Estado do Humor

Noite de Estreias

Diego Viana (Valor-Eu&Fim-de-Semana, 11/07/14) publicou reportagem sobre a próxima FLIP – Feira de Literatura de Paraty, cujo tema será o Humor. Há uma boa passagem sobre o debate a respeito do Estado do Humor no País, quando o PIO (Partido da Imprensa Oposicionista) venera tanto o “mau humor” de O Mercado.

“Esta FLIP coincide com um estado alterado de humor no país. Depois das manifestações de junho do ano passado, entre protestos e denúncias de violência, a polarização política parece ter se ampliado – principalmente na rede mundial de computadores -, favorecendo mais a tensão que a leveza.

“Que há um clima pesado não há duvida”, diz Luiz Fernando Verissimo. “É uma combinação de desencanto com o PT com um anti-petismo virulento, tudo agravado pela proximidade das eleições e o novo protagonismo da internet. Mas não acho que estamos perdendo o humor ou pelo menos a tradicional leveza brasileira de ser.”

O clima mudou, mas não para pior, pondera Antônio Prata. “Acho que perdendo o humor não estamos, mas não é um dos momentos em que se está mais livre, leve e solto por aí. E não sei se isso é necessariamente ruim”, afirma. “Num país que sempre camuflou os conflitos sob uma pátina de alegria, que sempre disse a si mesmo e ao mundo que era pacífico e não tinha racismo nem violência, às vezes é bom falar sério. E as vaias a Dilma [na abertura da Copa] são outro exemplo de que o humor continua vivo entre nós: a fatia da população que mais lucrou com ela no poder toda revoltadinha, mandando-a tomar…, não é hilário?Continuar a ler

Skype Translator

Tradutor simultâneo do Skype

Depois de superar um grande engarrafamento de trânsito em São Paulo, participei de um debate virtual na Fundação Perseu Abramo sobre “Democracia Econômica: Alternativa Robin Hood”. Sem plateia presencial, no entanto, atingiu cerca de 500 expectadores em uma manhã de sexta-feira, dia útil. O interessante é que a outra debatedora, Alessandra Nilo, jornalista e ativista de direitos humanos, falou diretamente de Pernambuco de maneira clara e com visualização perfeita. O uso massivo de video-conferências está sendo um grande avanço em militância virtual, ultrapassando largamente um pequeno público local de “Núcleos de Base” para atingir militantes e/ou expectadores em escala nacional. E por que não? brevemente, em escala mundial!

Leia a notícia abaixo a respeito que possibilitará grande economia de tempo e dinheiro em deslocamentos. Continuar a ler

Não Mapeado: Big Data Como Uma Lente Sobre a Cultura Humana

Uncharted

Jean-Baptiste Michel nasceu em 1982, na França, filho de pai francês e mãe mauritana. Formou-se em Matemática e em Ciência da Computação em Paris, em 2005, vivendo na França até os 25 anos. Concluiu mestrado em Matemática Aplicada e PhD em biologia em Harvard. Trabalhou no Google, e hoje mora em Nova York. Dirige a Quantified Labs (http://www.quantifiedlabs.com/), que criou em parceria com Thomas Annicq. Cocriador do https://books.google.com/ngrams/info (click no link) e do livro “Uncharted

Rodolfo Lucena (FSP, 007/04/14) informa que ele busca criar uma superlente digital capaz de bisbilhotar a produção intelectual dos últimos dois séculos. Essa é a história contada em “Uncharted: Big Data as a Lens on Human Culture” (“Não Mapeado: Big Data Como uma Lente Sobre a Cultura Humana“), escrito pela dupla de cientistas Erez Aiden e Jean-Baptiste Michel.

Ambos são pesquisadores com interesses em múltiplas áreas. Aiden tem doutorados em Matemática e Engenharia Biomédica, além de mestrado em História. Michel abandonou a academia e comanda sua própria empresa, que constrói aplicações com grandes quantidades de dados — tem mestrado em matemática e doutorado em biologia.

Os dois se conheceram em Harvard e descobriram o interesse comum de trabalhar com “big data“. O objeto do estudo foi o Google Books, “uma biblioteca digital cujo objetivo era abranger todos os livros escritos”. Resultado: o Ngram Viewer, apresentado em dezembro de 2010, buscador capaz de determinar a incidência de um termo e comparar seus registros em milhões de livros.

Em “Uncharted“, lançado em dezembro, Aiden e Michel comentam várias aplicações divertidas da ferramenta (https://books.google.com/ngrams/info).

