Produtividade Industrial X Salários

Sergio Lamucci (Valor, 06/09/11) noticia algo que, para economista com paranoia anti inflacionária, é um pavor! No primeiro semestre, os gastos com a mão de obra na indústria superaram a evolução da produtividade de modo generalizado, tendência que fica ainda pior quando se analisa as despesas salariais em dólares, devido à valorização de quase 10% do câmbio no período. De janeiro a junho, 15 dos 17 setores industriais que aparecem na Pesquisa Industrial de Emprego e Salário (Pimes), do IBGE, viram a folha de pagamento real em dólares ter variação superior ao da produtividade, de acordo com estudo da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Isto é visto como sinal de que “os patrões passarão o facão”, ou seja, o emprego na indústria já começará a encolher em alguns setores.

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Formação da Taxa de Juros Básica: Selic e CDI

Marcia Dessen (Folha de S. Paulo, 05/09/11), Certified Financial Planner, sócia e diretora-executiva do BMI Brazilian Management Institute, professora convidada da Fundação Dom Cabral e cofundadora do Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros, explicou, didaticamente, como é a cotação de um CDB que paga juros pela taxa DI. Irei editar e completar sua explicação.

Ela deu exemplo de um investidor que está em busca de um produto de investimento com rentabilidade superior à da poupança. Consulta o gerente de relacionamento do banco onde mantém sua conta-corrente e recebe a proposta de comprar um CDB (Certificado de Depósito Bancário) que pagará 85% da taxa DI, para o prazo mínimo de um ano, e, à medida que o prazo aumenta, aumentará também o percentual da taxa DI. Entretanto, ele confessa sua dificuldade para entender a cotação que recebeu do banco e quer saber, também, se é melhor do que um CDB de taxa prefixada.

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