SPPrevicom

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), também encaminhou, em 31/08/11, à Assembleia Legislativa projeto de lei que propõe mudanças no sistema de previdência própria estadual no mesmo molde que o federal. Pela proposta os servidores que forem contratados sob as novas regras terão teto de vencimento equiparado ao do Regime Geral de Previdência Social, atualmente de R$ 3.961,74. A contribuição de 11% dos servidores e a patronal do governo estadual, de 22%, porém, será restrita também ao mesmo teto. Hoje, os funcionários e o Estado contribuem com os mesmos percentuais, mas calculados sobre todo o vencimento. No regime atual, porém, o servidor tem garantido, no momento da aposentadoria, a remuneração da vida ativa.

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Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal (Funpresp)

Este é assunto que interessa muito à futura geração de trabalhadores ativos, atualmente, a parte estudantil da PIA – população economicamente inativa. É a geração dos meus filhos. A aprovação do projeto de lei que cria Fundo de Previdência Complementar do Servidor Público irá fazer com que o deficit da Previdência Social dos servidores diminua. Isso, no entanto, só deve começar a ocorrer em 15 anos.

O rombo nas contas da Previdência Social do setor público federal para este ano corrente (2011) deve ficar em torno de R$ 57 bilhões, valor 11,76% maior do que o verificado em 2010. Atualmente, a União tem 1,11 milhão de servidores públicos. Em cinco anos, 40% já terão tempo para se aposentar. Se hoje o deficit cresce a 10%, nesse período, o deficit terá aumentado ainda mais.

Os servidores públicos e os militares são enquadrados no Regime Próprio da União. O Regime Geral, formado por 24 milhões de funcionários da iniciativa privada, fechou 2010 com deficit de R$ 43 bilhões.

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Por que Erramos?

Guilherme Genestreti (Folha de S. Paulo, 30/08/11) entrevistou Kathryn Schulz, autora de “Por que Erramos?“, publicado neste ano pela Editora Larousse no Brasil. Ele foi considerado um dos melhores livros de 2010, segundo a revista “Publishers Weekly“. Sua entrevista é interessante para quem aprecia Neuroeconomia ou Finanças Comportamentais, que estuda a mente dos investidores. Por exemplo, há a heurística do excesso de confiança (overconfidence): em geral, as pessoas tendem a confiar demasiadamente na própria capacidade de tomar decisões de investimentos financeiros. Há crença otimista de que são capazes de escolher aplicações que terão melhores resultados que a média do mercado.

Há assimetria entre os sentimentos de ganho e perda. Perda tem muito mais impacto emocional, em qualquer pessoa, do que ganho de mesma magnitude. A esse fenômeno foi dado o nome de aversão à perda. Esse fenômeno, amplamente estudado e empiricamente verificado, leva os investidores a não quererem vender nenhum ativo com prejuízo já que estariam, assim, assumindo a perda. A esperança pela recuperação do investimento, provavelmente, é a maior causa de aprofundamento das perdas em carteiras de investimento já que pode fazer com que os prejuízos se perpetuem e os lucros se limitem.

Mas pior que a aversão à perda é, sim, a sensação de ser o responsável direto pela perda. Por isso, adiamos as decisões, por causa do medo do arrependimento. Ou, então, transferimos a responsabilidade por elas a outros, seja um gerente, seja um economista midiático, qualquer um que seguirmos o palpite.

Na realidade, errar é natural, acertar é raro. Apesar disso, o ser humano costuma tratar seus erros como exceções à suposta regra de acertar sempre, como imagina o investidor que ocorreria caso ele tivesse seguido o comportamento racional sugerido pelas Finanças Racionais. O ser humano é sempre racional? Não repete erro? Schulz mostra que humano, mesmo, é o hábito de não assumir o erro, o que acaba sendo gesto mais nefasto do que o erro em si. “Pagamos um preço alto pela inabilidade em lidar com as falhas.”

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