Nesta entrevista, Michel conta mais sobre o trabalho. Continuar a ler

Tudo que eu sempre quis saber sobre Economia eu aprendi no namoro on-line

sapo_principe

Em setembro do ano passado, fui convidado a dar a Palestra de Encerramento do Encontro Anual de Economistas da Bahia. Depois houve um coquetel comemorativo. Foi quando se aproximou de mim, timidamente, um jovem que se apresentou mostrando-me um artigo dele publicado na revista que estava sendo lançada. Para minha surpresa, disse-me: “Conclui o Curso de Mestrado em Economia na UFBA, mas comecei mesmo a aprender Economia quando passei a ler seu blog!” Sensibilizou-me e vi que tinha sentido essa minha atividade de blogueiro exercida desde 22/01/2010. E para dizer que não tenho orgulho dela, hoje, por acaso, visitei um site de um economista neoliberal bastante conhecido, que está sempre na mídia e dá consultoria para o candidato Aécio Neves. O número de visitas registrado nele era 1/4 deste modesto blog! :)

A resenha abaixo trata de assunto correlato: aprender Economia lendo sites e blogs. Devo dizer que também minha motivação para ver que fazia sentido o que eu estava estudando na graduação de Economia surgiu quando passei a ler a Imprensa Alternativa — Opinião, Movimento, Em Tempo — no meu período da FACE-UFMG (1971-1974). Foi durante a ditadura militar, quando a imprensa era muito censurada.

Renata D’Elia (Valor, 29/03/14) informa que, auando Paul Oyer, um economista da Escola de Negócios da Universidade Stanford, nos EUA, aderiu aos sites de relacionamento para tentar encontrar sua cara-metade, percebeu que o mundo da paquera on-line era mais parecido com o mercado econômico do que ele imaginava – e mais interessante também. Como resultado, escreveu o livro “Everything I Ever Needed to Know About Economics I Learned from Online Dating” (Tudo que eu sempre quis saber sobre Economia eu aprendi no namoro on-line), em que aplica lições da Economia ao mercado do namoro na internet.

Continuar a ler

Aplicativos de Leitura Rápida

SpritzTeste sua LeituraPílulas Literárias

Yuri Gonzaga e Paulo Werneck (FSP-Tec, 24/03/12) perguntam: Que tal ler este texto, que na velocidade média de leitura levaria dois minutos, em 26 segundos? É o que oferecem recém-lançados aplicativos e sites que imitam a técnica de leitura dinâmica.

A empresa americana Spritz fez barulho ao apresentar seu software no fim do mês passado por prometer livros lidos em algumas dezenas de minutos, e mensagens finalizadas em segundos. Como? Ao exibir as palavras de um texto em sequência ultrarrápida e no mesmo lugar.

Isso torna desnecessário o movimento dos olhos e suprime a “vocalização” mental, que desaceleram a leitura.

A técnica, conhecida como RSVP (apresentação visual rápida e em série), não é novidade, mas o Spritz — que lançou uma versão para programadores — é pensado especificamente para telas diminutas.

Continuar a ler

Mens Insana in Corporis Sano: Curto Circuito Cerebral

[image]

Gary Marcus é professor de Psicologia da Universidade de Nova York e escreve com frequência sobre Ciência e Tecnologia no blog da revista “New Yorker“. Christof Koch é diretor científico do Instituto Allen para a Ciência do Cérebro, em Seattle. Ambos (WSJ, 24/03/14) perguntam:

  1. O que você daria por um chip de retina que lhe permitisse enxergar no escuro?
  2. Ou pela próxima geração do implante coclear, que lhe desse o poder de escutar qualquer conversa num restaurante barulhento?
  3. Ou por um chip de memória, ligado diretamente no hipocampo do cérebro, que fizesse você se lembrar de tudo que lê?
  4. Ou ainda pelo implante de uma interface com a internet que traduzisse, automaticamente, um pensamento em uma busca on-line e projetasse um resumo de uma página da Wikipédia diretamente no seu cérebro?

Ficção científica? Talvez não por muito tempo. Implantes cerebrais estão hoje onde a cirurgia ocular a laser estava há algumas décadas. Eles não estão livres de risco e só têm sentido para um conjunto definido de pacientes, mas são um sinal do que vem pela frente.

Continuar a ler

Ser Famoso É Legal, Mas Melhor É Ser Normal…

Vou_ser_Famoso

Aristóteles é a pessoa mais famosa do mundo. E Jesus Cristo vem em terceiro lugar entre Platão e Sócrates. Hitler em décimo-quarto e Marx em trigésimo-oitavo. E daí? O mundo é tão sábio como os filósofos gregos?!

Este é o “ranking dos famosos” segundo um projeto criado para “mapear a produção cultural do planeta” pelo laboratório de mídias do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts). A imprensa mundana o divulgou como fosse mais uma “lista de celebridades“. Só que estas não são descerebradas

O trabalho listou os países e as pessoas que mais influenciaram a cultura no mundo.

O projeto Pantheon coletou e analisou dados sobre a produção cultural no mundo todo de 4.000 a.C. até 2010.

Continuar a ler