Arte da Especulação

Aula 9 Arte da Especulação

Objetivo da aula:

Examinar a “filosofia da especulação”, ou seja,  regras práticas para se assumir riscos e obter sucesso financeiro, servirá para verificar se essa cartilha do especulador profissional sobre estratégia de mercado colide com as Finanças Racionais e sanciona as Finanças Comportamentais, ou vice-versa. O especulador de sucesso não baseia sua jogadas no que, supostamente, vai acontecer; ele reage ao que realmente acontece. Tem de traçar seu projeto especulativo baseado em reações rápidas a eventos que vê que está acontecendo à sua frente, na hora. O ato de colocar dinheiro em determinada operação exige pesquisar, estudar, pensar. Ela é, por si só, espécie de previsão pessoal. Mas a aposta especulativa pode não dar certo. Se não estiver a caminho da linha de chegada preestabelecida, é necessário mudar de rumo, rapidamente. Tem também que se aprender a perder, para não se perder demasiadamente.

Teoria da Reflexividade de George Soros

Aula 8 Teoria da Reflexividade

Notas Biográficas sobre George Soros por Kenneth Maxwell:

Na semana passada, o “Times”, de Londres, reportou que George Soros vai criar Instituto de Economia na Universidade de Oxford. Será, aparentemente, o primeiro de vários que ele pretende bancar em universidades da Europa e dos EUA por meio do Instituto para o Novo Pensamento Econômico, que criou no ano passado em Nova York.

Continuar a ler

Finanças Comportamentais: Implicações para Investimentos

Aula 7 Implicações para investimentos

Objetivo da aula:

As Finanças Comportamentais vem se dedicando, especificamente, ao exame do comportamento dos mercados com base no estudo da Psicologia Econômica dos Investidores. Dificilmente haverá regras gerais para todos os investidores, porque os mercados são complexos. A evolução do mercado é fruto de inúmeras variáveis, muitas das quais imponderáveis. Indivíduos e coletividades apresentam diferenças de pontos de vista, hábitos e expectativas. Quase é impossível formular regras ideais de investir ou administrar o dinheiro em geral. Se a maioria dos investidores adotar a mesma estratégia, procurando agir na mesma direção, quando se trata de investir, por exemplo, comprando determinada ação,  ela se valorizará até níveis considerados irrealistas. Então, na reversão, não haverá chances para todos aqueles que a compraram realizar o ganho. Há assimetria nos mercados, que assegura ganhos para alguns e perdas para outros, que estão em posições distintas.

Avaliação de ECO213 – Microeconomia Moderna

Trabalho escrito sob forma de Sumário Executivo:

Planeje suas finanças até a aposentadoria, inclusive, em período em que poderão ocorrer cenários com as seguintes características: cenário de retomada de crescimento, com taxas de inflação, juros e câmbio declinantes e Ibovespa ascendente; cenário de estabilização, com estabilidade nas taxas de inflação e de juros, taxa de câmbio declinante, Ibovespa volátil, mas ainda com tendência ascendente; cenário de instabilidade, onde todas as taxas estarão ascendentes, mas o Ibovespa flutuará com tendência de queda. O problema é que não se conhece, com grau de certeza confiável, as durações desses ciclos.

Simule seu orçamento doméstico a partir de sua formatura, pesquisando informações reais para as principais despesas, inclusive com plano de saúde, automóvel e prestação imobiliária ou aluguel. Verifique a remuneração média durante os diversos ciclos de vida profissional e titulações acadêmicas em: Retornos da Educação no Mercado de Trabalho. Avalie a possível sobra de renda líquida disponível, mensalmente, para aplicações. Verifique quanto será necessário acumular, previamente, para manter o mesmo padrão de vida, durante a fase de vida inativa, levando em conta sua “esperança de vida”.

Considere, então, as seguintes alternativas disponíveis para aplicações: Tesouro Direto com títulos de dívida pública prefixados, posfixados ou indexados por índice de preços, CDB prefixado e pós-fixado, Fundos DI, de renda fixa, cambial (ou dólar), Fundo referenciado ao Ibovespa, Ações blue chips, mid e small caps, Imóveis. Qual será a escolha de portfólio recomendável, tecnicamente? Estipule o percentual de cada aplicação na seleção de carteira de ativos, inclusive imóveis e outros, durante os diversos cenários. Utilize matemática financeira para calcular seu plano de aposentadoria, inclusive com aplicações, retiradas, prazos, rendimentos reais esperados, desconto da inflação, etc.

