O Preço da Destruição: Construção e Ruína da Economia Alemã

Hitler em 1933 na celebração dos 10 anos do movimento nacional-socialista

Rodrigo Russo (FSP, 20/05/13) escreveu resenha sobre livro que desejo comprar para ler. As razões econômicas para as decisões tomadas pela Alemanha antes e durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) são o tema da extensa investigação de Adam Tooze, historiador britânico, em “O Preço da Destruição – Construção e Ruína da Economia Alemã” (ed. Record).

Em quase 900 páginas, incluindo apêndices e notas explicativas, Tooze analisa o cenário alemão após a Primeira Guerra, as disputas que permitiram a ascensão de Hitler ao poder e suas principais decisões para sustentar o esforço de guerra, que, para o autor, estava fadado ao fracasso se interpretado com auxílio da história econômica.

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Era do Petróleo

Nova Era do Petróleo

Segundo Daniel Yergin, “o grito que ecoou em agosto de 1859 através dos estreitos vales do oeste da Pensilvânia – de que o maluco yankee, o ‘Coronel’ Drake, havia encontrado petróleo – deu início a uma imensa corrida ao petróleo, que nunca mais teve fim desde então. Daí em diante, na guerra e na paz, o petróleo ganharia o poder de construir ou destruir nações e seria decisivo nas grandes batalhas políticas e econômicas do século XX. Mas, repetidas vezes, durante a infindável aventura, as grandes ironias do petróleo se tornaram aparentes. Seu poder tem um preço.

Por quase um século e meio, o petróleo vem trazendo à tona o melhor e o pior de nossa civilização. Vem se constituindo em privilégio e em ônus.

A energia é a base da sociedade industrializada. Entre todas as fontes de energia, o petróleo vem se mostrando a maior e a mais problemática, devido ao seu papel central, ao seu caráter estratégico, ao padrão recorrente de crise em seu fornecimento – e à inevitável e irresistível tentação de tomar posse de suas recompensas.

Ele tem sido o palco para o nobre e o desprezível do caráter humano. Criatividade, dedicação, espírito empresarial, engenho e inovação tecnológica, vêm coexistindo com a avareza, a corrupção, a ambição política cega e a força bruta.

O petróleo ajudou a tornar possível o domínio sobre o mundo físico. Ele nos deu nossa vida cotidiana e, literalmente, nosso pão de cada dia, através dos produtos químicos agrícolas e dos transportes. Ele abasteceu, ainda, as lutas globais por supremacia política e econômica.

A feroz e, muitas vezes violenta, busca pelo petróleo – e pelas riquezas e poder inerentes a ele irão continuar com certeza enquanto ele ocupar essa posição central. Pois o nosso é um século no qual cada faceta de nossa civilização vem sendo transformada pela moderna e hipnotizante alquimia do petróleo. Foi isso que fez a era do petróleo.”

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Livro “Dívida Pública: A Experiência Brasileira”

Evolução da Composição da Dívida Pública 2003-2013

A Secretaria do Tesouro Nacional, em parceria com o Banco Mundial, lançou em 17 de agosto de 2009, o livro “Dívida Pública: A experiência brasileira“. A publicação explora a experiência do país no gerenciamento da dívida pública, em documento único, ao abranger desde os primeiros registros de endividamento brasileiro até o atual estado de administração da Dívida Pública Federal.

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As Leis Secretas da Economia: Revisitando Roberto Campos e as Leis do Kafka

As Leis Secretas da Economia

No Manifesto da Tropicalização Antropofágica Miscigenada, psicografei Oswald de Andrade, a partir de seu Manifesto Antropófago, escrito em Pindorama, no ano 463 da Deglutição do Bispo Sardinha. Evidentemente, inspirou-me a Lei do [Alexandre] Kafka n. 1 – Sobre o Comportamento Discrepante: “Independentemente dos homens e suas intenções, sempre que o Ministério da Fazenda se entrega à austeridade financeira o Banco do Brasil (ou o Ministério do Planejamento ou o BNDES) escancara os cofres, e vice-versa”.

Outra inspiração do estilo telegráfico com linguagem metafórica repleta de aforismos bem humorados tive ao inverter as piadas neoliberais de Roberto Campos. É coisa do tipo “Patriota não é idiota. Idiota acha superior o país dos outros.

