Loucos e Santos (por Oscar Wilde)

Autor: Quino

Uma amiga, Carmem Garcia, dizia-me: “Amigos não são cúmplices!

Com o tempo, eu a entendi. Sorte nossa quando temos amigos que nos criticam, falam conosco o que devemos ouvir, e continuam amigos, porque levamos em conta suas corretas observações!

Como diz Oscar Wilde, “tenho amigos para saber quem eu sou“.

Reproduzo abaixo o texto completo de Oscar Wilde, que outra amiga, Glorinha, enviou-me. A seu convite, passei fim-de-semana ótimo, em Paquetá, com velhos amigos.

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Operação Compromissada

Operação compromissadanão é paquera de mulher casada! Daniela Machado (Valor, 05/09/11) destaca, corretamente, que a iniciativa de reduzir a parcela de Letras Financeiras do Tesouro (LFT) para melhorar o perfil da dívida pública brasileira pode ser infrutífera se o debate não incluir as operações compromissadas feitas pelo Banco Central. Economistas alertam que é preciso rediscutir o volume expressivo de mais de R$ 420 bilhões girados no curto prazo e totalmente atrelados à Selic. É por meio das chamadas operações compromissadas no mercado aberto que o Banco Central do Brasil garante que o juro básico, estabelecido no mercado de dinheiro, não se distancie muito da meta definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) para a taxa Selic. Para isso, compra ou vende títulos de sua carteira, garantindo ao mercado uma taxa que oscila ao redor da Selic. Em outras palavras, coloca a Selic-mercado no nível da Selic-meta.

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Troca da Parcela de Dívida Atrelada à Selic por Papéis Prefixados

Lucinda Pinto, Angela Bittencourt e Daniela Machado (Valor, 05/09/11) afirmam que ter taxa de juros baixa é pré-condição para que o governo consiga cumprir o objetivo de trocar a parcela de dívida atrelada à Selic por papéis prefixados, considerados mais “saudáveis” dentro da composição do endividamento público. Mas o corte de 0,5 ponto percentual na taxa Selic promovido na última reunião do Copom não garante, necessariamente, transição fácil. Para convencer os investidores a trocarem as LFTs que carregam em suas carteiras por títulos prefixados, será necessário garantir que a inflação estará sob controle pelos próximos anos, convicção que, hoje, não existe entre especialistas. Eu diria, em outras palavras, que mais importante é manter a tendência de queda da taxa de juros básica.

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