesquisar, escolher e reagir rapidamente. Ao desdenhar a Economia Pura e a Economia Aplicada, ele tem comportamento baseado no menor nível de abstração, o da Arte da Economia, ou melhor, o de tomar decisões práticas, com base em “o que é” e não em “o que deveria ser”.

Reflexividade no Mercado de Ações

Aula 17 Reflexividade no Mercado de Ações

Objetivo da aula:

Os preços das ações devem exercer certa influência sobre os fundamentos para criar o padrão boom/crash. É possível ter conexão reflexiva entre os preços das ações e a tendência predominante mesmo quando os fundamentos não são afetados, mas, sem isso, ela é passível de ser corrigida no curto prazo. Quando os fundamentos são afetados, a tendência dá início a processo auto-reforçador que faz com que os preços das ações, os fundamentos e as tendências dos participantes mudem em relação ao que eram. O modelo reflexivo não pode substituir a análise dos fundamentos: o máximo que ele pode fazer é fornecer algum ingrediente que nela falta. As duas abordagens podem ser reconciliadas: a análise fundamentalista procura estabelecer como valores subjacentes se refletem nos preços das ações, enquanto a teoria da refletividade mostra como os preços das ações podem influir nos valores subjacentes. Uma fornece quadro estático, a outra, quadro dinâmico.

Teoria da Reflexividade

Aula 16 Teoria da Reflexividade

Objetivo da aula:

O processo de boom e crash ocorre somente quando os preços de mercado encontram maneira de influenciar os assim chamados fundamentos, que deveriam estar refletidos nesses valores de mercado. O curto-circuito entre os chamados fundamentos e a valorização que lhes é imputada não ocorre com muita freqüência, mas, quando ocorre, gera movimento que é, inicialmente, auto-sustentado, mas que acaba se transformando em autodestrutivo. O erro mais comum é a incapacidade de reconhecer que os “valores fundamentais” não são independentes do ato de valorização. Este foi o caso do boom dos empréstimos internacionais, em que as atividades de empréstimos dos bancos ajudavam a melhorar as relações de débitos pelas quais os próprios bancos se guiavam na sua atividade de empréstimos. Os bancos usavam a chamada razão de débito para medir a capacidade de endividamento dos países devedores, tais como a razão dívida/PIB ou a razão serviço da dívida / exportações. Eles consideravam essas medidas objetivas, mas estas eram influenciadas por suas próprias atividades, p.ex., quando eles suspendiam os empréstimos, o PIB se deteriorava.

Seminário sobre Finanças Comportamentais: Implicações para Investidores

Aula 15 Implicações para investimentos

Resumo:

As Finanças Comportamentais vem se dedicando, especificamente, ao exame do comportamento dos mercados, com base na Psicologia Econômica dos investidores. Não é possível formular uma única estratégia genérica de investir ou administrar o dinheiro. Se todos os investidores fizerem o mesmo, procurando agir na mesma direção, quando se tratar de investir, por exemplo, comprando determinada ação, ela se valorizará até níveis considerados irrealistas. Então, na reversão, não haverá chances para todos aqueles que a compraram realizar o ganho. Havendo assimetria nos mercados, resultará em ganhos para alguns e perdas para outros, que estarão em posições distintas. Portanto, é impossível a prescrição de receitas gerais e infalíveis sobre como se relacionar com o dinheiro: não há apenas uma racionalidade. Os perfis dos investidores são distintos, inclusive por ciclos de vida, posses e capacidades de lidar com risco diferentes.

Aula sobre Diferenças de Comportamentos entre Investidores e Gestores Profissionais

Aula 14 Diferença de Comportamentos entre Investidores e Assessores

Objetivo da aula:

Um dos debates da “fronteira teórica” das Finanças Comportamentais é se há diferença entre as heurísticas dos investidores individuais, “amadores” e/ou pessoais de “investimentos pequenos”, e as dos investidores institucionais, “profissionais” e/ou terceirizados de “investimentos grandes”. A questão controversa é: os assessores financeiros estão livres dos fenômenos comportamentais e conseguem aconselhar de forma perfeitamente racional, sem se deixar levar pelas emoções de seus clientes ou sem cair em suas próprias armadilhas? Segundo os próprios gestores profissionais, a resposta costuma ser não, afinal, são eles, os assessores financeiros, mais treinados e habituados às práticas do mercado, mas sua psicologia humana continua presente em seu comportamento. Portanto, apresentam racionalidade limitada. Curiosamente, para os autores das Finanças Comportamentais, a resposta costuma ser sim

Aula sobre Dependência da Forma e Ineficiência do Mercado

Aula 13 Dependência da Forma e Ineficiência do Mercado

Objetivo da aula:

Razão e emoção não são esferas cerebrais separadas, ao contrário, a razão é guiada pela avaliação emocional das conseqüências pessoais e sociais da ação, desde que se tenha essa consciência. Os teóricos das Finanças Comportamentais afirmam que, quando o investidor não consegue avaliar o problema por todos os ângulos, suas decisões dependem muito da maneira como eles enxergam o problema em determinado momento. Logo, os investidores podem reagir de maneira diferente ao mesmo problema, quando a forma de apresentação desse problema é alterada. Há ineficiência do mercado, porque os vieses heurísticos e a dependência da forma desviam os preços de seus fundamentos, não sendo apenas pequenas anomalias randômicas com efeitos mínimos e não permanentes.

Armadilhas da contabilidade mental para o investidor

Aula sobre Finanças Comportamentais e Vieses Heurísticos

Aula 12 Finanças Comportamentais e Vieses Heurísticos

Objetivo da aula:

O termo heurístico significa o processo pelo qual as pessoas aprendem as coisas por si só, através de tentativa e erro. Esse processo de aprendizagem experimental leva as pessoas a desenvolverem as chamadas regras de bolso,  que são usadas para simplificar o processo de tomada de decisão e, em geral, se apóiam em generalizações arriscadas ou falsas. Um  dos  grandes  avanços  da  Psicologia Econômica ou Economia  Comportamental  foi identificar  os princípios que regem essas regras de bolso, os erros sistemáticos que elas causam e os tipos de investidores cujas psicologias permitem predizer seus comportamentos face a diferentes problemas de escolha.