Financiamento de longo prazo no Brasil: um mercado em transformação

TD IPEA 1843

Hoje descobri que o TD IPEA de autoria do Ernani e minha está postado: TORRES Fo., Ernani Teixeira & COSTA, Fernando Nogueira da. Financiamento de longo prazo no Brasil: um mercado em transformação. Texto para discussão 1843 / Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. Brasília – Rio de Janeiro: Ipea, junho de 2013. 49 páginas -ISSN 1415-4765 para downloadTexto para Discussão do IPEA 1843.

RESUMO: Este artigo tem dois objetivos. Inicialmente, procura recuperar as ideias-chave contidas na bibliografia referente ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), observando seu papel histórico no financiamento do desenvolvimento brasileiro. O segundo objetivo é analisar a perspectiva do financiamento de longo prazo no país e qual será o papel futuro do BNDES nesse cenário. Inovações financeiras recentes estão estimulando a migração do financiamento de longo prazo para fora dos balanços dos bancos, em direção às carteiras de ativos dos fundos gestores de riqueza. A hipótese-chave é que o atual padrão de financiamento de longo prazo brasileiro deverá, nos próximos anos, sofrer alterações, aproximando-se, embora de forma própria, do que já se vem praticando em outros países. Isso obrigará a uma mudança no comportamento dos principais atores desse mercado, destacadamente na atuação do BNDES. Essa perspectiva deveria mudar o rumo do debate acadêmico, ainda hoje muito polarizado ideologicamente.

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Metodologia da Macroeconomia Comportamental

TDIE 226

Faça o download do TDIE 226:

Titulo: Metodologia da macroeconomia comportamental

Autor: Fernando Nogueira da Costa

Resumo: As Finanças Comportamentais compõem uma Teoria das Decisões, portanto, é uma teoria microeconômica. Qual seria a Macroeconomia resultante dessa Economia Comportamental? Esse é um desafio teórico a respeito do qual este Texto para Discussão propõe uma reflexão metodológica. Uma Macroeconomia Comportamental não pode ser apenas holista; é necessário construir a ontologia de seus elementos. O pensamento sistêmico não nega o racionalismo, mas acredita que nem todas as decisões dos seres humanos sejam racionais.  Compreender a resultante dos comportamentos individuais heterogêneos exige conhecimento interdisciplinar tanto para entender essa individualização quanto para perceber sua sistematização. O objetivo é alcançar uma visão sistemática, isto é, uma capacidade de identificar as ligações entre comportamentos particulares e fatos sociais do sistema como um todo.

Palavras-chave: História do Pensamento Econômico – Metodologia Econômica

Economia no Cinema: Experiência com Interdisciplinaridade

Economia no Cinema

Encontra-se disponível aqui (TDIE 222 Economia no Cinema – Experiência com Interdisciplinaridade) e no site do IE-UNICAMP, para download, o seguinte Texto para Discussão:


AUTOR: 
Fernando Nogueira da Costa 

Resumo:

A hipótese inicial, para propor um Curso de Economia no Cinema como disciplina eletiva na Graduação do IE-UNICAMP, foi que a geração atual dos alunos aprende melhor através da audição, visão e ação (ouvir-ver-fazer), exigindo a adoção de métodos não tradicionais de ensino. O curso, focalizando as Grandes Eras da Evolução Humana, foi uma experiência com interdisciplinaridade. Os filmes vistos e discutidos representam o acúmulo da experiência humana realizado em Literatura, História, Filosofia, Psicologia, Antropologia, Sociologia, Política ou Economia. Ultrapassam as fronteiras dessas disciplinas, superando a repartição da realidade. O principal resultado que se buscou alcançar foi formar, culturalmente, bons cidadãos.

