Aula sobre Mercado de Títulos

UnicampAula sobre Mercado de Títulos

Resumo:

Os “novos financistas” acham que a regulação monetária deveria funcionar da seguinte maneira:

  1. o Banco Central muda os juros de curto prazo;
  2. o mercado corrige as taxas de longo prazo na mesma direção;
  3. as “marcações-a-mercado” de títulos e/ou empréstimos com juros prefixados provocam ganhos ou perdas de capital;
  4. que influenciam a política bancária;
  5. que altera a oferta de crédito;
  6. que afeta a demanda agregada;
  7. que influencia a inflação.

Esse automatismo imaginado nem sempre, nem em todos os lugares, assim funciona. Primeiro, a demanda de crédito – provocada por uma dinâmica progressiva de decisões de investimentos, função de grau de endividamento, lucro esperado, grau de utilização de capacidade produtiva, inovações, e fatores demográficos — que dirige a oferta de crédito. Segundo, nem toda inflação é a de demanda, p.ex., quebra de oferta provoca inflação de custos, cuja tentativa de controle de demanda agregada só resulta em estagflação.

A recém louvada higidez do setor bancário brasileiro pode ser afetada com a imposição de risco de marcação-a-mercado pela política de prefixação dos títulos de dívida pública, e o enorme esforço para retomada da concessão de crédito no Brasil pode ser abortado ou substituído por racionamento contumaz.

Arte da Especulação

 

Aula 8 Arte da Especulação

UnicampObjetivo da aula:

Examinar a “filosofia da especulação”, ou seja,  regras práticas para se assumir riscos e obter sucesso financeiro, servirá para verificar se essa cartilha do especulador profissional sobre estratégia de mercado colide com as Finanças Racionais e sanciona as Finanças Comportamentais, ou vice-versa. O especulador de sucesso não baseia sua jogadas no que, supostamente, vai acontecer; ele reage ao que realmente acontece. Tem de traçar seu projeto especulativo baseado em reações rápidas a eventos que vê que está acontecendo à sua frente, na hora. O ato de colocar dinheiro em determinada operação exige pesquisar, estudar, pensar. Ela é, por si só, espécie de previsão pessoal. Mas a aposta especulativa pode não dar certo. Se não estiver a caminho da linha de chegada preestabelecida, é necessário mudar de rumo, rapidamente. Tem também que se aprender a perder, para não se perder demasiadamente.

Finanças Comportamentais e Decisões de Investimento

Aula 7 Finanças Comportamentais e Decisões de Investimentos

UnicampResumo da aula:

As Finanças Comportamentais vem se dedicando, especificamente, ao exame dos comportamentos dos investidores no mercado financeiro com base no estudo da Psicologia Econômica. Dificilmente haverá regras gerais para todos os investidores, porque os mercados são complexos. A evolução do mercado é fruto de inúmeras variáveis, muitas das quais imponderáveis. Indivíduos e coletividades apresentam diferenças de pontos de vista, hábitos e expectativas. Quase é impossível formular regras ideais e gerais para investir ou administrar o dinheiro. Se a maioria dos investidores adotar a mesma estratégia, procurando agir na mesma direção, quando se trata de investir, por exemplo, comprando determinada ação,  ela se valorizará até níveis considerados irrealistas, descolados de fundamentos. Então, na reversão, não haverá chances para todos aqueles que a compraram realizar o ganho. Há assimetria nos mercados, que assegura ganhos para alguns e perdas para outros, que estão em posições distintas. Porém, nunca são, de maneira sistemática, os mesmos “vencedores”.

Aula sobre Geração de Funding

Aula 9 Geração de Funding 2012

Resumo:

Diagnóstico ortodoxo para carência de mercado de crédito de longo prazo:

  1. a população poupa muito pouco;
  2. o modelo de desenvolvimento se ampara no consumo presente em detrimento do futuro;
  3. os brasileiros de maior poder aquisitivo, isto é, os funcionários públicos, têm estabilidade no emprego e aposentadoria integral, ou seja, desincentivo à poupança;
  4. o sistema tributário, com taxação excessiva dos investimentos financeiros de prazos mais longos, inibe o hábito de poupar.

Em abordagem heterodoxa, sugere-se “jogar no lixo da história do pensamento econômico” esse conceito de poupança, substituindo-o pelo conceito de funding. O relevante para as decisões é o crédito, não cortar gastos em consumo, seja privado, seja público.

