Onanismo Mental de “Quem Faz A Ciência Por Trás das Decisões do COPOM”

Onan

Economistas ortodoxos andam fazendo masturbação teórica com o Modelo Dinâmico Estocástico de Equilíbrio Geral (DSGE) para alcançarem um orgasmo intelectual entre pares!

No entanto, esse onanismo não passa de uma interrupção do coito antes da ejaculação, ou seja, coito interrupto. Essa automasturbação mental masculina é uma quiromania que nunca me empolgou, desde que comecei a estudar Economia em 1971. Talvez a etimologia da palavra (Onan + -ismo) explique porque a ortodoxia econômica tem dificuldade em procriar intelectualmente.  Onan era um personagem bíblico, um hebreu que, por motivos especiais, não queria ter filhos, e, por isso, praticava o coito interrompido com a mulher, espalhando seu sêmen pelo chão.

Leio o artigo publicado hoje pelo decano dos economistas brasileiros, Antonio Delfim Netto (Valor, 14/05/13) – reproduzo-o abaixo e, depois, a citada reportagem do Alex Ribeiro (Valor, 10/05/13) – e só concordo com sua última frase! “A teoria econômica não se esgota na matemática. Precisa da história.”

Acho que a “Ciência Pura” que esses economistas do mainstream querem levar a crer que está por trás da Política Monetária é pura ilusão. Na realidade, a Ciência Aplicada, onde se reincorpora tudo que antes foi abstraído pelos teóricos puros (conflitos de interesses, sociais e políticos), informa mais às tomadas de decisões práticas do que o DSGE (argh!). A Política Monetária depende muito mais de habilidade e sensibilidade à realidade do que de “Ciência”. Quem faz Ciência por trás das decisões do COPOM?! Não me venham com mistificação…

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Economia do Petróleo

O Petróleo

A disponibilidade de tradução de The Prize: The Epic Quest for Oil, Money and Power, livro clássico escrito por Daniel Yergin (São Paulo, Paz e Terra, 2010), facilita ao leitor brasileiro o acesso ao que há de melhor na literatura sobre a Economia do Petróleo, tema que será cada vez mais relevante em nosso País. Dada sua dimensão – 1080 páginas –, provavelmente poucos o lerão. Com o propósito didático, vamos apresentar uma breve síntese de seu fio-condutor analítico sob forma de uma série de posts. Começaremos com uma breve Introdução técnica, necessária para entender os atuais desdobramentos da Economia do Petróleo.

A Economia do Petróleo é dividida em três áreas de atuação:

  1. O upstream compreende a exploração e produção.
  2. O midstream compreende os navios-tanques e oleodutos que transportam petróleo para refinarias.
  3. O downstream inclui refino, comercialização e distribuição, até o posto de gasolina ou loja de conveniência mais próxima.

Considera-se “integrada” a empresa que possui atividades significativas de upstream e downstream.

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Monetarismo de Milton Friedman: Controle Geral da Oferta de Moeda como Regra

Milton_Friedman_Pensamentos

Agora que já surge uma novidade para os “modernos conservadores”, isto é, a nova-direita pró-mercado, após a ressaca da crise do livre-mercado, antes de abraçar o Monetarismo de Mercado, vale a pena reler Milton Friedman no original. Geralmente, esta leitura os jovens econometristas brasileiros dispensam em nome da leitura dos manuais norte-americanos com “divulgação mastigadinha da última fronteira-do-pensamento”…

O discurso de Friedman, pronunciado no 8º Encontro Anual da American Economic Association, em Washington, DC, 29 de dezembro de 1967, tornou-se obra clássica na história do pensamento econômico (FRIEDMAN, Milton (1968). O Papel da Política Monetáriain CARNEIRO, R. (org.). Os clássicos da economia 2. SP, Atica, 1997. pp. 254-270.). No discurso, ele critica a hegemonia da política econômica keynesiana. Temos de considerar o contexto da exposição sobre o papel da política monetária por Friedman, em que, de fato, havia hegemonia intelectual dos seguidores dessa política keynesiana, na equipe econômica do governo norte-americano. A primazia era a promoção do pleno emprego. A prevenção da inflação era um objetivo secundário.

Friedman, nesse discurso, destaca os limites da política monetária discricionária de ativismo da demanda. Argumenta que  a autoridade monetária não pode usar seu controle sobre quantidades nominais, para fixar, em nível predeterminado a priori, qualquer quantidade real: a taxa de juros real, a taxa de desemprego, o nível da renda nacional real, e/ou a quantidade de moeda real. Portanto, vale refletir a respeito da razão dessa proposição, monetaristas de mercado!

