A Fotografia: o Modo de Vida de Sebastião Salgado

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Li e apreciei muito a biografia de um dos melhores fotógrafos no mundo, Sebastião Salgado, o brasileiro economista militante de causas políticas, sociais, humanitárias e ambientais. Reproduzo seu expressivo sétimo capítulo abaixo como um incentivo a você ler todo o livro “Da minha terra à Terra”.

Antes, vale ler seu depoimento político no final do terceiro capítulo.

É uma alegria poder ver, hoje, que aqueles que foram perseguidos, torturados, espancados estão em cargos de poder no Brasil. Poder ver que a esquerda é que possibilitou a renovação a partir do presidente Fernando Henrique Cardoso, antecessor de Lula. Que nossos colegas de luta se tornaram ministros. Que Lula, que participou da oposição e nunca saiu do Brasil, pois era proletário, e que foi perseguido e preso, tornou-se o maior presidente que o Brasil já teve. Foi ele que conseguiu integrar à classe média os 35 milhões de brasileiros que viviam abaixo do limiar da pobreza. E igualmente a presidenta Dilma Rousseff. Ela também foi presa, espancada, torturada. A ditadura que tanto sofrimento causou veio finalmente abaixo: era um regime sem futuro, como todas as ditaduras. Ao fazermos um balanço, aliás, podemos ver que nenhum desses regimes — fascismo, nazismo ou o comunismo desnaturado da União Soviética — resistiu. Como se houvesse uma ordem natural, algo maior que orientasse o real rumo a um fim mais nobre. Prova de que, mesmo com o desaparecimento de todos os conceitos, a justiça permanece.” Continuar a ler

Gaza vista por suas crianças

Desenho de Criança de Gaza

Desenhos de crianças palestinas em Gaza foram organizados para exposição no Museu de Arte Infantil de Oakland (MOCHA), que decidiu cancelar a exposição de pinturas pela pressão de organizações pró-Israel na Baía de São Francisco, em 2011. No link abaixo, veja mais pinturas das crianças palestinas em Gaza.

Galeria de imagens: Gaza vista por suas crianças

Sem comentários… Os desenhos falam por si só.

O Rio de Rapoport

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A mostra reúne cerca de 40 obras inéditas de varias fases do artista carioca Alexandre Rapoport, com técnicas e formatos diversos. As obras selecionadas são uma pequena parte da vasta produção de Rapoport e destacam sua visão lúdica e bem humorada sobre aspectos presentes na cultura carioca, tais como carnaval, futebol, musica e circo, mantendo sempre o traço peculiar que caracteriza seu trabalho.

Pintor, arquiteto, gravador e desenhista, Alexandre Rapoport nasceu no Rio de Janeiro em 1929. Começou a pintar como autodidata mesmo antes de ingressar na faculdade nacional de arquitetura da Universidade do Brasil (atual FAU-UFRJ), em 1948. Fez desenho e gravura na escola nacional de belas artes, época em que já participava de diversas exposições coletivas com pinturas, desenhos e gravuras no Museu Nacional de Belas Artes e no Ministério de Educação e Cultura. Sua obra ganhou influências da arte de Portinari a partir de 1949.

Alexandre Rapoport dedicou-se também ao desenho industrial e tem uma carreira solidificada por importantes premiações por participações em exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior. Além do Brasil, seus trabalhos integram acervos de coleções particulares e instituições em Roma, Viena, Zurique, Nova York, Londres, Tókio, Paris, Buenos Aires, Antuérpia, Washington, Jerusalém e nas agências do banco do Brasil em Hamburgo, Londres, Paris, Roterdã, Lisboa, Viena, Costa do Marfim e Estocolmo.

SERVIÇO:
Exposição: “O Rio de Rapoport
Abertura: 13 de agosto, às 19h
Visitação: até 21 de setembro – terça-feira a domingo, das 12h às 19h – GRÁTIS/LIVRE
Local: Centro Cultural Correios – Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro – Rio de Janeiro – RJ
Telefone: (21)2253-1580

Veja maisAcervo de Alexandre Rapoport

J. Carlos em Revista

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As revistas antigas são instrumentos preciosos para se conhecer o passado.  Talvez pelo fato de não terem sido pensadas (projetadas)  para durar tanto quanto os livros, elas trazem um retrato fresco e verdadeiro de uma época. Através de suas páginas é possível saber como as pessoas se vestiam, o que comiam, aonde iam, o que se lia ou se via em cinema, teatro e música, o que se consumia… enfim, um verdadeiro manancial de informações apresentadas de forma lúdica, envoltas em deliciosos desenhos, fotografias e letras.

Acontece que as revistas dos anos 1920 eram impressas em parte em papel jornal, um papel que envelhece mal, e cuja fibra com o tempo tende a trincar, rachando as páginas.

Graças ao patrocínio do  Programa Petrobras Cultural a equipe do site J. Carlos em Revista digitalizou em alta definição nove anos de duas das publicações mais importantes no cenário nacional da época – O Malho e a Para Todosentre 1922 e 1930, período no qual foram dirigidas pelo grande designer e caricaturista J. Carlos. Continuar a ler

Anti-Heróis: Homens Difíceis

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Por que presenciamos o sucesso de anti-heróis? Anti-herói é o termo que designa o personagem caracterizado por atitudes referentes ao contexto do conto contemporâneo, mas que não possuem vocação heróica ou que realizam a justiça por motivos egoístas, pessoais, vingança, por vaidade ou por quaisquer gêneros que não sejam altruístas, ou seja, é o antônimo da ideia que se tem de herói. A maioria dos anti-heróis da ficção são mais populares que os heróis.

Isabelle Moreira Lima (FSP, 30/03/14) comenta que “criaturas infelizes, moralmente incorretas e complicadas. Aquele tipo de gente que você não teria coragem de convidar para a sua casa. Para o escritor e jornalista Brett Martin, foram personagens com essas características que mudaram a história da televisão para sempre”.

No livro “Homens Difíceis“, lançado neste mês no Brasil, o autor fala sobre a primeira fase da nova era de ouro da TV. O período vai de 1997, com a série “Oz“, sobre uma prisão de segurança máxima, a 2013, com “Breaking Bad“, sobre um professor que se transforma em chefão do tráfico.

Martin afirma que o segredo desses personagens era serem profundamente humanos. Enfrentavam “batalhas cotidianas que os espectadores reconheciam”, ainda que polígamos (“Big Love“) ou serial killers (“Dexter“).

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Palestras de Sebastião Salgado

O doutor em economia Sebastião Salgado somente assumiu a fotografia quando tinha 30 anos, mas a atividade tornou-se uma obsessão. Seus projetos de anos de duração capturam lindamente o lado humano de uma história global que muitas vezes envolve morte, destruição e ruína. Aqui, ele conta uma história profundamente pessoal da arte que quase o matou, e apresenta imagens espetaculares de seu trabalho mais recente, Genesis, que documenta um mundo de pessoas e lugares esquecidos.

Considerado um dos maiores fotógrafos mundiais de todos os tempos, Sebastião mostra um pouco da sua trajetória como fotógrafo do drama humano, até o ponto de que o sofrimento testemunhado quase o levou a morte. Este é o ponto de partida que fez Sebastião mudar sua perspectiva sobre a vida culminando em sua ação para reflorestar mais de 2 milhões de árvores numa área devastada, trazendo de volta a vida selvagem e a esperança de que este modelo possa ser reproduzido pelo mundo todo.