Por que blogar?

Jon Sobel é coeditor executivo da Blogcritics, rede de blogs que pertence ao site Technorati. Em entrevista resumida e comentada abaixo, ele fala sobre as mudanças pelas quais passam o blog tradicional e o seu suposto declínio.

Os blogs se expandiram enormemente, crescendo em números e em propósito, indo do uso pessoal ao uso corporativo e coletivo. Quanto mais pessoas passavam a blogar, mais crescia o potencial para negócios. Blogueiros com certo foco específico, como as “mamães blogueiras”, puderam ganhar dinheiro extra ou receber produtos grátis. Além disso, qualquer um passou a ganhar uns trocados usando o AdSense do Google.

Ao mesmo tempo, há evidências de que nos últimos dois anos os blogs ficaram menos populares entre os mais jovens, que estão mais focados em conversas ligeiras nas redes sociais. Ter blog, afinal, dá muito trabalho. Exige passar bom tempo escrevendo, porque ele precisa estar sempre atualizado. Assim, poucos dos novos blogs conseguem se manter lidos. [Veja Contador de Visitas deste blog, criado em 22/01/10, acima à direita.]

As pessoas costumam ser demasiadamente ambiciosas ou preguiçosas. Logo, os blogueiros iniciantes ficam mais realistas sobre as suas chances de permanecer em projeto como este. Além disso, a novidade em relação a blog não existe mais e, para muita gente, blogar não empolga tanto quanto antes. [O argumento comum é: “não sei como você arranja tempo para isso”. Minha resposta usual é: “enquanto eu tiver prazer com o que faço, arranjarei o tempo”. É questão de ter o que expressar, dar prioridade  e… obter audiência.]

O declínio entre jovens adolescentes dificilmente será revertido. A pergunta é: os blogs estão desaparecendo ou mudando para estágio mais maduro? Sobel acredita nesta última.

Para quem ainda está blogando, a motivação para continuar fazendo isso está entre as mesmas razões de quando eles começaram:

1. comunicação (e/ou crítica aos meios de comunicação usuais),

2. ficar em contato com conhecidos (ou não), e

3. manter arquivo pessoal (e colocá-lo à disposição de desconhecidos).

Para outros é ambição: eles enxergam o blog como caminho para coisas maiores. Também tem gente que tem paixão pelo que fazinteresse continuado ou até obsessão pelo assunto do qual trata.

Sobel acha que o formato tradicional dos blogs (faixa de posts organizados em ordem cronológica reversa) vai perdurar.  Vai durar enquanto os blogs que conhecemos durarem. Se as pessoas querem isso no Facebook, obviamente, elas querem nos blogs. Um blog no qual você não pode ver os posts mais recentes não é verdadeiramente um blog.

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