Mulatu Astatke, o Gênio do Jazz Etíope

Mulatu Astatke

Em certa cena do filme A Grande Beleza, dirigido por Paolo Sorrentino, há uma “esnobada” cultural — tipo “bateu, levou” – de uma socialite sobre outra em festa da alta roda da sociedade romana. Uma comenta que estava na “fase pirandella”, outra responde que apenas estava apreciando o Jazz Etíope. Pensei: o que é isso?! Nunca ouvi!

Fui atrás e encontrei o seguinte post do ótimo blog musical Radiola Urbana, reportagem publicada originalmente no Caderno 2 + Música do jornal O Estado de São Paulo, em março de 2011, quando o gênio do jazz etíope, Mulatu Astatke, desembarcou no Brasil para duas apresentações (memoráveis!) no Sesc Vila Mariana, com ingressos esgotados em menos de duas horas.

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Dub 40 Anos: Lucas Santtana lista 9 Discos Influentes

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Escrito por , no site Na Mira do Groove, há ótimo post para quem, como eu, gosta do dubFortemente associado ao reggae e à cultura jamaicana, o dub faz uso da base baixo e bateria com sobreposições de efeitos criativos dentro das possibilidades de estúdio.

Mais que um gênero musical, o dub é o retrato fiel de uma época de descobertas sonoras, que de certa forma revolucionaram a gravação em estúdio na Jamaica para logo expandir sua influência por todo o mundo musical.

Agora, em 2013, comemora-se os 40 anos deste gênero musical, que se mostra mais influente do que nunca na música brasileira.

Para selar essa data, o músico e compositor Lucas Santtana organizou nos últimos dias 10 e 11 de setembro no Sesc Vila Mariana (São Paulo) o show Dub 40 Anos, que contou com participações de Anelis Assumpção, Thiago França, Bi Ribeiro (Paralamas do Sucesso), Bruno Buarque, Guizado, entre outros (mais detalhes sobre o show, confira esta entrevista para o site Azoofa).

Em meio às correrias com shows e agendas, Lucas Santtana fez uma pequena lista a pedido do Na Mira do Groove de 9 álbuns influentes do gênero, que de alguma forma estão condensados em sua produção musical.

Sem ordem de preferência, o músico foi de Colonel Elliott a Dub Colossus, passando por Adrian SherwoodRhythm & SoundAugustus Pablo e mais. Tem bastante raridade aqui: trabalhos que valem a pena conhecer para expandir o conhecimento sobre o gênero.

A lista completa está abaixo em ordem de ano de lançamento, acompanhadas de algumas informações técnicas.

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Guitarras e fado

Nosso amigo Miguel Amaral envia-nos vídeo musical de Portugal. Gosto do sotaque português, inclusive na escrita. “Não sei se esta a fazer uma vida normal estes dias, no entanto, gostaria de partilhar este vídeo consigo. Para mostrar que aqui, neste pequeno rectângulo, também fazemos coisas com qualidade. É um projecto musical chamado Humanos que reúne, possivelmente, os melhores músicos portugueses. O projecto é uma homenagem a António Variações, um músico que surgiu nos princípios dos anos 80, era uma personalidade excêntrica e que vivia muito a frente do seu tempo. Por isso, incompreendido em vida, curiosamente, estou a pensar numa frase que li ontem de Victor Hugo, na sua obra “Os Miseráveis“, “todos os homens que se elevam são fonte de inveja e infâmia”. Pode aplicar-se a António Variações. Neste projecto reúnem-se os melhores músicos da actualidade portuguesa, desde do pop até ao fado. O vocalista da canção dos Humanos – Quero é Viver ( ao vivo no Coliseu) é, curiosamente, um fadista”. É, de fato, curioso. Reúne guitarras e fado. O refrão diz:

“Vou viver / Até quando eu não sei / Que me importa o que serei / Quero é viver”

(I wanna live / I don’t know for how long / I don’t care what am I gonna be / I wanna live).

