Sete Lições Para Recuperar Uma Economia

7 Lições para Recuperar EconomiaDavid Wessel (The Wall Street Journal apud Valor, 26/04/13) avalia que, uma geração atrás, uma situação de 7,6% de desemprego seria considerada uma recessão grave nos Estados Unidos. Agora, é um sinal de melhora e motivo de inveja para ministros da Fazenda de vários países. Nos 17 países que usam o euro, o desemprego está em 12% e continua subindo; o da Espanha chegou a 27%. A economia britânica se contraiu em 10 dos últimos 19 trimestres.

Será que isso é o melhor que podemos fazer?

Muitos livros foram escritos, e outros virão, sobre como evitar uma nova crise financeira. Mas eis aqui uma questão importante: O que os últimos anos nos ensinaram sobre como acelerar a recuperação depois que uma economia sofre um grave choque financeiro? Não é uma tarefa fácil e, como esse episódio ainda não acabou, ninguém pode saber as consequências finais do que já foi feito. Dito isto, algumas lições iniciais parecem claras:

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Democracia e a Revolução Capitalista

bresserRecebi a mensagem abaixo do caro professor Luiz Carlos Bresser-Pereira. Compartilho o texto enviado: Luiz Carlos Bresser-Pereira – Democracy-capitalist-revolution

Dear friend,

Attached is the paper “Democracy and capitalist revolution” that has just been published. It took many years to write. Actually, the basic idea came to me in the late 1970s when I wrote a collection of articles on the beginning of the Brazilian transition to democracy, which were assembled in the book O Colapso de uma Aliança de Classes (1978). I wrote the present article in the last eight years, counting for it with the contributions of many friends and journals’ reviewers.

I hope it will interest you.

Best,

Bresser.

Monetarismo de Mercado

MA: Portrait of Economist Scott Sumner

Sérgio Lamucci (Valor – Eu&Fim-de-Semana – 05/04/13) informa que “o termo monetarismo de mercado surgiu em setembro de 2011, ao ser cunhado pelo economista dinamarquês Lars Christensen, chefe de pesquisa para mercados emergentes do Danske Bank. A nova escola econômica, diz ele, havia surgido como uma forma de resposta à crise, e também ao que ele via como “uma falha analítica de economistas do ‘mainstream‘, comentaristas econômicos e autoridades para compreender as causas da crise”. Em contraste com o pensamento econômico tradicional, que vê como causas da Grande Recessão uma crise bancária, os monetaristas de mercado apontam a fonte dos problemas numa desordem monetária, de acordo com Christensen.

Baixe o texto-baseLARS CHRISTENSEN – Market-Monetarism-13092011

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Monetarismo de Milton Friedman: Controle Geral da Oferta de Moeda como Regra

Milton_Friedman_Pensamentos

Agora que já surge uma novidade para os “modernos conservadores”, isto é, a nova-direita pró-mercado, após a ressaca da crise do livre-mercado, antes de abraçar o Monetarismo de Mercado, vale a pena reler Milton Friedman no original. Geralmente, esta leitura os jovens econometristas brasileiros dispensam em nome da leitura dos manuais norte-americanos com “divulgação mastigadinha da última fronteira-do-pensamento”…

O discurso de Friedman, pronunciado no 8º Encontro Anual da American Economic Association, em Washington, DC, 29 de dezembro de 1967, tornou-se obra clássica na história do pensamento econômico (FRIEDMAN, Milton (1968). O Papel da Política Monetáriain CARNEIRO, R. (org.). Os clássicos da economia 2. SP, Atica, 1997. pp. 254-270.). No discurso, ele critica a hegemonia da política econômica keynesiana. Temos de considerar o contexto da exposição sobre o papel da política monetária por Friedman, em que, de fato, havia hegemonia intelectual dos seguidores dessa política keynesiana, na equipe econômica do governo norte-americano. A primazia era a promoção do pleno emprego. A prevenção da inflação era um objetivo secundário.

Friedman, nesse discurso, destaca os limites da política monetária discricionária de ativismo da demanda. Argumenta que  a autoridade monetária não pode usar seu controle sobre quantidades nominais, para fixar, em nível predeterminado a priori, qualquer quantidade real: a taxa de juros real, a taxa de desemprego, o nível da renda nacional real, e/ou a quantidade de moeda real. Portanto, vale refletir a respeito da razão dessa proposição, monetaristas de mercado!

