Perda de Market-Share das Exportações Brasileiras

Market-share das exportações brasileiras

Renata Agostini (FSP, 07/05/13) informa que o Brasil vem perdendo espaço em todos os seus principais mercados no exterior.  A consequência dessa perda tem sido alta para as contas do país: só neste ano, já deixou de ganhar pelo menos US$ 6 bilhões com exportações. O valor hipotético corresponde ao que o país teria vendido para China, Estados Unidos, União Europeia e Argentina nos dois primeiros meses deste ano caso tivesse mantido a mesma participação nas importações totais desses blocos em 2012. Os quatro mercados são destino de mais de metade dos produtos brasileiros que seguem para o exterior.

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Déficit no Balanço Comercial

Balanço Comercial 1 Q 2013 Fonte: FSP, 03/05/13

Balanço Comercial abril 2013Fonte: Valor, 03/05/13

Parou por que? Por que parou?! Um mineiro desterrado (eu) diria: – Uai, porque a demanda externa por commodites parou…

No caso desse determinante, não há maxidesvalorização cambial que dê cabo do problema, porque, no limite, o choque cambial provocaria um encadeamento de choques: inflacionário, salarial, monetário ou de juros, o que desarranjaria o mercado interno que ainda sustenta o crescimento da renda e emprego no Brasil.

No entanto, um mineiro especialista, prudentemente, leria os dados mais profundamente e daria outro diagnóstico. Leia o artigo de Leonardo Pontes Guerra (Valor, 02/05/13), economista, doutor em geografia pela PUC-MG, chefe da assessoria econômica do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, justificando o mau resultado do comércio externo brasileiro no primeiro quadrimestre do ano corrente pelas compras e vendas de Petróleo.

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Perspectivas da Economia Mundial segundo o FMI

Últimas Projeções do FMI abr 2013

Olivier Blanchard, autor de conhecido manual de Macroeconomia e atual economista-chefe do FMI, falou na apresentação dos dois primeiros capítulos do FMI – Perspectivas da Economia Mundial abril 2013, divulgado no dia 16/04/13 na reunião de primavera do FMI e do Banco Mundial, em Washington.

Sérgio Lamucci (Valor, 17/04/13) resumiu sua fala. As perspectivas globais melhoraram nos últimos seis meses, embora o caminho para a retomada nas economias avançadas deverá continuar acidentado, segundo análise do Fundo Monetário Internacional. A instituição prevê uma expansão do PIB mundial de 3,3% neste ano, um pouco abaixo dos 3,5% esperados em janeiro. “As autoridades nas economias avançadas foram bem sucedidas em desarmar as duas maiores ameaças à recuperação global, uma ruptura da zona do euro e uma contração fiscal abrupta nos EUA que seria causada pelo abismo fiscal (a combinação de alta de impostos e corte de gastos)”, diz o FMI, que manteve a projeção de um PIB global de 4% em 2014.

O economista-chefe do FMI, Olivier Blanchard, destacou que espera um crescimento ainda forte nos países emergentes e uma bifurcação no ritmo de expansão dos EUA e da Europa, com a economia americana avançando a um ritmo razoável e a zona do euro registrando mais uma retração. É uma retomada em três velocidades, disse ele, retomando a imagem usada na semana passada pela diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde.

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Espanto: Economistas Admitem Erro!

espanto

Levantei um susto quando li a manchete da notícia: “Economistas admitem erro em estudo que liga dívida à baixa expansão”. Estudo Economia há mais de 40 anos e nunca vi isso! Economistas, humildemente, confessando que não são onipotentes…

Robin Harding e Chris Giles (Financial Times apud Valor 18/04/13) afirmam que “o alvoroço provocado por um estudo divulgado em 2010 pelos economistas Kenneth Rogoff e Carmen Reinhart realça um problema essencial de todas as pesquisas sobre o endividamento elevado e a austeridade fiscal: não há muitos dados disponíveis porque a ocorrência de ambos é rara“.

No dia 17/04/13, Reinhart e Rogoff – ambos economistas da Universidade Harvard – deram uma resposta mais detalhada às críticas ao seu influente estudo, que mostrava que os países com dívida pública equivalente a mais de 90% de seus PIBs apresentam crescimento mais lento. Um grupo da Universidade de Massachusetts, em Amherst, repetiu suas análises, usando os mesmos dados, e afirmou que “erros de compilação, a exclusão seletiva de dados disponíveis e a ponderação não convencional de resumos estatísticos levaram a erros graves” no estudo. Enquanto Reinhart e Rogoff chegaram a um crescimento econômico médio de – 0,1% e a uma mediana de 1,6% nos países com endividamento correspondente a mais de 90% do PIB, os economistas que contestaram o estudo surgiram com uma média de 2,2%.

A discussão desperta atenção porque o resultado vem sendo amplamente citado desde 2010 como um motivo para a adoção de políticas fiscais rígidas – um debate que continua, uma vez que o mundo luta contra um crescimento econômico fraco.

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Apresentação da Chefe da Assessoria Econômica do Ministério do Planejamento

Novos Motores de Crescimento

Esther Dweck, Chefe da Assessoria Econômica do Ministério do Planejamento e Professora Adjunta – IE/UFRJ, fez uma apresentação muito didática no Seminário da RedeD-CGEE, no dia 18/04/13, realizado no IE-UNICAMP. Gentilmente, ela nós enviou sua apresentação feita a partir de gráficos com longas séries temporais, o que ajuda visualizar os problemas macroeconômicos enfrentados pela política econômica. Como ministrarei o Curso de Política e Planejamento Econômico (PPE), no próximo semestre, ela me será muito útil.