Na avaliação será considerada, principalmente, a consistência teórica de suas justificativas para cada tomada de decisão financeira. Além disso, serão avaliadas quais serão suas prevenções quanto às heurísticas de investidores individuais. Apresente também seus critérios de projeções, tanto de índices quanto de cenários.

Serão também considerados: forma (ortografia, pontuação, acentuação, estilo, etc.); conteúdo (domínio da matéria); adequação (posicionamento pessoal quanto ao tema solicitado); coesão (relacionamento entre as partes, causalidades, deduções, etc.); coerência (fio-condutor do argumento, exposição com início-meio-fim, defesa da hipótese levantada, etc.). Considere a Arte de Escrever (Arte de Escrever) e 27 Dicas Para Você Escrever Bem (27 Dicas Para Você Escrever Bem). Leia como referência Finanças dos Trabalhadores (Finanças dos Trabalhadores) e De Olho no Dinheiro nos Estados Unidos (De olho no dinheiro nos Estados Unidos).

Entregar o trabalho impresso e preparar para expô-lo, oralmente, durante seminário no dia 09/12/10.

Finanças Comportamentais

Aula 6 Finanças Comportamentais

Resumo da aula:

Nas últimas duas décadas, os psicólogos comportamentais descobriram dois fatos muito importantes para as teorias financeiras:

  1. as emoções que determinam a tomada de risco dos investidores são a esperança e o medo, e
  2. apesar de errar ser humano, os praticantes de finanças (investidores, analistas, gestores, etc.) cometem os mesmos erros, repetidamente.

Assessores financeiros precisam conhecer o impacto da psicologia humana nas decisões financeiras, para que sejam mais eficientes na alocação dos recursos  de seus clientes. Os principais fenômenos psicológicos influentes nas finanças são:

  1. Viés heurístico: os  investidores baseiam suas decisões em regras de bolso, cuja maioria é inconsistente, o que faz com que tenham  crenças  enviesadas.
  2. Dependência da forma: os investidores têm sua percepção sobre o risco e o retorno de investimento bastante influenciada pela forma como o problema é apresentado.
  3. Ineficiência do mercado: vieses heurísticos e dependência da forma desviam os preços de seus fundamentos, não sendo apenas pequenas anomalias randômicas com efeitos mínimos e não permanentes.

Introdução à Neuroeconomia

Aula 5 Introdução à Neuroeconomia

Objetivo da aula:

Enquanto os governos buscam resolver a crise macroeconômica e regular mercados, alguns cientistas estão empenhados em saber o que leva a cada agente econômico gastar, vender ou investir. Para chegar mais perto dessa resposta, áreas distintas da ciência estão somando recursos para estruturar o campo de estudo destinado a cumprir essa tarefa: a neuroeconomia. Ela é resultado da união de ferramentas de investigação e conhecimentos da psicologia, da economia e da neurologia, com a ajuda de seus sofisticados aparelhos de diagnóstico por imagem ou tomografia por ressonância magnética funcional.

Ciência explica por que no voto emoção pesa mais que razão 220310

Hipótese do Mercado Eficiente

Aula 4 Hipótese do Mercado Eficiente

Objetivo da aula:

Hipótese do Mercado Eficiente supõe que os preços dos ativos financeiros já levam em consideração todas as informações disponíveis, ao alcance de todos os que atuam no mercado. Como todas as informações sobre o desempenho passado que existem já estão embutidas no preço vigente, o único fator que altera seu preço é a chegada de nova informação. Antecipar a nova informação ser positiva ou negativa é evento aleatório; logo, os preços dos ativos seguem caminho aleatório [random walking]. A regra prática deduzida da Hipótese do Mercado Eficiente é os investidores selecionarem carteira de ações de maneira a acompanhar o índice representativo do mercado, na medida em que buscar superá-lo, anual e consistentemente, seria objetivo infrutífero.

