Bancos: Exclusão e Serviços

Estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revela que tipo de percepção os brasileiros têm dos bancos no país. Em sua quinta edição, o Sistema de Indicadores de Percepção Social (SIPS) sobre Bancos: Exclusão e Serviços mostra que, para a população, as instituições bancárias têm como função primordial movimentar e guardar dinheiro (62,1%), enquanto apenas 4,5% enxergam o empréstimo de dinheiro como papel principal dos bancos.

A pesquisa também concluiu que 39,5% dos brasileiros – o equivalente a 53 milhões de pessoas – não têm conta em banco. Esse número de pessoas coloca como o público potencial de bancarização cerca de 134,2 milhões de brasileiros. Difere, de fato, do número de contas bancárias ativas (81,1 milhões em 2009), divulgado pela FEBRABAN, principalmente considerando que clientes mais ricos em geral têm mais de uma conta. Veja Setor Bancário em Números Junho 2010. Como a aplicação dos questionários considerou distribuição pelas grandes regiões do país e por cotas, tendo como parâmetros a Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios (PNAD) 2008, realizada pelo Instituto brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em algumas metrópoles, os resultados apresentados podem não ser representativos do verdadeiro público-alvo, isto é, da clientela visada pelos bancos: PEA (População Economicamente Ativa) Urbana.

“Nas regiões mais desenvolvidas economicamente (Sudeste e Sul), há menor percepção da relevância da concessão de crédito em comparação com o resultado nacional, enquanto nas regiões menos desenvolvidas economicamente (Nordeste e Norte) os entrevistados atribuem maior relevância a essa função dos bancos. Há penalização da população de baixa renda, que, por não ter conta bancária, paga juros maiores no varejo. Os que têm renda estão incluídos no sistema bancário. Os que não têm, só agora começam a fazer parte. Mas devemos discutir se o sistema bancário brasileiro é adequado à realidade nacional”, questionou o presidente do Ipea.

A boa avaliação da segurança na realização das operações bancárias em agências e da satisfação com relação ao horário de atendimento deve ser vista com ressalvas, pois tais instituições aparecem entre as recordistas de reclamações por parte dos consumidores. Segundo o SIPS, 71,2% dos entrevistados estão satisfeitos com a segurança nas agências. Quanto à posse de conta, a situação é pior no Nordeste, onde 52,6% dos entrevistados disseram não tê-la. Dentre os brasileiros que não têm conta em banco, 40,6% declararam que gostariam de abrir uma, e 26,6% se consideram em condição financeira necessária para isso.

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