Trilha no Início dos Anos 70

Viajandão? O sonho acabou, quem não dormiu no sleep-bag não sonhou! Rock progressivo “pra a cabeça, não pra dançar”. Olhava-se estrelas, porque aqui em baixo a coisa estava preta! Abria-se reunião “clandestina” do Diretório Acadêmico com Pink Floyd… Quando a cabeça não agüentava mais, eu colocava duas caixas de som, cada uma ao lado de um ouvido, pois ainda não existia headphone, e tocava Led Zeppelin com o volume no máximo que a vizinhança aguentasse!

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Poupança e Dança das Cadeiras

O debate sobre “escassez de poupança”, geralmente, é confusa para o leitor leigo (Debate sobre Poupança). A evidência empírica, apresentada aparentemente em defesa de certas posições, pode ser vista como demonstração de tese antagônica. Em outros termos, a série temporal estatística com a composição da poupança em percentual do PIB muitas vezes sugere leitura equivocada. Por exemplo, vários economistas ortodoxos afirmam que “a existência de déficit em conta corrente [poupança externa] é a expressão da poupança interna do Brasil ser insuficiente para financiar o investimento agregado”.

Se a esse argumento junta-se a opinião de que “a piora do déficit na conta corrente dos últimos anos espelha, em parte, a deterioração da questão fiscal”, chega-se à proposição de “reduzir o déficit público para abrir espaços maiores de investimento junto com esforço de redução do consumo. Com isso, haveria aumento maior de poupança pública e privada disponível no setor interno para investimento e o Brasil dependeria menos de recursos externos”. Se essa idéia se tornar oficial, em outro governo, muitos cidadãos deste país pagarão a conta, com mais ônus social devido a equívocos de alguns economistas.

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