A surpreendente verdade a respeito do que nos motiva

Ótima animação de estudos recentes, realizados pela MIT/UChicago sob patrocínio do FED. Eles demonstram que incentivos monetários são contraproducentes quando o trabalho envolve pouca cognição além do trabalho manual. Mostra as implicações para a organização da sociedade dessa “nova” maneira de entender o comportamento humano. Ninguém aprecia fazer trabalho alienado em que não se identifica com seu produto…

Fonte: artigo em que se baseia a animação (Large Stakes and Big Mistakes)
Colaboração: Giovani Damiano

Sansão e Banco Público

Os mitos permitem-nos enxergar o verdadeiro cerne da questão, quando enfrentamos dilemas. Na era neoliberal (1990-2002), bancos públicos enfrentaram a onda de privatização. Depararam-se com a crise de identidade entre o dilema de permanecer como instituição  financeira desenvolvimentista, voltada para a ação social, ou comportar-se como instituição  de mercado,  tal como qualquer banco comercial, inclusive submetendo-se às regras impostas pela autoridade monetária sem nenhuma seletividade.

Todos conhecem o mito bíblico de Sansão. Ele era capaz de grandes proezas de força. Entretanto, era dotado de grande ira. Nascido israelita, desejou mulher filistéia como esposa. Isto na época em que os filisteus dominavam os israelitas. Casou-se com ela, mas logo abandonou-a. Daí nasceu a série de vinganças e retaliações. Para derrotá-lo, os filisteus tiveram que descobrir o segredo de sua enorme força. Através da sedução de Dalila, outra filistéia, conseguiram cortar seus cabelos. Em seguida, acorrentaram-no e arrancaram-lhe os olhos. Passou longo tempo na prisão, até que foi amarrado entre as pilastras do palácio, onde os filisteus haviam se reunido para zombar dele. A essa altura, porém, seu cabelo tinha voltado a crescer. Restaurada sua força, fez desabar o prédio inteiro sobre si e seus inimigos.

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