Medição da Riqueza Pessoal

TDIE 221

Está disponível no site do IE-UNICAMP, para download, o TD descrito abaixo:

TD: 221


Titulo:
 Medição da riqueza pessoal
AUTOR: 
Fernando Nogueira da Costa

Resumo: O objetivo deste artigo é fazer um levantamento das fontes estatísticas disponíveis sobre a riqueza pessoal no Brasil.  Os resultados alcançados demonstram a precariedade desse tipo de informações no País, se comparadas, por exemplo, à estatística existente nos Estados Unidos. Consequentemente, conclui-se pela necessidade de órgãos governamentais, tanto o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, quanto o Banco Central do Brasil, em convênio com a Secretaria de Receita Federal do Ministério da Fazenda, colocarem à disponibilidade do público pesquisa com dados e informações a respeito da riqueza pessoal.

Poupança: Economia Normativa Religiosa

TDIE 220

Encontra-se disponível para download o TD do IE-UNICAMP descrito abaixo:

TD: 220

TituloTDIE 220 Poupança – Economia Normativa Religiosa
AUTOR: Fernando Nogueira da Costa

Resumo: Neste Texto para Discussão, inicialmente, faremos uma abordagem da Economia Normativa Religiosa – “o que deveria ser” de acordo com o catolicismo anti-usura, o protestantismo ascético e as finanças islâmicas. Sugeriremos a necessidade do abandono da ideia de “poupança”. Ela é apropriada apenas ao capitalismo liberal de mercado, que os autores neoclássicos idealizaram, e deve ser substituída pelo conceito de funding, adotado por economistas pós-keynesianos, devido ser ele mais adequado ao entendimento da economia de endividamento contemporânea.

Impactos da Pressão para Concorrência Bancária no Mercado de Crédito Brasileiro

Captura de Tela 2013-03-04 às 10.21.00

Encontra-se, disponível para download, o TD do IE-UNICAMP descrito abaixo:

TD: 215


Titulo:
 Impactos da pressão para concorrência bancária no mercado de crédito brasileiro
AUTOR: Fernando Nogueira da Costa
AUTOR: Gabriel Musso de Almeida Pinto

Resumo: A hipótese apresentada é a de que os bancos públicos podem ser usados, e efetivamente o foram, para induzir uma política de crédito não só na medida do volume concedido, mas também do preço cobrado dos tomadores, justamente, porque não se submetem à lógica da concorrência no mercado, mas sim à essa política econômica. Esta é mandatória, independentemente da expectativa reinante no mercado. Isto ocorre pelo lado do crédito, isto é, dos ativos. Pelo lado dos passivos, os bancos atraem clientes depositantes e investidores, de fato, pela qualidade dos serviços prestados. Para argumentar a favor desta hipótese, e contrapor os possíveis argumentos contra, revemos os padrões de concorrência no mercado de crédito não apenas com base em modelos microeconômicos abstratos, mas também com base em evidências empíricas e institucionais.

Observação: Este Texto para Discussão foi baseado na Monografia de Graduação de Gabriel Musso Pinto, Diretor do Sindicato dos Bancários de Campinas e Região, intitulada O mercado de crédito brasileiro: papel dos bancos públicos na redução das taxas de juros e impactos sobre a rentabilidade do setor. Eu o orientei, mas todo o mérito da pesquisa e tabulação de dados é dele.

Revista Economia e Sociedade (Vol. 21, Número Especial, dez. 2012) – Edição Comemorativa dos seus 20 anos

Numero especial E&S dez 2012

Está disponível para download, no site do Instituto de Economia da UNICAMP e nos links abaixo, o número especial da Revista Economia e Sociedade ( Vol. 21, Número Especial, dez. 2012), comemorativa dos seus 20 anos. Segue um trecho da Apresentação.

“O Brasil assiste, neste início de segunda década do século XXI, a um “momento desenvolvimentista”, ainda que o conteúdo específico deste desenvolvimentismo esteja por ser melhor definido e estudado.

Foi esta a grande motivação para a chamada especial de artigos da qual resulta a presente edição comemorativa de Economia e Sociedade, por ocasião de seus 20 anos. Em torno do tema “Desenvolvimento e desenvolvimentismo(s) no Brasil”, foram submetidos mais de três dezenas de trabalhos, dos quais treze foram selecionados e estampam as páginas que se seguem.

