Deus: Uma Superstição?

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Karen Armstrong nasceu no dia 14 de novembro de 1944, em Wildmoor, Reino Unido. Aos 17 anos, tornou-se noviça e assumiu o nome de irmã Marta. Deixou o convento quatro anos depois. Estudou literatura inglesa na Universidade de Oxford. Sua formação religiosa ficou expressa em seus principais livros: ”Jerusalém – Uma Cidade, Três Religiões” (2000), “Maomé – Uma Biografia do Profeta” (2002). Em sua opinião, a violência e a intolerância não são elementos inevitáveis no “DNA cultural” das religiões, mas sim efeitos colaterais da aliança entre fé e política, para os quais as tradições religiosas são capazes de desenvolver antídotos pacifistas.

Como ex-freira, Armstrong passou as últimas décadas produzindo documentários e escrevendo livros que investigam a história das grandes tradições religiosas. “A ética da compaixão é o centro de todas essas grandes tradições, e é preciso retomá-la”, argumenta.

Como um novo tipo de ideologia – o extremismo religioso como o jihad – passou a nortear a geopolítica internacional, fiquei curioso em ler sua entrevista concedida a Reinaldo José Lopes (FSP, 07/05/13). Ela disse que “o ateísmo radical é produto do fundamentalismo“. Em princípio, tendo a discordar dessa opinião, aliás, do próprio adjetivo “radical” para o ateísmo. Não é possível ser “mais ou menos” ou moderamente ateu, tipo “Graças a Deus, não acredito em Deus”…

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Ônus Demográfico nos Estados Unidos

PEA nos EUA

Ben Casselman (The Wall Street Journal apud Valor, 30/04/13) informa que os americanos estão saindo da força de trabalho em números sem precedentes. Mas a tendência está mais ligada à aposentadoria dos chamados “baby boomers”, pessoas nascidas entre o fim da Segunda Guerra e o início dos anos 60, do que com desempregados frustrados que desistem de tentar se recolocar no mercado.

A parcela da população dos EUA que estava trabalhando ou procurando emprego, em março de 2013 ,atingiu seu nível mais baixo desde 1979. Esse número, chamado de taxa de participação, está hoje em 63,3%, abaixo dos 66% de quando a recessão começou. Isso significa que quase 7 milhões de trabalhadores deixaram a força de trabalho.

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Consumismo de Cultura: Daslusp

Legenda: Aula na Casa do Saber divulgacao cultura

Renato Janine Ribeiro (Valor, 22/04/13) denuncia: “a ênfase no consumo traz problemas. Um, econômico: consumir é mais popular do que poupar. Outro, cultural: a tão propalada ascensão dos mais pobres à classe C é medida em termos de renda e de acesso ao mercado. Não é avaliada em função da cultura ou da educação. Em suma, promovemos as pessoas não por algo que elas adquiriram e nunca hão de perder, ao se tornar seu patrimônio inalienável: a cultura, o conhecimento; mas por algo que é vulnerável e efêmero: o consumo.”

Este pouco caso dos consumidores em relação à atitude iluminista – “sapere aude” [“atreve-se a saber”] – é lamentada professor de Ética e Filosofia Política da USP. “Enquanto a democracia se escorar no eleitor-consumidor, ele será perpetuamente infantil”.

A  crítica à sociedade de consumo (e ao consumismo que a acompanha) visa a evitar a mercantilização de todas as atividades humanas, incluindo as necessidades culturais e espirituais. É uma luta contra a civilização do consumo individual, no qual a sociabilidade coletiva aparece como competitiva. O indivíduo deseja ter, para demonstrar ser alguém diferenciado, tal como ele acredita que é o produto que ele consome… Mas os intelectuais reclamam que, lamentavelmente,  os indivíduos da massa popular não buscam se destacar pelo consumo de cultura ou educação.

