Bresser reprova o Qualis

Luiz Carlos Bresser-Pereira, em artigo politicamente correto (e importante),  “O Colonialismo Cultural” (Folha de S.Paulo, 01.08.11) destaca que a formação de professores e pesquisadores no Brasil está ocorrendo conforme a agenda e os interesses dos países ricos e influentes. Concordo com toda a crítica que que ele dirige ao Qualis: Qual é?, só não faria a sugestão contida nos dois últimos parágrafos. Concluiria (e “assinaria embaixo”) com o final forte: “Quando revelo à Capes minha indignação com o colonialismo cultural, dizem-me que estão traduzindo a visão da comunidade acadêmica. Mas quem ‘consagra’ tal monstruosidade é o Estado brasileiro, que existe não para traduzir, mas para afirmar valores”.

Leia a íntegra abaixo:

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Equilíbrio Macro: Em Busca da Perplexidade Perdida

Octavio de Barros (Valor, 29/06/2011) acha que “a política monetária não pode jamais ser dominada fiscalmente. Tem que seguir com autonomia e foco na meta de inflação (de preferência mais baixa) e inteligência estratégica considerando as condições gerais da economia”.

Ele tem que explicar o que considera inexplicável: “como é que os brasileiros fazem com esse negócio da taxa de juros real de 7% em um mundo de juros reais generalizadamente negativos? Como é que se financiam os projetos?”  Ele poderia simplesmente se referir ao crédito direcionado por BNDES, Banco do Brasil e Caixa, porém economista-chefe de grande banco privado jamais se humilharia dizendo apenas isso.

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