Aplicar em PGBL, VGBL, CDB ou Fundos?

Para tentar assegurar o mesmo padrão de vida na aposentadoria, sem depender de Previdência Social, uma alternativa é o investimento em longo prazo, desde o início da vida profissional, em Plano Privado de Previdência Complementar . Visando incentivar esse tipo de produto, não há incidência do imposto de renda semestral sobre o valor investido, o chamado “come-cotas”, nos meses de maio e novembro. Esse fato gera rendimento relativo superior, já que o valor que poderia ter sido recolhido de imposto continua rendendo juros. Além disso, há tabela de tributação especial para a previdência privada. Ela é regressiva: a maior alíquota de imposto de renda é de 35% e vai regredindo ao longo do tempo, chegando a 10% a partir do décimo ano de investimento. É a menor alíquota disponível para produtos de investimento no mercado brasileiro hoje.

Deve-se pesquisar antes de aplicar. Há produtos com taxas de carregamento, que incidem sobre aportes e/ou resgates, e taxas de administração muito diversas no mercado.

Existem duas modalidades. O PGBL permite a dedução de até 12% da renda bruta anual, ou seja, difere o pagamento do imposto. A incidência do IR se dá sobre o saldo total acumulado no momento do resgate. O VGBL é indicado para quem não tem deduções na renda, isto é, recebe rendimentos isentos ou não tributáveis. A tributação no resgate incidirá somente sobre os rendimentos da aplicação.

Os Fundos de Investimento são ferramentas mais flexíveis, embora a tributação também favoreça a permanência dos recursos por prazos mais longos. É também necessária a comparação entre as taxas de administração cobradas pelas instituições. Assim como os CDBs e outros instrumentos de renda fixa, a tributação inicia-se em 22,5% sobre os rendimentos, regredindo semestralmente em 2,5% até chegar à mínima de 15% a partir de 2 anos.

CDBs e operações compromissadas, bastante tradicionais no mercado, também podem se ajustar às necessidades de curto prazo, sendo remunerados em relação ao CDI (Certificado de Depósito Interbancário, taxa de referência entre bancos), indexados a índices de inflação ou mesmo prefixados. Embora não haja taxa de administração nessas ferramentas, a negociação será feita considerando os prazos, as condições de resgate (liquidez) e o relacionamento que o cliente mantém com seu banco.

A performance dos investimentos também está muito relacionada ao perfil do cliente, isto é, sua aversão ao risco. É comum aportar parte em produtos para projetos de curto prazo com conservadorismo e outra parte para os de longo prazo assumindo mais riscos, pois essas alternativas não são excludentes.

Publicado em Valor, em 10 de maio de 2010, por Gisele Colombo de Andrade. Ela é Planejadora Financeira Pessoal e possui a Certificação CFP (Certified Financial Planner) concedida pelo Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros (IBCPF).

6 thoughts on “Aplicar em PGBL, VGBL, CDB ou Fundos?

  1. Caro Fernando Nogueira,

    Se fizessinos um quadro comparaqtivo entre o VGBL e o CDB, em termos de rentabilidade, considerando uma taxa de carregamento e adm. de 1%, qual teria um motante maior depois de um periúdo de um ano? considerando uma aplicação única de R$ 1.000.000,00.
    Geraldo Oliveira.

    1. Prezado Geraldo,
      depende da composição % de cada carteira em renda variável (ações), cujo resultado é incerto. Portanto, depende de hipóteses e/ou cenário futuro que cada investidor adota para a análise de suas finanças pessoais.
      Att.

  2. gostaria de saber se devo escolher CDB o VGBL para uma aplicação de 90.000,00 por um período de uns 2 anos. Obrigada

  3. Boa noite.
    Pretendo aplicar 100 mil por 2 anos, dá entrada no meu apto.
    Eu li no blog do Dr. Money que a alíquota do VGBL só cairá para 15% após 10 anos de aplicação. Neste caso, o CDB seria melhor aplicação? Ou teria ainda um outro tipo melhor de investimento?

    1. Prezado Reginaldo,
      confira com seu gerente de conta se há as alternativas entre LCI com % CDI e isenção fiscal ou CDB com % CDI com 15% sobre rendimentos em dois anos. Faça a escolha considerando o rendimento líquido, i.é, depois de descontada essa tributação.
      att.

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