Uma Música, Várias Versões: Wild Thing

A versão original da canção clássica “Wild Thing“, mais tarde, foi tornada famosa por The Troggs e Jimi Hendrix. Ela foi lançada por The Wild Ones, em 01 de novembro de 1965, cerca de seis meses antes de The Troggs gravou seu remake, o que iria para o # 1 nas paradas dos EUA e venderia milhões de cópias em todo o mundo. A canção foi escrita por Chip Taylor, que também escreveu o hit balada “Angel Of The Morning“.

Versão Pop:

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Rocksteady

Rocksteady era um estilo de música popular jamaicana que se diferenciava do ska nos anos 60. Em seus termos mais simples, rocksteady é como o ska com metade da velocidade, com o trombone substituído pelo piano e pelo baixo proeminente. Era muito apreciado pelos rude boys na Inglaterra.

As letras desse estilo são mais voltadas a temas sociais, com maior consciência política. Há um foco maior em harmonias, particularmente nos trios como: The  Ethiopians, The Heptones, The Gaylads, The Dominoes, The Aces e The Wailers. Outras figuras principais incluem Alton Ellis e Ken Boothe. Com suas composições relacionadas à batida e ao protesto social, a música serviu como um precursor ao reggae.

Ska

Ska é um gênero musical que teve sua origem na Jamaica no final da década de 1950, combinando elementos caribenhos como o mento e o calipso e estadunidenses como o jazz, jump blues e rhythm and blues. Foi o precursor do rocksteady e do reggae. Suas letras trazem sinais de insatisfação, abordando temas como marginalidade, discriminação, vida dura da classe trabalhadora, e acima de tudo a diversão em harmonia.

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Reggae

Reggae é um gênero musical desenvolvido originalmente na Jamaica do fim da década de 1960. Embora por vezes seja usado em sentido mais amplo para se referir à maior parte dos tipos de música jamaicana, o termo reggae indica mais especificamente tipo particular de música que se originou do desenvolvimento do ska e do rocksteady, conforme a Wikipedia.

O reggae se baseia em estilo rítmico caracterizado pela acentuação no tempo fraco, conhecido como skank. O estilo normalmente é mais lento que o ska, porém mais rápido que o rocksteady, e seus compassos normalmente são acentuados na segunda e na quarta batida, com a guitarra base servindo ou para enfatizar a terceira batida, ou para segurar o acorde da segunda até que o quarto seja tocado. É principalmente essa “terceira batida”, sua velocidade e o uso de linhas de baixo complexas que diferencia o reggae do rocksteady, embora estilos posteriores tenham incorporado estas inovações de maneira independente.

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Origem do Jazz

Grande parte do meio milhão escravos foram do oeste da África para os Estados do Sul dos Estados Unidos trouxe fortes tradições da música tribal. Um viajante, na época, os descreveu em situação que estavam dançando ao som do banjo de 4 cordas e cantando “a música maluca“, satirizando a maneira com que eram tratados. O banjar feito de cabaça era similar à bânia senegalesa ou à akonting do Oeste da África. Festas de fartura com danças africanas, ao som de tambores, eram organizadas aos domingos.

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Genealogia do Jazz

A partir do Wikipedia, selecionei algumas informações sobre a genealogia do Jazz, manifestação artístico-musical originária dos Estados Unidos. Ele surgiu por volta do início do século XX na região de New Orleans, baseada na cultura popular e na criatividade das comunidades negras.

O Jazz se desenvolveu com a mistura de várias tradições musicais, em particular a afro-americana. Esta nova forma de se fazer música incorporava blue notes, chamada e resposta, forma sincopada, polirritmia, improvisação e notas com swing do ragtime. Os instrumentos musicais básicos para o Jazz são aqueles usados em bandas marciais e bandas de dança: metais, palhetas e baterias. No entanto, o Jazz, em suas várias formas, aceita praticamente todo tipo de instrumento.

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