Golpistas da Internet

Abgnale Prende-me Se For Capaz

Acho curioso os direitistas se apresentando como moralistas “contra o Estado corrupto” sem apresentar nenhuma crítica às falcatruas privadas, maiores e muito menos controladas. Fornecem aquele tradicional discurso de vitimização autojustificador “roubo porque os poderosos roubam”. Ah, é?!

João Luiz Rosa (Valor, 02/04/14) informa que as perdas com fraudes em transações financeiras somaram R$ 2,3 bilhões em 2013, segundo informações da Serasa Experian. As fraudes off-line, ligadas ao roubo de identidade, foram de R$ 1,2 bilhão, de acordo com a companhia. O Brasil é o 5º país no ranking mundial desse tipo de delito. Cerca de 30% de todos os usuários de cartão de crédito já tiveram algum problema do tipo. Na internet, os prejuízos foram de R$ 500 milhões no comércio eletrônico e de R$ 600 milhões na movimentação bancária via internet.

Na prática, se estabelece um jogo de gato e rato em que os hackers aperfeiçoam seus ataques a cada vez que encontram barreiras melhores. “Não estamos brigando com computadores, mas com pessoas muito espertas”, diz Ori Eisen, fundador da companhia americana 41st Parameter, que hoje é parte do grupo Experian. “Toda tecnologia tem prazo de validade. Os fraudadores acabam aprendendo a contorná-la.”

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Concentração Bancária nos EUA: bancos grandes demais para quebrar X bancos pequenos demais para sobreviver

Pequenos bancos norte-americanos

Lá como cá, a concentração bancária está no DNA dos bancos para obterem economias de escala. No entanto, o surpreendente, em termos de história bancária, foi a maior sobrevivência de muitos “bancos de esquina e/ou uma única agência aérea” lá do que cá… Mesmo que a rentabilidade patrimonial média dos bancos de lá seja cerca da metade do que a média daqui (veja o quadro acima para o quarto trimestre de 2013).

Michael Rapoport (WSJ, 04/04/14) informa que, cada vez mais bancos de pequeno porte estão sendo colocados à venda nos Estados Unidos e os executivos dizem que a regulação é um dos motivos principais.

[Lá como cá, há mais zagueiros que evitam gols -- ou fazem contra -- do que atacantes que marcam gols. É muito mais fácil "prevenir riscos" do que "construir empreendimentos", não? Então, os alarmistas e/ou moralistas estão ganhando mais espaço nos Três Poderes do que os empreendedores e/ou desenvolvimentistas. A paranoia anticorrupção, cultivada artificialmente na imprensa, colabora para isso, não?]

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Pactos para a Igualdade: Construção de Maiorias Políticas Por Convencimento

PIB per capital e pobreza na AL

Fabio Murakawa e Pedro Cafardo (Valor, 02/04/14) informam que a contradição entre redução da pobreza e persistência da desigualdade está no centro das preocupações da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), que realiza entre os dias 5 e 9 maio seu 35º Período de Sessões, em Lima.

Pela terceira vez seguida, o encontro bianual da entidade terá como foco a desigualdade. Os 33 países da região que são membros da entidade já têm adiantado um relatório centrado no tema, “Pactos para a Igualdade”, que será o documento final do evento. Nele, a entidade proporá pactos dentro dos países, entre seus diversos atores políticos, com o objetivo de tornar a região mais equânime.

A premissa de se estabelecer um pacto é que não se consegue constituir maiorias suficientes nos Congressos para se fazer políticas de Estado, ou de médio e longo prazo“, afirma Antonio Prado, secretário-geral adjunto da entidade. “É preciso construir essas maiorias e criar um convencimento de que isso tem que ser superado para dar um salto no sentido de um crescimento sustentável.”

O plano inclui um “pacto fiscal“, para que os países consigam aumentar sua rede de proteção social com sistemas de seguridade social e programas de transferência de renda. Além disso, propõe ações coordenadas para a governança de recursos naturais e o meio ambiente. Também contempla propostas para o aumento da produtividade e do investimento, via estímulo à produção industrial, uma necessidade da região.

“Excluindo-se Brasil, Argentina e Uruguai, os países da região têm uma de carga tributária baixa”, dia Prado. “Isso dificulta o financiamento de políticas de mudança estrutural mais profundas.”

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Perspectivas do FMI X Perspectivas da China

Financiamento Chinês

Sérgio Lamucci (Valor, 04/04/14) informa o que diz o Fundo Monetário Internacional (FMI): “Os mercados emergentes tendem a enfrentar um ambiente menos favorável ao crescimento daqui para frente, devido à combinação de um cenário externo um pouco mais adverso e de fatores domésticos que têm segurado a expansão da economia“.

