BM&FBovespa: Terceira Maior Bolsa de Valores do Mundo

Bovespa X Outras Bolsas de Valores

Aline Cury Zampieri (Valor, 14/05/13) informa que a BM&FBovespa é a terceira maior bolsa do mundo, com capitalização de mercado de US$ 14,210 bilhões, segundo números divulgados pela própria bolsa. Perde para a CME, nos Estados Unidos, com capitalização de US$ 20,248 bilhões, e para a bolsa de Hong Kong, com US$ 19,9 bilhões. A bolsa mexicana está na 15ª colocação, com capitalização de US$ 1,7 bilhão.

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Infográfico de Previdência Privada

infografico-previdencia-privada

Recebi a seguinte mensagem da Priscila Vitalino:

Olá, Professor Fernando, tudo bem?

Acompanho o blog (http://fernandonogueiracosta.wordpress.com/) faz pouco tempo, pois me interesso por mercado imobiliário, investimentos em geral e admiro a forma de como você demonstra e trata o conteúdo.

Bom, eu participei da produção de um infográfico que fala sobre “Previdência Privada” e acredito que seria um ótimo conteúdo para seus visitantes, pois contém várias curiosidades interessantes e dicas excelentes para serem utilizadas.

Segue o link do infográfico:
http://www.infomoney.com.br/infograficos/previdencia-privada

Caso goste da idéia de publicar o infográfico, me encaminhe, por favor, o link da divulgação e me avise para que eu ajude divulgando nas redes sociais.

Muito obrigada pela sua atenção!

Atenciosamente,

Preparação Financeira para Aposentadoria

Nova realidade da Previdência Complementar

Antonio Perez e Karla Spotorno (Valor, 19/03/13) avaliam que “a queda da taxa de juros para o menor nível da história abalou os alicerces do mundo dos investimentos no Brasil. Ainda meio atordoado pela redução aguda da rentabilidade das aplicações financeiras simples e de alta liquidez – como fundos DI e Certificados de Depósito Bancário (CDBs) de grandes instituições -, o investidor precisa refazer as contas e ajustar a rota se quiser alcançar o rendimento a que estava habituado. O desafio é maior para quem já está na reta final para a aposentadoria e tem que alterar planos traçados há 10 ou 15 anos. Quem já passou da casa dos 50 anos e se imaginava muito próximo de viver confortavelmente com o dinheiro acumulado durante décadas de trabalho experimenta uma espécie de tensão pré-aposentadoria“.

Rentistas: – “Eu era feliz e não sabia…”

Evolução das Aplicações Financeiras 1 T 2013

Na era dos juros no menor nível da história, as aplicações de renda fixa – fundos DI, CDBs e a velha caderneta de poupança – estão perdendo da inflação. Na renda variável, o Índice Bovespa, principal termômetro do mercado acionário local, se encaminha para marcar em março de 2013 a terceira queda mensal consecutiva. E nem mesmo o índice de “small caps”, que serviu de refúgio no ano passado, deve escapar do mau desempenho. Depois de subir 28,67% em 2012, o indicador que espelha o desempenho de ações de empresas de pequeno porte cai 5,11% neste ano até o dia 25 de março de 2013. é a de que ganhos reais e sem risco no curto prazo se tornaram raros. A palavra de ordem, seja na bolsa (renda variável), seja na renda fixa, é prudência.

Depois de amargar perdas reais expressivas nos três primeiros meses do ano, as aplicações financeiras renda fixa poderão ter melhor resultado no segundo trimestre? “A perspectiva de arrefecimento da inflação e do início de um processo de alta da taxa básica de juros (Selic) pode dar algum alento às aplicações atreladas ao Certificado de Depósito Interfinanceiro (CDI)”, afirmam especialistas consultados pelo Antonio Perez (Valor, 27/03/13). Não que dê para esperar uma grande rentabilidade real, mas uma diminuição das perdas ou até algum pequeno ganho acima da inflação.

Segundo o boletim Focus, compilado do Banco Central (BC) com as projeções de mais de cem instituições financeiras, a expectativa é de que a Selic, hoje em 7,25%, encerre o ano em 8,50%, o que significa uma alta de 1,25 ponto percentual. Para o IPCA, a estimativa é de variação de 5,71% este ano. A distância entre a inflação e os juros vai aumentar, mas continuará muito apertada, sobretudo quando se pensa nos níveis históricos a que o investidor estava acostumado. Na renda fixa, especialistas dizem que “não dá mais para ganhar com aplicação atrelada ao CDI. O investidor terá que arriscar com papéis prefixados ou ligados à inflação, aceitando a volatilidade do curto prazo”. A questão para o trabalhador, na verdade, não é essa, mas sim como ele não perderá, em termos reais – e mesmo nominais -, no mercado financeiro.

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Comunicação Perecível e Volatilidade Especulativa

Efeito Tombini

O Mercado já sacrificou seu “bode expiatório” preferido – o Banco Central – por conta de seu erro de avaliação do comportamento do próprio “bode”! E a imprensa, como sacerdote que sacrifica a oferenda, já sacramentou essa versão.

