Dicas do Trio Música-Literatura-Filme

Prezados seguidores,

acho fantástico estarmos vivendo a revolução tecnológica que permite acesso farto e barato aos três maiores prazeres individuais, que “salvam a vida”, além de carpem-die. Lembremos que “amor salva o dia, música salva a vida”!

O problema deixa de ser dificuldade de acesso e passa a ser o de conseguir dicas ou informações para desfrutar da riqueza cultural disponível. Por exemplo, achei no Spotify a fantástica cantora de músicas iidiche (língua germânica das comunidades judaicas da Europa central e oriental, baseada no alto-alemão do século XIV, com acréscimo de elementos hebraicos e eslavos; ídiche, judeo-alemão) — Chava Alberstein –, que canta na abertura do filme Free Zone (veja acima). Outra pérola que descobri é o grupo The Tiger Lillies que canta Circus Songs. Uma novidade, que vem da Bielorrússia, é Серебряная Свадьба. O mundo cultural é diverso!

Músicas no Spotify (US$ 6), filmes / documentários / séries de TV no Netflix (R$ 16,90) e livros e-pub (“de grátis”! Veja em Favoritos na aba acima).

Minha sugestão é trocar sua assinatura de jornal impresso (R$ 89,90), cujos colunistas antipetistas só “enchem-o-saco”, por digital (R$ 29,90) e utilizar essa economia de R$ 60 para pagar esses serviços de streaming (~R$ 30).

Consultoria de economista, novamente, “de grátis” :) :

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Indústria da Música

Mercado de música

Daniele Madureira (Valor, 05/11/13) inicia sua matéria citando Niestzche. “Aquilo que não me mata, me fortalece” – a frase do filósofo alemão Friedrich Nietzche tem sido tão repetida desde o fim do século XIX que virou lugar comum, aplicável a qualquer situação. Em poucos casos, porém, seu uso parece tão apropriado como para descrever a situação atual na indústria da música.

No início da década passada, gravadoras e artistas começaram a ficar aterrorizados com a possibilidade de que a troca de música via internet, por meio de arquivos digitais, enterrasse seu negócio. O temor se revelaria justificado. Em 13 anos, a receita do setor no Brasil foi reduzida de US$ 1,3 bilhão – recorde estabelecido em 1999 – a um quinto desse valor no ano passado, ou US$ 257 milhões. A boa notícia é que em 2012 as vendas mundiais de música cresceram pela primeira vez em mais de uma década, numa reversão iniciada um ano antes no Brasil. E qual o nome do salvador da pátria? A internet.

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Lançamentos Musicais de 2013

Bruno Souto - Estado de Nuvem

Estado de Nuvem - Bruno Souto (download gratuito em www.brunosouto.com)

Conversa puxa conversa, lista puxa lista: 10 Melhores Filmes de 2013 e Resenhas de Livros Lidos em 2013. Desta feita, para completar o trio — “Amor salva o dia, Música, Filme e Livro salvam a vida” — vamos listar Lançamentos Musicais de 2013. É bom conhecer as novidades: muitos lançamentos são de estreantes. Geralmente, “o primeiro disco a gente não esquece”… E se ele tiver feito sucesso de público, torna-se uma armadilha de repetição difícil de escapar quando se vai gravar o segundo disco. Por isso, gosto sempre de escutar as estreias musicais!

A ordem é aleatória. Tentei manter os links para baixar (download), encontrados em blogs musicais aos quais agradeço a divulgação cultural gratuita.

Mulatu Astatke, o Gênio do Jazz Etíope

Mulatu Astatke

Em certa cena do filme A Grande Beleza, dirigido por Paolo Sorrentino, há uma “esnobada” cultural — tipo “bateu, levou” – de uma socialite sobre outra em festa da alta roda da sociedade romana. Uma comenta que estava na “fase pirandella”, outra responde que apenas estava apreciando o Jazz Etíope. Pensei: o que é isso?! Nunca ouvi!

Fui atrás e encontrei o seguinte post do ótimo blog musical Radiola Urbana, reportagem publicada originalmente no Caderno 2 + Música do jornal O Estado de São Paulo, em março de 2011, quando o gênio do jazz etíope, Mulatu Astatke, desembarcou no Brasil para duas apresentações (memoráveis!) no Sesc Vila Mariana, com ingressos esgotados em menos de duas horas.

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Dub 40 Anos: Lucas Santtana lista 9 Discos Influentes

Lucas-Santtana_discos-dub

Escrito por , no site Na Mira do Groove, há ótimo post para quem, como eu, gosta do dubFortemente associado ao reggae e à cultura jamaicana, o dub faz uso da base baixo e bateria com sobreposições de efeitos criativos dentro das possibilidades de estúdio.

