Obsoletismo das mídias físicas

O Caderno Tec da Folha de S. Paulo (10/11/10) apresentou matéria sobre a opção de salvar os arquivos nas “nuvens”, isto é, os recursos dos principais serviços de armazenamento on-line. Esse recurso propicia o uso de netbook como MacBook Air ou tablet como o iPad.

Em 2007, a Asus lançou os netbooks, notebook miúdo sem leitor de CD e DVD e com míseros 4 Gbytes de armazenamento. Hoje, podem ser comprados por menos de R$ 1.000. Três anos depois, no mês passado, a Apple lançou novas versões de seu MacBook Air, laptop ultrafino e ultraleve, também sem leitor de CD e DVD e com armazenamento de apenas 64 Gbytes no modelo mais barato (R$ 3.199 no Brasil).

Os dois PC são marcos de uma era na qual as mídias físicas caminham para a extinção e em que o armazenamento local não importa tanto desde que seus documentos, músicas e vídeos estejam disponíveis em qualquer dispositivo conectado à internet. Vale a pena conhecer os serviços que permitem manter os arquivos mais importantes sempre à mão, esteja você diante do computador de mesa, do laptop, do iPad ou do celular, em qualquer lugar do mundo com acesso à rede.

Está ganhando popularidade uma forma de armazenamento de dados mais rápida e segura do que o disco rígido convencional: o drive de estado sólido, ou SSD. A maioria dos SSDs usa memória flash. Comum em aparelhos portáteis como celulares e tocadores de mídia, ela tem crescido também entre computadores pessoais.

Os novos modelos do MacBook Air, o notebook ultrafino da Apple, lançados no mês de outubro de 2010, usa apenas com memória flash. É diferente da versão anterior, que tinha disco rígido como padrão e oferecia opção de SSD). A memória flash é mais rápida, mais confiável, mais leve e menor do que o drive de disco rígido, ou HDD. Além de ter impacto no desempenho, ela permitiu deixar o MacBook Air mais fino.

O SSD, ao contrário do HDD, não tem partes móveis, pois os dados são gravados em chips de memória fixos. Com isso, é mais silencioso, consome menos energia e é menos suscetível a falhas mecânicas. Outras vantagens do SSD incluem maior resistência a choques e temperaturas extremas e alta velocidade de gravação e, principalmente, leitura, o que permite um desempenho melhor.

A performance de um SSD pode ser tão superior à de um HDD que testes de sites especializados indicam que a troca deste por aquele pode ser mais útil do que, por exemplo, a atualização do processador, trocando-o por um mais veloz, ou a adição de memória. Isso ocorre porque em muitas tarefas computacionais o HDD, mais do que o processador ou a memória, age como um gargalo, limitando o desempenho do sistema.

Se o SSD apresenta tantas vantagens em relação ao HDD, por que é menos usado? Principalmente por causa do preço. Nos Estados Unidos, um HDD pode custar US$ 0,10 ou US$ 0,20 por Gbyte, enquanto um SDD pode ultrapassar os US$ 2 por Gbyte. Para quem precisa de muito espaço, a diferença é gigantesca.

O preço por Gbyte deve continuar a cair tanto para o SSD quanto para o HDD, ou seja, este provavelmente sempre será mais barato nesse quesito. Optar por um SSD significa priorizar outros parâmetros, como desempenho e segurança. Para empresas, o investimento pode significar mais produtividade e menos tempo perdido com suporte de TI.

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