Avaliação de ECO208 – Mercado Bancário

Planeje sua mobilidade social, seja no mercado de trabalho, seja no mercado empresarial, utilizando instrumentos oferecidos no mercado bancário: cartões de pagamentos, aplicações financeiras, empréstimos. Avalie o cenário futuro dos negócios bancários no Brasil e as oportunidades de inserção no mercado que poderão surgir, inclusive a possibilidade de algum nicho de mercado ser explorado. Pode escrever um projeto individual ou de sociedade para microempreendimento, mas, alternativamente, pode se colocar no papel profissional de assessor financeiro e/ou estrategista para algum grande empreendedor ou banqueiro.

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Aula sobre Estratégia Nacional e Perspectivas de Negócios Bancários

Aula 9 Crédito ao Consumidor Estudante Consignado Seguro e Previdência

Aula 9 Estratégia Nacional 2013

Resumo:

Se mantiver, continuamente, política de crescimento com distribuição de renda, o Brasil terá a possibilidade ser um dos maiores mercados consumidores do mundo, atraindo com sua escala mais investimentos diretos estrangeiros, que podem multiplicar renda e empregos. Essa economia de escala deve ser a meta de todos os empresários no Brasil, seja do setor produtivo, seja do setor financeiro. Com a estabilização da inflação, os primeiros sentiram antes a necessidade de serem competitivos, segurando preços e ampliando quantidade vendida. Com ampliação da escala do mercado de crédito, os próprios bancos já começam a sentir que a política de repasse automático do aumento de custo de captação para seus preços, isto é, para as taxas de juros do crédito, não é a melhor conduta para o sistema financeiro.

Uma transição estará acontecendo no País, até 2022. Até lá, políticas econômicas de curto prazo terão o papel de moderar a inflação, sustentar o emprego, e controlar o déficit em transações correntes. No bi-centenário da Independência política, caso não ocorra uma reversão política, o País já terá obtido uma infraestrutura (inclusive energética) e logística condicionante para crescer em ritmo superior, de maneira sustentada, inclusive com o benefício de exportação do excedente de petróleo somada às exportações de commodities agrícolas. O país possui uma diversificação setorial e um mercado interno que outros latino-americanos não possuem. Aliás, poucos emergentes (salvo os BRICS) possuem.

Texto para DiscussãoTDIE 205 Desenvolvimento do Desenvolvimentismo

Aula sobre Desenvolvimento Urbano, Crédito Imobiliário e Securitização

Quantidade de Unidades Habitacionais Financiadas 1974-2013

Obs.: o gráfico acima sintetiza a História do Financiamento Imobiliário no Brasil. No final do regime militar (1979-1982), com a prefixação da correção monetária e o choque cambial (maxidesvalorização da moeda nacional) e consequente choque inflacionário, sob o comando do Delfim Netto, provocou-se, inicialmente, o aumento da contratação, e, posteriormente, a inadimplência dos mutuários. O período 1983-1986 foi a “crise do sub-prime brasileira”, inclusive com a quebra do BNH e a criação do FCVS (Fundo de Compensação da Variação Salarial), dívida pública que só será resgatada em 2027. A gestão da massa de inadimplência manteve-se até 2001 (com sua transferência para a EMGEA) sem expansão significativa do crédito imobiliário, exceto a derivada do “Margaridaço” (originada com a Ministra Margarida Procópio do Governo Collor), a alta artificial da concessão de crédito habitacional sem avaliação de risco, realizada em 1991. A sociedade brasileira ficou, praticamente, 20 anos (1983-2003) sem acesso fácil ao crédito imobiliário!

No final de 2004, levei um estudo de minha equipe da VIFIN ao presidente da Caixa, Jorge Mattoso, mostrando que a Caixa não concedia crédito imobiliário com recursos dos depósitos de poupança desde 1992, pois estava “sobreaplicada” acima de 65% da exigibilidade. Tomamos a decisão de transferir esses recursos até então aplicados em Tesouraria de volta ao financiamento do SBPE. A VIURB, Vice-presidência de Desenvolvimento Urbano, foi mudada em abril de 2005, assumindo-a o Jorge Hereda, atual presidente da Caixa. Desde então, houve um re-evolução no crédito imobiliário no Brasil, acentuada pelo programa social MCMV (Minha Casa Minha Vida)!

Aula 8 Crédito Imobiliário e Securitização 2014

Resumo: Visão sistêmica sobre o mercado de crédito imobiliário coloca para os bancos, no Brasil, o desafio de equilibrar passivos e ativos de base imobiliária, transferindo estes para investidores institucionais. Para isso será necessário:

  1. estimular a concessão de crédito imobiliário via mercado, que é distinto do estabelecido pela política habitacional para baixa renda com FGTS e OGU;
  2. diminuir a diferença entre a taxa de juros real interna e a internacional, para incentivar, via custo de oportunidade, a aquisição de CRI;
  3. manter pelo menos o valor real das aplicações populares (funding de depósitos de poupança);
  4. buscar o funcionamento do mercado de securitização com o originador compartilhando o risco.

Como agenda microeconômica, a meta estratégica é o desenvolvimento do SFI com alienação fiduciária. Entre outros, são necessários os seguintes passos.

