Entrevista de Marcelo Oliveira

marcelooliveira

Cruzeiro no MineirãoVitórias do Cruzeiro no MineirãoMarcelo Oliveira deu excelente entrevista para Carlos Eduardo Mansur (O Globo, 23/08/14). Líder do Campeonato Brasileiro há mais de um ano com o Cruzeiro, responsável por montar o melhor time do país, Marcelo Oliveira não acredita na tese de que o treinador brasileiro está ultrapassado. Ele vê problemas na formação do jogador brasileiro, a quem considera autossuficiente e reativo a cumprir funções táticas. Inspirado em Telê Santana, prepara o Cruzeiro em treinos em que só são permitidos dois toques e onde parar a bola é falta. Tudo para aperfeiçoar a posse de bola e a qualidade técnica, base de seu trabalho: “Prefiro marcar com jogadores técnicos”.

Quem quiser ser campeão brasileiro ainda tem alguma chance?

O campeonato é muito perigoso, muito difícil. Tem muito jogo ainda. O Cruzeiro é candidato, mas precisa estar muito mobilizado. Passamos um sufoco danado contra o Grêmio. Está totalmente aberto. Continuar a ler

Meta para Ganhar o Campeonato Brasileiro de Futebol

Cruzeiro 2014 X 2013

Dionízio Oliveira (UOL, 28/07/14) informa que, com nove vitórias, um empate e apenas duas derrotas, o Cruzeiro, com 28 pontos somados, tem uma campanha superior à do tricampeonato brasileiro, quando tinha 24 pontos nesse mesmo estágio da competição (12 rodadas) e também era líder. Em função disso, a meta da equipe celeste é superar os 40 pontos obtidos no ano passado ao fim do primeiro turno.

Com mais sete adversários pela frente, a equipe mineira poderá igualar a marca se conquistar 12 dos 21 pontos que disputará na primeira metade do Brasileirão. No entanto, com o ótimo início de competição, o técnico Marcelo Oliveira já projeta uma pontuação maior para os atuais campeões brasileiros deixarem o título ‘encaminhado’. O desejo do treinador é de começar o returno precisando de 30 pontos para ser campeão.

“Em relação a pontuação, estamos nesse momento melhores do que estávamos em 2013. Mas no ano passado demos uma arrancada no fim do primeiro turno, com dez vitórias e um empate em 11 jogos. É difícil repetir, mas é possível. Seria ideal disputar o segundo turno com 57 pontos em disputa e podendo fazer 30 [= 10 vitórias, p.ex., em casa -- ou 9 vitórias em casa e 3 empates fora]. É uma meta“, observou Marcelo Oliveira.

A campanha regular ideal em um campeonato de 114 pontos em disputa é, em cada dois jogos (um em casa e outro fora), dos 6 pontos possíveis garantir pelo menos 4, isto é, uma vitória em casa e um empate fora. Fazendo isso, nos jogos em casa, o time conquistaria 19 X 3 = 57; nos jogos fora, seriam mais 19 pontos, totalizando 76 pontos. Entretanto, o padrão histórico permite uma derrota em casa, ou seja, com 73 pontos tornar-se campeão. Continuar a ler

O Brasil do “Eu Acredito”

noel-coelho

Eliane Brum (Ijuí-RS, março de 1966) é excelente jornalista e escritora. Formou-se pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC/RS) em 1988 e ganhou mais de 40 prêmios nacionais e internacionais de reportagem. É autora de um romance – Uma Duas (LeYa) – de três livros de reportagem: Coluna Prestes – O Avesso da Lenda (Artes e Ofícios), A Vida Que Ninguém Vê (Arquipélago Editorial, Prêmio Jabuti 2007) e O Olho da Rua (Globo) -, e de um livro de crônicas: A Menina Quebrada (Arquipélago Editorial, Prêmio Açorianos 2013), que reúne 64 de suas colunas escritas no site da revista Época, além de ter participado da compilação de reportagens especiais sobre os Médicos sem Fronteiras Dignidade!, que incluiu também autores como Mario Vargas Llosa. É codiretora de dois documentários: Uma História Severina e Gretchen Filme Estrada. Recentemente, lançou uma autobiografia: Meus Desacontecimentos: A História de Minha Vida com As Palavras (Casa da Palavra, 2014).

Escreveu crônicas de costumes, para a Folha de S. Paulo e El País, durante a Copa do Mundo de 2014 no Brasil. Reproduzo abaixo extratos de uma que é um verdadeiro ensaio de Antropologia sobre os comportamentos religiosos dos jogadores e torcedores da seleção brasileira.

