Jeff e Tim Buckley

The Cinematic Orchestra – Lilac Wine

Miguel Amaral enviou-nos de Portugal dicas de dois vídeos diferentes sobre a mesma canção. Ela é uma de suas favoritas, bem como o artista, Jeff Buckley, que morreu muito jovem afogado enquanto nadava no rio Wolf, afluente do Rio Mississipi, em 1997. Ele parece ter tido a premonição da sua própria morte, pois seu pai, conhecido cantor folk dos anos 60’s, Tim Buckley, também morreu de forma muito precoce. Os dois vídeos são uma preciosidade, muito bonitos, tanto do Jeff Buckley como dos The Cinematic Orchestra. São dois momentos ímpares, a imagem e a canção.

Jeff BuckleyLilac Wine

Jeffrey Scott Buckley (Anaheim, 17 de novembro de 1966 — Memphis, 29 de Maio 1997) foi um cantor, compositor e guitarrista norte-americano. Conhecido por seus dotes vocais, Buckley foi considerado pelos críticos umas das mais promissoras revelações musicais de sua época. Entretanto, Buckley morreu afogado. Seu trabalho e seu estilo original continuam sendo admirados por fãs, artistas e músicos no mundo todo.

Jeff Buckley passou a sua adolescência ouvindo diversos tipos de música como blues, rock e jazz. Após terminar o colegial, decidiu que a música seria o caminho a seguir. Com medo de ser comparado com o seu pai, Tim Buckley, em vez de cantar, Jeff decidiu inicialmente tocar guitarra, tendo ido estudar para o G.I.T (Guitar Institute of Technology). Diversas experiências vieram de seguida: Jeff trabalhou em estúdio, tocou em bandas de funk, jazz e punk e até mesmo na Banana Republic.

Em 1991, ao ser convidado para participar de show em tributo a seu pai, Jeff resolveu cantar. A semelhança vocal com o pai (Tim Buckley) veio à tona nesse momento. Foi nesse tributo, também, que conheceu o ex-guitarrista da banda Captain Beefheart, Gary Lucas, que, impressionado com sua voz, decidiu convidá-lo para integrar a banda Gods and Monsters. Afiada tanto nas performances ao vivo como nas composições próprias, Gods and Monsters estava prestes a assinar com uma discográfica quando Buckley decidiu abandonar o projeto por achar que um contrato, naquele momento, restringiria as suas ambições musicais.

No ano seguinte começou a apresentar-se sozinho (voz e guitarra) em bar nova-iorquino chamado “Sin-é”. Foi lá, segundo o próprio Jeff, onde mais tocou e gostava de tocar. Um lugar pequeno, onde as pessoas iam para conversar e não para ouvir alguém cantar músicas desconhecidas. Mas foi pela diferença que Jeff Buckley conquistou as pessoas que frequentavam o lugar. Foi nesse pequeno bar, sem palco, que um dos empresários da Columbia o viu cantar e tocar. Em outubro de 1992 assinou com a Columbia Records para a gravação do seu primeiro álbum solo. Antes do álbum, Jeff decidiu fazer tourné pela Europa, só depois gravaria o primeiro álbum em estúdio. Nesse período, lançou um Ep com 5 músicas, gravadas no “Sin-é“.

Grace” contém uma versão de “Halleluyah” de Leonard Cohen. Este álbum chegou às lojas em agosto de 1994 e foi imediatamente aclamado pela crítica e por artistas como Paul McCartney, Chris Cornell, Bono Vox (“Jeff Buckley é uma gota cristalina num oceano de ruídos”) e Jimmy Page (“Quando o Plant e eu vimos ele tocando na Austrália, ficamos boquiabertos. Foi realmente tocante”). Apesar disso e de longa tourné de dois anos, “Grace” vendeu muito menos do que o esperado. A música de Buckley era considerada leve demais para as rádios alternativas e pouco comercial para as rádios FM.

Em 1996, começou a trabalhar no seu segundo álbum e, contrariando a sua gravadora, que queria disco mais comercial, chamou Tom Verlaine, do grupo Television, para a produção. Quando as gravações estavam prestes a encerrar, Jeff, insatisfeito com o resultado, decidiu que o material não deveria ser lançado e, assim, começou a compor novas canções. Foi o que fez até Maio de 1997, quando finalmente chamou os colegas da sua banda para começar as gravações em Memphis, cidade onde morava na época.

No dia 29 de Maio de 1997, helicópteros sobrevoavam o Wolf River em busca de uma pessoa que ali havia desaparecido. Segundo o relato do amigo Keith Foti, Jeff Buckley resolveu parar para nadar naquele rio antes de se encontrar com a sua banda. Depois de alguns minutos, Foti foi até ao carro para guardar alguns objectos, enquanto ouvia Jeff a nadar cantarolando “Whole lotta love”, do Led Zeppelin. Quando voltou, não viu mais nada. Gritou por “Jeff” por quase dez minutos e, não obtendo resposta, decidiu chamar a polícia. O corpo de Jeff Buckley foi encontrado apenas uma semana depois, dia 4 de Junho, perto da nascente do Mississippi, sem vida.

O álbum póstumo, “Sketches for My Sweetheart the Drunk”, foi lançado em 1998. “Sketches” é composto por gravações que Jeff fez com Tom Verlaine, mais músicas nas quais Jeff trabalhava antes de morrer.

Em 2000, “Mystery White Boy” veio relembrar Jeff nas suas performances ao vivo.

Em 2007, surgiu compilação com os melhores êxitos de estúdio e ao vivo. Este álbum contém versão acústica de “So Real” gravada no Japão e versão de “I Know It’s Over” dos The Smiths nunca antes editadas.

Apesar da morte trágica, Jeff Buckley tem conquistado novos fãs. Artistas como Radiohead, Coldplay e Muse não se cansam de mencionar Jeff como uma das suas principais influências. Além disso, “Grace” é constantemente citado como um dos melhores álbuns de todos os tempos.

Fonte: Wikipedia

Disco de Jeff Buckley:

Jeff Buckley: Grace

Discos de Tim Buckley:

Tim Buckley: Goodbye and Hello

Tim Buckley: Happy Sad

Tim Buckley: Greetings from LA

From: Sing a Song for You: Tribute to Tim Buckley, a double CD studio album performed by various artists in tribute to 1960s musician Tim Buckley.

I do not own this song, it belongs to its rightful owners.

Here I am believing words again
Here I am trying to find your love again
Here I am down on my knees again
Praying for a love we used to know

Both of us know how hard it is to love and let it go
Both of us know how hard it is to go on living that way
But so few know what it means to fall in love
And so few know how hard it is to live without it

Lord I must have been blind
Lord I must have been blind
Lord I must have been blind
Lord I must have been blind

To hold something real and not believe it
To live in her life and never trusting
To give all you know and never feel it
Hold back each day until it dies away

Both of us know how hard it is to love and let it go
Both of us know how hard it is to go on living that way
But so few know what it means to fall in love
And so few know how hard it is to live without it

Lord I must have been blind
Lord I must have been blind
Lord I must have been blind

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