Mais que um gênero musical, o dub é o retrato fiel de uma época de descobertas sonoras, que de certa forma revolucionaram a gravação em estúdio na Jamaica para logo expandir sua influência por todo o mundo musical.

Agora, em 2013, comemora-se os 40 anos deste gênero musical, que se mostra mais influente do que nunca na música brasileira.

Para selar essa data, o músico e compositor Lucas Santtana organizou nos últimos dias 10 e 11 de setembro no Sesc Vila Mariana (São Paulo) o show Dub 40 Anos, que contou com participações de Anelis Assumpção, Thiago França, Bi Ribeiro (Paralamas do Sucesso), Bruno Buarque, Guizado, entre outros (mais detalhes sobre o show, confira esta entrevista para o site Azoofa).

Em meio às correrias com shows e agendas, Lucas Santtana fez uma pequena lista a pedido do Na Mira do Groove de 9 álbuns influentes do gênero, que de alguma forma estão condensados em sua produção musical.

Sem ordem de preferência, o músico foi de Colonel Elliott a Dub Colossus, passando por Adrian SherwoodRhythm & SoundAugustus Pablo e mais. Tem bastante raridade aqui: trabalhos que valem a pena conhecer para expandir o conhecimento sobre o gênero.

A lista completa está abaixo em ordem de ano de lançamento, acompanhadas de algumas informações técnicas.

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Links para Download de Nova MPB: Bruno Souto e Cícero

Sábado

Marcelo Ferla (FSP, 24/09/13) avalia que “há uma nova leva de cantores e compositores de música pop no Brasil. Não fazem MPB tradicional, nem um som demasiadamente regional, muito menos pasteurizado. Não vêm de bandas de rock de sucesso, nem transitam pela MPB revivalista. Sem a pressão da indústria, têm autonomia para conectar diversos estilos. Soam cosmopolitas, mesmo que venham de rincões distantes. Incluem elementos roqueiros em suas sonoridade, e aumentam à medida em que as bandas de rock somem.

Artistas como SILVA, Pélico, Thiago Pethit, Curumin, Fabio Góes, Leo Cavalcanti, Marcelo Jeneci, Tiago Iorc, Saulo Duarte, Wado, mesmo com intenções diversas e idades variadas, têm em comum traços de romantismo e intimismo, características potencializadas pelo individualismo da era 2.0. E que impulsionam as carreiras solo.

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O Neurótico e As Histéricas

Meu colega Cláudio Dedecca enviou-me o link e perguntou-me: Já viu? Conhece? Gosta?

Eu (FNC) não tinha visto, conheci e gostei!

Eu já gostava do Arrigo Barnabé, desde o disco Clara Crocodilo, lançado em 1980, precursor da Lira Paulistana. Era muito vanguarda na época.

Depois de investir no universo melancólico do compositor Lupicínio Rodrigues com o show-DVD “Caixa de ódio“, Arrigo Barnabé se debruça sobre a obra de Hermelino Neder. Nesse novo trabalho, Arrigo se une a uma ótima banda formada apenas por mulheres, com Mônica Agena (guitarra), Maria Beraldo Bastos (clarinete), Ana Karina Sebastião (baixo) e Mariá Portugal (bateria), todas elas dividindo os delicados vocais com Arrigo. Vale conferir!

A Linguagem Musical É Suficiente…

Dica de amigo (economista): a Livraria Cultura está vendendo o DVD “A Música Segundo Tom Jobim” com 30% de desconto! A obra-prima, editada por Nelson Pereira dos Santos, nos mostra as canções de Antonio Carlos Jobim, “um dos gênios da etnia tropicalizada, antropófaga e miscigenada“, interpretadas por dezenas de artistas, cantores e músicos, bandas de jazz e orquestras sinfônicas, no Brasil e no Mundo. Ela nos antecipa, gerações antes, como o nosso maestro Brasileiro será um compositor clássico para gerações posteriores à nossa morte!

Se não, veja e se emocione com o documentário acima. Mas não deixe de tê-lo. Afinal, são menos do que três meses de aumento das passagens de ônibus… Ui, essa foi mau, não? Disculpi-mi… 

Tribunal do Feicebuqui (Intolerância de Internautas)

tom zé coca cola

Kiko Nogueira (Diario do Centro do Mundo) noticia que “Tom Zé, um tropicalista original que foi esquecido pelos demais tropicalistas originais, dá um duro para se manter. Além dos shows e discos, trabalha como jardineiro (é muito querido, aliás, pelos moradores de um prédio nas Perdizes, em São Paulo). A indústria fonográfica sofre e, você sabe, ele não é um sertanejo universitário.

