Anti-Heróis: Homens Difíceis

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Por que presenciamos o sucesso de anti-heróis? Anti-herói é o termo que designa o personagem caracterizado por atitudes referentes ao contexto do conto contemporâneo, mas que não possuem vocação heróica ou que realizam a justiça por motivos egoístas, pessoais, vingança, por vaidade ou por quaisquer gêneros que não sejam altruístas, ou seja, é o antônimo da ideia que se tem de herói. A maioria dos anti-heróis da ficção são mais populares que os heróis.

Isabelle Moreira Lima (FSP, 30/03/14) comenta que “criaturas infelizes, moralmente incorretas e complicadas. Aquele tipo de gente que você não teria coragem de convidar para a sua casa. Para o escritor e jornalista Brett Martin, foram personagens com essas características que mudaram a história da televisão para sempre”.

No livro “Homens Difíceis“, lançado neste mês no Brasil, o autor fala sobre a primeira fase da nova era de ouro da TV. O período vai de 1997, com a série “Oz“, sobre uma prisão de segurança máxima, a 2013, com “Breaking Bad“, sobre um professor que se transforma em chefão do tráfico.

Martin afirma que o segredo desses personagens era serem profundamente humanos. Enfrentavam “batalhas cotidianas que os espectadores reconheciam”, ainda que polígamos (“Big Love“) ou serial killers (“Dexter“).

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Palestras de Sebastião Salgado

O doutor em economia Sebastião Salgado somente assumiu a fotografia quando tinha 30 anos, mas a atividade tornou-se uma obsessão. Seus projetos de anos de duração capturam lindamente o lado humano de uma história global que muitas vezes envolve morte, destruição e ruína. Aqui, ele conta uma história profundamente pessoal da arte que quase o matou, e apresenta imagens espetaculares de seu trabalho mais recente, Genesis, que documenta um mundo de pessoas e lugares esquecidos.

Considerado um dos maiores fotógrafos mundiais de todos os tempos, Sebastião mostra um pouco da sua trajetória como fotógrafo do drama humano, até o ponto de que o sofrimento testemunhado quase o levou a morte. Este é o ponto de partida que fez Sebastião mudar sua perspectiva sobre a vida culminando em sua ação para reflorestar mais de 2 milhões de árvores numa área devastada, trazendo de volta a vida selvagem e a esperança de que este modelo possa ser reproduzido pelo mundo todo.

Gênesis

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Quando postei Resenhas de Livros Lidos Em 2013, não destaquei um livro que não só li, como, principalmente, viGênesis de Sebastião Salgado é uma obra-prima! É uma daquelas obras imperdíveis — com preço relativamente acessível (R$ 149,90) — que não se deve deixar de ler-e-ver antes de morrer! Fiquei emocionado e feliz de ter o prazer de ver-e-ler com vagar desde que a ganhei da Dayse, Ivo e Nina como presente de aniversário em 28 de setembro de 2013. Leva a pensar: como a terra é bela! Como a civilização humana representa a adequação às forças da natureza…

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Gestual Trader: in memoriam

Gestual traderQuinze anos atrás, havia 10 mil traders na Bolsa de Mercadorias de Chicago. Hoje, com algorítimos automatizados fazendo 70% das operações, cerca de 1.000 permanecem lá… Perdeu-se a linguagem dos gestos!

Ao longo da década de 1980, os traders se engalfinhavam na bolsa de valores de Chicago, EUA, comprando e vendendo milhões de dólares, em contratos futuros, todos os dias. Traders suados gritavam para encomendar, empurrar rivais, apunhalá-los com lápis. Usava-se uma “linguagem de sinais” de disparo rápido chamado “arb” para se comunicar através do caos.

“Os equipamentos naqueles dias, literalmente, começavam a esfumaçar até queimar”, lembra Scott Wallach, um ex-corretor na Chicago Mercantile Exchange. “A tecnologia não poderia manter-se com a gente…”

A excelente Colors Magazine publicou um ensaio fotográfico a respeito dessa “rica” linguagem gestual:

Gestual trader - price - two

Gestual trader - stop orderGestual trader - fill or kill orderGestual trader - Bankers Trust BankGestual trader - Merril Lynch

Cartões Postais com Fotos da Nina Torres: Orgulho do Pai!

 

#09 – Nina Torres (25 disponíveis)

#10 – Nina Torres (23 disponíveis)

A OLD – Revista Colaborativa de Fotografia está lançando uma série de cartões postais com trabalhos de fotógrafos que já passaram pela revista. A tiragem desta primeira edição será limitada, com 30 unidades de cada cartão.

A unidade custa R$ 3,00 + Valor do Frete (somente para pedidos fora de São Paulo)

Um pacote com 05 cartões diferentes custa R$ 10,00 + Valor do Frete (somente para pedidos fora de São Paulo)

Você pode fazer seu pedido pelo email revista.old@gmail.com enviando o número e a quantidade de cada postal que deseja.

Um milhão e meio de visitas!

