Impactos da Pressão para Concorrência Bancária no Mercado de Crédito Brasileiro

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Encontra-se, disponível para download, o TD do IE-UNICAMP descrito abaixo:

TD: 215


Titulo:
 Impactos da pressão para concorrência bancária no mercado de crédito brasileiro
AUTOR: Fernando Nogueira da Costa
AUTOR: Gabriel Musso de Almeida Pinto

Resumo: A hipótese apresentada é a de que os bancos públicos podem ser usados, e efetivamente o foram, para induzir uma política de crédito não só na medida do volume concedido, mas também do preço cobrado dos tomadores, justamente, porque não se submetem à lógica da concorrência no mercado, mas sim à essa política econômica. Esta é mandatória, independentemente da expectativa reinante no mercado. Isto ocorre pelo lado do crédito, isto é, dos ativos. Pelo lado dos passivos, os bancos atraem clientes depositantes e investidores, de fato, pela qualidade dos serviços prestados. Para argumentar a favor desta hipótese, e contrapor os possíveis argumentos contra, revemos os padrões de concorrência no mercado de crédito não apenas com base em modelos microeconômicos abstratos, mas também com base em evidências empíricas e institucionais.

Observação: Este Texto para Discussão foi baseado na Monografia de Graduação de Gabriel Musso Pinto, Diretor do Sindicato dos Bancários de Campinas e Região, intitulada O mercado de crédito brasileiro: papel dos bancos públicos na redução das taxas de juros e impactos sobre a rentabilidade do setor. Eu o orientei, mas todo o mérito da pesquisa e tabulação de dados é dele.

Revista Economia e Sociedade (Vol. 21, Número Especial, dez. 2012) – Edição Comemorativa dos seus 20 anos

Numero especial E&S dez 2012

Está disponível para download, no site do Instituto de Economia da UNICAMP e nos links abaixo, o número especial da Revista Economia e Sociedade ( Vol. 21, Número Especial, dez. 2012), comemorativa dos seus 20 anos. Segue um trecho da Apresentação.

“O Brasil assiste, neste início de segunda década do século XXI, a um “momento desenvolvimentista”, ainda que o conteúdo específico deste desenvolvimentismo esteja por ser melhor definido e estudado.

Foi esta a grande motivação para a chamada especial de artigos da qual resulta a presente edição comemorativa de Economia e Sociedade, por ocasião de seus 20 anos. Em torno do tema “Desenvolvimento e desenvolvimentismo(s) no Brasil”, foram submetidos mais de três dezenas de trabalhos, dos quais treze foram selecionados e estampam as páginas que se seguem.

Como é característico de Economia e Sociedade, o resultado apresentado é variado em termos de abordagens, posicionamentos e recortes do tema geral. Mas o conjunto pode ser tomado como amostra significativa da reflexão “desenvolvimentista”, nas suas configurações e clivagens características do momento histórico presente. Este, a despeito dos vários problemas e desafios aqui apontados, contrasta fortemente com o pessimismo predominante no primeiro número da revista, em 1992.

LinkEconomia & Sociedade Vol. 21 Número Especial Dezembro 2012

Leia: BNDES e o financiamento do desenvolvimento – Autores: Ernani Teixeira Torres Filho & Fernando Nogueira da Costa

Capitalismo de Estado Neocorporativista

Nossa pergunta-chave no Texto para Discussão colocado no link abaixo é se está se configurando um Capitalismo de Estado Neocorporativista no Brasil. Para responde-la, inicialmente, discutiremos a aplicação do conceito de Capitalismo de Estado, inclusive fazendo análise comparativa internacional. Depois, examinaremos a etimologia do Neocorporativismo. Consultaremos a teoria das elites brasileiras. Recorreremos a observador crítico estrangeiro para tentar entender a conciliação classista no Brasil. Tentaremos entender a razão de ser da metáfora do ornitorrinco. Estudaremos casos recentes de “reestatização”. Esboçaremos o perfil da gestão de fundos de pensão, atores que se tornam cada vez mais atuantes nessa estratégia de desenvolvimento socioeconômico. Por fim, concluiremos com reflexão sobre a Nomenclatura a la brasileira.