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Usos do Raciocínio Abstrato em Economia segundo Marshall

Pensamentos e Fragmentos do Conhecimento

De acordo com Marshall, “a indução, auxiliada pela análise e pela dedução, reúne os fatos em classes apropriadas, ordena-os, analisa-os e infere deles proposições gerais ou leis”.

Então, por um momento, a dedução assume o principal papel:

  1. associa umas com outras algumas dessas generalizações;
  2. tenta com elas chegar novas e mais amplas generalizações ou leis; e
  3. então convoca a indução de novo para a principal tarefa da obra de coletar, peneirar e manipular os fatos de sorte a testar e “verificar” a nova lei.

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O Trabalho do Historiador Econômico segundo Marshall

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Tudo que foi reproduzido nos posts anteriores leva a Marshall considerar a relação que tem a Economia com os fatos de tempos distantes. “O estudo da História Econômica pode ter várias finalidades, e, consequentemente, vários métodos”.

Considerada como um ramo da História Geral, pode ela ter em mira ajudar-nos a compreender:

  • Qual tem sido a estrutura institucional da sociedade em diversos períodos;
  • Qual a constituição das várias classes sociais e as suas relações recíprocas;
  • Qual tem sido a base material da existência social;
  • Como tem sido supridas as necessidades e conveniências da vida;
  • Sob que organização a mão de obra tem sido fornecida e dirigida;
  • Como tem sido distribuídas as utilidades assim produzidas;
  • Quais as instituições que tem repousado sobre essa direção e distribuição, e assim por diante.

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Análise e Dedução segundo Marshall

Método Científico

Segundo Alfred Marshall, “a função da análise e da dedução na Economia não é forjar algumas longas cadeias de raciocínio, mas forjar, seguramente, muitas pequenas cadeias e simples elos de ligação. Esta contudo não é uma tarefa trivial. Se o economista raciocina rápida e levianamente, está sujeito a estabelecer articulações más em cada volta de sua obra. Precisa ele fazer uso cuidadoso da análise e da dedução, porque somente pela sua ajuda pode selecionar os competentes fatos, grupá-los corretamente e torna-los de serventia para sugestões ao pensamento e guia na prática”.

Isto porque, “da mesma maneira como toda dedução deve repousar sobre uma base de induções, também cada processo indutivo envolve e inclui a análise e a dedução. Ou, por outra, a explicação do passado e a previsão do futuro não são operações diferentes, mas uma só elaborada em direções opostas, uma do efeito para a causa, a outra da causa para o efeito”.

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Raciocínio Dedutivo em Economia segundo Marshall

Método Dedutivo X Indutivo

“É verdade que as forças de que trata a Economia apresentam uma vantagem para o raciocínio dedutivo no fato do seu processo de combinação ser, como observou Mill, antes do da Mecânica que o da Química. Isto é, quando conhecemos a ação de duas forças econômicas separadamente – por exemplo, as influências que um aumento na taxa de salários e uma diminuição na dificuldade do emprego em uma indústria exercerão de maneira distinta sobre a oferta de trabalho na mesma – podemos prever perfeitamente a sua ação conjunta, sem esperar uma experiência específica”.

Marshall alerta quanto a não exagerar a extensão em que isso pode ser feito, colocando excessivas pretensões para os métodos dedutivos na Economia. “Mesmo na Mecânica, porém, as longas cadeias de raciocínio dedutivo são aplicáveis diretamente apenas às ocorrências de laboratório. Raro são por si suficientes para orientar o tratamento dos materiais heterogêneos e da combinação complexa e incerta das forças da vida real. Tais cadeias de raciocínios precisam, assim, ser completadas pela experiência específica, aplicadas em harmonia, e frequentemente em subordinação a um estudo incessante de novos fatos, uma incessante pesquisa para novas induções”.

Vale, neste ponto, diferenciar as expressões dedução, indução e abstração.

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O Âmbito e O Método da Economia segundo Marshall

Economia Mundial

“Há os que sustentam, como Comte, que o âmbito de qualquer estudo proveitoso da ação do homem em sociedade tem que ser coextensivo com toda a Ciência Social. Argumentam eles que todos os aspectos da vida social são tão estreitamente relacionados que o estudo de qualquer deles isoladamente deve ser fútil. Insistem que os economistas abandonem o seu papel distinto e se devotem ao progresso geral de uma Ciência Social única, que tudo abarque.”