  1. Implementar metodologia de avaliação de imóveis que permita saber, em tempo real, o efetivo valor da unidade habitacional a ser financiada e a perspectiva da evolução do preço.
  2. Estabelecer mecanismos de reavaliação automática das garantias para reduzir o valor da alocação de capital em função do tipo de empréstimo (hipotecário ou com alienação fiduciária).
  3. Padronizar a avaliação realizada pela diversas instituições financeiras e reduzir os elevados custos de sua realização.
  4. Mudar do sistema cartorial para o sistema registral que permita saber on-line se o imóvel tem ônus ou não.
  5. Agilizar a execução hipotecária que permita rápida realização da garantia

Leia mais: Apresentação do Teotônio Costa Rezende_Valor_Economico

Securitização

ABECIP: BCB – Securitização do Crédito Imobiliário – Paper_Covered_Bonds_Dez2010

Aula sobre Crédito Agrícola e Seguro Rural

Aula 7 Crédito Agrícola e Seguro Rural 2014

Resumo:

O País foi premiado com “quina” não por sorte, mas sim por ter acertado suas políticas e não ter continuado a se deixar conduzir pelo acaso do “livre mercado”. A produtividade (e competitividade) em agroindústria deriva muito da recuperação da Embrapa e do Banco do Brasil. Para a matriz energética diversificada, com fontes limpas como a hidroelétrica e o biocombustível, além da extração do petróleo do pré-sal, as empresas estatais tipo Petrobras, Eletrobras e Furnas foram (e são) imprescindíveis. A exportação de commodities também envolve bens com alto valor agregado como aviões projetados pelo complexo tecnológico ITA/Embraer. Os financiamentos dos outros bancos públicos (BNDES e Caixa) são fundamentais para investimentos em infra-estrutura, inclusive urbana. A nova classe média surgiu da política de salário mínimo real, formalização do mercado de trabalho, crédito, ensino superior, etc. O bônus demográfico é fruto da elevação da escolaridade, esperança de vida, igualdade de gêneros, etc. Na parte final do curso, o foco estará no futuro dos negócios bancários no Brasil gerados por essas oportunidades.

Textos para DiscussãoEMBRAPA – Evolucao-da-Politica-de-Credito-Rural-Brasileira (2010)

Política de Crédito Rural no Brasil

 

Aula sobre Precificação no Mercado de Crédito

Aula 6 Precificação no Mercado de Crédito 2014

Resumo:

O modelo bancário de precificação acumula os itens de receita e de despesa apurados para o produto ou a carteira de financiamento, deduzindo a diferença entre ambos: o spread líquido.Seu objetivo é “decompor” o valor de cada item de receita e de despesa aferido para o produto financeiro objeto da análise, demonstrando o resultado em taxa efetiva anual. A avaliação de risco tem peso fundamental, pois, como os bancos se alavancam com recursos de terceiros que não podem ser perdidos, “os justos pagam pelos pecadores”. Em outras palavras, os adimplentes pagam juros a mais pela perda causada pelos inadimplentes. É espécie de “aval solidário” sem que os clientes tenham consciência desse ônus devido a comportamentos de terceiros. O risco de variação dos juros sobre o descasamento de prazos e indexadores entre ativos e passivos também é repassado na precificação como risco de perda.

Texto para DiscussãoFERNANDO COSTA Capítulo do Livro Agenda Desenvolvimentista – Financiamento Interno em Longo Prazo set2013

Aula sobre Captação de Funding

Aula 5 Captação de Funding para Financiamento Interno em Longo Prazo 2014

UnicampResumo:

A dedução da análise da riqueza financeira, existente no Brasil, coloca a necessidade de incentivar o lançamento de novos produtos capazes de representar captação de funding para lastrear o financiamento em longo prazo da estratégia de desenvolvimento nacional. Eles deverão atrair a atenção dos gestores de modo a mudarem a tradicional seleção de carteira de ativos financeiros, antes quase toda focada em títulos de dívida pública com risco soberano, liquidez elevada e rendimento real positivo. A transição que ocorre no mercado financeiro brasileiro, em contexto de baixa taxa de juro real, torna-o propício a fazer inovações financeiras e incentivar os investidores a selecionarem carteira de ativos de maneira favorável à estratégia nacional de desenvolvimento socioeconômico.

Está em gestação a miscigenação da economia de endividamento com a economia de mercado de capitais. Comprovam isto as inovações financeiras recentes: grandes empresas não-financeiras emitem títulos de dívida direta (debêntures e notas promissórias) com longo prazo de vencimento, cujos lançamentos são operações estruturadas por bancos que oferecem “garantia firme” de colocação junto aos investidores e/ou na própria carteira de ativos. Em contrapartida, esses bancos emitem Letras Financeiras (Subordinadas ou não), com dois ou cinco anos para vencimento, que segregam em “administração de recursos de terceiros”, isto é, nos fundos de investimentos. Os investidores desses fundos, devido à baixa taxa de juros de referência, em termos reais, estão agora dispostos a assumir maior risco, diversificando entre o risco privado e o risco soberano, com a finalidade de aumentar o retorno financeiro.

Textos para Discussão:

TDIE 221 Medição de Riqueza Pessoal

FERNANDO COSTA Riqueza Pessoal e Corporativa ARTIGO

Aula sobre Sistema de Pagamentos Brasileiro e Mercado de Cartões de Pagamento

Aula 4 SPB e Mercado de Cartões de Pagamentos 2014

Resumo:

Os cartões são estratégicos para banco, pois quanto mais comum for o uso de cartões de pagamento por parte dos seus correntistas, menores serão os saques em papel-moeda e maior será o multiplicador monetário. Se a cadeia comercial entre compradores e vendedores se constituir entre os próprios clientes, não há vazamento de recursos de seu sistema de fluxos eletrônicos e o multiplicador torna-se endógeno. Reter seus depósitos à vista, via fidelização de seus clientes ao uso de cartões, passou a ser estratégia fundamental dos bancos, inclusive por que o processamento dessa moeda eletrônica é muito mais barato do que o de papel-moeda ou compensação cheques.

Texto para DiscussãoSistema de Pagamentos Brasileiro

Ciab12-Anuario Febraban 06.07