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Argumento de Autoridade

Delfim NettoTenho me espantado como tem crescido a arrogância juvenil de estudantes que começam a estudar algum método econométrico, que consideram “científico” e “moderno”, e passam a atacar todos aqueles que não compartilham de sua opinião. Não sabem o mal que fazem a si mesmo – ao desconhecer a dimensão do que ignoram – e a outros. Eles se tornam conservadores e defensores do status quo, supondo que apenas a ortodoxia ensinada nos  EUA é “A Ciência Econômica”, com status similar à Física. Se acreditam que este é o critério de julgamento, deveriam ler alguém que teriam a obrigação respeitar, o decano dos economistas brasileiros, Antônio Delfim Netto, em sua coluna do Valor, 02/04/13. Depois de anos como professor acadêmico, ministro e deputado, ele acumula muito mais saber e experiência de vida do que estes jovens arrogantes formados em Economia ortodoxa. Leiam como ele se manifesta a respeito do confronto entre Economia e Política.

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Interferência Governamental baseada em Teoria Errônea: Lei sobre Usura

Usura e o Justo Juro

John Stuart Mill, em sua obra Princípios de Economia Política (São Paulo, Abril Cultural, 1983: Vol. II, Cap. X, pp. 384-387), originalmente publicada em 1848, explana sobre “Interferências Governamentais baseadas em Teorias Errôneas”, focando no segundo tópico as chamadas “Leis sobre a Usura”. No Brasil, Lei da Usura é a denominação informal atribuída à legislação que define como sendo ilegal a cobrança de juros superiores ao dobro da taxa legal ao ano (atualmente seria a taxa SELIC) ou a cobrança exorbitante que ponha em perigo o patrimônio pessoal, a estabilidade econômica e sobrevivência pessoal do tomador de empréstimo. Nestes casos o emprestador é denominado agiota.

Discute-se, juridicamente, se ainda está em vigor na forma do decreto nº 22.626, de 7 de Abril de 1933, que define as punições e preceitos legais a respeito. Limitou a taxa de juros contratuais a 12% ao ano e proibiu o anatocismocálculo de juros sobre juros.

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Revista Economia e Sociedade (Vol. 21, Número Especial, dez. 2012) – Edição Comemorativa dos seus 20 anos

Numero especial E&S dez 2012

Está disponível para download, no site do Instituto de Economia da UNICAMP e nos links abaixo, o número especial da Revista Economia e Sociedade ( Vol. 21, Número Especial, dez. 2012), comemorativa dos seus 20 anos. Segue um trecho da Apresentação.

“O Brasil assiste, neste início de segunda década do século XXI, a um “momento desenvolvimentista”, ainda que o conteúdo específico deste desenvolvimentismo esteja por ser melhor definido e estudado.

Foi esta a grande motivação para a chamada especial de artigos da qual resulta a presente edição comemorativa de Economia e Sociedade, por ocasião de seus 20 anos. Em torno do tema “Desenvolvimento e desenvolvimentismo(s) no Brasil”, foram submetidos mais de três dezenas de trabalhos, dos quais treze foram selecionados e estampam as páginas que se seguem.

Como é característico de Economia e Sociedade, o resultado apresentado é variado em termos de abordagens, posicionamentos e recortes do tema geral. Mas o conjunto pode ser tomado como amostra significativa da reflexão “desenvolvimentista”, nas suas configurações e clivagens características do momento histórico presente. Este, a despeito dos vários problemas e desafios aqui apontados, contrasta fortemente com o pessimismo predominante no primeiro número da revista, em 1992.

LinkEconomia & Sociedade Vol. 21 Número Especial Dezembro 2012

Leia: BNDES e o financiamento do desenvolvimento – Autores: Ernani Teixeira Torres Filho & Fernando Nogueira da Costa

Desenvolvimento como Liberdade

Amartya Sen

Segundo Amartya Sen, no seu livro Desenvolvimento como Liberdade (São Paulo, Companhia das Letras, 2000), demonstra que o desenvolvimento pode ser visto como um processo de expansão das liberdades reais que as pessoas desfrutam. O crescimento do PIB ou das rendas individuais pode ser muito importante como um meio de expandir as liberdades desfrutadas pelos membros da sociedade. Mas as liberdades dependem também de outros determinantes, como as disposições sociais e econômicas, tais como os serviços de educação e saúde, e os direitos civis, p.ex., a liberdade de participar de discussões e averiguações públicas.

