IMS na Avenida Paulista em 2016

IMS na Avenida Paulista - SP

O IMS – Instituto Moreira Salles possui um dos principais acervos de fotografia do país, em que constam raridades como o retrato de Manuel Nardi, inspirador do conto “Manuelzão e Miguilim“, de Guimarães Rosa (veja abaixo). Atualmente são três as unidades da instituição: um chalé do século XIX em Poços de Caldas (MG), o primeiro centro cultural do IMS, que completa 20 anos em agosto; a antiga mansão da família na zona sul do Rio; e uma galeria em Higienópolis, em São Paulo, capaz de abrigar apenas pequenas mostras. Conhecendo a sede do Rio de Janeiro, quando visitei a de São Paulo fiquei inteiramente decepcionado!

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Engenharia e Arte: Formação Multidisciplinar

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Amanda Kamanchek (FSP, 23/03/13) dá uma boa notícia: fotografias, esculturas e robôs vão passar a conviver com os estudantes da Escola Politécnica da USP (Universidade de São Paulo) em meados de 2015. Até lá, a Poli deve ganhar um laboratório de inovação pioneiro no país, projetado para que alunos da Universidade de São Paulo possam inventar produtos tecnológicos arrojados.

O projeto de arquitetura de Ruy Ohtake está em fase de finalização. Mas o principal está definido: a praça central do edifício terá de pequenos protótipos feitos pelos alunos de engenharia a exposições de arte e lançamento de livros.

“O objetivo é estimular os alunos a inovar. A experiência mostra que, ao entrar em contato com a arte, os engenheiros se tornam mais criativos“, diz José Roberto Cardoso, diretor da Poli.

No subsolo, haverá uma oficina, para projetos que incluem laminação, solda e pintura. O segundo andar será ocupado por um ateliê e a cobertura abrigará um amplo auditório. Ohtake, que já projetou de prédios redondos a hotel em forma de melancia, afirma que “o novo edifício é um incentivo à audácia”.

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Portinari: “Os brasileiros somos assim”

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Os brasileiros somos assim“, dizia o pintor Candido Portinari ao povo brasileiro. Entretanto, suas obras completas nunca chegaram de fato a esse destinatário segundo o planejado pelo pintor, já que 95% delas estão em coleções privadas. A solução encontrada foi a digitalização. A partir de hoje, a internet ajuda a lançar luz sobre a vida, a obra e o tempo de um dos mais célebres artistas brasileiros. Todas as cerca de 5.100 obras catalogadas estão no portal reformulado do Projeto Portinari, que entrou no ar no endereço www.portinari.org.br.

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2a. Bienal Internacional Graffiti Fine Art

Graffiti

Inspirada no sucesso das mostras Graffiti Fine Art, o MuBE criou a Bienal Internacional Graffiti Fine Art para mostrar a diversidade e qualidade da arte de rua. A primeira aconteceu em setembro de 2010, ocupou toda área do museu e reuniu os principais nomes da arte urbana do Brasil e do mundo.

O objetivo da Bienal Internacional Graffiti Fine Art, que lança sua segunda edição no MuBE e fica de 22 de janeiro a 17 de fevereiro de 2013 em todos os espaços expositivos do museu, é traçar um panorama dos mais diversos estilos, técnicas e conceitos do graffiti, com trabalhos de artistas nacionais e estrangeiros reconhecidos na arte urbana mundial. Nomes internacionais de destaque estão presentes nesta Bienal como Kongo, ECB, Kress, Daze e Wernz, além dos brasileiros Nunka, Speto, Finok, DMS e Minhau – que construiu uma instalação de um gato em madeira com cerca de 4 metros. Os artistas nesta edição trouxeram painéis, instalações, telas, fotografias, pinturas e esculturas, além de intervenções em dois carros.

Achei fantástica! Fiquei admirado pela expressividade artística alcançada pelas obras dos artistas de rua.