Lucinda Pinto (Valor, 15/03/13) avalia que “a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central levou o mercado de juros futuros mais uma vez a convergir para a aposta de que a taxa Selic não sobe em abril de 2013. Um aperto da política monetária deve começar apenas em maio e em um ritmo mais brando, de 0,25 ponto percentual. O temor que parece crescer é o de que a alta sequer venha no primeiro semestre.”

MtM: Marcação a Mercado ou Perda Real por Falsa Avaliação de O Mercado

Sob pressão

Para tentar dar um pouco mais de segurança aos investidores, surgiram as aplicações financeiras indexadas. A principal função dos investimentos indexados é informar ao investidor que a aplicação terá perspectiva de certa rentabilidade. São modalidades vinculadas ao desempenho de determinado índice de referência do mercado, tanto de renda fixa quanto variável.

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IPO = IPI

Initial Public OfferingUnknownFazer lançamento primário de ações em momento desfavorável do mercado pode fazer com que as captações fiquem muito aquém do que desejavam os empreendedores no planejamento da oferta. A comparação ilustrativa dessa decepção é a curiosa equação IPO = IPI, pois é como “vender um automóvel logo após a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), quando os preços dos novos despencam, assim como os dos usados”. Uma oferta fracassada representa risco de imagem tanto para a companhia que tentou realizar um IPO (Ofertas Públicas Iniciais na sigla em inglês) quanto para os bancos coordenadores da operação.

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Capitalismo Eike Batista

Captura de Tela 2013-03-06 às 11.13.47CAPITALISMO IDEAL – Você tem duas vacas. Vende uma e compra um touro. Eles se multiplicam, e a economia cresce. Você vende o rebanho e aposenta-se, rico!

CAPITALISMO EIKE BATISTA – Você não tem nenhuma vaca. Vende para um fundo de pensão americano 30% da Centennial Cow LLC por US$1 bilhão de dólares, e compra 1 milhão de vacas por R$ 1.000 reais cada. Você contrata a melhor equipe de engenharia genética do país por US$ 5 milhões de dólares por ano, e estima que os netos das vacas valerão R$ 8.000 cada. Faz um business plan no PowerPoint e vende 20% da COWX no maior IPO da história, por US$10 bilhões. No final você tem 56% da COWX, empresa que vale R$ 80 bilhões na Bovespa, já com a promessa de liderar a consolidação do mercado global de carne. Aparece entre os top 50 da Fortune em oitavo lugar… e avisa ao Bill Gates que está chegando!

O Brasil foi um dos países que mais aumentaram seu total de bilionários nos últimos 12 meses, mas também é a origem do maior “perdedor”: o empresário Eike Batista.

Com desvalorizações expressivas nas ações das empresas do seu grupo, a fortuna de Eike caiu 65%, e ele, que era a sétima pessoa mais rica na lista da “Forbes” de 2012, com US$ 30 bilhões, agora é o 100º, com um patrimônio de US$ 10,6 bilhões.

A diferença entre a fortuna de Eike e a do homem mais rico do mundo (um dos objetivos públicos do empresário brasileiro) aumentou de US$ 39 bilhões para US$ 62, bilhões. O mexicano Carlos Slim lidera o ranking da revista pelo quarto ano seguido, com US$ 73 bilhões.

Eike não é o único famoso entre os perdedores. Mark Zuckerberg, fundador e presidente-executivo do Facebook, caiu do 35º para o 66º lugar e sua fortuna encolheu 24%, para US$ 13 bilhões.

O mesmo não aconteceu com o brasileiro Eduardo Saverin, cofundador da rede social. Ele, que vem se desfazendo de sua participação na empresa (em torno de 5%), sofreu menos com o tombo das ações do Facebook e sua fortuna cresceu de US$ 2 bilhões para US$ 2,2 bilhões.

Os papéis do Facebook caíram cerca de 27% desde que a empresa começou a negociá-los em Bolsa de Valores, em maio do ano passado.

O patrimônio do megainvestidor americano Warren Buffett não se desvalorizou, mas o aumento de US$ 44 bilhões para US$ 53,5 bilhões não foi suficiente para mantê-lo em terceiro lugar no ranking. Esse posto agora é do espanhol Amancio Ortega (dono da Inditex, mas conhecida pela rede Zara), com US$ 57 bilhões.

No total, a lista da “Forbes” tem 1.462 bilionários, com um patrimônio US$ 5,4 trilhões (cerca de 8% do PIB mundial em 2011). O ranking tem 210 novatos, como a designer norte-americana Tory Burch e o italiano Renzo Rosso, cofundador da Diesel (jeans).

O Brasil foi, ao lado dos EUA, da China e da Rússia, um dos países que mais se destacaram na entrada de bilionários no ranking da “Forbes”, com dez novos nomes. São 46 brasileiros no total.

