Fim da Pirâmide Populacional Brasileira

Fim da Pirâmide Populacional Brasileira

Ribamar Oliveira (Valor, 17/05/13) informa que o déficit do Regime Geral da Previdência Social (RGPS) vai cair nos próximos anos e atingir o seu menor nível em 2016, quando ficará em 0,23% do Produto Interno Bruto (PIB). Mas, a partir daí, voltará a subir de forma continuada até superar 3% do PIB em 2040 e 5,6% do PIB em 2050. Essas projeções fazem parte do mais recente estudo feito pelo Ministério da Previdência Social, encaminhado ao Congresso Nacional, junto com o projeto de lei de diretrizes orçamentárias (LDO) para 2014.

A forte queda nas taxas de fecundidade que se verifica no país levará a um rápido envelhecimento da população brasileira e a uma redução acentuada da participação dos jovens no total, observa o estudo. Esses problemas são agravados, alertam os autores, pela prodigalidade do plano de benefícios e pela baixa cobertura previdenciária. Essa realidade, segundo o texto, vai criar “grandes pressões por mudanças nas políticas públicas de forma geral e especialmente na previdenciária”.

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Comuna de Paris de 1871

Outra dica de filme interessante, dada por  Lucas Candido dos Santos Blasque, é A Comuna de Paris. Ele mostra o episódio da comuna com elementos mais recentes, como a televisão. A história é mostrada pela ótica de duas emissoras de TV, a de Versalhes e da Comuna.

O renomado cineasta e crítico de mídia, Peter Watkins, dirige esse olhar de seis horas de duração sobre a lendária Comuna de Paris de 1871. Após a humilhante derrota da França, na Guerra Franco-Prussiana, o reinado de Napoleão III caiu. Enquanto um novo regime dirigido sob o governo de Defesa Nacional tentava se escorar, uma vanguarda composta de plebeus tomou as rédeas do poder para si. Eles criaram a Comuna de Paris, um governo desafiadoramente separado do Estado, buscando o funcionamento sob uma espécie de ethos proto-marxista. Inevitavelmente, a Comuna foi brutalmente reprimida pelas tropas francesas. O tratamento original de Watkins  sobre o evento justapõe o presente com o passado, fazendo um relato ao estilo da CNN moderna a respeito de um fato histórico.

Segue o link: http://filmespoliticos.blogspot.com.br/2011/08/comuna-de-paris-1871-la-commune-paris.html

PS: é possível baixar via Torrent no The Pirate Bay.

 

Sessão Especial de Justiça

Lucas Candido dos Santos Blasque está cursando Economia e Cinema como aluno especial. Quando viu o filme Danton: O Processo da Revolução, ele se lembrou de outro, Sessão Especial de Justiça, dirigido pelo diretor Costa Gavras, a partir de roteiro adaptado por ele e Jorge Semprun, intelectual militante e dissidente do PCE. O filme versa sobre o período em que a França esteve ocupada pelos nazistas na II Guerra. Monta-se um tribunal de exceção para punir membros da resistência contra os alemães através de uma lei retroativa. Enviou o link acima. Nesse época que membros do STF, no Brasil, exacerbam suas atribuições com a “judicialização da política“, aliás, instigado por políticos da oposição, cabe observar como os juízes podem ser arbitrários em “tribunal de exceção“, tal como no julgamento do “mensalão”.

PS: Sobre o filme O Sangue Negro, que assistimos e debatemos no Curso Economia no Cinema, Lucas observou que é a trilha sonora é muito bem cuidada. Foi criada por Greenwood, guitarrista da banda Radiohead. De fato, ele tem razão, é excelente para expressar os momentos de tensão do filme de maneira sonora. E não usa canções…

Perda de Market-Share das Exportações Brasileiras

Market-share das exportações brasileiras

Renata Agostini (FSP, 07/05/13) informa que o Brasil vem perdendo espaço em todos os seus principais mercados no exterior.  A consequência dessa perda tem sido alta para as contas do país: só neste ano, já deixou de ganhar pelo menos US$ 6 bilhões com exportações. O valor hipotético corresponde ao que o país teria vendido para China, Estados Unidos, União Europeia e Argentina nos dois primeiros meses deste ano caso tivesse mantido a mesma participação nas importações totais desses blocos em 2012. Os quatro mercados são destino de mais de metade dos produtos brasileiros que seguem para o exterior.

