Milionários no Mundo

Cristina Costa (Valor, 18/11/2010) mostra que, passada a crise, o número de milionários em todo o mundo voltou a crescer. Em 2009, a população com mais de US$ 1 milhão investidos aumentou 17,1%, para 10 milhões de indivíduos, retornando ao nível registrado em 2007, apesar da contração do PIB mundial. A riqueza desse grupo com mais de US$ 1 milhão em patrimônio, desconsiderando a residência principal, teve recuperação similar: cresceu 18,9%, para US$ 39,0 trilhões. É o que revela recente pesquisa da Capgemini Merrill Lynch Global Wealth Management, 2010 World Wealth Report. No próximo ano, mais um milhão de indivíduos deverão fazer parte desse grupo, segundo prevê pesquisa da Consultoria Booz&Company.

Novo território é alvo de cobiça pelos bancos especializados em administrar grandes fortunas: o chamado APAC – Ásia-Pacífico, que aumentou em 25,8% o número de milionários. Pela primeira vez, segundo revela a pesquisa, a região se iguala à Europa: ambas possuem 3 milhões de grandes investidores. Mas a riqueza concentrada na Apac se destacou, ao crescer 30,9%, para US$ 9,7 trilhões, apagando as perdas de 2008 e indo além, ao ultrapassar os US$ 9,5 trilhões em patrimônio financeiro dos milionários europeus.

A riqueza global, no entanto, continua altamente concentrada, de acordo com o estudo. Os EUA, Japão e Alemanha, juntos, possuem 53,5% da população milionária do mundo.

A Ásia, porém, está na mira dos especialistas em administrar riquezas. O PIB da APAC, excluindo o Japão, deve registrar crescimento maior do que em qualquer outra parte do globo: 7% em 2010 e 6,14% em 2011, aponta o estudo da Capgemini e Merrill Lynch. A Booz&Company vai além e aposta que em 2011, a região vai ultrapassar Europa e América do Norte em número de milionários, com a China à frente do Reino Unido em números absolutos de novos ricos. No fim do próximo ano, 33% dos milionários do planeta estarão vivendo naquela região. O centro de gravidade do mundo, que no século passado atravessou o Atlântico, atravessou o Pacífico desde antes da crise de 2008.

Em administração de fortunas, a mobilidade dos clientes das administradoras de recursos é baixa, pois a escolha é mais guiada pela confiança. Assim, os bancos private com ambição de crescer precisam se comprometer seriamente com os mercados emergentes. Brasil (147 mil milionários em 2009), China (477 mil), Índia e Oriente Médio estão emergindo como novos centros de riqueza, em mudança inesperada da distribuição da riqueza global.

 

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