Workshop sobre Pesquisas em Favelas II

No primeiro Workshop, realizado no dia 27 de agosto de 2010, várias lideranças em pesquisas acadêmicas e políticas públicas voltadas para as favelas discutiram as estratégias de desenvolvimento econômico, moradia e segurança implementadas no país. Um público de mais de 100 pessoas esteve presente e participou ativamente do evento, apontando a relevância de dar continuidade ao debate ali iniciado.

Este segundo Workshop tem dois objetivos. O primeiro é promover o diálogo entre gestores de políticas públicas, acadêmicos, lideranças comunitárias e moradores de favelas a respeito das vias de inclusão destas comunidades. O segundo objetivo é discutir e propor projetos de pesquisa que apontem para uma cidade mais integrada, mais sustentável e mais próspera.

As duas sessões da manhã contêm painéis nos seguintes temas:

[15 Setembro de 2011] cidadania e estratégias urbanas para a mobilização da comunidade, políticas públicas para economia das favelas (estarei presente como Palestrante), e políticas de segurança na cidade;

[16 Setembro de 2011] propostas para cidades sustentáveis, e projetos culturais e integração urbana.

Nas sessões da tarde dos mesmos dias, pequenos grupos discutirão como construir os projetos de pesquisa e outras iniciativas que conduzam à integração e à prosperidade das comunidades. Em anexo, segue a programação preliminar dos painéis e debates: PROGRAMAÇÃO-II WORKSHOP DA REDE DE PESQUISA EM FAVELAS.

Dez Maneiras de Ver uma Favela: Notas sobre a Economia Política da Nova Cidade (por Gary A. Dymski)

Eu conheci Gary Dymski de maneira engraçada, que ele me recordou recentemente. Em 1999, iniciando uma palestra sobre Minsky, em Workshop de Pós-keynesianos, realizado no IE-UFRJ, eu disse meu nome e, inesperadamente, lamentei: “Com este nome não tenho mais a menor chance de ser eleito Presidente do Brasil…” A platéia riu e, quando se calou, Gary gargalhou sozinho, pois a tradução se retardou. Aí, a platéia riu novamente. Depois, conversamos e fiquei com a impressão definitiva que ele é o norte-americano (californiano de esquerda) mais simpático – como jamais conheci outro!

Passamos 10 anos sem nos rever e eis que, no nosso reencontro, em outro Workshop (Centro Celso Furtado – FGVSP), percebemos que temos outro interesse em comum: “urbanização de favelas“. Ele coordena uma rede de Pesquisas sobre Favelas que envolve diversas Universidades brasileiras. Está realizando Workshop e me convidou para falar a respeito. Enviou-me texto preparatório da discussão que resumo abaixo e coloco link no final. Vejam como um norte-americano pode se tropicalizar e captar o jeitinho brasileiro!

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