IBGE

Nota oficial no site do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística:

“O IBGE informa que a mudança na direção é um processo tranquilo, natural e envolve quadros técnicos da própria Instituição. As mudanças no quadro de uma instituição com a grandeza do IBGE são naturais, benéficas e não implicam nenhum risco ao trabalho eminentemente técnico. Tanto o dirigente que sai como a que entra, Wasmalia Barata Bivar, são profissionais que conhecem bem o trabalho técnico da Instituição. Isso representa autonomia e a garantia de continuidade do bom trabalho que vem sendo realizado pelos servidores do IBGE nos últimos anos”.

Eduardo Pereira Nunes

Presidente do IBGE

02 de setembro de 2011

Hoje, reconheço que tive a grande sorte de começar a trabalhar profissionalmente, fora da academia, no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em 2 de maio de 1978. Lá trabalhei até julho de 1985. Perdi o medo de lidar com estatísticas, pelo contrário, passei a apreciá-las!

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Ônus de Matrícula dos Imóveis

Cristiano Romero (Valor, 26/08/11) informa que o governo prepara projeto de lei que, se for aprovado, poderá reduzir de forma drástica o risco de perda de capital em operações de crédito imobiliário para os bancos e, portanto, reduzir também as taxas de juro cobradas nos financiamentos. O projeto vai promover a concentração do chamado ônus de matrícula dos imóveis.

Hoje, os bancos incorporam, no cálculo da taxa de juro, o risco referente a uma possível execução judicial realizada, geralmente, em praça diferente daquela onde o empréstimo foi tomado. Por exemplo, determinada pessoa tem um imóvel em São Paulo e possui dívida em execução no Recife. Ela vende o imóvel e o comprador toma financiamento em banco. O banco verifica se a certidão do imóvel tem alguma pendência (gravame). Se não encontra, concede o financiamento. Dois ou três anos depois, o juiz executa a dívida no Recife e penhora o imóvel de São Paulo que já havia sido vendido. O banco que financiou o negócio perde o imóvel. Por causa desse risco, as instituições de crédito aumentam o juro dos empréstimos de todos os tomadores.

Com o projeto de lei, só valerá, em termos de cálculo do risco de crédito, aquilo que estiver registrado na matrícula do imóvel. Se o vendedor do imóvel está sendo executado em Manaus e o credor não tiver o cuidado de averbar num cartório aquela execução, ela não valerá contra terceiros.

Com a mudança, o comprador do imóvel poderá buscar na matrícula do mesmo a existência de gravame. Se não houver, ele poderá fechar a operação de crédito imobiliário com muito mais agilidade e segurança. O Banco Central estima que o risco de perda de capital representa 33% da formação da taxa de juro.

Caixa Preta

A manchete “Caixa tenta diminuir influência política”,  em matéria assinada por Fernando Travaglini (Valor, 25/08/11) chamou-me a atenção. Afinal, posso me considerar “privilegiado” por influência política, quando fui convidado pelo presidente da Caixa em janeiro de 2003, meu colega Jorge Mattoso, a assumir sua Vice-Presidência de Finanças e Mercado de Capitais? Ou fui “vítima”, em maio de 2007, quando o Ministro Guido Mantega pediu meu cargo à presidenta Fernanda, que já tinha me convidado para continuar representando a Caixa na FEBRABAN e na FUNCEF? O Ministro queria atender pedido do Ministro Aloísio Mercadante, meu ex-colega do Doutorado do Instituto de Economia da UNICAMP, em favor do ex-diretor deste Instituto – toc, toc, toc (bater 3 vezes na madeira). Ambos sabiam que eu não tinha padrinho político. Depois, disseram-me que o ex-diretor apelou até para ex-governador do Estado falar com o ministro a seu respeito. Ele está lá até hoje, mesmo sendo responsável pela compra do Banco PanAmericano, talvez, por isso mesmo…

Bem, não me queixo da lição político-partidária que recebi – não dá para confiar em ninguém de nenhum partido, quando há dinheiro, status e poder em jogo. Reputação profissional pouco importa.

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Projeção de Financiamento Habitacional

Apesar da crise mundial e do desaquecimento da economia, a Caixa reviu para cima a projeção de financiamento habitacional em 2011. A expectativa é chegar a R$ 90 bilhões, com alta de 18,75% em relação a 2010. Em média, a instituição tem emprestado R$ 7,5 bilhões por mês, 50% a mais do que fazia, no período de 12 meses, há oito anos.

As razões para o continuado boom do setor de construção residencial, que não deve ser considerado como bolha imobiliária, como é a alta de preços dos imóveis usados em alguns locais, são:

  1. a ampliação dos prazos de financiamento,
  2. a redução dos juros, a ascensão social ocorrida no país nos últimos anos, e
  3. o programa Minha Casa, Minha Vida, que subsidia a compra para a população de baixa renda.

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