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Condenação à Aposentadoria

Condenado a ser aposentado

Linda Stern (Reuters, de Washington, apude Valor, 29/04/13) dirige-se a mim com seu aconselhamento já no título: “Considere se divertir mais na fase pré-aposentadoria”. [Mas o que eu estou fazendo?! Eu me divirto trabalhando! Sou feliz assim - e sei disso!]

Mas Linda segue me aconselhando: “Quando você estiver se aproximando dos anos pré-aposentadoria, provavelmente já terá ouvido este conselho centenas de vezes: trabalhe mais. Aperte o cinto. Deposite o máximo de dinheiro possível em seu plano de Previdência Complementar porque você poderá viver até os 100 anos e precisará do dinheiro depois.

Tudo bem, mas e se…

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Paitrimônio

Geração empacada

São conhecidas as seguintes anedotas a respeito de Patrimônio:

“Qual é a diferença entre Patrimônio e Matrimônio? O primeiro é um conjunto de bens; o segundo é um conjunto de males“.

“De que um jovem estudante sobrevive? Ele tem paitrimônio…”

Na vida real dos EUA, com economia norte-americana em crise, a anedota está se tornando a realidade!

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Minha Princesa Virou Rainha… snif, snif…

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Hoje, sou pisado como pano-de-chão, mas eu já fui tratado como toalha-felpuda!

Minha glória máxima, quando estava na Corte brasileira, foi ter sido convidado pela Princesa Máxima da Holanda  para almoçar em sua Embaixada e conversarmos sobre Microcrédito no Brasil. A princesa, de origem argentina e economista com experiência em bancos internacionais, é assessora especial do secretário-geral das Nações Unidas para o Desenvolvimento Financeiro Inclusivo.

Rainha MáximaChegando na Embaixada, levei maior susto: ela era uma princesa tal como eu sonhava quando escutava contos-de-fada! Alta, linda, loura, simpática, risonha… Mas “ninguém é perfeito”, ela já era casada com um Príncipe.

Fiquei tão nervoso que, no coquetel inicial, tomei uma “champã” para me soltar… E que efeito maravilhoso! Consegui apreciar seus sorrisos encantadores durante todo o almoço!

Depois, “como Deus não dá asas para elefante”, tudo acabou, “a carruagem virou abóbora”: voltei à plebe rude… E hoje deparei-me com a notícia: “minha” Princesa virou Rainha da Holanda! Está mais distante…

Concentração de Renda: Bônus e PLR dos Executivos Brasileiros

Bônus de Executivos

Carolina Cortez (Valor, 15/04/13)  noticia que, além de os executivos brasileiros figurarem entre os que recebem os bônus mais altos do mundo, a diferença entre os salários dos diretores e dos analistas sêniores é uma das maiores registradas, segundo pesquisa do Hay Group realizada com 18 mil empresas de médio e grande porte em 100 países.

No Brasil, a remuneração fixa de um executivo do corpo diretivo supera em 10,8 vezes a de um profissional do nível operacional. O resultado coloca o país em terceiro lugar no levantamento, atrás apenas da Índia e do México, onde essa relação é de, respectivamente, 13,8 e 11,4.

As diferenças menores estão em países desenvolvidos, a exemplo do Japão (3,3), da Alemanha (3,5), e dos Estados Unidos (4,1). Esses dados estão atrelados ao grau de desenvolvimento econômico e refletem as desigualdades sociais vividas pelos emergentes. No longo prazo, supõe-se, apenas pela fé na autorregulação do mercado, que a tendência seja essa diferença ser cada vez menor. Se não houver regulação legal e/ou conquista social, não há porque essa desigualdade diminuir, desde que os próprios altos executivos acabam estabelecendo suas remunerações com beneplácito das Assembleias Gerais das Empresas controladas pelos acionistas majoritários.

