Daniel Rittner (Valor, 25/04/13) informa que o governo cogita usar uma medida provisória para perdoar a dívida tributária dos clubes esportivos. A minuta do texto que deve ser enviado ao Congresso foi apresentada, no dia 24/04/13, ao ministro do Esporte, Aldo Rebelo, por sua equipe técnica. A Receita Federal e a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional já deram sinal verde à iniciativa, que anistiará uma dívida estimada em R$ 4 bilhões a R$ 5 bilhões, em troca de um sistema de bolsas esportivas que possibilitem o uso das estruturas dos clubes perdoados.
A minuta usa como base o anteprojeto de lei elaborado pelo deputado Vicente Cândido (PT-SP), mas o governo está decidido a acrescentar pelo menos um ponto importante: os direitos econômicos dos jogadores de futebol não poderão mais pertencer, a partir de janeiro de 2016, a empresários ou fundos de investimentos. Essa é justamente a engenharia financeira que tem viabilizado a manutenção de estrelas no futebol brasileiro, como zagueiro Dedé, que tem 55% de seus direitos vinculados a fundos e migrou recentemente do Vasco da Gama para o Cruzeiro, onde irá receber salário maior (e em dia), valorizar-se ao conquistar títulos, e, provavelmente, ser revendido para Europa após a Copa de 2014.
Qual é o argumento contra apostar nos direitos econômicos dos jogadores de futebol como ativos, ou seja, formas de manutenção de riqueza e ganho de capital?