Um milhão e meio de-acessoscaravana-tuareg

É, continua fazendo sentido essa atividade cotidiana: blogar

Posts mais visitados nesses dias de turbulência política, alguns postados há certo tempo:

Antipartidarismo não é Apartidarismo

Revolta dos 20 Centavos: Rebeldia com Causa

Direita e Esquerda: Razões e Significados de Uma Distinção Política

Da Ditadura à Democracia por Gene Sharp

Quando a multidão grita “Fora Partidos, Vocês Querem o Povo Dividido“, hostilizando militantes do PT, PSOL, PSTU, PCO, Movimento do Passe Livre, eu me lembro das palavras de quem está sendo crucificado: “Perdoai-lhes, eles não sabem o que dizem.” E faço das palavras dele as minhas. Perdoem essas pessoas ignorantes e preconceituosas, porque é de consciência política que elas precisam. Dividida já está a sociedade. Sem organizações e lideranças haverá apenas passeatas sem rumo, cada qual para um canto, ou para um propósito, pacifistas ou violentas, até se queimarem frente à opinião pública e esvaziarem-se. Então, passarão anos sem outras manifestações de rua.

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IMS na Avenida Paulista em 2016

IMS na Avenida Paulista - SP

O IMS – Instituto Moreira Salles possui um dos principais acervos de fotografia do país, em que constam raridades como o retrato de Manuel Nardi, inspirador do conto “Manuelzão e Miguilim“, de Guimarães Rosa (veja abaixo). Atualmente são três as unidades da instituição: um chalé do século XIX em Poços de Caldas (MG), o primeiro centro cultural do IMS, que completa 20 anos em agosto; a antiga mansão da família na zona sul do Rio; e uma galeria em Higienópolis, em São Paulo, capaz de abrigar apenas pequenas mostras. Conhecendo a sede do Rio de Janeiro, quando visitei a de São Paulo fiquei inteiramente decepcionado!

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Engenharia e Arte: Formação Multidisciplinar

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Amanda Kamanchek (FSP, 23/03/13) dá uma boa notícia: fotografias, esculturas e robôs vão passar a conviver com os estudantes da Escola Politécnica da USP (Universidade de São Paulo) em meados de 2015. Até lá, a Poli deve ganhar um laboratório de inovação pioneiro no país, projetado para que alunos da Universidade de São Paulo possam inventar produtos tecnológicos arrojados.

O projeto de arquitetura de Ruy Ohtake está em fase de finalização. Mas o principal está definido: a praça central do edifício terá de pequenos protótipos feitos pelos alunos de engenharia a exposições de arte e lançamento de livros.

“O objetivo é estimular os alunos a inovar. A experiência mostra que, ao entrar em contato com a arte, os engenheiros se tornam mais criativos“, diz José Roberto Cardoso, diretor da Poli.

No subsolo, haverá uma oficina, para projetos que incluem laminação, solda e pintura. O segundo andar será ocupado por um ateliê e a cobertura abrigará um amplo auditório. Ohtake, que já projetou de prédios redondos a hotel em forma de melancia, afirma que “o novo edifício é um incentivo à audácia”.

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Portinari: “Os brasileiros somos assim”

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Os brasileiros somos assim“, dizia o pintor Candido Portinari ao povo brasileiro. Entretanto, suas obras completas nunca chegaram de fato a esse destinatário segundo o planejado pelo pintor, já que 95% delas estão em coleções privadas. A solução encontrada foi a digitalização. A partir de hoje, a internet ajuda a lançar luz sobre a vida, a obra e o tempo de um dos mais célebres artistas brasileiros. Todas as cerca de 5.100 obras catalogadas estão no portal reformulado do Projeto Portinari, que entrou no ar no endereço www.portinari.org.br.

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2a. Bienal Internacional Graffiti Fine Art

Graffiti

Inspirada no sucesso das mostras Graffiti Fine Art, o MuBE criou a Bienal Internacional Graffiti Fine Art para mostrar a diversidade e qualidade da arte de rua. A primeira aconteceu em setembro de 2010, ocupou toda área do museu e reuniu os principais nomes da arte urbana do Brasil e do mundo.

O objetivo da Bienal Internacional Graffiti Fine Art, que lança sua segunda edição no MuBE e fica de 22 de janeiro a 17 de fevereiro de 2013 em todos os espaços expositivos do museu, é traçar um panorama dos mais diversos estilos, técnicas e conceitos do graffiti, com trabalhos de artistas nacionais e estrangeiros reconhecidos na arte urbana mundial. Nomes internacionais de destaque estão presentes nesta Bienal como Kongo, ECB, Kress, Daze e Wernz, além dos brasileiros Nunka, Speto, Finok, DMS e Minhau – que construiu uma instalação de um gato em madeira com cerca de 4 metros. Os artistas nesta edição trouxeram painéis, instalações, telas, fotografias, pinturas e esculturas, além de intervenções em dois carros.

Achei fantástica! Fiquei admirado pela expressividade artística alcançada pelas obras dos artistas de rua.

Dica: não percam!

Leia mais informações (e veja o vídeo): 2a. Bienal de Graffiti Fine Art no MuBE – SP 2013

PS: sugiro aproveitar o passeio e visitar, ao lado, o espaço do Museu da Imagem e do Som de São Paulo

Como Visitar o MIS e o MuBE