Crescimento do Emprego Formal entre 2001 e 2009

Dica de minha amiga seguidora deste blog, Leila Tendrih, para consulta: Características da Formalização do Mercado de Trabalho Brasileiro entre 2001 e 2009. O Ipea divulgou, no dia 27/o4/11, o primeiro estudo da série com o tema mercado de trabalho, que marca o 1º de maio. O Comunicado do Ipea nº 88, Características da formalização do mercado de trabalho brasileiro entre 2001 e 2009, analisou o processo de formalização ocorrido na última década com base em informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD/IBGE).

O estudo revelou que, nos últimos dez anos, a proporção de trabalhadores formalizados (funcionários públicos estatutários e empregados com carteira assinada) pulou de 37,9% para 44,2%. No entanto, mesmo com essa mudança no mercado de trabalho, mais metade da população economicamente ativa (PEA) brasileira continua na informalidade.

De acordo com os pesquisadores do Ipea, o aumento da formalização foi causado principalmente pelo ritmo maior de criação de vagas formais de trabalho e não por substituição dos postos informais existentes. O emprego informal até cresceu de forma absoluta, mas o número de postos criados foi pequeno, quase uma estagnação.

A maior parte das vagas criadas tinha o perfil típico do mercado formal: preenchidas por pessoas entre 25 a 34 anos, com jornadas entre 40 a 44 horas, em setores formalizados da economia (indústria, administração pública e educação, saúde e serviços sociais). A expansão econômica foi responsável por boa parte desses postos de trabalho.

A recuperação da capacidade de fiscalização do Estado também contribuiu para o surgimento de mais vagas com carteira assinada. O grau de influência da atuação do Estado na formalização é notável, mas parece que a atuação do Ministério do Trabalho e da Justiça do Trabalho teve efeito maior em impedir que as novas vagas de trabalho fossem não formais.

Comunicado trouxe ainda a distribuição regional do processo de formalização. As regiões com mercados menos formalizados foram as que tiveram crescimento mais significativo. No Nordeste, houve o maior aumento na proporção de ocupações formais (27,4%). O Norte do país veio em seguida, com elevação de 24,6%.

Em 28/o4/11, o Instituto lançou mais uma pesquisa relacionada ao mercado de trabalho:  Emprego e Oferta de Mão de Obra Qualificada no Brasil: Projeções para 2011.

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