Gustavo H.B. Franco é professor do Departamento de Economia da PUC-Rio desde 1986. Foi diretor e presidente do Banco Central do Brasil de 1993 a 1999, e um dos criadores do Plano Real. É sócio fundador da Rio Bravo Investimentos e autor de vários livros, entre os quais A Economia em Machado de Assis; A Economia em Pessoa; e Shakespeare e a Economia, publicados pela Zahar.

Para quem nasce em “berço de ouro”, sendo filho da elite econômica carioca e professor da jeunesse dorée da Gávea, bairro da Zona Sul do Rio de Janeiro, ser inteligente, culto e espirituoso não é nada mais do que a obrigaçãoembora muitos não a cumpram. Dado esse dever, Gustavo cumpriu seu destino ao anotar ou escrever o que teria sido ditado ou sugerido não por algum espírito desencarnado qualquer, mas por três: Roberto Campos, Alexandre Kafka (economista brasileiro primo do Franz Kafka) e… Machado de Assis! Talvez tenha lhe baixado também os espíritos de Fernando Pessoa e William Shakespeare.

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As Pessoas Em Primeiro Lugar: Identidades e Identificações

Nobel Larureate Amartya Sen

No livro “As pessoas em primeiro lugar: a ética do desenvolvimento e os problemas do mundo globalizado” (São Paulo, Companhia das Letras, 2010), co-autoria de Amartya Sen e Bernardo Kliksberg, este trata, em sua segunda parte, de “Os Desafios Éticos de um Continente Paradoxal”, isto é, da América Latina. Sen trata, na primeira parte, de “Temas-chave do Século XXI”.

Este novo livro do economista indiano ganhador de Prêmio Nobel propicia ao leitor esclarecer a dúvida que porventura pode ter permanecido, na leitura do anterior “Liberdade como Desenvolvimento” a respeito da proeminência de a Liberdade como variável estratégica no processo de desenvolvimento em vez do tema tão caro à esquerda: a Igualdade. Vamos focalizar, nesta breve resenha, a relação republicana entre Liberté et Igualité conforme apresentada por Sen.

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Desenvolvimento como Liberdade

Amartya Sen

Segundo Amartya Sen, no seu livro Desenvolvimento como Liberdade (São Paulo, Companhia das Letras, 2000), demonstra que o desenvolvimento pode ser visto como um processo de expansão das liberdades reais que as pessoas desfrutam. O crescimento do PIB ou das rendas individuais pode ser muito importante como um meio de expandir as liberdades desfrutadas pelos membros da sociedade. Mas as liberdades dependem também de outros determinantes, como as disposições sociais e econômicas, tais como os serviços de educação e saúde, e os direitos civis, p.ex., a liberdade de participar de discussões e averiguações públicas.

Ver o desenvolvimento como expansão de liberdades substantivas dirige a atenção para os fins que o tornam importante, em vez de restringi-la a alguns dos meios (industrialização, inovação tecnológica, educação, etc.) que, inter alia, desempenham um papel relevante no processo.

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Legado de Schumpeter

Joseph-Schumpeter II

O legado inconfundível de Schumpeter é sua percepção de que a inovação, na forma de destruição criativa, é a força propulsora não só do capitalismo como do progresso material de maneira geral. Quase todos os negócios, por mais fortes que pareçam em dado momento, acabam falindo, e quase sempre porque não foram capazes de inovar. Os concorrentes estão constantemente lutando por superar o líder, por maior que seja a liderança.

Nenhum país, não importa há quanto tempo seja próspero, pode dar como certa a abundância permanente. E nenhuma companhia pode dar por certa sua perenidade. Algumas empresas que foram vanguarda, hoje, estão na lata de lixo da história.

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Capitalismo: Surgimento Tardio

CULTURA - 21.05.2007O economista Joseph SchumpeterReproducao

Até aproximadamente 1700, os seres humanos não se organizavam, plenamente, em função do mercado. O fato mais marcante do capitalismo empreendedor, à parte sua eficiência econômica – eficiência consiste em fazer certo as coisas; eficácia, em fazer as coisas certas –, é o seu surgimento tardio.

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O Profeta da Inovação: Joseph Schumpeter e a Destruição Criativa

O Profeta da InovaçãoJá postei diversas resenhas sobre a biografia de Joseph Schumpeter, escrita por Thomas K. McCraw (Rio de Janeiro: Record, 2012. pp. 768) – confira, pesquisando o nome do autor ao lado. Eram registros para eu me lembrar de comprar o livro. Finalmente, eu o li – e o recomendo.