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“Puuuder” durante 2,5 Anos

CEOs em Empresas no Brasil

Quando estive, passageiramente, na alta administração de empresa pública escutei a opinião dos colegas que, na hierarquia da empresa, eram meus subordinados e, naturalmente, tornaram-se meus amigos. Diziam eles um lugar-comum entre funcionários estáveis: “Vocês passam, nós ficamos”…

Stlea Campos (Valor, 17/04/13) informa que “a troca de CEOs no comando de grandes companhias de capital aberto no Brasil está cada vez mais intensa. A taxa de rotatividade no primeiro posto chegou a quase 20% no ano passado (2012), índice que supera a média global de 15% – que, por sua vez, foi a maior registrada desde 2005. O tempo médio de permanência no cargo também está mais curto no país, 2,5 anos, enquanto a média global chegou a 4,8 anos.

“A tolerância ao não cumprimento de metas está menor”, afirma Paolo Pigorini, presidente da Booz & Company para a América do Sul. Coitado dos CEOs tupiniquins… Será que eles aumentam a taxa de maximização do ganho pessoal em tempo menor?

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Subliminar

Subliminar

Liliane Oraggio (FSP – Equilíbrio – 09/04/13) resenha o livro Subliminar (RJ, Zahar, 2013 – 304 págs. – R$ 39,90) e entrevista seu autor. O termo para qualificar ações, informações e sentimentos que ocorrem abaixo do limite da consciência dá o título do novo livro do físico americano Leonard Mlodinow. Nesse novo best-seller, o autor de “O Andar do Bêbado: Como o Acaso Determina nossa Vida” reúne pesquisas para atestar que até as escolhas e decisões que nos parecem mais objetivas são forjadas no inconsciente. Mais que isso, ele incita o leitor a dar mais crédito aos pressentimentos que surgem do “lado escuro da mente”.

“Ex” lado escuro, melhor dizer. Na visão do físico, as tecnologias que permitem o mapeamento do cérebro – vivo e em funcionamento – estão mudando a compreensão sobre a atividade que ocorre abaixo da consciência.

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Promessa de Enriquecimento Rápido: Idiotice Voluntária

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Anna Carolina Rodrigues (FSP, 18/03/13) alerta sobre a promessa de enriquecimento rápido. Em vez do sucesso financeiro fácil, um estudante de administração de 23 anos teve prejuízo de R$ 2.000, depois de se cadastrar como vendedor de uma suposta empresa no ano passado. ”Eles não me falaram do que se tratava até eu chegar a uma reunião que apresentava o negócio”, diz. O processo todo das empresas-pirâmides é misterioso e sedutor. “Mostram vídeos de pessoas que enriqueceram. Fiquei tão empolgado que paguei pela adesão.” Só depois percebeu que havia caído em um golpe. “Era obrigatória a indicação de novos membros e a compra de no mínimo R$ 500 em produtos por mês para receber a comissão pelas indicações”, afirma.

Certas ofertas de trabalho como “ganhe dinheiro sem sair de casa” ou “pergunte-me como ficar rico” são comuns especialmente via internet e inspiram cuidados. Muitas delas podem mascarar esquemas conhecidos como Pirâmides, que são ilegais.

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Finanças Comportamentais e o Excesso de Confiança dos Investidores

Suspensão de Oferta de Investimento

Luciana Seabra e Antonio Perez (Valor, 18/03/13) publicaram matéria interessante sobre “a esperteza (fraudulenta) de certos investidores”. A sedução que muitas propostas miraculosas de investimento exercem sobre pessoas de todos os tipos pode ser explicada pelas Finanças Comportamentais, que estudam justamente a incapacidade dos indivíduos de serem racionais o tempo todo.

Pela linha de pesquisa, que põe em xeque o ser racional das teorias tradicionais, compreendemos como o excesso de confiança pode levar o investidor a ver um golpe como uma oportunidade única, ainda que não tenha entendido muito bem como funciona. Ouvir pessoas que dizem já ter ganhado com o negócio reforça o desejo de fazer parte.

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