Chances para ser Campeão Brasileiro em 2014

 

Campanha do Cruzeiro 2014 X 2013Prezados seguidores,

tenho que confessar que vejo um único defeito na Presidenta Dilma — “ninguém é perfeito” — e uma única qualidade no candidato Aécio. Dilma vivenciou BH na fase pré-Mineirão, quando o Cruzeiro era um time com torcida menor do que a do Atlético e do América. Então, passou a torcer para a massa popular daquela época. Aécio cresceu em BH na fase de que o Cruzeiro tinha já se tornado Campeão Brasileiro em 1966. Uai, a única decisão racional que ele poderia tomar era torcer para o time de maior torcida de Minas! Fazer o que, né? Não será pela minha paixão partidária que abandonarei minha eterna paixão futebolística… Zêêêro!!! :)

Classificação Campeonato 2014 na 29a rodada

Os concorrentes ao título de Campeão de 2014 agora parecem restritos a Cruzeiro, São Paulo, Internacional, Atlético, Corinthians e Grêmio. Santos e Fluminense, mesmo se ganharem todos os 9 jogos restantes, somariam 27 pontos aos 45, ficando com 72 pontos em segundo lugar. Eles brigam ainda por vaga no G4.

A conta que tem de ser feita é: em possíveis 27 pontos (faltam 9 rodadas para o final), quantos pontos faltam para cada time atingir 73 pontos — patamar histórico dos times campeões desde que o campeonato passou a ser disputado por 20 times. Os vice-campeões atingiram no máximo 72 pontos.

Considerando essa meta, faltam para:
Cruzeiro: 14 pontos = 5 vitórias em casa (15 pontos) ou 4 em casa e 2 empates fora;
São Paulo: 21 pontos = 7 vitórias em 9 jogos, ou seja, só poderá perder 2 jogos e não empatar nenhum — pelo seu índice de aproveitamento (60%), a expectativa seria mais 4 vitórias (16 pontos) em casa;
Internacional: 23 pontos = 7 vitórias e 2 empates em 9 jogos;
Atlético-MG: idem, tem de ficar invicto até o final.
Corinthians: 24 pontos = 8 vitórias nos 9 jogos restantes;
Grêmio: 26 pontos = 9 vitórias, ou seja, basta um empate para ser impossível, matematicamente, a conquista caso o padrão histórico se repita.

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Entrevista de Marcelo Oliveira

marcelooliveira

Cruzeiro no MineirãoVitórias do Cruzeiro no MineirãoMarcelo Oliveira deu excelente entrevista para Carlos Eduardo Mansur (O Globo, 23/08/14). Líder do Campeonato Brasileiro há mais de um ano com o Cruzeiro, responsável por montar o melhor time do país, Marcelo Oliveira não acredita na tese de que o treinador brasileiro está ultrapassado. Ele vê problemas na formação do jogador brasileiro, a quem considera autossuficiente e reativo a cumprir funções táticas. Inspirado em Telê Santana, prepara o Cruzeiro em treinos em que só são permitidos dois toques e onde parar a bola é falta. Tudo para aperfeiçoar a posse de bola e a qualidade técnica, base de seu trabalho: “Prefiro marcar com jogadores técnicos”.

Quem quiser ser campeão brasileiro ainda tem alguma chance?

O campeonato é muito perigoso, muito difícil. Tem muito jogo ainda. O Cruzeiro é candidato, mas precisa estar muito mobilizado. Passamos um sufoco danado contra o Grêmio. Está totalmente aberto. Continuar a ler

Meta para Ganhar o Campeonato Brasileiro de Futebol

 

2014 - 56 pontos na 26a rodadaSe depender dos números, o Cruzeiro está, de fato, encaminhando para ser o campeão brasileiro de 2014. O clube celeste tem nove pontos de vantagem para o segundo colocado, a 12 rodadas do fim. Desde que o campeonato passou a ser disputado por 20 clubes, em 2006, somente o próprio Cruzeiro obteve diferença maior nessa mesma rodada. Com 56 pontos, isto significa que terá de somar mais 18 pontos (6 vitórias em jogos em casa) para alcançar 74 pontos, pontuação que jamais um segundo colocado alcançou em campeonato de pontos corridos com 20 times. Neste caso, o atual segundo colocado (Inter com 47 pontos), p.ex., teria de somar 9 vitórias (27 pontos) em 12 jogos restantes: 75% de aproveitamento — aproveitamento que só o Cruzeiro obteve no primeiro turno.