CompartilhoApresentação ESTHER DWECK – 2013_04_18_Seminario REDED-CGEE_UNICAMP_Política Econômica e Crescimento

Influência Política dos Banqueiros

Resumo das Perspectivas Teóricas do Estado

Noticiou-se o retorno do debate no Congresso de projeto de lei que transforma o Banco Central do Brasil em independente do governo através de mandatos desencontrados de seus diretores e da Presidência da República. A esquerda sempre adotou a hipótese de que a independência em relação ao governo significará, na prática, a “privatização da gestão do Banco Central”, isto é, ele se tornará dependente de O Mercado e um Quarto Poder Tecnocrata não eleito.

Dado esse debate, achei muito interessante ler e participar da banca julgadora da Tese de Doutorado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Ciência Política da Unicamp para obtenção do título de Doutor em Ciência Política pelo candidato Luiz Carlos de Andrade Kessler, cujo orientador foi Prof. Dr. Valeriano Mendes Ferreira Costa, realizada em 03/04/2013. Exponho abaixo minha arguição.

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“Aqui tem uma galinhagem de que o Banco Central tem que ser independente” (Delfim Netto)

Delfim Netto - Foto de Rodrigo Paiva

O debate sobre concessão de Independência do Banco Central do Brasil está sendo retomado no Congresso Nacional. Vale a pena ler a declaração do ex-Ministro Delfim Netto a respeito do tema em entrevista concedida à Infomoney.

“A demora do Banco Central em subir os juros tem gerado uma série de críticas no mercado financeiro. Os questionamentos vão de uma suposta leniência com a inflação até sobre uma possível falta de autonomia do Banco Central para tomar medidas impopulares sob o governo Dilma. Para o professor e economista Delfim Netto, entretanto, as duras críticas não fazem sentido. “O Tombini não é sujeito de fazer o que mandam”, dispara Delfim, que comandou os ministérios da Fazenda, da Agricultura e do Planejamento durante 13 anos do regime militar e também foi deputado federal por duas décadas. “No instante em que o BC decidir que precisa subir os juros, vai subir os juros. Se não deixar, ele [Tombini] pega o chapéu e vai embora. Aí, sim, teremos um problema.” Leia a seguir os principais trechos da entrevista ao InfoMoney:

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Atração de Capital e Criação de Empregos

IED 2010 A 2012 Taxa de Desemprego e Empregos Formais criados 2007-2013 Leia mais: BCB – Apresentação – CAE – abril 2013

Relatório de Inflação – Março/2013

 

Livro “Dívida Pública: A Experiência Brasileira”

Evolução da Composição da Dívida Pública 2003-2013

A Secretaria do Tesouro Nacional, em parceria com o Banco Mundial, lançou em 17 de agosto de 2009, o livro “Dívida Pública: A experiência brasileira“. A publicação explora a experiência do país no gerenciamento da dívida pública, em documento único, ao abranger desde os primeiros registros de endividamento brasileiro até o atual estado de administração da Dívida Pública Federal.

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Estratégia do Plano Anual de Financiamento (PAF) do Tesouro Nacional

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Composição da Dívida Pública dez 2012

Lucinda Pinto (Valor, 18/03/13) entrevistou o subsecretário do Tesouro Nacional (TN), Paulo Valle, que é “o cara” no Ministério da Fazenda em matéria de administração da dívida pública. A instabilidade das taxas de juros, observada recentemente, não coloca em risco o cumprimento do Plano Anual de Financiamento (PAF) deste ano. Para ele, a alta dos juros de longo prazo tem atraído investidores para as Notas do Tesouro Nacional – série F (NTN-F), papéis prefixados de longo prazo, tanto estrangeiros quando locais, em busca de um rendimento mais alto. “Os fundos de investimento ficavam bem tranquilos, quando os juros eram mais altos, porque era fácil tomar a decisão e aplicar em títulos. Agora, a ponta curta perde da poupança.”

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Autonomia Relativa do Banco Central do Brasil

Juros na Era Dilma

Divergências sobre usar ou não os juros para conter a inflação em uma economia que já cresce pouco criam tensões recorrentes entre O Governo e O Mercado. Em Durban, na África do Sul, a presidenta Dilma Rousseff, respondendo a uma pergunta do serviço de tempo real do Valor, no dia 27/03/13, sobre pressões inflacionárias, disse que o combate à inflação com medidas de desaquecimento econômico é uma “política superada”, um “receituário que quer matar o doente”. Foi o suficiente para derrubar imediatamente as taxas de juros futuros e as expectativas que davam como provável uma alta da taxa Selic no curto prazo. Vale, então, recordar o debate a respeito da autonomia relativa do Banco Central do Brasil.

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Investimentos: Decisões de Retorno em Longo Prazo

miopia“O mercado financeiro”, dizem seus representantes, “está receptivo a papéis de empresas que estão crescendo com gestão competitiva e modelo de negócio comprovado”. Entretanto, será que seus participantes tem consciência de que estão assumindo postura Ponzi? Reconhecem-se como míopes, ou seja, enxergam o próximo e não longe?

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