Leia maisFERNANDO COSTA Capitalismo de Estado Neocorporativista

Preços Inflados

A hipótese de investigação neste Texto para Discussão – Preços Inflados TD 197 - diz respeito à segmentação do mercado consumidor brasileiro. A partir dos mesmos preços do produtor, as margens de comercialização e/ou intermediação financeira são inteiramente diferenciadas de acordo com cada segmento, configurando preços finais inflados de maneira socialmente discriminatórias. Os preços são mais elevados em determinados locais (bairros ou cidades) não por diferentes custos de produção e transporte, mas sim por outros gastos improdutivos. O custo de vida é excessivo, isto é, maior do que o esperado em uma economia estável.

Câmbio, Juros e Inflação: Tateio

O objetivo deste artigo-resenha, publicado no Observatório da Economia Global do CECON-IE-UNICAMP, é analisar a série de artigos sobre a conjuntura econômica brasileira atual, com foco maior nos níveis do câmbio, do juro e da inflação, escritos por renomados economistas a pedido do jornal Valor, e publicados entre 14/06/11 e 29/06/11. Essa resenha está dividida em duas partes. Na primeira, focalizamos os economistas liberais que se preocupam, antes de tudo, com a estabilização da inflação, e, na segunda, os economistas desenvolvimentistas que privilegiam a agenda do crescimento com distribuição de renda. Analisamos os modelos adotados em cada um desses artigos. Concluímos, em relação às ideias-chaves dos diversos artigos, que elas não são muitas. Renomados economistas brasileiros estão ainda tateando a configuração desses preços relativos básicos.

Focalizamos a análise, no final do artigo, na proposta de reforma financeira – eliminação da LFT (Letra Financeira do Tesouro), título de dívida pública com juros pós fixados – que economistas desenvolvimentistas estão adotando sem maior reflexão. Alertamos que, nesse caso, o risco de variação da taxa de juros, devido à alteração da taxa de inflação, será provocar perdas financeiras ruinosas não só para bancos e fundos de pensão, mas também para trabalhadores ativos e inativos. Sem títulos posfixados, inclusive nos Fundos DI, haverá apenas a possibilidade de diversificação de investimentos entre renda variável e renda fixa prefixada. Esta poderá sofrer queda do valor real e, em seguida, “marcação a mercado“. É bom para o Tesouro Nacional, à primeira vista (curto prazo), mas será bom para os carregadores de dívida pública?

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Errata: substituir no primeiro parágrafo da p. 4 o termo “inferior” por “superior” – desculpem-me errar a formulação walrasiana da “lei da oferta e da demanda”…

Economia Positiva e Economia Normativa

O objetivo do Texto de Discussão 190 do IE-UNICAMP, publicado em março de 2011, de minha autoria, é resenhar o atual debate sobre a inserção da economia brasileira no contexto mundial, particularmente, se o Brasil pode se prevenir do risco de enfrentar a chamada “doença holandesa”. Há debate inconcluso a respeito do seu diagnóstico. Alguns economistas acham que ela já está apresentando seus sintomas através da apreciação excessiva da moeda nacional e redução relativa dos empregos industriais. Outros opinam que ela de fato atacará em longo prazo, quando a exportação do petróleo extraído do pré-sal estiver em pleno ritmo. Além de breve Introdução e Conclusão, conta com três partes. Inicia esboçando o contexto vivenciado e o cenário esperado. Em seguida, exercita a Economia Positiva, ou seja, apresenta as posições em debate sobre o que é. Finaliza com Economia Normativa, isto é, as propostas sobre o que deve ser. Os seguidores deste blog reconhecerão ideias aqui já publicadas.

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Microcrédito no Brasil

Resumo:

O artigo apresenta a evolução do chamado microcrédito no Brasil nos últimos 10 anos. Ele tem significado “revolucionário”. Há singularidade no modelo institucional adotado em nosso país. Os empreendedores pobres dão mais relevância a ter acesso ao crédito do que ao seu custo. Defende-se a necessidade de política governamental, pois as ONGs – Organizações Não Governamentais não alcançaram nem auto-suficiência, nem escala suficiente para fomentar algo além do desenvolvimento local em bairros populares. Debate a diferença de escala entre as atividades dos bancos comerciais brasileiros, em termos de acesso popular a crédito para consumo, e as do microcrédito produtivo orientado, baseado no “modelo clássico” de grupos de aval solidário. Finalmente, mostra os impactos das medidas governamentais recentes.

