Coitadinha… Bem Feito!

Coitadinha Bem Feito

Coitadinha Bem Feito” é essencial à longevidade da obra de Angela Rô Rô. Eu gostei mais do que o original, talvez porque eu tinha preconceito em relação à ela. O álbum está disponível para download gratuito no site www.coitadinhabemfeito.com.br. Ela compôs grandes baladas românticas embebidas no blues. Com sua distintiva voz grave, levemente rouca, levou a fossa de Maysa (1936 – 1977) aos anos 1980. Some isso a letras confessionais e um talento especial para a autoparódia… Angela Rô Rô seria uma figura lendária mesmo se sua biografia não fosse capitulada por escândalos. Era só uma questão de tempo para a diva ganhar tributo em CD.

Luciano Buarque de Holanda (Valor – Eu&Fim-de-Semana, 11/05/13) informa que essa homenagem parte de um selo (o Joia Moderna) que assume compromisso exclusivo com as vozes femininas do Brasil. Curiosamente, todo o elenco de “Coitadinha Bem Feito” é masculino. Ideia do jornalista Marcus Preto, convidado à direção artística do projeto. “Era necessário evitar ‘imitações’; ninguém nesse mundo é tão bom em ser Angela Rô Rô do que ela própria”, escreve Preto no material de divulgação da coletânea. A abordagem garante a fuga do lugar-comum. Ainda mais quando o time de convocados vem do meio alternativo. Correndo os olhos pelos créditos, já podemos prever completas reinvenções. O saldo, entretanto, é irregular como qualquer outra compilação de vários artistas.

Lucas Santtana, com o hit “Amor, Meu Grande Amor“, combina ambiências sonoras, dance music etérea e órgão sessentista. Acerta na estética, mas, como intérprete, não alcança todas as notas, nem a cadência certa. Lira, ou “Lirinha”, ex-Cordel do Fogo Encantado, segue os passos dos conterrâneos (pernambucanos) Karina Buhr e Siba, deslocando-se da música regional ao pop. Ele entrega uma versão “synth” de “Renúncia“, bem anos oitenta. Romulo Fróes é o primeiro grande acerto. Ele privilegia a emoção em formato violão-voz, antes de subverter “Só Nos Resta Viver” com uma dissonante sessão de saxes.

Mares da Espanha“, a cargo de Thiago Pethit, parece Caetano Veloso com a Banda Cê. Tatá Aeroplano soa mais honesto que todos em “Balada da Arrasada“, vertida num rock vintage básico, redondo. Otto injeta suingue psicodélico na faixa-título, garimpada do LP “Escândalo” (1981). Adriano Cintra, ex-Cansei de Ser Sexy e mentor do atual Madrid, traz outro ponto alto com uma revisão new wave de “Gota de Sangue“. Helio Flanders (Vanguart) frisa o drama de “Me Acalmo Danando” com piano, cordas e uma interpretação à la Thom Yorke. Leo Cavalcanti, Gui Amabis, Pélico, Rodrigo Campos, Kiko Dinucci, Rael, Gustavo Galo, Dani Black e Juliano Gauche completam o cast de colaboradores.

 

Bárbara Eugênia na Rdio

Rdio

Dica boa é o site de músicas gratuitas em streaming, inclusive com discos de lançamentos recentes: http://www.rdio.com. Você pode fazer playlists e escutá-las quando quiser, inclusive baixando apps para o iMac, iPad, iPhone, PC e Android:  http://www.rdio.com/apps/

Lucas Nobile (FSP, 24/04/13) deu outra dica: “três anos depois de sua estreia fonográfica, com “Journal de BAD“, a carioca radicada em São Paulo Bárbara Eugênia lança o álbum “É O Que Temos“. Você poderá escutá-lo de graça no http://www.rdio.com.

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Melhores Discos de 2012 segundo Scream & Yell

O site Scream & Yell publicou seu especial sobre os Melhores do Ano de 2012, que conta com 119 votantes e elenca os melhores discos, filmes, livros, blogs e shows de 2012 (confira aqui). Os membros do Urbanaque analisaram 20 listas de Melhores do Ano (Scream & Yell, Rolling Stone Brasil, Coquetel Molotov e Popload inclusos) para verificar quais os nomes foram mais citados. O resultado aparece no infográfico abaixo e você pode conferir no Urbanaque quais foram os 20 sites usados como referencia para este balanço final.

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Woody Guthrie: o trovador dos oprimidos, o menestrel da sindicalização

Woody Guthrie, cujo centenário se celebrou em 2012, em foto de 1944
Woody Guthrie, cujo centenário se celebrou em 2012, em foto de 1944

Rodolfo Lucena (FSP, 30/12/12) resenhou livros, entre eles uma autobiografia, que reconstituem a vida de Woody Guthrie.

“Vagabundo, peregrino, agitador, comunista, vidente, mulherengo, pintor, poeta, cantor: um amplo rol de rótulos tenta abarcar a personalidade de Woody Guthrie (1912-67), ícone da música folk americana e fonte de inspiração para artistas como Bob Dylan e Peter Seeger. As obras enfatizam sua infância pobre, as andanças de uma ponta a outra dos EUA e a militância como compositor de protesto durante a Grande Depressão e a 2ª Guerra. Não só nos Estados Unidos, que ele cruzou levando seu violão, mas mundo afora, eventos lembraram neste ano o centenário desse andarilho que se tornaria, talvez, o mais engajado artista norte-americano do século passado.