Esse seria o espírito original da Economia Política e Social considerada clássica. No Apêndice C de sua obra “Princípios de Economia”, onde abandonou os epítetos Política e Social para adotar a abstração da Economia (“pura”), Alfred Marshall justifica a alcunha de sua concepção de Economia ser neoclássica.

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List e a Escola Histórica Alemã Socialista segundo Marshall

Alfred Marshall

Alfred Marshall (1842-1924) começou a trabalhar em sua obra seminal, os Princípios de Economia (Principles of Economics), em 1881, e passou boa parte da década seguinte escrevendo o tratado. Seu plano para a obra, gradualmente, se estendeu para uma compilação em dois volumes de todo o pensamento econômico. O primeiro volume foi publicado em 1890, sendo aclamado mundialmente, o que o colocou entre os principais economistas de seu tempo.

Nas duas décadas seguintes, ele trabalhou para completar o segundo volume dos Princípios, que deveria tratar do comércio internacional, do dinheiro, das flutuações comerciais, dos impostos e do coletivismo. Mas sua atenção obstinada aos detalhes e seu perfeccionismo o impediram de dar conta do fôlego da obra. O segundo volume nunca foi completado, mas foi publicado postumamente.

Em seu Apêndice B, ele esboça O Desenvolvimento da Ciência Econômica (MARSHAL, Alfred. Princípios de Economia: Tratado Introdutório. São Paulo, Abril Cultural – Os Economistas, 1982: 333-344). Vamos sintetizar sua análise dos economistas alemães, com foco especial em List e nos socialistas, reunindo mais argumentos em defesa da hipótese, lançada em meu TD-IE intitulado Desenvolvimento do Desenvolvimentismo: Do Socialismo Utópico ao Socialdesenvolvimentismo, que ideias de List foram compartilhadas com essa corrente de pensamento latino-americano. Por que? Pela necessidade das Nações em atraso histórico darem “salto de etapas”, buscando a fronteira tecnológica que propicia maior produtividade.

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A Tirania da Economia Política (por Dani Rodrik)

Dani Rodrik 3

Dani Rodrik é professor de Economia Política Internacional na Universidade de Harvard e autor de “The Globalization Paradox: Democracy and the Future of the World Economy (O paradoxo da globalização: a democracia e o futuro da economia mundial). Reproduzo interessante artigo dele a respeito da relação esnobe dos economistas com os políticos. Curiosamente, os economistas, que se apresentam como porta-voz de O Mercado, tornaram-se mais ideólogos do que os pragmáticos políticos que negociam acordos possíveis com mais tolerância em relação às ideias distintas.

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Interferência Governamental baseada em Teoria Errônea: Lei sobre Usura

Usura e o Justo Juro

John Stuart Mill, em sua obra Princípios de Economia Política (São Paulo, Abril Cultural, 1983: Vol. II, Cap. X, pp. 384-387), originalmente publicada em 1848, explana sobre “Interferências Governamentais baseadas em Teorias Errôneas”, focando no segundo tópico as chamadas “Leis sobre a Usura”. No Brasil, Lei da Usura é a denominação informal atribuída à legislação que define como sendo ilegal a cobrança de juros superiores ao dobro da taxa legal ao ano (atualmente seria a taxa SELIC) ou a cobrança exorbitante que ponha em perigo o patrimônio pessoal, a estabilidade econômica e sobrevivência pessoal do tomador de empréstimo. Nestes casos o emprestador é denominado agiota.

Discute-se, juridicamente, se ainda está em vigor na forma do decreto nº 22.626, de 7 de Abril de 1933, que define as punições e preceitos legais a respeito. Limitou a taxa de juros contratuais a 12% ao ano e proibiu o anatocismocálculo de juros sobre juros.

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Previsões Econômicas

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Bráulio Borges é economista-chefe da LCA Consultores. Está entre os previsores mais conhecidos de O Mercado. Escreveu sua defesa na FSP (03/01/13). Depois, Clóvis Rossi lhe criticou (FSP, 06/01/13) duramente. Reproduzo abaixo a polêmica recente a respeito de previsões econômicas.

“Todo começo de ano acontece a mesma coisa: exacerbam-se as críticas do grande público aos analistas econômicos (economistas principalmente) e às suas projeções, a ponto de muitos questionarem a real utilidade desses profissionais para a sociedade como um todo.

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