O Petróleo: Uma História de Conquistas, Poder e Dinheiro

Ed Crooks (“Financial Times” apud Valor, 20/09/11) resenha “The Quest – Energy, Security and the Remaking of the Modern World” de Daniel Yergin; Allen Lane. 816 págs., £ 30

The Prize“, de Daniel Yergin, publicado pela primeira vez em 1991, é uma obra- prima, um dos poucos livros que, pode-se afirmar, é leitura essencial para quem queira entender a política internacional. A edição brasileira é esta:

Daniel Yergin.

O Petróleo: Uma história de conquistas, poder e dinheiro

tradução de Leila Marina U. Di Natale, Maria Cristina Guimarães, Maria Christina L. de Góes; edição Max Altmann

(São Paulo: Paz e Terra, 2010, 1080 p.; copyright Daniel Yergin, 1991, 1992, 2009; ISBN: 978-85-7753-129-5)

É um épico, vencedor do Prêmio Pulitzer, sobre a indústria do petróleo, desde o primeiro poço aberto na Pensilvânia, em 1859, até a invasão do Kuwait por Saddam Hussein, em 1990. É uma história inspiradora em sua abrangência e eletrizante em seu ritmo narrativo. Mais do que simplesmente uma crônica industrial, funciona como uma história oculta do século XX, revelando a frequência com que o petróleo – sua presença ou sua falta – constituiu-se em fator decisivo nos assuntos internacionais.

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Petroindústria: Impactos Inter Setoriais da Indústria de Petróleo

Maurício Canedo Pinheiro é professor e pesquisador do Ibre/FGV. Em artigo (Folha de S. Paulo, 26/09/11), afirma que a exploração e a produção de petróleo se caracterizam pelo impacto significativo em outros setores da economia, em particular por conta dos grandes investimentos associados às atividades. Esses investimentos incluem a compra de material elétrico, produtos metalúrgicos, tubos e perfis de aço, máquinas e equipamentos, embarcações, além de construção civil e ampla gama de serviços especializados.

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Geopolítica do Petróleo

O economista americano Daniel Yergin, de 68 anos, é considerado a maior autoridade mundial em energia. Dono da Cera, uma empresa de consultoria e pesquisas do setor energético, ele é o número 1 na lista quando investidores, empresários e chefes de estado precisam de opiniões antes de tomar decisões estratégicas nessa área. Com formação acadêmica também em literatura, Yergin adquiriu fama ao publicar o livro O Prêmio: a Busca Épica por Petróleo, Dinheiro e Poder, com o qual ganhou o Prêmio Pulitzer em 1992. Em 10 de junho de 2007, Yergin esteve no Brasil para participar de um encontro internacional em que se discutiram as chances do etanol no mercado mundial de combustíveis: “Em três anos, o etanol brasileiro vai virar um importante produto de exportação”. Em sua passagem por São Paulo, Yergin recebeu VEJA para uma entrevista, interrompida duas vezes por seu celular. Do outro lado do mundo, assessores tentavam confirmar sua reunião com o presidente russo, Vladimir Putin, no dia seguinte.

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Raposas e Galinhas

Se você perguntar às raposas se as galinhas estão protegidas, certamente, elas responderão que sim! A imprensa em geral pergunta aos próprios profissionais do mercado imobiliário se há bolha de preços dos imóveis – ou quando ela estourará com queda geral dos preços dos “terrenos onde as galinhas ciscam”. As “raposas” negam, veementemente, com base nos seguintes argumentos.

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Processo de Diversificação das Reservas

Angela Bittencourt e Daniela Machado (Valor, 15/09/11) revelam que o governo brasileiro vem seguindo processo de diversificação das reservas, buscando ampliar a exposição a países com situação fiscal consistente. O Brasil já teve concentração gigantesca das reservas denominadas em euro em 2004, de 35,1% do total, mas não por decisão estratégica. “Entre 2002 e 2005, o perfil de distribuição por moedas das reservas internacionais era influenciado pelo empréstimo contraído no Fundo Monetário Internacional (FMI), em direito especial de saque (DES), moeda de referência do fundo composta por uma cesta de moedas”, afirma o Banco Central no mais recente Relatório de Gestão das Reservas Internacionais. Só a partir da liquidação do empréstimo, o Brasil ficou livre para decidir a composição das reservas. E a opção foi a de reduzir para 4,5% a exposição ao euro, no fim de 2010.