Como é característico de Economia e Sociedade, o resultado apresentado é variado em termos de abordagens, posicionamentos e recortes do tema geral. Mas o conjunto pode ser tomado como amostra significativa da reflexão “desenvolvimentista”, nas suas configurações e clivagens características do momento histórico presente. Este, a despeito dos vários problemas e desafios aqui apontados, contrasta fortemente com o pessimismo predominante no primeiro número da revista, em 1992.

LinkEconomia & Sociedade Vol. 21 Número Especial Dezembro 2012

Leia: BNDES e o financiamento do desenvolvimento – Autores: Ernani Teixeira Torres Filho & Fernando Nogueira da Costa

Capitalismo de Estado Neocorporativista

Nossa pergunta-chave no Texto para Discussão colocado no link abaixo é se está se configurando um Capitalismo de Estado Neocorporativista no Brasil. Para responde-la, inicialmente, discutiremos a aplicação do conceito de Capitalismo de Estado, inclusive fazendo análise comparativa internacional. Depois, examinaremos a etimologia do Neocorporativismo. Consultaremos a teoria das elites brasileiras. Recorreremos a observador crítico estrangeiro para tentar entender a conciliação classista no Brasil. Tentaremos entender a razão de ser da metáfora do ornitorrinco. Estudaremos casos recentes de “reestatização”. Esboçaremos o perfil da gestão de fundos de pensão, atores que se tornam cada vez mais atuantes nessa estratégia de desenvolvimento socioeconômico. Por fim, concluiremos com reflexão sobre a Nomenclatura a la brasileira.

Leia maisFERNANDO COSTA Capitalismo de Estado Neocorporativista

Preços Inflados

A hipótese de investigação neste Texto para Discussão – Preços Inflados TD 197 - diz respeito à segmentação do mercado consumidor brasileiro. A partir dos mesmos preços do produtor, as margens de comercialização e/ou intermediação financeira são inteiramente diferenciadas de acordo com cada segmento, configurando preços finais inflados de maneira socialmente discriminatórias. Os preços são mais elevados em determinados locais (bairros ou cidades) não por diferentes custos de produção e transporte, mas sim por outros gastos improdutivos. O custo de vida é excessivo, isto é, maior do que o esperado em uma economia estável.

Câmbio, Juros e Inflação: Tateio

O objetivo deste artigo-resenha, publicado no Observatório da Economia Global do CECON-IE-UNICAMP, é analisar a série de artigos sobre a conjuntura econômica brasileira atual, com foco maior nos níveis do câmbio, do juro e da inflação, escritos por renomados economistas a pedido do jornal Valor, e publicados entre 14/06/11 e 29/06/11. Essa resenha está dividida em duas partes. Na primeira, focalizamos os economistas liberais que se preocupam, antes de tudo, com a estabilização da inflação, e, na segunda, os economistas desenvolvimentistas que privilegiam a agenda do crescimento com distribuição de renda. Analisamos os modelos adotados em cada um desses artigos. Concluímos, em relação às ideias-chaves dos diversos artigos, que elas não são muitas. Renomados economistas brasileiros estão ainda tateando a configuração desses preços relativos básicos.

Focalizamos a análise, no final do artigo, na proposta de reforma financeira – eliminação da LFT (Letra Financeira do Tesouro), título de dívida pública com juros pós fixados – que economistas desenvolvimentistas estão adotando sem maior reflexão. Alertamos que, nesse caso, o risco de variação da taxa de juros, devido à alteração da taxa de inflação, será provocar perdas financeiras ruinosas não só para bancos e fundos de pensão, mas também para trabalhadores ativos e inativos. Sem títulos posfixados, inclusive nos Fundos DI, haverá apenas a possibilidade de diversificação de investimentos entre renda variável e renda fixa prefixada. Esta poderá sofrer queda do valor real e, em seguida, “marcação a mercado“. É bom para o Tesouro Nacional, à primeira vista (curto prazo), mas será bom para os carregadores de dívida pública?

Leia maisCâmbio Juros e Inflação Tateio OBSERVATORIO 8

Errata: substituir no primeiro parágrafo da p. 4 o termo “inferior” por “superior” – desculpem-me errar a formulação walrasiana da “lei da oferta e da demanda”…