Recentemente, faturou 80 mil reais da Coca-Cola pela narração de um comercial da Copa do Mundo. Mas avisou que vai doar o dinheiro para a Sociedade Lítero-Musical 25 de Dezembro de Irará, sua cidade natal, na Bahia. A razão é que seus fãs o acusaram de vendido. Foi xingado nas redes sociais de “mané”, “velho babão”, “bundão”, “príncipe que virou sapo”, “corrompido”, “garotinha ex-tropicalista”, “mentiroso”. Compôs uma canção a respeito desse episódio chamadaTribunal do Feicebuqui. Leia a letra:

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Coitadinha… Bem Feito!

Coitadinha Bem Feito

Coitadinha Bem Feito” é essencial à longevidade da obra de Angela Rô Rô. Eu gostei mais do que o original, talvez porque eu tinha preconceito em relação à ela. O álbum está disponível para download gratuito no site www.coitadinhabemfeito.com.br. Ela compôs grandes baladas românticas embebidas no blues. Com sua distintiva voz grave, levemente rouca, levou a fossa de Maysa (1936 – 1977) aos anos 1980. Some isso a letras confessionais e um talento especial para a autoparódia… Angela Rô Rô seria uma figura lendária mesmo se sua biografia não fosse capitulada por escândalos. Era só uma questão de tempo para a diva ganhar tributo em CD.

Luciano Buarque de Holanda (Valor – Eu&Fim-de-Semana, 11/05/13) informa que essa homenagem parte de um selo (o Joia Moderna) que assume compromisso exclusivo com as vozes femininas do Brasil. Curiosamente, todo o elenco de “Coitadinha Bem Feito” é masculino. Ideia do jornalista Marcus Preto, convidado à direção artística do projeto. “Era necessário evitar ‘imitações’; ninguém nesse mundo é tão bom em ser Angela Rô Rô do que ela própria”, escreve Preto no material de divulgação da coletânea. A abordagem garante a fuga do lugar-comum. Ainda mais quando o time de convocados vem do meio alternativo. Correndo os olhos pelos créditos, já podemos prever completas reinvenções. O saldo, entretanto, é irregular como qualquer outra compilação de vários artistas.

Lucas Santtana, com o hit “Amor, Meu Grande Amor“, combina ambiências sonoras, dance music etérea e órgão sessentista. Acerta na estética, mas, como intérprete, não alcança todas as notas, nem a cadência certa. Lira, ou “Lirinha”, ex-Cordel do Fogo Encantado, segue os passos dos conterrâneos (pernambucanos) Karina Buhr e Siba, deslocando-se da música regional ao pop. Ele entrega uma versão “synth” de “Renúncia“, bem anos oitenta. Romulo Fróes é o primeiro grande acerto. Ele privilegia a emoção em formato violão-voz, antes de subverter “Só Nos Resta Viver” com uma dissonante sessão de saxes.

Mares da Espanha“, a cargo de Thiago Pethit, parece Caetano Veloso com a Banda Cê. Tatá Aeroplano soa mais honesto que todos em “Balada da Arrasada“, vertida num rock vintage básico, redondo. Otto injeta suingue psicodélico na faixa-título, garimpada do LP “Escândalo” (1981). Adriano Cintra, ex-Cansei de Ser Sexy e mentor do atual Madrid, traz outro ponto alto com uma revisão new wave de “Gota de Sangue“. Helio Flanders (Vanguart) frisa o drama de “Me Acalmo Danando” com piano, cordas e uma interpretação à la Thom Yorke. Leo Cavalcanti, Gui Amabis, Pélico, Rodrigo Campos, Kiko Dinucci, Rael, Gustavo Galo, Dani Black e Juliano Gauche completam o cast de colaboradores.

 

Bárbara Eugênia na Rdio

Rdio

Dica boa é o site de músicas gratuitas em streaming, inclusive com discos de lançamentos recentes: http://www.rdio.com. Você pode fazer playlists e escutá-las quando quiser, inclusive baixando apps para o iMac, iPad, iPhone, PC e Android:  http://www.rdio.com/apps/

Lucas Nobile (FSP, 24/04/13) deu outra dica: “três anos depois de sua estreia fonográfica, com “Journal de BAD“, a carioca radicada em São Paulo Bárbara Eugênia lança o álbum “É O Que Temos“. Você poderá escutá-lo de graça no http://www.rdio.com.

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