Aula sobre Mercado de Títulos

UnicampAula sobre Mercado de Títulos

Resumo:

Os “novos financistas” acham que a regulação monetária deveria funcionar da seguinte maneira:

  1. o Banco Central muda os juros de curto prazo;
  2. o mercado corrige as taxas de longo prazo na mesma direção;
  3. as “marcações-a-mercado” de títulos e/ou empréstimos com juros prefixados provocam ganhos ou perdas de capital;
  4. que influenciam a política bancária;
  5. que altera a oferta de crédito;
  6. que afeta a demanda agregada;
  7. que influencia a inflação.

Esse automatismo imaginado nem sempre, nem em todos os lugares, assim funciona. Primeiro, a demanda de crédito – provocada por uma dinâmica progressiva de decisões de investimentos, função de grau de endividamento, lucro esperado, grau de utilização de capacidade produtiva, inovações, e fatores demográficos — que dirige a oferta de crédito. Segundo, nem toda inflação é a de demanda, p.ex., quebra de oferta provoca inflação de custos, cuja tentativa de controle de demanda agregada só resulta em estagflação.

A recém louvada higidez do setor bancário brasileiro pode ser afetada com a imposição de risco de marcação-a-mercado pela política de prefixação dos títulos de dívida pública, e o enorme esforço para retomada da concessão de crédito no Brasil pode ser abortado ou substituído por racionamento contumaz.

Avaliação de ECO208 – Mercado Bancário

Planeje sua mobilidade social, seja no mercado de trabalho, seja no mercado empresarial, utilizando instrumentos oferecidos no mercado bancário: cartões de pagamentos, aplicações financeiras, empréstimos. Avalie o cenário futuro dos negócios bancários no Brasil e as oportunidades de inserção no mercado que poderão surgir, inclusive a possibilidade de algum nicho de mercado ser explorado. Pode escrever um projeto individual ou de sociedade para microempreendimento, mas, alternativamente, pode se colocar no papel profissional de assessor financeiro e/ou estrategista para algum grande empreendedor ou banqueiro.

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Aula sobre Estratégia Nacional e Perspectivas de Negócios Bancários

Aula 9 Crédito ao Consumidor Estudante Consignado Seguro e Previdência

Aula 9 Estratégia Nacional 2013

Resumo:

Se mantiver, continuamente, política de crescimento com distribuição de renda, o Brasil terá a possibilidade ser um dos maiores mercados consumidores do mundo, atraindo com sua escala mais investimentos diretos estrangeiros, que podem multiplicar renda e empregos. Essa economia de escala deve ser a meta de todos os empresários no Brasil, seja do setor produtivo, seja do setor financeiro. Com a estabilização da inflação, os primeiros sentiram antes a necessidade de serem competitivos, segurando preços e ampliando quantidade vendida. Com ampliação da escala do mercado de crédito, os próprios bancos já começam a sentir que a política de repasse automático do aumento de custo de captação para seus preços, isto é, para as taxas de juros do crédito, não é a melhor conduta para o sistema financeiro.

Uma transição estará acontecendo no País, até 2022. Até lá, políticas econômicas de curto prazo terão o papel de moderar a inflação, sustentar o emprego, e controlar o déficit em transações correntes. No bi-centenário da Independência política, caso não ocorra uma reversão política, o País já terá obtido uma infraestrutura (inclusive energética) e logística condicionante para crescer em ritmo superior, de maneira sustentada, inclusive com o benefício de exportação do excedente de petróleo somada às exportações de commodities agrícolas. O país possui uma diversificação setorial e um mercado interno que outros latino-americanos não possuem. Aliás, poucos emergentes (salvo os BRICS) possuem.

Texto para DiscussãoTDIE 205 Desenvolvimento do Desenvolvimentismo

Seminário sobre Revolução Inglesa

Seminário sobre Revolução Inglesa

UnicampResumo: A cidadania liberal foi um primeiro passo para romper com a figura do súdito que tinha apenas deveres a prestar, substituindo-o pela figura do cidadão que tinha direitos a conquistar. Porém, seu fundamento universal “todos são iguais perante a lei” – impunha a necessidade histórica de:

  1. a inclusão social dos despossuídos,e
  2. o tratamento dos desiguais com desigualdade (e não com isonomia), por exemplo, com política afirmativa via cotas.

Por uma liberdade efetiva, nos séculos seguintes vieram à tona a luta por igualdade política e social, meta conquistada não mais pelos liberais, mas regularmente contra eles, pelas forças socialistas e democráticas. Esta é uma luta contínua até o presente.

A história do desenvolvimento dos direitos do citadino, a evolução da cidadania na Europa centro-ocidental,
transcorre há pelo menos quatro séculos de acirrados conflitos sociais, relacionados à conquista de três conteúdos de direitos:

  1. os direitos civis, no séculos XVII-XVIII;
  2. os direitos políticos, no século XIX; e
  3. os direitos sociais, no século XX.

Junto a tais direitos, novas formas de Estado também foram se constituindo nesses três séculos, novas funções estatais indicadoras de uma relação dinâmica entre indivíduos, sociedade e aparelho estatal.

