Vídeo-aulas de Economia I

A idéia-chave deste post é reunir vídeos que possam ser inseridos em PowerPoint, para ilustrar aulas de Economia. Estão postados trechos de filmes de ficção quanto de documentários, além de curta-metragens. Favor postar sugestões de novos vídeos em Comentários. Esta série se estenderá para termos fácil acesso a “banco de filmes”.

Parece-me simbólico começar pelo protótipo do “homo economicus“. Ver: Robinson Crusoe.

O Mercador de Veneza, autoria de William Shakespeare, trata-se de uma das obras mais polêmicas do célebre dramaturgo inglês. Escrito no findar dos anos 1500, época em que os judeus estiveram ausentes da Inglaterra (foram expulsos em 1290, e só seriam novamente aceitos em 1655), capta as chocantes caricaturasfeitas pelos ingleses. Em O Mercador de Veneza, o personagem que mais chama a atenção não é o mocinho, e sim o vilão, criado para dar tom cômico à peça. Trata-se do agiota e judeu, daí a polêmica, Shylock, retratado como indivíduo desprezível. A vítima, o cristão Antônio, cidadão bem sucedido de Veneza, faz contrato atípico com o agiota, penhorando 453 gramas de sua própria carne. Agora, o vilão faz questão de tal medonha extração, o que levaria Antônio a morte. O que se observa é a velha e infeliz máxima anti-semita: “o judeu do mal quer sangue do bom cristão?”.

Durante anos, tal peça foi encenada, sempre ascendendo discussões, ou mesmo pregando o anti-semitismo. Nos territórios nazistas, por exemplo, essa se tornou a peça mais popular de Shakespeare nos anos 30 e 40. Após a Segunda Guerra Mundial, a história tornou-se constrangedora e passou a ser exibida somente com interpretações mastigadas, tentando expor inclusive as mazelas do preconceito sofrido pelo próprio Shylock.

O autor, em seu original, também busca trabalhar com o emocional do vilão, o mostrando como humano em suas características sentimentais. O fato é que o dramaturgo inglês foi certamente influenciado pela onda deletéria aos judeus, presente em sua época. Todavia, é a índole e as convicções ideológicas do leitor ou do expectador de O Mercador de Veneza, que vai relativizar ou aceitar a pilhagem anti-semita integralmente.

Tempos Modernos de Charles Chaplin é clássico inesquecível para ilustrar a linha de produção industrial taylorista:

Loucura Americana de Frank Capra, filmado na época (1931) da Grande Depressão, é ilustração da corrida bancária; existe DVD em português:

Para ilustrar a Teoria dos Jogos, a cinebiografia de John Nash, Uma Mente Brilhante, ganhadora de Oscar é estimulante.

Ilustração do Dilema dos Prisioneiros: Competição ou Cooperação?

Ilustração da Mitificação da Moeda, símbolo do poder de compra, pode ser visto em Os Falsários, Oscar de Melhor Filme Estrangeiro de 2008. É a verdadeira história de Salomon Sorowitsch, falsário e boêmio, que após ter sido preso e levado ao Campo de Concentração Nazista, em 1944, ele concorda em ajudar os alemães na Operação Bernhard, a maior falsificação de moedas conversíveis de todos os tempos, para financiar os esforços de Guerra.

Ilustração da Teoria da Aleatoriedade mais brilhante em termos cinematográficos está em O Curioso Caso de Benjamim Button. Ver: O Andar do Bêbado: como o acaso determina nossa vida.

Ilustração da Prática de Especulação mais recente no cinema é Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme, continuação de Wall Street de Oliver Stone.

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