Dica: não percam!

Leia mais informações (e veja o vídeo): 2a. Bienal de Graffiti Fine Art no MuBE – SP 2013

PS: sugiro aproveitar o passeio e visitar, ao lado, o espaço do Museu da Imagem e do Som de São Paulo

Como Visitar o MIS e o MuBE

Sábado no Parque: Passear com Garoa e Arte

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São Paulo com garoa. Nessas condições, sábado, é uma delícia passear nos bosques vazios do Parque Ibirapuera. Antes do almoço, veja a exposição do MAM-SP, ”Circuitos Cruzados: O Centre Pompidou encontra o MAM“, no período de 22 JAN – 31 MAR – 2013.

A exposição Circuitos Cruzados: o Centre Pompidou encontra o MAM é a reunião de duas coleções relativamente diferentes: a do Centre Pompidou, que cobre todos os estilos artísticos e obras oriundas de diversas culturas – principalmente a ocidental, mas também a asiática, a sul-americana, a africana – e abrange dois séculos; e a coleção do MAM São Paulo que aborda a cena moderna e contemporânea brasileira.

Para esta exposição, foram selecionadas cinco instalações icônicas dos anos 1960-70 que fazem parte da coleção do Centre Pompidou, a maioria funcionando em circuito fechado, a tecnologia de vídeo dos sistemas de vigilância contemporâneos. Estas instalações colocam o espectador diante de alguns desafios nos planos sensorial e intelectual.

Cada uma das seis seções que compõem a mostra baseia-se em uma instalação – de Vito Acconci, Peter Campus, Dan Graham, Bruce Nauman e Nam June Paik, além da obra encomendada a Tony Oursler –, e estabelece uma relação com obras contemporâneas da coleção do MAM dos anos 1970 até hoje; todos os campos e suportes são combinados.

Na verdade, gostei mesmo de três instalações. As demais obras achei muito pretensiosas, porém, desinteressantes. É isto que dá acreditar na “arte desinteressada” a la Kant…

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Paulo Nazareth

Perguntei a minha filha: “Quem é Paulo Nazareth?” Respondeu-me: “Nos somos da mesma rede social!” – “Ah, entendi…”  Mas compreendi mesmo quando vi sua arte em exposição no MASP (Museu de Arte de São Paulo), pois foi um dos premiados na edição de 2012 do Prêmio MASP-Mercedes Benz. Especialmente, encantou-me os rasgados (e reordenados) de caixas de frutas do CEAGESP, CEASA, etc. Pode-se ver arte em qualquer lugar.

Ele faz arte caminhando e observando o mundo com olhar atento à sua expressividade. Sem pincéis nem tinta, apenas por meio do simples ato de caminhar, o artista mineiro olha atentamente paisagens, pessoas e lugares por onde passa para transformar tudo em expressão artística. Acostumado a uma vida simples, em novembro do ano de 2011, ele partiu de Palmital, conjunto habitacional na periferia de Belo Horizonte, a pé e calçado apenas com uma sandália de borracha, rumo a Nova York e Miami. A viagem até Nova York durou sete meses, período em que deixou de lavar os pés para levar a poeira da América Latina aos Estados Unidos, onde finalmente se livrou da sujeira nas águas do rio Hudson. No fim do ano, ele planeja repetir a empreitada, mas dessa vez, a ideia é chegar à Europa após caminhar pela África.

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Um Olhar sobre o Brasil. A Fotografia na Construção da Imagem da Nação: 1833-2003

Ditadura Militar

Recomendo a visita à exposição e/ou a leitura do livro “Um olhar sobre o Brasil. A Fotografia na construção da Imagem da Nação: 1833-2003“. Com mais de 400 imagens vindas de diferentes acervos públicos e coleções privadas, a Fundácion Mapfre, em parceria com Instituto Tomie Ohtake, realiza a exposição em seu belo prédio localizado na Rua dos Coropés, 88 – Pinheiros, São Paulo, até 27 de janeiro de 2013. Lá comprei o livro por R$ 159,90: vale muito mais, está subsidiado! O projeto inédito, de pensar 170 anos de história do país (1833-2003) a partir do registro fotográfico, tem curadoria do especialista em história da fotografia Boris Kossoy e curadoria adjunta da antropóloga e historiadora Lilia Moritz Schwarcz.

