Progresso Tecnológico e Crescimento

22 Progresso tecnológico e crescimento

Resumo da aula:

O Modelo de Solow atribui o crescimento econômico: 1. à acumulação de capital,  2. ao crescimento da força de trabalho e 3. às alterações tecnológicas. Na versão mais simples, 1. o produto per capita é função crescente da proporção entre capital e trabalho e do estado da tecnologia; 2. a poupança é igual ao investimento (em economia fechada); 3. supõe-se que a taxa de crescimento populacional seja constante e exógena. No equilíbrio estável, o capital, a mão-de-obra e o produto crescem todos à mesma taxa, dada pela taxa exógena de crescimento populacional. Taxa mais alta de crescimento populacional provoca aumento permanente da taxa de crescimento, mas redução dos níveis do produto per capita, no estado estacionário. O progresso tecnológico permite crescimento permanente mais rápido. Em economia aberta, as taxas de poupança e investimento não necessariamente são as mesmas, dentro de determinado país: a poupança externa (capital) pode fluir. O Modelo de Solow sugere que a proporção capital / trabalho e produto per capita tendem a convergir entre países. A convergência do produto per capita parece se originar, basicamente, da convergência dos níveis de progresso tecnológico.

A abordagem neo-schumpeteriana parte da crítica aos pressupostos neoclássicos do modelo de crescimento. Nessa perspectiva neo-schumpeteriana,  o desenvolvimento se refere, fundamentalmente,  às mudanças qualitativas em termos tecnológicos, organizacionais e institucionais. O foco é voltado para a própria evolução competitiva dos diferentes países, envolvendo 1. defasagens tecnológicas e econômicas, 2. mudança  nas posições do ranking competitivo internacional, 3. situações de crônico atraso ou de vantagens insuperáveis, etc. A convergência, assim, não é processo natural decorrente da lógica de mercado.

Política Fiscal: 2002-2010

Valor (04/06/10) publicou essa série temporal com o resultado primário do governo federal, segundo dados apresentados pelo secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda. O superávit primário do governo central (Tesouro Nacional, Previdência e BC), isto é, a contenção de despesas que o governo faz para pagar os juros da dívida pública, caiu de 2,9% do PIB, em 2008, para 1,2% do PIB, no ano seguinte, devido à política bem sucedida de combate aos efeitos da crise mundial.

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