Karen Armstrong nasceu no dia 14 de novembro de 1944, em Wildmoor, Reino Unido. Aos 17 anos, tornou-se noviça e assumiu o nome de irmã Marta. Deixou o convento quatro anos depois. Estudou literatura inglesa na Universidade de Oxford. Sua formação religiosa ficou expressa em seus principais livros: ”Jerusalém – Uma Cidade, Três Religiões” (2000), “Maomé – Uma Biografia do Profeta” (2002). Em sua opinião, a violência e a intolerância não são elementos inevitáveis no “DNA cultural” das religiões, mas sim efeitos colaterais da aliança entre fé e política, para os quais as tradições religiosas são capazes de desenvolver antídotos pacifistas.
Como ex-freira, Armstrong passou as últimas décadas produzindo documentários e escrevendo livros que investigam a história das grandes tradições religiosas. “A ética da compaixão é o centro de todas essas grandes tradições, e é preciso retomá-la”, argumenta.
Como um novo tipo de ideologia – o extremismo religioso como o jihad – passou a nortear a geopolítica internacional, fiquei curioso em ler sua entrevista concedida a Reinaldo José Lopes (FSP, 07/05/13). Ela disse que “o ateísmo radical é produto do fundamentalismo“. Em princípio, tendo a discordar dessa opinião, aliás, do próprio adjetivo “radical” para o ateísmo. Não é possível ser “mais ou menos” ou moderamente ateu, tipo “Graças a Deus, não acredito em Deus”…