Praticamente todos os grandes projetos de investimento previstos para os próximos anos exigem financiamento em longo prazo: estádios de futebol, aeroportos, portos, estradas, transporte urbano, pré-sal, etc. Não faz sentido, em abordagem desenvolvimentista, o BNDES se paralisar com a crítica neoliberal, aguardando o desenvolvimento do mercado de capitais. O governo já definiu algumas das medidas do pacote de incentivo a captações e aplicações financeiras em longo prazo:

  1. isenção do Imposto de Renda as empresas que aplicarem em Letras de Crédito Imobiliário, equiparando pessoas físicas e jurídicas;
  2. estímulos à securitização do crédito imobiliário;
  3. incentivo à emissão de Letras Financeiras (debêntures dos bancos).
  4. incentivo fiscal para investimento em debêntures (títulos corporativos).

Aula sobre Necessidade de Financiamento do Desenvolvimento Brasileiro

Aula 8 Necessidade de Financiamento do Desenvolvimento Brasileiro

Método Didático: Como preparação para aula, os alunos devem ler a apresentação desse link, solicitando esclarecimento das dúvidas ao professor durante a aula. Diz respeito à demanda potencial e/ou à necessidade de financiamento para o desenvolvimento brasileiro, cuja geração de funding iremos analisar na aula final do curso sobre Mercado de Capitais. Nesta aula, vamos expor o material audiovisual apenas como índice adequado para não esquecer nenhum ponto durante a apresentação.

Plano da Aula: faremos essa abordagem desenvolvimentista, em apresentação oral e sumária, depois de assistirmos  a abordagem histórica ilustrada do assunto: o Sexto (e Último) Episódio do DVD, baseado no livro de Niall Ferguson, professor de Harvard, “A Ascensão do Dinheiro“, intitulado “Do Império à Chimérica“. Este vídeo será motivacional para o debate do caso brasileiro.

Resumo da Aula: leia posts Chimérica I e Chimérica II

Aula sobre Mercado Imobiliário

Aula 7 Mercado Imobiliário

Objetivo da aula:

Grande desafio para o mercado imobiliário brasileiro, carente de inovação financeira há muitos anos, é a reciclagem no mercado de capitais dos recursos utilizados para o financiamento em longo prazo da compra de imóveis, fazendo uso de derivativos, como ocorre nas principais economias do mundo. Para atrair o dinheiro dos fundos de pensão e de investimento, os empréstimos têm de passar pelo processo de “empacotamento”, chamado de securitização, em que são convertidos em título CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários) com liquidez no mercado secundário. Nele, dívidas de 30 anos se transformam em “papel” com preço de mercado, variando de acordo com as forças da oferta e da demanda, sendo esta influenciada pelo “rating” (nota) dado por agência de avaliação de risco.

Plano da Aula: faremos essa apresentação oral e sumária, depois de assistir  a abordagem histórica ilustrada do assunto: o Quinto Episódio do DVD, baseado no livro de Niall Ferguson, professor de Harvard, “A Ascensão do Dinheiro“, intitulado “Seguro como Casas“.

Ler mais: Mercado ImobiliárioBoom e Crash no Mercado ImobiliárioMercado Imobiliário Subprime.

Aula sobre Mercado de Futuros

Aula 6 Mercado de Futuro em Ações

Objetivo da aula:

O hedge é o ato de defender-se de risco de mercado (variação de preço) por meio de arranjos compensatórios. É a tomada de posição em mercado futuro oposta à posição assumida no mercado à vista, para minimizar o risco de perda financeira decorrente de alteração de preços adversa. Então, fazer hedge é gerenciar ou administrar o risco, conseguir algo como seguro de preço, para o ativo transacionado. Através do hedging, a perda, resultante da mudança no preço à vista da commodity ou do ativo, será aproximada ou integralmente compensada por lucro com a mudança no preço a futuro, no qual assumiu posição contrária.

Metodologia da aula:

Vamos assistir e debater o filme “Margin Call: O Dia Antes do Fim“, drama que envolve os funcionários e o controlador de um Banco de Investimento, em Wall Street-NY, durante um período de 24 horas, na fase de detonação da crise financeira de 2008. Leia o postChamadas de Margem: Para Apreciar o Filme “Margin Call”

Ler: PIAUÍ O setembro negro da Sadia 011109

Exemplo: Uso dos derivativos nos Estados Unidos do produtor de milho à JBS 150710

Resumo da Aula: leia post Mercado de Futuros