Entre as novidades, está o bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus: sua colocação é 1.268º no mundo, com fortuna de US$ 1,1 bilhão. Vejam o efeito Teologia da Prosperidade!

Silvio Santos, como a própria revista já havia antecipado, também consta da lista, com US$ 1,3 bilhão, na 1.107ª posição. Depois de uma bancarrota, seu banco quebrado, o PanAmericano, foi comprado (mal) pela Caixa e (bem) pelo BTG-Pactual do André Esteves, outro bilionário brasileiro na lista.

Outro ingressante é Walter Faria, da cervejaria Petrópolis. Ele está na 272ª posição, com US$ 4,6 bilhões.

O líder entre os brasileiros é Jorge Paulo Lemman (33º), do grupo AB InBev, com US$ 17,8 bilhões. Ele é seguido no país pelo banqueiro Joseph Safra (US$ 15,9 bilhões) e por Antônio Ermírio de Moraes e família (Votorantim), com fortuna de US$ 12,7 bilhões.

Volume de Recursos Financeiros Circulante na Economia Mundial

Volume de recursos financeiros no mundo

Global Stock de Equities and BondsGlobal cross-border capital flows

Artigo de David Wessel (Wall Street Journal apud Valor, 01/03/13) avalia o pós-crise de 2008, em que mergulhou a economia mundial, inclusive a brasileira, na “segunda perna do W. Ele revela o volume de recursos financeiros que circula na economia mundial. Reproduzimos abaixo o artigo baseado em Financial Globalization: Retreat or Reset?

“Já se passaram quase cinco anos desde o colapso do banco de investimentos Bear Stearns, o primeiro dominó a cair na crise financeira de 2008. Hoje está claramente visível que havia excesso de tomada de risco e de crédito, principalmente por parte das grandes empresas financeiras. A economia mundial ainda está sofrendo as consequências.

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BTG + EBX = XIIIS!!!

André Esteves

Vanessa Adachi e Ana Paula Ragazzi (Valor, 08/03/13) anunciam que “o empresário Eike Batista poderá, finalmente, respirar aliviado, depois de chegar muito próximo de esgotar o fôlego financeiro de seu grupo, o EBX, de ver o valor de suas empresas em bolsa definhar e, por consequência, perder o acalentado posto de homem mais rico do país. O empresário fechou, no dia 06/03/13, um acordo com o banqueiro André Esteves, dono do BTG Pactual, que ajudará a injetar crédito e capital nos projetos do grupo”.

O acordo, chamado de “cooperação estratégica de negócios“, prevê ainda que o BTG prestará assessoria financeira ao grupo EBX, e irá além, envolvendo-se na administração propriamente do negócio, por meio de um comitê de gestão e estratégia financeira, que se reunirá semanalmente. O grupo como um todo precisa melhorar sua estrutura de capital.

“O BTG poderá adicionar capacidade de execução e algum capital à grande capacidade de formulação de projetos de Eike Batista”, disse um executivo que participou da costura do acordo.

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“O Mercado”: Míope e Punitivo

Milken Institute Global Conference

A lista de bilionários do mundo inteiro da revista americana de negócios “Forbes”, divulgada em 04/03/13 pela publicação, mostra que a participação dos brasileiros registrou uma importante baixa. Como esperado, Eike Batista, controlador do grupo EBX, caiu. O empresário, que em 2012 ocupava a sétima posição no ranking, agora aparece em centésimo.

Eike perdeu cerca de 65% de sua fortuna de 2012 para 2013, revela a “Forbes”. Na passagem de ano anterior, ele havia mantido o patrimônio em aproximadamente US$ 30 bilhões.

O dono da OGX, da MMX e da LLX deixou também de ser o mais rico do Brasil. Com fortuna estimada em US$ 10,6 bilhões pela revista, ele aparece agora em quinto lugar no país. Jorge Paulo Lemann, um dos donos da Ambev — e agora controlador da Heinz — ficou na primeira posição brasileira, com US$ 17,8 bilhões. Globalmente, ele é o 33º colocado.

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Portabilidade entre Fundos de Pensão Abertos

Portabilidade na Previdência Privada

Karla Spotorno (Valor, 19/02/13) informa a respeito da portabilidade entre fundos de pensão, direito que qualquer cliente possui, mas muitos não o conhecem e, portanto, não o usam. Entretanto, os que sabem disso ainda são poucos, mas já são mais numerosos. No ano passado, o número de investidores que fizeram a portabilidade de seus planos de previdência privada aumentou mais de 22%. Foram 57,7 mil clientes que decidiram migrar seus recursos para outra seguradora ou mesmo entre fundos de previdência da mesma companhia. Em valores, movimentaram quase R$ 5,7 bilhões, 48% a mais do que em 2011. Os motivos para a migração são diversos. Leva-se em consideração o descontentamento com a seguradora à qual confiou suas economias por anos. Sem sucesso em sua tentativa de ser melhor atendida, o cliente não teve dúvidas: fez a portabilidade e hoje é cliente de outras seguradoras.