Eu acredito, eu acredito.” Uma pequena parte da torcida brasileira ainda repetia o bordão depois de a seleção brasileira já ter levado uma goleada dos alemães no Mineirão. Era uma pequena grande cena. A realidade se impunha como o inacreditável, as bolas iam estourando na rede brasileira como ficção, quem não tinha deixado o estádio olhava para o campo tomado pela anestesia que assinala a tragédia. A inversão da expectativa é tão avassaladora que passa a ser interpretada como irrealidade, num estado delirante, em que qualquer gesto parece destinado ao nada. A goleada era da Alemanha no Brasil, mas era ainda mais profundo do que isso: era realidade 7×1 pensamento mágico. Um? Não. Zero. Continuar a ler

Ricardo Goulart faz “gol que Pelé não marcou” contra o Chivas Guadalajara do México, em jogo nos Estados Unidos

Quando assisto a seleção brasileira jogando na Copa 2014, sinto saudade do padrão de jogo coletivo do Cruzeiro na tática 4-2-3-1, em que os meias Everton Ribeiro – Ricardo Goulart – Dagoberto (ou William) trocam de posições incessantemente em torno do pivô, Borges (ou Marcelo Moreno). Ficam para a Copa de 2018

Ricardo Goulart marcaria um gol no goleiro Neuer da Alemanha, que joga adiantado como um líbero, tal como marcou no jogo nos EUA, antes do meio do campo, no campo defensivo (veja o vídeo)!

Espero que até lá se mude a mentalidade dos dirigentes da CBF, técnico e imprensa desportiva, que destacam apenas o individualismo, i.é, “as estrelas”. Futebol é jogo coletivo, logo, a equipe campeã, que demonstra maior regularidade e entrosamento durante um campeonato, deve ser a base da seleção do País. Reunir, em vez em quando, um bando de individualidades que jogam no exterior, sem muitos treinos, não configura uma equipe!

É necessário seguir o exemplo da seleção alemã, cuja base é o time Bayern de Munich. Ele goleou duas vezes o Barcelona de Messi: em 180 minutos, totalizou 7 X 0! A seleção brasileira pelo menos marcou um gol… :) Continuar a ler

Não Teria Copa!

Copanao

A entrevista de Gustavo Franco (ex-presidente do Banco Central no Governo FHC, responsável pela sobrevalorização da moeda nacional até a reeleição do dito cujo, ou seja, o “estelionato eleitoral” de 1998), publicada hoje na Folha de S. Paulo,  confirma: sob o governo de neoliberais, não teria Copa!

Imaginem sem a Copa! Que tristeza… Que falta de congraçamento entre povos… Que vocação para ser subdesenvolvido…

Pior, que perda de oportunidade histórica para avançar, de uma só vez, em abrangência nacional, obras públicas em mobilidade urbana, aeroportos, hoteis, turismo…

Continuaríamos na estagflação… e com o mesmo “complexo de vira-lata”, assistindo pela TV jogos na Europa em estádios de dar inveja!
snif, snif… :)
Não vai ter Copa Na Copa

Legado da Copa: Tecnologia

alemanha-inglaterra-neuer-gol-linha-480-gettyBola entrou ou nãofifa_escolhe_empresa_alema_para_fornecer_tecnologia_da_linha_do_gol_242013-161430-1fifa-gol-tecnologia-site.jpg3Goal Control

Gustavo Brigatto e Tom Cardoso (Valor, 24/06/14) informam que quando o juiz não deu o gol marcado por seu time em um jogo da segunda divisão do campeonato alemão em 2009, Dirk Broichhausen ficou enfurecido e reclamou como todo fã do esporte. Mas a indignação de Broichhausen com o lance não ficou restrita às discussões com os amigos.

No dia seguinte ele procurou os engenheiros da Pixargus, companhia especializada na análise de superfícies por meio de imagens, na qual ele trabalhava como vice-presidente de vendas, e perguntou se seria possível desenvolver uma tecnologia capaz de detectar se a bola entrou ou não no gol e fazer um tira-teima em tempo real. Após pensar um pouco eles deram a resposta: difícil, mas não impossível. Nascia aí a GoalControl, subsidiária da Pixargus direcionada ao mercado de futebol que fornece a Tecnologia de Linha de Gol, ou TLG, da Copa no Brasil – a primeira Copa, dentre as 20 que a Fifa já fez, a usar esse tipo de sistema. Continuar a ler

Manifestação de Protesto: Pela Copa Sempre!

SÓ PRA LEMBRAR NAO VAI TER COPA

Imagine na Copa sempre! A força de trabalho irá só produzir com o trabalho necessário à sua reprodução! Nem Mais-Valia Absoluta, Nem Mais-Valia Relativa! Férias Coletivas Anuais! Só alegria!

Os desocupados black-blocs terão com o que se ocupar pré-Copas! Os coxinhas yelow-blocs terão camarotes VIPs para expressar seu ódio antipetista! A torcida aprenderá a torcer! A imprensa brasileira, desmascaradas suas desinformações, evitará distorcer!

Este modesto blog adere à Campanha #VaiTerCopaSempre. Propõe: no próximo ano, Copa das Américas; em 2016, Olimpíadas; no ano seguinte, Copa de Seleções Estaduais; e aí chegamos à nova Copa do Mundo!

 #Imaginenacopasempre!

PS: já surgiu uma dissidência radical extremista do companheiro Antônio Prata, cuja crônica em que lança a Campanha Copa Permanente (CP) é reproduzida abaixo.

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“O primeiro passo foi o Plano Real, que estabilizou a economia. O segundo foi o Bolsa Família, que tirou milhões de brasileiros da miséria. Falta, ainda, o terceiro passo, um passo ousado e criativo, para enfim transformarmos esta vergonha numa nação. Dou aqui a ideia, de graça, em nome do bem comum: Copa Permanente. Continuar a ler