Em 2013, a Raposa tinha 11 pontos de vantagem para o Grêmio, segundo colocado, na 26ª rodada. A segunda maior diferença ocorreu em 2007, quando o São Paulo tinha oito pontos de frente para o vice-líder, que na época era o Cruzeiro.

As distâncias entre
líder e vice-líder na 26ª rodada:

2006
Cinco pontos do São Paulo para o Grêmio

2007
Oito pontos do São Paulo para o Cruzeiro

2008
Palmeiras e Grêmio tinham o mesmo número de pontos

2009
Cinco pontos do Palmeiras para Goiás e São Paulo

2010
Três pontos do Fluminense para o Corinthians

2011
Dois pontos do Vasco para o Corinthians

2012

Quatro pontos do Fluminense para o Atlético

2013
Onze pontos do Cruzeiro para o Grêmio

Campeão  simbólico do primeiro turno do Campeonato Brasileiro, o Cruzeiro oscilou no início do returno. Depois de quatro jogos da segunda fase da competição, a Raposa chegou a ocupar a 12ª posição na tabela fictícia do returno.

Agora, com sete jogos já disputados, o time de Marcelo Oliveira já igualou o melhor aproveitamento do returno, com 61,9%. Este é o mesmo rendimento de Inter, Bahia, Santos e Atlético, que estão na frente do Cruzeiro pelos critérios de desempate. Mas o Cruzeiro já jogou, no segundo turno, contra São Paulo, Internacional e Atlético. Entre “confrontos diretos” faltam Corinthians e Fluminense (em casa) e Grêmio (fora de casa).

Melhores aproveitamentos do primeiro turno:

1 Cruzeiro – 75,44%
2 São Paulo – 63,16%
3 Internacional – 59,65%
4 Corinthians – 57,89%
5 Fluminense e Grêmio – 54,39%

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O Brasil do “Eu Acredito”

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Eliane Brum (Ijuí-RS, março de 1966) é excelente jornalista e escritora. Formou-se pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC/RS) em 1988 e ganhou mais de 40 prêmios nacionais e internacionais de reportagem. É autora de um romance – Uma Duas (LeYa) – de três livros de reportagem: Coluna Prestes – O Avesso da Lenda (Artes e Ofícios), A Vida Que Ninguém Vê (Arquipélago Editorial, Prêmio Jabuti 2007) e O Olho da Rua (Globo) -, e de um livro de crônicas: A Menina Quebrada (Arquipélago Editorial, Prêmio Açorianos 2013), que reúne 64 de suas colunas escritas no site da revista Época, além de ter participado da compilação de reportagens especiais sobre os Médicos sem Fronteiras Dignidade!, que incluiu também autores como Mario Vargas Llosa. É codiretora de dois documentários: Uma História Severina e Gretchen Filme Estrada. Recentemente, lançou uma autobiografia: Meus Desacontecimentos: A História de Minha Vida com As Palavras (Casa da Palavra, 2014).

Escreveu crônicas de costumes, para a Folha de S. Paulo e El País, durante a Copa do Mundo de 2014 no Brasil. Reproduzo abaixo extratos de uma que é um verdadeiro ensaio de Antropologia sobre os comportamentos religiosos dos jogadores e torcedores da seleção brasileira.

