CEM: The Sound of Silence

Impossível pensar em A Primeira Noite de Um Homem (The Graduate, 1967) sem se lembrar da música de Simon & Garfunkel e, no meu caso, da primeira namorada, “a que a gente nunca esquece”. Foi o primeiro filme que assisti com ela, ambos menores e com medo de serem barrados na porta do cinema. Logo na seqüência de abertura, O Som do Silêncio toca durante o desembarque de Benjamin como autômato, na vida adulta, depois de sua graduação. Para usar clichê, “meu coração batia mais que o bongô”, naquele momento. Depois, comprei o disco e o presenteei à minha namorada. Ela propôs um pacto: sempre quando escutássemos The Sound of Silence, em toda nossa vida, lembraríamos um do outro. Aquilo foi pior do que pacto nupcial, pois nunca consegui romper!

Apreciação de música, portanto, está ligado ao emocional, ao enquadramento do momento em que a escutamos com atenção e passamos a carregá-la em nossa memória para sempre. Por exemplo, no momento em que Mike Nichols, o diretor do filme, mostrou ao elenco a música de Simon & Garfunkel, mudou toda a ideia que tinha sobre o filme. Até então, os atores achavam que era apenas uma comédia. Não tinham captado que seria “o filme” (assim como Easy Rider, Vanishing Point e Woodstock) de toda uma geração, a famosa “68”!

Nichols começou a montagem do longa usando algumas músicas daquela dupla pelas quais se encantara, como The Sound of  Silence, April Come She Will, e Scarborough Fair. Depois de rejeitar duas músicas que Paul Simon escreveu especialmente para o filme, este passou a dizer que “não tinha tempo para compor”. Até que o diretor acabou por escutar alguns acordes de uma canção na qual Simon estava trabalhando, chamada Mrs. Roosevelt, sobre coisas do passado e a ex-primeira dama Eleonor Roosevelt. Nicols gostou e sugeriu que o nome fosse trocado para Mrs. Robinson. O resto é história!

A revista Rolling Stone elegeu Simon & Garfunkel na 40a. posição entre os 100 Maiores Artistas de Todos os Tempos. O American Film Institute elegeu Mrs. Robinson na sexta posição entre as 100 Maiores Músicas do Cinema. Eu elegi The Sound of Silence – Scarborough Fair / Canticle como as baladas de rock que mais me emocionam, por razões puramente pessoais, emocionais, e não racionais, como expliquei aos colegas da Confraria Etílico Musical (CEM).

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