Hoje conhecido, sobretudo, por “This Land is Your Land” ["Esta Terra é Sua Terra"], composição que, retomada nos anos 1960 como canção de protesto, tornou-se uma espécie de hino de seu país -, Guthrie influenciou gerações de músicos folk que se tornaram muito mais famosos do que ele, como Bob Dylan e Joan Baez.

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Tropical/Bacanal

Folha libera com exclusividade, para download, o próximo single do Bonde do Rolê, “Bang“, música com participação do rapper Kool A.D., do grupo Das Racist. Para baixar, clique com o botão direito aqui e salve a música. A canção é uma das faixas de “Tropical/Bacanal”.

Desde o último disco, o trio passou por duas sacudidas na formação original e adicionou rockablilly, folk, hip-hop, reggae e axé a seu funk.

No novo álbum, cujas letras sacanas surgem também em inglês, o Bonde do Rolê juntou um time de colaboradores plural. Convidaram da cantora jamaicana Ce’Cile ao art punk australiano The Death Seth. O mais inusitado de todos? Caetano Veloso?! Ih! Hum…

Talvez a crítica mais ponderada esteja abaixo, assinada por Marcus Preto (FSP, 31/07/12).

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Clube da Esquina

Márcio Sampaio de Castro (Valor, 24/0712) cita: ”Se Clube da Esquina fosse meramente uma resposta brasileira ao ‘Sgt. Peppers‘… já teria um lugar como uma grande contribuição à música pop internacional. Mas essa magnífica coleção de canções, originalmente lançada como um LP duplo, também transformou Milton Nascimento, Lô Borges, Beto Guedes e Toninho Horta em artistas de sucesso por seus próprios méritos”, escrevem Robert Dimery e Michael Lydon (um dos fundadores da revista “Rolling Stone”) no livro “1001 Discos que Você Precisa Ouvir Antes de Morrer” (editora Sextante).

A citação é apenas mais uma das demonstrações de que o clássico álbum lançado em 1972, como resultado de um movimento que reunia, além dos nomes mencionado, figuras como Fernando Brant, Wagner Tiso e Ronaldo Bastos, tem e teve repercussão não apenas no cenário musical brasileiro.

Para celebrar as quatro décadas do disco, os fãs do Clube da Esquina terão ao longo dos próximos meses a oportunidade de acompanhar de perto a movimentação de seus ídolos. Já de imediato é possível acessar o site www.museuclubedaesquina.org.br, com acervo digital compilado por Márcio Borges. No Museu do Clube da Esquina virtual, diversos depoimentos estão disponíveis, juntamente com vídeos, informações e, claro, músicas.

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Lira Paulistana: “O Amor Salva O Dia, A Música Salva A Vida”

“In-Edit Brasil 2012″

Em SP, de 01/6 a 10/6/12; em Salvador, de 14 a 21/6/12. Programação, salas e horários em in-edit-brasil.com/2012.

Rodrigo Carneiro (Valor, 31/05/12) dá a dica para os amantes de Cinema & Música. Eu, por exemplo, acredito na filosofia que inspira o título deste post. Fui fã de longe (Rio de Janeiro, início dos anos 80 do século passado) da Lira Paulistana. Era coisa de vanguarda cultural. Eu não perdi nenhum dos shows no Rio do Itamar Assumpção e a banda Isca de Polícia, do Premeditando o Breque, do Rumos, do Arrigo Barnabé, Cida Moreira, entre outros. Eles são alguns dos personagens retratados no documentário “Lira Paulistana e a Vanguarda Paulista“. Veja: Lira Paulistana.

O In-Edit Brasil – Festival Internacional de Documentário Musical, que acontece entre hoje e 10 de junho, em São Paulo, chega à sua quarta edição confirmando-se como um dos eventos mais benévolos aos amantes da sétima arte. Em especial, àqueles que, a exemplo de Friedrich Nietzsche, sabem que “sem música, a vida seria um erro“. Criada na Espanha, no início dos anos 2000, a mostra de cinema é composta de um total de 70 títulos – muitos ainda inéditos no circuito comercial -, representando 11 países e que terão exibições em seis salas da capital paulista: Museu da Imagem e do Som (MIS), Cinesesc, Cinemateca Brasileira, Cine Olido, Cine Livraria Cultura e Matilha Cultural.

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Wynton Marsalis & Eric Clapton Play The Blues Live From Jazz At Lincoln Center

Comprei este CD genial e não me canso de escutá-lo. Recomendo-o fortemente. Mas as seguintes notas assinadas Wynton Marsalis falam por si:

“Quando Louis Armstrong foi questionado sobre as diferentes formas de música popular em meados da década de 1960, ele respondeu: “… todos esses diferentes tipos de música fantástica que você ouve hoje – evidentemente só tocam guitarras agora – eu costumava ouvir no caminho de volta de velhas igrejas santificadas onde as irmãs costumavam gritar até que suas anáguas caíssem”. Ele não estava tentando destacar o conflito de gerações. Pops estava reconhecendo as experiências fundamentais que informam todas as músicas em sua “seção rítmica”. Ele foi contextualizar uma herança que inclui a dança irlandesa, as tradições musicais da África Ocidental, o hino inglês, e os spirituals negros, todos sintetizados e tocados sob a forma transcendental do blues.

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