Eu acredito, eu acredito.” Uma pequena parte da torcida brasileira ainda repetia o bordão depois de a seleção brasileira já ter levado uma goleada dos alemães no Mineirão. Era uma pequena grande cena. A realidade se impunha como o inacreditável, as bolas iam estourando na rede brasileira como ficção, quem não tinha deixado o estádio olhava para o campo tomado pela anestesia que assinala a tragédia. A inversão da expectativa é tão avassaladora que passa a ser interpretada como irrealidade, num estado delirante, em que qualquer gesto parece destinado ao nada. A goleada era da Alemanha no Brasil, mas era ainda mais profundo do que isso: era realidade 7×1 pensamento mágico. Um? Não. Zero. Continuar a ler

Ricardo Goulart faz “gol que Pelé não marcou” contra o Chivas Guadalajara do México, em jogo nos Estados Unidos

Quando assisto a seleção brasileira jogando na Copa 2014, sinto saudade do padrão de jogo coletivo do Cruzeiro na tática 4-2-3-1, em que os meias Everton Ribeiro – Ricardo Goulart – Dagoberto (ou William) trocam de posições incessantemente em torno do pivô, Borges (ou Marcelo Moreno). Ficam para a Copa de 2018

Ricardo Goulart marcaria um gol no goleiro Neuer da Alemanha, que joga adiantado como um líbero, tal como marcou no jogo nos EUA, antes do meio do campo, no campo defensivo (veja o vídeo)!

Espero que até lá se mude a mentalidade dos dirigentes da CBF, técnico e imprensa desportiva, que destacam apenas o individualismo, i.é, “as estrelas”. Futebol é jogo coletivo, logo, a equipe campeã, que demonstra maior regularidade e entrosamento durante um campeonato, deve ser a base da seleção do País. Reunir, em vez em quando, um bando de individualidades que jogam no exterior, sem muitos treinos, não configura uma equipe!

É necessário seguir o exemplo da seleção alemã, cuja base é o time Bayern de Munich. Ele goleou duas vezes o Barcelona de Messi: em 180 minutos, totalizou 7 X 0! A seleção brasileira pelo menos marcou um gol… :) Continuar a ler

Não Teria Copa!

Copanao

A entrevista de Gustavo Franco (ex-presidente do Banco Central no Governo FHC, responsável pela sobrevalorização da moeda nacional até a reeleição do dito cujo, ou seja, o “estelionato eleitoral” de 1998), publicada hoje na Folha de S. Paulo,  confirma: sob o governo de neoliberais, não teria Copa!

Imaginem sem a Copa! Que tristeza… Que falta de congraçamento entre povos… Que vocação para ser subdesenvolvido…

Pior, que perda de oportunidade histórica para avançar, de uma só vez, em abrangência nacional, obras públicas em mobilidade urbana, aeroportos, hoteis, turismo…

Continuaríamos na estagflação… e com o mesmo “complexo de vira-lata”, assistindo pela TV jogos na Europa em estádios de dar inveja!
snif, snif… :)
Não vai ter Copa Na Copa

Legado da Copa: Tecnologia

alemanha-inglaterra-neuer-gol-linha-480-gettyBola entrou ou nãofifa_escolhe_empresa_alema_para_fornecer_tecnologia_da_linha_do_gol_242013-161430-1fifa-gol-tecnologia-site.jpg3Goal Control

Gustavo Brigatto e Tom Cardoso (Valor, 24/06/14) informam que quando o juiz não deu o gol marcado por seu time em um jogo da segunda divisão do campeonato alemão em 2009, Dirk Broichhausen ficou enfurecido e reclamou como todo fã do esporte. Mas a indignação de Broichhausen com o lance não ficou restrita às discussões com os amigos.

No dia seguinte ele procurou os engenheiros da Pixargus, companhia especializada na análise de superfícies por meio de imagens, na qual ele trabalhava como vice-presidente de vendas, e perguntou se seria possível desenvolver uma tecnologia capaz de detectar se a bola entrou ou não no gol e fazer um tira-teima em tempo real. Após pensar um pouco eles deram a resposta: difícil, mas não impossível. Nascia aí a GoalControl, subsidiária da Pixargus direcionada ao mercado de futebol que fornece a Tecnologia de Linha de Gol, ou TLG, da Copa no Brasil – a primeira Copa, dentre as 20 que a Fifa já fez, a usar esse tipo de sistema. Continuar a ler