Ver o desenvolvimento como expansão de liberdades substantivas dirige a atenção para os fins que o tornam importante, em vez de restringi-la a alguns dos meios (industrialização, inovação tecnológica, educação, etc.) que, inter alia, desempenham um papel relevante no processo.

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Legado de Schumpeter

Joseph-Schumpeter II

O legado inconfundível de Schumpeter é sua percepção de que a inovação, na forma de destruição criativa, é a força propulsora não só do capitalismo como do progresso material de maneira geral. Quase todos os negócios, por mais fortes que pareçam em dado momento, acabam falindo, e quase sempre porque não foram capazes de inovar. Os concorrentes estão constantemente lutando por superar o líder, por maior que seja a liderança.

Nenhum país, não importa há quanto tempo seja próspero, pode dar como certa a abundância permanente. E nenhuma companhia pode dar por certa sua perenidade. Algumas empresas que foram vanguarda, hoje, estão na lata de lixo da história.

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Capitalismo: Surgimento Tardio

CULTURA - 21.05.2007O economista Joseph SchumpeterReproducao

Até aproximadamente 1700, os seres humanos não se organizavam, plenamente, em função do mercado. O fato mais marcante do capitalismo empreendedor, à parte sua eficiência econômica – eficiência consiste em fazer certo as coisas; eficácia, em fazer as coisas certas –, é o seu surgimento tardio.

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O Profeta da Inovação: Joseph Schumpeter e a Destruição Criativa

O Profeta da InovaçãoJá postei diversas resenhas sobre a biografia de Joseph Schumpeter, escrita por Thomas K. McCraw (Rio de Janeiro: Record, 2012. pp. 768) – confira, pesquisando o nome do autor ao lado. Eram registros para eu me lembrar de comprar o livro. Finalmente, eu o li – e o recomendo.

Schumpeter usou a expressão “destruição criativa” pela primeira vez em 1942, para se referir à maneira como os produtos e métodos capitalistas inovadores estão constantemente tomando o lugar dos antigos. “A destruição criativa é o fato essencial do capitalismo”, escreveu. “Capitalismo estabilizado é uma contradição em termos”.

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Outra Resenha sobre o Livro A Imaginação Econômica

Oscar Pilagallo (Valor, 11/09/12) também escreveu resenha sobre o livro “A Imaginação Econômica” de autoria de Sylvia Nasar (Tradução: Carlos Eugenio Marcondes de Moura. Editora: Companhia das Letras. 584 págs., R$ 54,50). Afirmou que “o capitalismo ganhou um elogio eloquente no momento em que mais precisava ter relembradas suas qualidades”. “A Imaginação Econômica“, de Sylvia Nasar, que proclama sem ressalvas relevantes a superioridade do modelo hoje hegemônico, surge quando os países mais desenvolvidos e industrializados ainda lidam com os efeitos da crise financeira iniciada no final da década passada.

No auge da turbulência dos mercados, quando a economia americana alavancada em dívidas gerava mais incerteza do que confiança sobre o futuro, ou quando a União Europeia tinha suas perspectivas colocadas em xeque, não foram poucos os críticos à esquerda que vislumbraram a gênese da derrocada do capitalismo.

Nasar está no polo oposto das interpretações catastróficas. “A grande recessão de 2008, que se prolongou até 2009, a mais grave crise econômica desde os anos 1930, não reverteu os ganhos anteriores de produtividade e renda”, avalia a autora. Ela não vê motivos para pessimismo: “A expectativa de vida se mantém em alta. O sistema financeiro não entrou em colapso. Não houve uma segunda grande depressão.”

A Imaginação Econômica” conta a história de uma ideia vencedora – o capitalismo – e de homens que, ao longo de quase dois séculos, contribuíram decisivamente para que ela vingasse, ou lhe fizeram críticas que exigiram esforços subsequentes para que fosse aperfeiçoada.

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