Dicas do Trio Música-Literatura-Filme

Prezados seguidores,

acho fantástico estarmos vivendo a revolução tecnológica que permite acesso farto e barato aos três maiores prazeres individuais, que “salvam a vida”, além de carpem-die. Lembremos que “amor salva o dia, música salva a vida”!

O problema deixa de ser dificuldade de acesso e passa a ser o de conseguir dicas ou informações para desfrutar da riqueza cultural disponível. Por exemplo, achei no Spotify a fantástica cantora de músicas iidiche (língua germânica das comunidades judaicas da Europa central e oriental, baseada no alto-alemão do século XIV, com acréscimo de elementos hebraicos e eslavos; ídiche, judeo-alemão) — Chava Alberstein –, que canta na abertura do filme Free Zone (veja acima). Outra pérola que descobri é o grupo The Tiger Lillies que canta Circus Songs (leia ficha abaixo). Uma novidade, que vem da Bielorrússia, é Серебряная Свадьба. O mundo cultural é diverso!

Músicas no Spotify (US$ 6), filmes / documentários / séries de TV no Netflix (R$ 16,90) e livros e-pub (“de grátis”! Veja em Favoritos na aba acima).

Minha sugestão é trocar sua assinatura de jornal impresso (R$ 89,90), cujos colunistas antipetistas só “enchem-o-saco”, por digital (R$ 29,90) e utilizar essa economia de R$ 60 para pagar esses serviços de streaming (~R$ 30).

Consultoria de economista, novamente, “de grátis” :) :

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Mulatu Astatke, o Gênio do Jazz Etíope

Mulatu Astatke

Em certa cena do filme A Grande Beleza, dirigido por Paolo Sorrentino, há uma “esnobada” cultural — tipo “bateu, levou” – de uma socialite sobre outra em festa da alta roda da sociedade romana. Uma comenta que estava na “fase pirandella”, outra responde que apenas estava apreciando o Jazz Etíope. Pensei: o que é isso?! Nunca ouvi!

Fui atrás e encontrei o seguinte post do ótimo blog musical Radiola Urbana, reportagem publicada originalmente no Caderno 2 + Música do jornal O Estado de São Paulo, em março de 2011, quando o gênio do jazz etíope, Mulatu Astatke, desembarcou no Brasil para duas apresentações (memoráveis!) no Sesc Vila Mariana, com ingressos esgotados em menos de duas horas.

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Dub 40 Anos: Lucas Santtana lista 9 Discos Influentes

Lucas-Santtana_discos-dub

Escrito por , no site Na Mira do Groove, há ótimo post para quem, como eu, gosta do dubFortemente associado ao reggae e à cultura jamaicana, o dub faz uso da base baixo e bateria com sobreposições de efeitos criativos dentro das possibilidades de estúdio.

Mais que um gênero musical, o dub é o retrato fiel de uma época de descobertas sonoras, que de certa forma revolucionaram a gravação em estúdio na Jamaica para logo expandir sua influência por todo o mundo musical.

Agora, em 2013, comemora-se os 40 anos deste gênero musical, que se mostra mais influente do que nunca na música brasileira.

Para selar essa data, o músico e compositor Lucas Santtana organizou nos últimos dias 10 e 11 de setembro no Sesc Vila Mariana (São Paulo) o show Dub 40 Anos, que contou com participações de Anelis Assumpção, Thiago França, Bi Ribeiro (Paralamas do Sucesso), Bruno Buarque, Guizado, entre outros (mais detalhes sobre o show, confira esta entrevista para o site Azoofa).

Em meio às correrias com shows e agendas, Lucas Santtana fez uma pequena lista a pedido do Na Mira do Groove de 9 álbuns influentes do gênero, que de alguma forma estão condensados em sua produção musical.

Sem ordem de preferência, o músico foi de Colonel Elliott a Dub Colossus, passando por Adrian SherwoodRhythm & SoundAugustus Pablo e mais. Tem bastante raridade aqui: trabalhos que valem a pena conhecer para expandir o conhecimento sobre o gênero.

A lista completa está abaixo em ordem de ano de lançamento, acompanhadas de algumas informações técnicas.

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Guitarras e fado

Nosso amigo Miguel Amaral envia-nos vídeo musical de Portugal. Gosto do sotaque português, inclusive na escrita. “Não sei se esta a fazer uma vida normal estes dias, no entanto, gostaria de partilhar este vídeo consigo. Para mostrar que aqui, neste pequeno rectângulo, também fazemos coisas com qualidade. É um projecto musical chamado Humanos que reúne, possivelmente, os melhores músicos portugueses. O projecto é uma homenagem a António Variações, um músico que surgiu nos princípios dos anos 80, era uma personalidade excêntrica e que vivia muito a frente do seu tempo. Por isso, incompreendido em vida, curiosamente, estou a pensar numa frase que li ontem de Victor Hugo, na sua obra “Os Miseráveis“, “todos os homens que se elevam são fonte de inveja e infâmia”. Pode aplicar-se a António Variações. Neste projecto reúnem-se os melhores músicos da actualidade portuguesa, desde do pop até ao fado. O vocalista da canção dos Humanos – Quero é Viver ( ao vivo no Coliseu) é, curiosamente, um fadista”. É, de fato, curioso. Reúne guitarras e fado. O refrão diz:

“Vou viver / Até quando eu não sei / Que me importa o que serei / Quero é viver”

(I wanna live / I don’t know for how long / I don’t care what am I gonna be / I wanna live).