 

Aula sobre Desenvolvimento Urbano, Crédito Imobiliário e Securitização

Quantidade de Unidades Habitacionais Financiadas 1974-2013

Obs.: o gráfico acima sintetiza a História do Financiamento Imobiliário no Brasil. No final do regime militar (1979-1982), com a prefixação da correção monetária e o choque cambial (maxidesvalorização da moeda nacional) e consequente choque inflacionário, sob o comando do Delfim Netto, provocou-se, inicialmente, o aumento da contratação, e, posteriormente, a inadimplência dos mutuários. O período 1983-1986 foi a “crise do sub-prime brasileira”, inclusive com a quebra do BNH e a criação do FCVS (Fundo de Compensação da Variação Salarial), dívida pública que só será resgatada em 2027. A gestão da massa de inadimplência manteve-se até 2001 (com sua transferência para a EMGEA) sem expansão significativa do crédito imobiliário, exceto a derivada do “Margaridaço” (originada com a Ministra Margarida Procópio do Governo Collor), a alta artificial da concessão de crédito habitacional sem avaliação de risco, realizada em 1991. A sociedade brasileira ficou, praticamente, 20 anos (1983-2003) sem acesso fácil ao crédito imobiliário!

No final de 2004, levei um estudo de minha equipe da VIFIN ao presidente da Caixa, Jorge Mattoso, mostrando que a Caixa não concedia crédito imobiliário com recursos dos depósitos de poupança desde 1992, pois estava “sobreaplicada” acima de 65% da exigibilidade. Tomamos a decisão de transferir esses recursos até então aplicados em Tesouraria de volta ao financiamento do SBPE. A VIURB, Vice-presidência de Desenvolvimento Urbano, foi mudada em abril de 2005, assumindo-a o Jorge Hereda, atual presidente da Caixa. Desde então, houve um re-evolução no crédito imobiliário no Brasil, acentuada pelo programa social MCMV (Minha Casa Minha Vida)!

Aula 8 Crédito Imobiliário e Securitização 2014

Resumo: Visão sistêmica sobre o mercado de crédito imobiliário coloca para os bancos, no Brasil, o desafio de equilibrar passivos e ativos de base imobiliária, transferindo estes para investidores institucionais. Para isso será necessário:

  1. estimular a concessão de crédito imobiliário via mercado, que é distinto do estabelecido pela política habitacional para baixa renda com FGTS e OGU;
  2. diminuir a diferença entre a taxa de juros real interna e a internacional, para incentivar, via custo de oportunidade, a aquisição de CRI;
  3. manter pelo menos o valor real das aplicações populares (funding de depósitos de poupança);
  4. buscar o funcionamento do mercado de securitização com o originador compartilhando o risco.

Como agenda microeconômica, a meta estratégica é o desenvolvimento do SFI com alienação fiduciária. Entre outros, são necessários os seguintes passos.

  1. Implementar metodologia de avaliação de imóveis que permita saber, em tempo real, o efetivo valor da unidade habitacional a ser financiada e a perspectiva da evolução do preço.
  2. Estabelecer mecanismos de reavaliação automática das garantias para reduzir o valor da alocação de capital em função do tipo de empréstimo (hipotecário ou com alienação fiduciária).
  3. Padronizar a avaliação realizada pela diversas instituições financeiras e reduzir os elevados custos de sua realização.
  4. Mudar do sistema cartorial para o sistema registral que permita saber on-line se o imóvel tem ônus ou não.
  5. Agilizar a execução hipotecária que permita rápida realização da garantia

Leia mais: Apresentação do Teotônio Costa Rezende_Valor_Economico

Securitização

ABECIP: BCB – Securitização do Crédito Imobiliário – Paper_Covered_Bonds_Dez2010

Aula sobre Crédito Agrícola e Seguro Rural

Aula 7 Crédito Agrícola e Seguro Rural 2014

Resumo:

O País foi premiado com “quina” não por sorte, mas sim por ter acertado suas políticas e não ter continuado a se deixar conduzir pelo acaso do “livre mercado”. A produtividade (e competitividade) em agroindústria deriva muito da recuperação da Embrapa e do Banco do Brasil. Para a matriz energética diversificada, com fontes limpas como a hidroelétrica e o biocombustível, além da extração do petróleo do pré-sal, as empresas estatais tipo Petrobras, Eletrobras e Furnas foram (e são) imprescindíveis. A exportação de commodities também envolve bens com alto valor agregado como aviões projetados pelo complexo tecnológico ITA/Embraer. Os financiamentos dos outros bancos públicos (BNDES e Caixa) são fundamentais para investimentos em infra-estrutura, inclusive urbana. A nova classe média surgiu da política de salário mínimo real, formalização do mercado de trabalho, crédito, ensino superior, etc. O bônus demográfico é fruto da elevação da escolaridade, esperança de vida, igualdade de gêneros, etc. Na parte final do curso, o foco estará no futuro dos negócios bancários no Brasil gerados por essas oportunidades.

Textos para DiscussãoEMBRAPA – Evolucao-da-Politica-de-Credito-Rural-Brasileira (2010)

Política de Crédito Rural no Brasil

 

Aula sobre Precificação no Mercado de Crédito

Aula 6 Precificação no Mercado de Crédito 2014

Resumo:

O modelo bancário de precificação acumula os itens de receita e de despesa apurados para o produto ou a carteira de financiamento, deduzindo a diferença entre ambos: o spread líquido.Seu objetivo é “decompor” o valor de cada item de receita e de despesa aferido para o produto financeiro objeto da análise, demonstrando o resultado em taxa efetiva anual. A avaliação de risco tem peso fundamental, pois, como os bancos se alavancam com recursos de terceiros que não podem ser perdidos, “os justos pagam pelos pecadores”. Em outras palavras, os adimplentes pagam juros a mais pela perda causada pelos inadimplentes. É espécie de “aval solidário” sem que os clientes tenham consciência desse ônus devido a comportamentos de terceiros. O risco de variação dos juros sobre o descasamento de prazos e indexadores entre ativos e passivos também é repassado na precificação como risco de perda.

Texto para DiscussãoFERNANDO COSTA Capítulo do Livro Agenda Desenvolvimentista – Financiamento Interno em Longo Prazo set2013