Cinema Argentino

Alguns críticos dizem que “o melhor cinema neo realista italiano, dos anos 70, se faz, atualmente, em Buenos Aires”. O famoso crítico do Cahiers de Cinema , Serge Toubiana, afirma: ”O cinema argentino é uma forma neo realista reinventada”.

O cinema argentino, de fato, se caracteriza por filmes realistas. Os filmes da chamada buena onda, dos anos 80, e , depois, da buena buena onda, do fim dos 90, são encantadores, mesmo quando são melodramas. Diz a Léa Maria Aarão Reis, “sem maneirismos nem maniqueísmo, em geral de baixo orçamento, com ritmo narrativo envolvente e excelentes roteiros, seus personagens são consistentes e criados por competentes atores – muitas vezes brilhantes. São filmes de uma cinematografia com firme identidade, de interesse geral, que faz sucesso nos festivais e, o que importa, atingem em cheio as grandes platéias”.

Política pública teve papel fundamental na emergência do cinema argentino. Há mais de treze anos, o Instituto Nacional del Cine e Artes Audiovisuales, de Buenos Aires, vem trabalhando com recursos provenientes das taxas cobradas sobre a renda de ingressos às salas de cinema, sobre o aluguel e venda de filmes nas locadoras e arrecadação de direitos de filmes exibidos nas emissoras de televisão. A infra-estrutura é bem organizada e permite que 56 produções sejam lançadas, por ano, subvencionadas pelo Estado ou resultado de parcerias com outros países.

Desde os anos 40 o cinema argentino é tido como vigoroso, pela crítica latino-americana e européia. Roteiristas como Juan Jose Campanella, Fernando Castets e Juan Pablo Domenech têm reconhecimento internacional e pertencem à geração com sólida formação em escolas e cursos de cinema do próprio país e de fora. São autores de diversos curtas, anteriores à produção dos seus longas-metragens.

Ler mais: Opulência simples do cinema argentino

Pesquise em: Site do Cinema Argentino

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