Grandes Demais para Quebrar (“too big to fail”)

Assis Moreira (Valor, 03/08/2011) informa que a banca europeia quer que os maiores bancos das economias emergentes, como o Brasil, sejam submetidos a exigências de capital próprio adicionais para absorção de perdas, tal como está sendo exigido para os bancos globalmente mais importantes, considerados grandes demais para quebrar (“too big to fail”). Fonte da Federação de Bancos Europeus (FBE), representando 5 mil bancos do velho continente, disse que os grandes bancos de China, Brasil, Índia, Rússia e Indonésia precisarão ser tratados da mesma maneira que as grandes instituições mais antigas da Europa, dos Estados Unidos ou do Japão, diante de seu potencial de crescimento no mercado global. A entidade alega que as regras para enquadrar os bancos sistemicamente importantes globalmente (Sifi, na expressão dos reguladores) serão introduzidas progressivamente, período durante o qual os grandes bancos desses emergentes se tornarão mais e mais importantes.

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Ásia 2050

A Ásia pode ser tão rica quanto a Europa na metade do século, mas apenas se enfrentar importantes desafios, que vão de desigualdade e corrupção até mudança climática, afirma estudo do Banco de Desenvolvimento Asiático (ADB), Ásia 2050, divulgado em 02/08/11. Mantidas as tendências atuais, a Ásia responderá por metade da produção econômica do mundo em 2050 e mais três bilhões de pessoas se juntarão à elite rica, com suas rendas equiparando-se às dos europeus, diz o relatório “Ásia 2050: Concretizando o Século Asiático“. Mas o estudo do ADB também destaca um paradoxo – o fato de que a região que cresce mais rapidamente no mundo ainda abriga quase metade das pessoas miseráveis do planeta, que ganham menos de US$ 1,25 por dia.

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