Em relatório divulgado no dia 03/04/14, o FMI destaca que a recuperação das economias avançadas vai ajudar, mas a esperada desaceleração da China e as condições financeiras um pouco mais apertadas vão jogar na direção contrária. Segundo a instituição, o Brasil é um dos países que têm maior correlação do crescimento com a China do que com os EUA e a zona do euro, o que também acontece com Argentina, Índia, Indonésia e Colômbia. Com isso, a freada da China deve influenciar mais o Brasil do que a retomada nos países ricos.

O estudo do FMI mostra que fatores externos têm grande peso para explicar a expansão dos países emergentes, embora questões domésticas tenham ganhado importância nos últimos anos. O Brasil, por exemplo, está num grupo de países em que o avanço do PIB desde 2012 ficou abaixo do nível que seria de se esperar dadas as condições econômicas globais. Isso sugere um papel significativo de fatores internos.

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Mudança de Preços Relativos entre Petróleo e Gás Natural

Grande desacoplamento gás natural X petróleo

Gene Epstein (Barron’s apud WSJ, 03/04/14) escreveu matéria cujo título é para assustar os produtores de petróleo e (atuais e futuros) competidores dos EUA: “Novas descobertas achatam preço do petróleo e mudam forças de O Mercado”Novas descobertas de petróleo e gás natural ao redor do mundo poderiam baixar o preço do barril dos atuais US$ 100 para US$ 75 nos próximos cinco anos. Além disso, uma queda na demanda também vai pressionar a supremacia do petróleo à medida que aumenta o uso de combustíveis alternativos, como o gás natural. Como sempre, desconfie de informações que buscam formar as opiniões voláteis dos investidores…

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História de Pioneiro da Industrialização Gaúcha

De Tangará para a China

Sérgio Ruck Bueno (VAlor, 03/04/14) narra uma biografia ilustrativa de um caso de empreendedorismo no Sul do Brasil. “Prestes a completar 85 anos, em 6 de agosto, um dos pioneiros da industrialização do Rio Grande do Sul e acostumado a lidar com intempéries, o empresário Raul Randon não esconde a preocupação com o futuro próximo da economia. “Sinto como se estivéssemos caminhando em cima de brasas”, diz o fundador e presidente do conselho de administração do grupo Randon, que opera nos segmentos de implementos rodoviários, vagões e autopeças e apurou receita líquida de R$ 4,3 bilhões em 2013, com expressiva alta de 21,5% sobre 2012.

Neto de imigrantes italianos, tratado com reverência por boa parte dos seus 12,1 mil funcionários, ele expressa a inquietude com voz tranquila e pausada. “O mercado [de materiais de transporte] pode dar uma segurada e se neste ano pudermos fazer o que fizemos no ano passado já estou contente”. E 2015? “Ah, no ano que vem é certo que o nosso mercado vai baixar”.

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Lucro Financeiro de Rede Comercial

Operação Financeira em Loja Comercial

Adriana Mattos (Valor, 03/04/14) informa que as Casas Pernambucanas, uma das mais tradicionais varejistas de vestuário e produtos eletrônicos no país, decidiu seguir cartilha oposta a das maiores redes do país. E o resultado dessa postura aparece mais claramente nos resultados dos últimos anos publicados pela empresa de capital fechado. Em uma estratégia definida anos atrás pela herdeira Anita Regina Harley, bisneta do fundador, Herman Lundgren, a Pernambucanas cresce pouco em relação aos competidores e o volume mais expressivo no lucro reflete as operações do seu braço financeiro, a Pernambucanas Financiadora.

A empresária de vida reclusa, segundo fontes, é presença cada vez mais rara na sede da varejista, em São Paulo. É a maior acionista individual da rede, com 30% de participação e disputa na justiça uma fatia de 25%, pertencente a sobrinhos. Anita tem contatos com o comando da rede basicamente por telefone, poucas vezes ao mês. “Ela liga quando tem algum recado, mas é raro”, diz um ex-diretor. Solteira e idade estimada em pouco mais de 70 anos, ela mudou-se para uma casa na cidade de São Paulo após viver 30 anos no hotel Cad’oro, fechado em 2009.

Com R$ 4,26 bilhões em receita líquida e 303 lojas, a Pernambucanas lucrou R$ 7,92 milhões no ano passado com sua operação no comércio varejista. Em 2012 foram R$ 4,11 milhões, calculou o Valor com base nos dados presentes em balanço. Esse valor não considera o pagamento de dívidas com a União, via Refis.

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