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Correspondência entre Keynes e Marx

Marx morreu no ano em que Keynes nasceu: 1883. Eles não se conheceram. Mas suas análises se aproximam ao ponto em que, se acreditarmos nelas, poderíamos vê-lo mais claro. Leiam a sua “Correspondência”, publicada originalmente no Libération, em 24 de outubro de 2008, por Jean-Marie Harribey. Ele é Professor de Ciências Econômicas e Sociais, mestre de conferências em Ciências Econômicas na Universidade Montesquieu – Bordeaux IV, membro do Grupo de Pesquisa em Economia Téorica e Aplicada, Doutor habilitado a orientar pesquisas em Ciências Econômicas, membro do Conselho Científico da ATTAC, Co-presidente da ATTAC e membro da Fundação Copérnico. Tradução: Katarina Peixoto.

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30 Dicas para Você Escrever Bem

Tinha publicado o post abaixo em 24 de janeiro de 2010, dois dias após iniciar este blog. Devido  à polêmica em Comentários sobre a escrita inculta, que vigora na web, e porque o incentivo para escrever de maneira inteligível ofende a algumas pessoas, achando que fazer isso é  ser “mal educado” (!), republico. Leia Observação no final.

Autor desconhecido deu as seguintes dicas para se escrever bem:

1. Vc. deve evitar abrev., etc.

2. Desnecessário faz-se empregar estilo de escrita demasiadamente
rebuscado, segundo deve ser do conhecimento inexorável dos copidesques
atuais. Tal prática advém de esmero excessivo que beira o exibicionismo
narcisístico.

3. Anule aliterações altamente abusivas.

4. “não esqueça das maiúsculas”, como já dizia dona loreta, minha
professora lá no colégio alexandre de gusmão, no ipiranga, são paulo.

5. Evite lugares-comuns assim como o diabo foge da cruz.

6. O uso de parênteses (mesmo quando for relevante) é desnecessário.

7. Estrangeirismos estão out; palavras de origem portuguesa estão in.

8. Chute o balde no emprego de gíria, mesmo que sejam maneiras, tá ligado?

9. Palavras de baixo calão podem transformar seu texto numa merda.

10. Nunca generalize: generalizar, em todas as situações, sempre é erro.

11. Evite repetir a mesma palavra, pois essa palavra vai ficar uma palavra
repetitiva. A repetição da palavra vai fazer com que a palavra repetida
desqualifique o texto onde a palavra se encontra repetida.

12. Não abuse das citações. Como costuma dizer meu amigo: “Quem cita os
outros não tem idéias próprias”.

13. Frases incompletas podem causar

14. Não seja redundante, não é preciso dizer a mesma coisa de formas
diferentes; isto é, basta mencionar cada argumento uma só vez. Em outras
palavras, não fique repetindo a mesma idéia.

15. Seja mais ou menos específico.

16. Frases com apenas uma palavra? Jamais!

17. A voz passiva deve ser evitada.

18. Use a pontuação corretamente o ponto e a vírgula especialmente será que
ninguém sabe mais usar o sinal de interrogação

19. Quem precisa de perguntas retóricas?

20. Conforme recomenda a A.G.O.P, nunca use siglas desconhecidas.

21. Exagerar é cem bilhões de vezes pior do que a moderação.

22. Evite mesóclises. Repita comigo: “mesóclises: evitá-las-ei!”

23. Analogias na escrita são tão úteis quanto chifres numa galinha.

24. Não abuse das exclamações! Nunca!! Seu texto fica horrível!!!

25. Evite frases exageradamente longas, pois estas dificultam a compreensão
da idéia contida nelas, e, concomitantemente, por conterem mais de uma
idéia central, o que nem sempre torna o seu conteúdo acessível, forçando,
desta forma, o pobre leitor a separá-la em seus componentes diversos, de
forma a torná-las compreensíveis, o que não deveria ser, afinal de contas,
parte do processo da leitura, hábito que devemos estimular através do uso
de frases mais curtas.

26. Cuidado com a hortografia, para não estrupar a língüa portuguêza.

27. Seja incisivo e coerente, ou não.

Observação: curiosamente, quando pesquisava a imagem para ilustrar este post, achei mais três dicas e seu autor, um colega da UNICAMP!

28. Não fique escrevendo (nem falando) no gerúndio. Você vai estar deixando seu texto pobre e estar causando ambigüidade, com certeza você vai estar deixando o conteúdo esquisito, vai estar ficando com a sensação de que as coisas ainda estão acontecendo. E como você vai estar lendo este texto, tenho certeza que você vai estar prestando atenção e vai estar repassando aos seus amigos, que vão estar entendendo e vão estar pensando em não estar falando desta maneira irritante.

29. Outra barbaridade que tu deves evitar chê, é usar muitas expressões que acabem por denunciar a região onde tu moras, carajo! ..nada de mandar esse trem…vixi..entendeu bichinho?

30. Não permita que seu texto acabe por rimar, porque senão ninguém irá aguentar já que é insuportável o mesmo final escutar, o tempo todo sem parar.

Autor: Professor João Pedro da UNICAMP.