Escolha de portfólio considerando relação entre retorno e risco

Aula 3 Escolha de portfólio considerando risco e retorno

Objetivo da aula:

Qualquer carteira diversificada de investimentos é mais segura do que a totalidade dos recursos disponíveis aplicada em um único ativo selecionado.  Se a covariância entre os vários ativos, na carteira, não for completa (100%), o risco total dela é menor do que da simples soma dos riscos de cada ativo, considerado em separado. Logo, o portfolio que contenha ativos que serão afetados em direções opostas por eventos futuros, compensando-se, é menos arriscado do que cada ativo particular que o compõe. Enquanto o retorno da carteira diversificada equivalerá à média ponderada das taxas de retorno de seus componentes individuais, a volatilidade resultante será inferior à média das volatilidades desses componentes.

Escolhas de Investimentos via Fluxos de Caixa Descontados

Aula 2 Escolha de investimentos via fluxos de caixa descontados

Objetivo da aula:

Uma das Idéias Capitais das Finanças Racionais é, simplesmente, a de que “tempo é dinheiro”. Refere-se ao fato de que determinada quantia de dinheiro, se recebida hoje, vale mais do que a mesma quantia recebida no futuro. Ela está na raiz do princípio de que os fluxos de caixa futuros devem ser descontados, para se avaliar o valor atual do investimento. Para manter o valor do dinheiro no tempo, o capital emprestado (ou investido) em determinado período deve ser remunerado à taxa de juros que, ao menos, preserve o poder aquisitivo do valor originalmente utilizado. Quando se trouxer o valor de determinado investimento ao tempo presente, o custo de oportunidade deve ser considerado em sua avaliação, pois ele representa o valor que seria obtido na opção que foi descartada em favor da, de fato, tomada.

Ler mais: Como Usar Calculadora Financeira

Teorias das Decisões Financeiras

Aula 1 Teorias das Decisões Financeiras

Objetivo da Aula:

Mostrar que, depois de 250 anos da história do pensamento econômico, neste início de milênio/século, retoma-se a característica multidisciplinar dos primórdios da ciência. Antes, havia apenas a filosofia para tratar dos fenômenos sociais e do comportamento individual. Os primeiros economistas, por terem se formado no debate filosófico, acabaram sendo os psicólogos de seu tempo. Hoje, os cientistas econômicos estão empenhados em saber o que nos leva a gastar, vender ou investir. Para chegar mais perto dessa resposta, áreas distintas da ciência estão somando recursos para estruturar o campo de estudo destinado a cumprir essa tarefa: a chamada neuroeconomia. Ela é resultado da união de ferramentas de investigação e conhecimentos da filosofia, psicologia, sociologia, economia e neurologia, com a ajuda de aparelhos de diagnóstico por imagem de ressonância magnética.

Com o conhecimento maior de como funciona a mente humana, diminui nossa ignorância a respeito de como outras pessoas se comportam. Antes, o modelo racionalista utilizava o recurso de extrapolar o pensamento racional para todas as pessoas. Agora, o modelo comportamental constata que as decisões econômicas tomadas por impulso estão, primordialmente, relacionadas à região do cérebro ligada à emoção. O processo cognitivo envolvido nas decisões racionais se encontra em outra região cerebral, cujo processamento seqüencial de representações abstratas é defasado em relação ao ágil processamento paralelo de impressões e sentimentos daquelas decisões intuitivas.

Pesquisadores em Economia Comportamental (ou Psicologia Econômica) apontam a influência dos fatores individuais, abandonando a uniformidade comportamental, suposta pela “racionalidade genérica” do homo economicus, no momento de escolher. Reconhecem que há fatores variantes também entre grupos sociais no tocante à capacidade de suportar frustrações, ao tamanho das ambições, e à visão de curto ou de longo prazo. Por isso, os elementos psicológicos, assim como os filosóficos e os sociológicos, fazem parte dos estudos contemporâneos de Economia.

Microeconomia Moderna: Programa e Bibliografia

UNICAMPUNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS

INSTITUTO DE ECONOMIA

CURSO DE EXTENSÃO – ESPECIALIZAÇÃO EM ECONOMIA FINANCEIRA

ECO- 213 MICROECONOMIA MODERNA

Prof. Dr. Fernando Nogueira da Costa

Objetivo: Apresentar as teorias microeconômicas modernas das decisões financeiras em situações de incerteza: Finanças Racionais (fluxo de caixa descontado, diversificação do risco e eficiência do mercado), Finanças Comportamentais (viés heurístico, dependência da forma, ineficiência do mercado) e Arte da Especulação (teoria da reflexividade e práxis do especulador profissional).

Continuar a ler