Schumpeter usou a expressão “destruição criativa” pela primeira vez em 1942, para se referir à maneira como os produtos e métodos capitalistas inovadores estão constantemente tomando o lugar dos antigos. “A destruição criativa é o fato essencial do capitalismo”, escreveu. “Capitalismo estabilizado é uma contradição em termos”.

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Outra Resenha sobre o Livro A Imaginação Econômica

Oscar Pilagallo (Valor, 11/09/12) também escreveu resenha sobre o livro “A Imaginação Econômica” de autoria de Sylvia Nasar (Tradução: Carlos Eugenio Marcondes de Moura. Editora: Companhia das Letras. 584 págs., R$ 54,50). Afirmou que “o capitalismo ganhou um elogio eloquente no momento em que mais precisava ter relembradas suas qualidades”. “A Imaginação Econômica“, de Sylvia Nasar, que proclama sem ressalvas relevantes a superioridade do modelo hoje hegemônico, surge quando os países mais desenvolvidos e industrializados ainda lidam com os efeitos da crise financeira iniciada no final da década passada.

No auge da turbulência dos mercados, quando a economia americana alavancada em dívidas gerava mais incerteza do que confiança sobre o futuro, ou quando a União Europeia tinha suas perspectivas colocadas em xeque, não foram poucos os críticos à esquerda que vislumbraram a gênese da derrocada do capitalismo.

Nasar está no polo oposto das interpretações catastróficas. “A grande recessão de 2008, que se prolongou até 2009, a mais grave crise econômica desde os anos 1930, não reverteu os ganhos anteriores de produtividade e renda”, avalia a autora. Ela não vê motivos para pessimismo: “A expectativa de vida se mantém em alta. O sistema financeiro não entrou em colapso. Não houve uma segunda grande depressão.”

A Imaginação Econômica” conta a história de uma ideia vencedora – o capitalismo – e de homens que, ao longo de quase dois séculos, contribuíram decisivamente para que ela vingasse, ou lhe fizeram críticas que exigiram esforços subsequentes para que fosse aperfeiçoada.

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Entrevista com Sylvia Nasar

Diego Viana (Valor, 23/10/12) fez nova entrevista com  a Sylvia Nasar, autora do livro muito comentado (e resenhado aqui), A Imaginação Econômica – Gênios que Criaram a Economia Moderna e Mudaram a História (Tradução: Carlos Eugenio Marcondes de Moura. Editora: Companhia das Letras. 584 págs., R$ 54,50).

 Sylvia Nasar propõe que a história da teoria econômica seja entendida como uma epopeia: durante 150 anos, grandes pensadores desenvolveram ferramentas para ajudar a humanidade a melhorar suas condições materiais de vida. Daí o título de seu livro: “Grand Pursuit” (“Grande Busca” em tradução literal).

Autora de “Uma Mente Brilhante“, biografia do matemático John Nash que foi transformada em filme, Nasar se dedicou a contar como a economia deixou de ser a “ciência sombria”, como designou o historiador inglês Thomas Carlyle no século XIX, e, segundo ela, “se tornou um poderoso instrumento de análise para promover o crescimento e evitar crises”.

A jornalista e professora de negócios da Universidade Columbia identifica na figura de Alfred Marshall o ponto de inflexão, com a descoberta de que a produtividade é central na determinação dos salários. Até então, inspirados por Adam Smith e Thomas Malthus, os economistas viam apenas a população como determinante para os salários e “estavam do lado errado de todos os debates”.

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A Imaginação Econômica de Amartya Sen: Índice de Desenvolvimento Humano

Encerro a série de posts com base no livro A Imaginação Econômica: gênios que criaram a Economia Moderna e mudaram a História resumindo a obra de Armatya Sen, ganhador do Prêmio Nobel de Economia em 1998 “por sua contribuição à Economia do bem-estar”. Nos anos 1970 e 1980, Sen propôs uma Teoria Geral do Bem-Estar que tentou integrar a tradicional preocupação dos economistas em relação ao bem-estar material à tradicional preocupação dos filósofos com os direitos individuais e a justiça. Levantando objeções ao credo utilitário de seus colegas economistas que desejavam julgar o progresso material principalmente pelo crescimento do PIB per capita, Sen argumentou que a liberdade e não a opulência per se era a verdadeira medida de uma boa sociedade, um fim primário bem como o principal meio de desenvolvimento econômico.

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