Fundo “Long and Short” e Fundo de Capital Protegido

Mariana Schreiber (Folha de S. Paulo, 14/02/11) informa que quem não sabe muito sobre o mercado acionário pode optar por Fundos de Investimento que, através de operações mais complexas, protegem contra perdas ou buscam rentabilidade mesmo com a Bolsa em queda. São os fundos que fazem arbitragem com ações, conhecidos como “long and short” (de “comprar” e “vender” em inglês) ou os de capital protegido, que garantem no mínimo o retorno integral do dinheiro investido.

Os Fundos “Long and Short” investem parte do patrimônio em renda fixa (títulos públicos) e, com o restante, montam estratégias de arbitragem de ações, baseadas em estatísticas e nos fundamentos econômicos. Geralmente, esses fundos compram papéis que estão em tendência de alta e, por outro lado, alugam e vendem ações que estão caindo. Depois, é preciso recomprar essas ações para devolver ao investidor que as alugou.

O fundo terá ganho em três cenários:

1) se os papéis comprados realmente subirem e os vendidos recuarem;

2) se o papéis comprados caírem menos que os vendidos;

3) se os papéis comprados subirem mais do que os vendidos.

As estratégias dos fundos mudam de acordo com o cenário. Por exemplo, o Fundo “Long-Short” aposta na queda das ações de varejistas, por exemplo, afetadas pelas medidas anti-inflação do governo, e na valorização (ou queda menor) dos papéis do setor de commoditties, energia e concessão de rodovias. O percentual investido nessas estratégias depende de como está a Bolsa e do regulamento do Fundo.

O Fundo “Long and Short” pode ter até 49% do patrimônio em renda variável. No entanto, quando o mercado fica muito imprevisível, esse número cai para 10% ou 5%, para reduzir os riscos.

Os Fundos de Capital Protegido permitem aplicar em renda variável ao mesmo tempo em que garantem, no mínimo, o retorno integral do investimento inicial. Mas, como os riscos são baixos, a rentabilidade costuma ser previamente limitada.

Nos últimos 12 meses, esses fundos renderam menos do que os de renda fixa, também considerados seguros, mas tiveram desempenho bem melhor que os indexados ao Ibovespa, que seguem a variação do principal índice da Bolsa de São Paulo.

Para proteger o capital inicial do fundo, a maior parte do patrimônio é aplicada em renda fixa, principalmente em títulos públicos. O restante é investido em operações mais complexas, geralmente com opções do Ibovespa.

As opções são contratos que reservam ao seu detentor o direito de comprar ou vender mercadorias ou títulos em uma data futura, a um preço pré-predeterminado. O investimento em opções pode dar lucro tanto na queda quanto na alta do índice. No entanto, isso deve ocorrer dentro de barreiras previamente estipuladas pelos fundos, de acordo com as expectativas em relação ao índice.

Geralmente, dependendo da estratégia montada, o investidor pode ter um ganho igual a variação do Ibovespa, seja negativa, seja positiva, a alguma taxa pré-fixada ou apenas o retorno do que investiu. O investidor vai limitar seu risco, mas também vai ter certo teto para o ganho. Ainda assim, pode (mas não é certo) ganhar muito mais do que se estivesse em investimento de renda fixa.

Os Fundos de Capital Protegido são muito complicados, o que torna difícil avaliar se valem a pena. Algum Fundo Balanceado que aplica parte dos recursos em renda fixa, normalmente títulos público, e parte no mercado à vista de ações, pode ser melhor alternativa. Embora nesse caso não haja 100% de garantia de retorno do capital investido, o risco de perda é pequeno.

Por exemplo, se um fundo balanceado investe 80% em renda fixa e 20% em Bolsa, essas ações teriam que cair mais de 40% em um ano para anular o ganho com títulos público que acompanham a taxa básica de juros do país, Selic, hoje em 11,25%.

Os Fundos de Capital Protegido costumam ser fechados, com datas específicas de entrada e saída. Se o investidor quiser sacar os recursos antes, não terá a garantia de receber tudo que investiu.

Para fundo aberto para captações durante este mês, por exemplo, é possível investir a partir de R$ 5.000, que só devem ser resgatados em dois anos. A taxa de administração é de 2,3%.

Outro banco de varejo tem quatro fundos em que é possível entrar e sair a cada dois meses. Dois aceitam aplicações a partir de R$ 1.000 e taxa de administração de 3%, enquanto os outros exigem aplicação mínima de R$ 5.000 com taxa de 1,5%.

O Fundo de capital Protegido é bom para marketing. A vantagem é só psicológica.

 

2 thoughts on “Fundo “Long and Short” e Fundo de Capital Protegido

  1. Olá amigo,Se eu tivesse uma informação dessa há um ano e meio atrás,não teria investido nesse capital protegido.É uma ilusão.

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