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Inovações Tecnológicas e Crescimento

Tecnologia para Crescer

Ricardo Mioto (FSP, 11/05/13) inicia sua matéria jornalística com “argumento de autoridade”, citando frase do Nobel da Economia, o economista neoclássico Robert Solow: “Vemos a era dos computadores em toda parte, menos nas estatísticas de produtividade“.

Argumenta que “novos estudos” [Quis? Quid? Ubi? Quibus auxilliis? Cur? Quomodo? Quando?, ou seja, Quem? O que? Onde? Por que meios? Por que? Como? Quando? que é o método científico para circunstanciar a pessoa, o fato, o lugar, os meios, os motivos, o modo, o tempo.] mostram que “os computadores e a internet, apesar da repercussão causada na vida cotidiana, ficaram longe de impactar o desenvolvimento econômico como fizeram o motor a vapor e à eletricidade”.

Daí o repórter diz que “quem chama a atenção para o tema é o economista André Lara Resende, idealizador do Plano Real, no seu recém-lançado “Os Limites do Possível” (Portfolio Penguin).”

[Epa! Ui... O "criador da moeda-indexada" (URV) para combater a inflação inercial em economia indexada, sem dúvida, é criativo, mas... Contra argumentos, há fatos... e teoria alternativa.]

Bom, o melhor é, primeiro, ler a matéria jornalística, para no final emitir meu parecer a seu respeito:

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Dívida Externa Brasileira

Dívida Externa 2003-2013

Mariana Carneiro (FSP, 11/05/13) informa que, desde a crise financeira de 2008, que provocou uma parada súbita nas linhas de crédito internacionais, a dívida externa brasileira aumentou 60%, impulsionada pelo endividamento das empresas.

A dívida das instituições financeiras no exterior praticamente dobrou entre dezembro de 2008 e este ano. No mesmo período, as empresas não financeiras aumentaram sua exposição em moeda estrangeira em 72%.

A dívida externa do governo, desde a crise de 2008, praticamente não se alterou, subiu de US$ 63 bi para US$ 65 bilhões.

Com isso, o endividamento externo do país subiu do equivalente a 12% do PIB (Produto Interno Bruto) para 13,9% neste ano, após quatro anos de relativa estabilidade.

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Economia Brasileira: Semi-Madura

Dani Rodrik 2

Quando eu digo algo incomum entre meus pares economistas, naturalmente, sou sumariamente ignorado. Olham-me no máximo com a cara indagadora tipo “Mas quem ele pensa que é?!” Penso que sou um pobre blogueiro tupiniquim. Mas quando vejo, depois de certo tempo, que algum “economista renomado” está expressando, em inglês, exatamente o conteúdo do que eu tentei dizer antes, em português, não posso deixar de rir para mim mesmo…

O Brasil não voltará a crescer entre 7% e 8% ao ano“, diz o economista Dani Rodrik, 55, professor de política econômica internacional da Universidade Harvard e um dos maiores especialistas em Economia do Desenvolvimento.

Segundo Rodrik, o ambiente global benéfico — alto crescimento da China, elevados preços das commodities, países avançados em expansão — não vai se repetir. “É realista esperar uma taxa de crescimento de 3% a 4% no Brasil”, disse Rodrik à FSP (08/05/13). Aprecio o pragmatismo dele: “Vivemos no mundo possível, não no mundo doutrinário.

Segundo ele, a fase de alto crescimento no mundo acabou. O Brasil, com instituições democráticas sólidas, é resiliente. “Mas o país não deve ser excessivamente ambicioso, precisa ser cuidadoso, fiscalmente seguro, para lidar com os choques externos que provavelmente virão.”

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