Nacionalismo Autoritário e Elitista

Cristina Buarque de Hollanda encerra seu livro recém lançado sobre a Teoria das Elites apresentando as marcas do elitismo nas origens da República brasileira. A tensão entre elites e democracia também povoou o imaginário político brasileiro de princípios do século XX. Muitos autores enxergaram na habilitação política das elites a possibilidade de superação dos problemas nacionais. Entre eles, Hollanda destaca Oliveira Vianna (1883-1951) e Assis Brasil (1857-1938) como representantes da presença do elitismo nas teorias políticas autoritária e liberal, respectivamente. Ela mostra a capacidade de ajuste do elitismo a distintas matrizes do pensamento político nas primeiras décadas republicanas no Brasil.

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A escolha de Sofia?

Os pós-keynesianos, principalmente os seguidores de Paul Davidson, costumam mais fazer críticas destrutivas do que construtivas. Criticam o mau uso (ou leitura) da obra de Keynes. Quase se colocam como “patrulha ideológica” ou “guardiães da pureza fundamentalista” (rs,rs,rs). Já os seguidores de Hyman Minsky, assim como seu mestre, buscam colocar alguma alternativa no lugar daquilo que criticam. Aqueles estão mais preocupados com o debate puramente acadêmico; estes últimos, com novas proposições.

Corretamente, a José Luis Oreiro & Luiz Fernando de Paula (Valor, 24/06/2011) parece ser pouco plausível que “o problema do juro elevado no Brasil se deva à escassez de poupança doméstica”. Com efeito, se essa explicação fosse correta, segundo argumentam, “então a taxa real de juros de longo prazo deveria ser muito alta para os padrões internacionais, o que não acontece: juro real ex-ante de 7,4% ao ano, no dia 14/06/2011, é elevado, mas não absurdo na comparação com outros países em desenvolvimento”.

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