Abstract:

The article presents the evolution of the call microcredit in Brazil in last the 10 years. It has meant “revolutionary”. It has singularity in the adopted model in our country. The poor entrepreneurs give more relevance to have access to the credit of what to its cost. It defends the necessity of governmental politics, therefore the ONGs – Not Governmental Organizations had not reached nor self-sufficiency, nor scale sufficient to foment something beyond the local development in popular quarters. It has debated the difference of scale between what Brazilian commercial banks can make in terms of popular access the credit for consumption and the guided productive microcredit, based in the “classic model” of groups of solidary endorsement. Finally, it shows the impacts of the recent governmental measures.

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Finanças dos Trabalhadores

Resumo:

O objetivo deste artigo é reunir argumentos e evidências empíricas em favor da hipótese de que o sucesso das finanças do trabalhador assalariado, propiciando-lhe independência financeira em relação ao empregador ou à Previdência Social, depende de aplicações regulares de parte da renda de seu trabalho, durante a fase ativa de vida profissional, até que consiga viver apenas dos rendimentos. Em geral, o trabalhador não se enriquece no mercado de capitais. Inicialmente, apresenta-se breve resenha da literatura de auto-ajuda financeira. Depois, investiga-se as causas da mobilidade social no Brasil. Em seguida, os riscos do consumismo e do endividamento excessivo das classes emergentes são discutidos. No penúltimo tópico, apresenta-se erros comportamentais recorrentes. No último, sugere-se orientações para tomadas de decisões racionais em investimentos financeiros face a possíveis cenários futuros.

Abstract:

The aim of this paper is to bring together arguments and empirical evidence for the argument that the financial success of the employee, which can provide financial independence in relation to the employer or the Social Security depends on regular applications of the results of their work during the largest cycle of its life, until he can live only yields. In general, the worker is not rich in capital markets. Initially, we present brief review of the literature of self-assistance. Then, we investigate the causes of social mobility in Brazil. Then, the risks of consumerism and indebtedness of emerging classes are discussed. In the penultimate topic presents behavioral mistakes applicants. At last, suggest guidelines for making rational decisions on investments in the face of possible future scenarios.

LinkFinanças dos Trabalhadores

Agenda neoliberal: privatizar bancos públicos

Resumo: Respeitando as regras do jogo democrático, há possibilidade de alternância no poder político, em futuro próximo, e risco de retorno ao governo federal brasileiro daquela hegemonia ideológica predominante nos anos 90. O objetivo deste artigo-resenha é propiciar à opinião pública conhecer seus planos para as Instituições Financeiras Públicas Federais.

Abstract: Respecting the rules of the democratic game, it is possible alternation in the power politician, in next future, and risk of return to the Brazilian federal government of that predominant ideological hegemony in years 90. The objective of this review-article is to propitiate to the public opinion to know its plans for the Federal Public Financial Institutions.

Link: Agenda neoliberal privatizar bancos públicos

Meta inflacionária, juros e preços no varejo brasileiro

Resumo:

Nesse artigo analisamos o regime de meta inflacionária, com ênfase na questão do mecanismo de transmissão juros – preços. Seus fundamentos teóricos são examinados a partir do mainstream e de literatura alternativa. Discutimos o comportamento recente do varejo no Brasil, destacando como a política de juros afeta, direta e indiretamente, os preços. Na conclusão, fazemos uma avaliação crítica da política de metas inflacionárias. Nossa hipótese-chave é que o Banco Central está criando uma armadilha para o governo, que será cobrado a respeito da alta taxa de desemprego. O grande risco do inflation targeting é, por um lado, agravar a deflação, por outro, gerar uma estagflação – desemprego e inflação.

Abstract

In this paper we analyze inflation targeting, focusing on the interest – price transmission mechanism. Its theoretical foundations are analized based on mainstream and alternative literature. We discuss the recent performance of the retail industry in Brazil, highlighting how monetary policy impacts prices, both directly and inderectly. We conclude evaluating inflation targeting in a critical way. Our key hypothesis is that the Central Bank is creating a trap for the government, which may be charged for high unemployment. There is a big risk of inflation targeting, on the one side, to increase deflation and, on the other, to create stagflation – unemployment and inflation.

Link: Meta inflacionária juros e preços FERNANDO N COSTA texto82