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Sonho do Niemeyer

Posse do Lula 01:01:03 Foto de Juca Varella

“Quando Lula foi eleito pela primeira vez, um site de arquitetura publicou um desenho de 1978 de Oscar Niemeyer: a praça dos Três Poderes em dia de discurso. No canto direito, acima da assinatura, lê-se: “Um dia o povo ouvirá o que deseja e os direitos humanos serão conquistas irreversíveis“. O artigo notava a afinidade entre o desenho e as imagens da posse, com os espaços de Brasília lotados. Revelava o óbvio: Niemeyer projetou seus edifícios para uma capital na qual presidentes assumissem em praça cheia.”

(Silvana Rubino, professora do Departamento de História da UNICAMP, artigo publicado na FSP, 08/12/12)

Oscar Niemeyer: Educa-se dando Exemplo

Captura de Tela 2012-12-07 às 14.56.06 Mata-borrão do Colégio Estadual de Minas Gerais Rampa do Mata-borrão do Colégio Estadual de Minas Gerais

Na minha infância, eu gostava de desenhar meus sonhos.

Disseram-me que eu seria “igualzinho ao Niemeyer”, arquiteto do Colégio Estadual, ali, na quadra ao lado.

Eu gostava de jogar pelada, em dia de chuva, nos fins de semana, debaixo da régua do Colégio Estadual.

Eu adorava correr no mata-borrão do Colégio Estadual!

Eu fui paraninfo da turma do Jardim de Infância, quando me formei no Curso Primário, no auditório do Estadual…

Meu sonho era estudar no Estadual, para ser “arquiteto igualzinho ao Niemeyer”.

Realizei esse sonho. Niemeyer já tinha arquitetado Brasília. Sonhei morar lá. Também realizei.

Não realizei a premonição profissional. Por pragmatismo, na hora H, escolhi Análise de Sistemas, via Economia.

Mas continuo com o sonho de ser construtor da Nação, igualzinho ao Niemeyer.

Leia mais:  Colégio Estadual de Minas Gerais

Instituto Mônica e George Kornis

Eu não sou cachorro não!!! Sou economista, mas também sou gente! Existe economista também culto, com valores não apenas pecuniários! Quer prova?! Meu amigo George Kornis, amizade construída desde quando nos conhecemos no Mestrado em Economia em 1975. Fomos colegas de turma, colegas de trabalho no IBGE, companheiros nas horas boas e nas ruins, compartilhamos interesses comuns, enfim, somos amigos há quase 40 anos! Ainda seremos vizinhos, quem sabe?

Por tudo isso, tive a grande satisfação de ver sua foto e ler a notícia publicada no Valor, que reproduzo abaixo, pois revela a coerência de sua vida (e da querida Mônica) com seus valores culturais, tanto artísticos quanto sociais.

Maria da Paz Trefaut (Valor, 07/12/12) anuncia que uma das maiores coleções privadas de gravura do país será aberta ao público a partir do ano que vem no Instituto Mônica e George Kornis, no Rio. A sede, atualmente em obras, ocupará uma casa de 1950, tombada pelo patrimônio histórico, em Jacarepaguá, projetada por Affonso Eduardo Reidy (1909-1964), o mesmo arquiteto do Museu de Arte Moderna (MAM) carioca. Reidy construiu a casa para Carmen Portinho, que viria a ser sua mulher, num terreno de 9 mil m2, onde há um bosque, e ali viveu seus últimos anos.