Republicanos X Democratas = Direita X Esquerda?

 

Segundo Luciana Coelho e Cláudia Antunes (Folha de S. Paulo, 07/08/11), evocar Ronald Reagan (1911-2004) é o grande clichê do debate da dívida americana, tanto pré-pacote fiscal, quando o medo era um calote, quanto atualmente, quando se teme a recessão. Nem Reagan, porém, encolheu tanto o Estado como o atual movimento conservador defende.

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The Conscience of a Liberal (por Paul Krugman)

Passei dois dias, em Workshop, escutando “macroeconomistas estruturalistas desenvolvimentistas”: sabe o que é? Ninguém sabe… Mas eu agora desconfio que são neowalrasianos que adotam a “hipótese do duplo equilíbrio“: um observado (câmbio corrente e Selic meta) e outro potencial (câmbio fixado para equilíbrio industrial e juro livre para cair). O primeiro é o “equilíbrio perverso”, o que é por culpa de “irracionalidade” do Banco Central, e este último é “equilíbrio benéfico”, o que deveria ser por fruto da racionalidade científica (e genialidade) deles!

Inviabilidade política é mero detalhe fora dos modelos da Economia Pura. Choque cambial, choque inflacionário (e consequentes choques de juros e fiscal recessivos), serão apenas “ônus temporários” que a sociedade brasileira sofrerá para a “indústria no estado da arte da tecnologia moderna” tornar-se competitiva em exportação e oferecer melhores empregos! Esta nossa corporação profissional (economistas) é difícil de entender (-se)…

Escutei também liberais norte-americanos, isto é, não conservadores, bem intencionados, com aparente boa fé, mas doutrinários na pregação do credo keynesiano, e totalmente marginalizados pelo governo Obama. Resta-lhes escrever manifesto… Só me resta divulgá-los em cooperação internacional pela “causa justa”, porque a direita republicana já vimos que é pior ainda!

Estou criando a Categoria “Dicas de Leituras” para indicar papers e/ou pesquisas, cujas leituras podem ser interessantes. Inicio a série com link, enviado por meu amigo Fernando Alberto, para artigo do Paul Krugman, The Conscience of a Liberal, como apresentação crítica do  texto Cullen Roche MMT Understanding The Modern Monetary System. Na Bibliografia de The Modern Monetary Theory há links para outros textos. São tantos… que não tenho tempo de lê-los! Mas vamos compartilhar os links.

Sacrifício, Parcimônia, Culpa…

A ideia de “poupança interna” (renda menos consumo) inversamente proporcional à “poupança externa” (déficit no balanço de transações correntes) pode ser jogada na “lata de lixo” da história do pensamento econômico. São variações da demanda efetiva, seja dos gastos em investimento, seja em consumo (privado ou público), que multiplicam (ou não) a renda.

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